Netanyahu: “Nós já vimos isso antes. Há uma raça superior; agora há uma fé superior.”

Foto: Reuters

Fonte: Robert Spencer Jihad Watch http://www.jihadwatch.org/

Netanyahu não pareceu ter afirmado que o Estado islâmico nada tem a ver com o Islã, ou satisfez qualquer outra bobagem politicamente correta. Se tivéssemos um Presidente dos Estados Unidos com tanta clareza e coragem moral…

Netanyahu:Nós já vimos isso antes. Há uma raça superior; agora há uma fé superior.” por Lauretta Brown, CNSNews.com,

16 de Setembro, 2014:

Em discurso no aniversário dos ataques ao Word Trade Centre no dia 11 de Setembro, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu comparou os grupos terroristas islâmicos como o ISIS, Hamas e Hezbollah aos nazistas: “Nós conhecemos isso. Nós já vimos isso antes. Há uma raça superior; agora há uma fé superior.”

“As táticas são uniformes. Terror em primeiro lugar contra o seu próprio povo”, Netanyahu disse aos participantes no Instituto Internacional para o Combate ao Terrorismo (ICT), por ocasião da 14ª conferência anual realizada em Herzliya, um centro de tecnologia israelense localizado a cerca de seis milhas ao norte de Tel Aviv.

“Há uma raça superior; agora há uma fé superior. E isso permite que você faça qualquer coisa a qualquer um, mas primeiramente para o seu próprio povo e depois para todos os outros”, Netanyahu continuou, em referência à ideologia nazista decorrente da crença de Adolf Hitler, detalhado em seus discursos e escritos, que arianos eram a “raça superior”.

“E o que você faz para os outros? Pra isso você usa novas técnicas. E as novas técnicas envolvem em primeiro lugar, assumir o controle das populações civis, colocando-se dentro de áreas civis, em violação às leis de guerra e da Convenção de Genebra; usando o seu povo como escudos humanos, as mesmas pessoas que você executa; e, em seguida dispara indiscriminadamente contra civis. Você se esconde atrás de civis, você atira nos civis. E você dispara foguetes e mísseis.“

“E isso cria um novo conjunto de problemas. E esses problemas nascem do fato de que é muito mais difícil combater este tipo de terror – muito mais difícil. É muito mais fácil combater um exército: tanques, artilharia, centros de comando, espaços abertos. Você destrói isso, você destrói o exército. Fim da guerra.”

“Mas essas pessoas, por estarem forçando você a enfrentar os limites morais que as democracias obedecem, estão basicamente forçando você a lutar uma nova guerra.”

Netanyahu descreveu o que ele chamou de “abismo moral” entre os grupos islâmicos como o Hamas e as democracias ocidentais.

“Toda Israel lamentou o 11 de setembro. Em Gaza, eles estavam dançando sobre os telhados. Eles estavam distribuindo doces.”, disse Netanyahu. “Essa é a divisão moral. Nós lamentamos; eles celebram a morte de milhares de inocentes.”

“E então, quando os EUA eliminaram Bin Laden, eu, falando para praticamente todo o país, parabenizei o Presidente Obama. Em Gaza, o Hamas condenou os EUA e chamou Bin Laden de “guerreiro sagrado”, um guerreiro sagrado do Islã. Essa é a divisão moral. Nós celebramos;  eles  lamentam a morte de um arqui-terrorista “, apontou o primeiro-ministro israelense.

“Agora essa divisão moral nunca ficou tão clara como hoje, porque o Hamas, como a Al-Qaeda e suas afiliadas al-Nusra ou esse novo crescimento do ISIS, ou Boko Haram, al-Shabab, o Hezbollah apoiado pelo Irã – todos são galhos da mesma árvore venenosa. Todos representam um perigo claro e presente para a paz e a segurança do mundo e de nossa civilização comum.”

Netanyahu ressaltou que, apesar de suas divisões internas, todos os vários grupos terroristas islâmicos usam a violência para atingir o seu “objetivo comum único.”

“Esses grupos não têm absolutamente nenhum impedimento moral para as suas intenções insanas. Uma vez que obtiver um enorme poder eles irão desencadear toda a sua violência, todo o seu zelo ideológico, todo o seu ódio, com armas de destruição em massa.”

“O que temos visto é o colapso de antigos regimes e forças islâmicas emergindo, ódios antigos – xiitas contra xiitas, mas principalmente xiitas contra sunitas, sunitas contra sunitas – todos chegam explodindo das camadas subterrâneas da historia e da frustração”, explicou.

“E todos eles têm um objetivo comum. O objetivo é: nós estabeleceremos um novo domínio islâmico, pela primeira vez no Oriente Médio e nos pensamentos distorcidos, em todo o mundo. Todos eles concordam com isso. Eles não estão limitados ao alcance de um território. Eles não estão limitados às fronteiras… eles podem estar ancorados em um determinado lugar, mas o objetivo deles é dominar o mundo todo, para purificá-la dos infiéis – primeiro o seu próprio povo, muçulmanos e, em seguida, todos os outros. – Insanidade.”

Netanyahu acrescentou que todos eles usam as mesmas táticas para alcançar seu objetivo comum.

“Todos concordam que eles têm que estabelecer um califado. Todos eles discordam sobre quem deve ser o califa. Essa é a natureza de suas divergências. E todos eles usam basicamente a mesma tática e essa é a violência desenfreada, medo – medo – terror”, disse ele.

“Algo entre 1.000 a 2.000 pessoas são executadas anualmente, executadas no Irã. Eu não estou falando de criminosos; Eu não estou falando de pessoas que violaram a lei – mas de pessoas que tem a audácia de ter uma visão diferente, de questionar o regime”, continuou Netanyahu.

“E eles são pendurados em praça pública e, por vezes, eles são pendurados em guindastes. Eles não têm um número suficiente de cadafalsos (ou forcas). E você vê a mesma coisa, a mesma coisa  –  sem receber a mesma importância ou visibilidade – do ISIS, mesma técnica”, ressaltou.

“Você assume o controle da população. A primeira coisa é, sim, você decapita as cabeças num trágico barbarismo que nós testemunhamos, mas você também leva as pessoas para os fossos e atira nelas às centenas e milhares.”

Netanyahu concluiu que lutar contra os extremistas islâmicos “requer armas defensivas e ofensivas, mas acima de tudo, é necessário que, creio eu, ter clareza e coragem; clareza para entender que eles estão errados, e que nós estamos certos; eles são maus, nós somos bons. Lá, não existe relativismo moral.

“Essas pessoas que decapitam cabeças, pisam nos direitos humanos e os transformam em pó, são nefastos e precisam ser enfrentados. O mal tem que ser combatido”, disse ele.

Netanyahu terminou seu discurso com uma nota de esperança, dizendo: “Eu posso te surpreender quando eu lhe digo que acho que a militância islâmica será derrotada…  Eu penso que acabará por desaparecer do palco da história, porque eu penso que eles são um grande fracasso – e não sabem como administrar as economias, e nada podem oferecer aos jovens que são atraídos por qualquer tipo de futuro.

“Isso pode controlar suas mentes agora, mas em última análise, a disseminação da tecnologia da informação vai evitar isso, vai dar escolhas às pessoas. Mas isso pode levar um longo tempo.”

“E nós fomos capazes de prever no passado que as ideologias radicais – que inflamam as mentes de milhões de pessoas – focaram suas atenções nas minorias, geralmente começando com os judeus, [mas] isso nunca acaba com os judeus. Eles acabam falhando, também. Isso aconteceu no século passado. Mas antes de falharem, derrubaram dezenas de milhões com eles e um terço do nosso próprio povo.

Isso não vai acontecer de novo.”, prometeu.

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