O Islã é uma religião pacífica?

Larry Elder Show entrevista Robert Spencer (Jihad Watch).

Larry Elder

Robert SpenderRobert Spencer é autor de 13 livros, com dois deles na lista do The New York Times Best Sellers: The Truth about Muhammad e The Politically Incorrect Guide to Islam (and The Crusades). Conduz seminários para o Comando Central dos Estados Unidos, FBI, U.S. Intelligence Agency incluindo artigos em todos os jornais e palestras em universidades americanas.                     Conheça Robert Spencer : Jihad Watch http://buff.ly/1qyxbUT

Larry Elder: O Islã é uma religião de paz que foi sequestrada por extremistas islâmicos como diz George W. Bush? 

Robert Spencer: Há milhões de muçulmanos pacíficos… mas, o fato é que os muçulmanos radicais estão usando os principais textos do Islã, que estão profundamente enraizados na teologia islâmica, na tradição, na história e nas leis para justificar suas ações, e esses muçulmanos radicais são capazes de recrutar e motivar os terroristas ao redor do mundo, apelando a esses textos islâmicos centrais… e na medida em que os elementos radicais e violentos da religião continuam, e são muito arraigados, seremos extremamente ingênuos se não reconhecermos isso e se não tentarmos fazer com que os muçulmanos moderados reconheçam também  para que uma verdadeira reforma possa acontecer.

Elder: Existe alguma tradução do Alcorão retirada das declarações mais radicais? 

Spencer: O único Alcorão que realmente importa é o que está em árabe, porque de acordo com a teologia islâmica tradicional, Allah (Deus)… estava falando com Muhammad através do anjo Gabriel e a linguagem é intrínseca, não pode ser separada da mensagem. O fato é que o que está em árabe é muito claro… mas em duas direções opostas. Você encontrará muitos versos sobre paz e tolerância, e também muitos e muitos versos sancionando e obrigando a violência contra os não-crentes ou infiéis.

Você encontrará muitos muçulmanos moderados, porta-vozes e defensores dos americanos muçulmanos neste país que citarão á você os versos pacíficos e tolerantes sem fazer nenhuma referência aos versos violentos… quando você lê os próprios teólogos islâmicos… você descobre que realmente enfrentam este problema diretamente… alguns dos pensadores mais respeitados da história islâmica dizem o seguinte: quando você se depara com esse tipo de discordância, onde você vê a paz em um lugar e violência em outro, você tem que adotar o que foi revelado por último, anulando o que foi revelado antes. Infelizmente, para os moderados, os versos violentos foram revelados mais tarde e consequentemente anulam os versos pacíficos, mas você não vai ouvir isso dos grupos defensores dos americanos muçulmanos.

… o que precisamos ter é um reconhecimento sincero desse fato e uma reforma dos próprios muçulmanos moderados, da mesma forma que o Papa pediu desculpas pelas Cruzadas e o Cristianismo em geral repudiou a teologia que lhes deu origem. Então, precisamos ver… os moderados em grande escala repudiando a teologia que levou a violenta jihad que os radicais estão usando para justificar suas ações.

Elder: Você escreveu: “Os muçulmanos devem apresentar aos não-muçulmanos as três opções da Sura 9:29 do [Alcorão]: Conversão, submissão com status de segunda classe sob regras islâmicas, ou morte”.

Spencer: Correto. Esta é uma tradição profundamente enraizada no Islã. O Islã é o único entre as religiões que tem uma doutrina teológica apoiada em um sistema jurídico que determina a violência contra os não-crentes. Nem todos os muçulmanos levam a sério, mas os radicais sim, e eles estão trabalhando para recrutar e motivar os terroristas. Então… sempre que alguém diz que quer instituir lei Sharia Islâmica em um país se refere a essas leis. Eles não preveem a igualdade de direitos e a dignidade aos não-muçulmanos em uma sociedade muçulmana… [mas] obrigam exatamente o contrário, que não-muçulmanos não tenham igualdade de direitos, excluindo inclusive vários empregos, porque eles não terão autoridade sobre os muçulmanos.

Eles devem pagar um imposto especial chamada jizya que é referido no versículo que você mencionou… a humilhação deles e o status inferior são reforçados com vários outros regulamentos, ainda parte da lei islâmica, e passível de ser aplicados por muçulmanos radicais e por aquele que quer ganhar poder e instituir a lei islâmica. … qualquer pessoa que se preocupa com os direitos humanos deve resistir e participar da guerra ao terror.

Elder: Nessas “madrasas” (escolas de ensino islâmico), onde eles estão ensinando o Alcorão, que ensina o ódio aos judeus, ao cristianismo e ao Ocidente, seu argumento é que eles não estão corrompendo o  texto islâmico, eles estão ensinando o texto real. 

Spencer: Eles estão trabalhando em cima do texto islâmico claro e real. Muçulmanos radicais em todo o mundo chamam judeus de “macacos” e “porcos“. Isso vem de várias passagens muito claras do Alcorão que dizem que judeus e cristãos estão sob a maldição de Deus, por causa de sua desobediência e recusa em aceitar que Maomé é um profeta … Deus os transformou em macacos e porcos. O fato de que este tipo de ódio está tão profundamente enraizado no núcleo do texto islâmico que torna ainda mais difícil de erradicar.

Elder: O que significa jihad, esse dever ou obrigação, tão essencial a todo muçulmano?

Spencer: Quando as pessoas dizem que a jihad é um esforço pacífico  -isso significa “esforço”, literalmente e significa alinhar a alma em sintonia com os ensinamentos do Alcorão e da vontade da lei, isso é verdade. Mas não é o único significado de jihad, ou até mesmo o significado principal. Ao longo da história islâmica, da teologia e do direito islâmico, você tem a jihad violenta como o principal entendimento do que ela significa. Ou seja, essa responsabilidade coletiva da comunidade islâmica com a guerra contra os não-muçulmanos, até que eles se convertam ou se submetam como cidadãos de segunda classe sob o governo islâmico.

Essa entrevista foi realizada em 10 de novembro de 2003.

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