Netanyahu: “Não são militantes. Não é o Islã. É o Islã militante “.

Fonte/Source:  Netanyahu: “It’s not militants. It’s not Islam. It’s militant Islam.”

Photo Cover Page: ONU: Andrew Burton/Getty Images


Netanyahu: “Não são militantes. Não é o Islã. É o Islã militante”

Por Robert Spencer 

30 de Setembro de 2014


Essa declaração do Netanyahu parece significar que a ameaça não vem dos militantes, que nada têm a ver com o Islã. Isso é o que Obama, Kerry, Cameron, May e todo o resto de estúpidos e ingênuos líderes Ocidentais querem nos fazer crer, ou seja, que isso não tem a ver com todos os Muçulmanos, mas proveniente dos militantes Muçulmanos, quando utilizam textos e ensinamentos do Islã para justificar a violência e a supremacia.

Em todo o caso, está mais próxima da verdade, do que qualquer formulação, que qualquer outro líder não-Muçulmano tem usado.

Este é um discurso brilhante. Assista ao vídeo ou leia tudo.

[Transcrição] Discurso do Primeiro-Ministro Benjamin Netanyahu, na Assembléia Geral das Nações Unidas, 29 de setembro de 2014.

“Obrigado, Sr. Presidente, Delegados, venho aqui de Jerusalém para falar em nome do meu povo, o povo de Israel. Eu vim aqui para falar sobre os perigos que enfrentamos e sobre as oportunidades que vemos. Eu vim aqui para expor as mentiras deslavadas ditas desta tribuna contra o meu país e contra os bravos soldados que o defende.

Senhoras e Senhores, O povo de Israel reza pela paz, mas as nossas esperanças e a esperança do mundo para a paz estão em perigo. Porque à todo lugar que olhamos, o Islã militante está em marcha.

 Não são os militantes. Não é o Islã. É o Islã militante.

Tipicamente, as primeiras vítimas são os outros Muçulmanos, mas não poupam ninguém. Cristãos, Judeus, Curdos, Yazidis — nenhum credo, nenhuma fé, nenhum grupo étnico está além da visão. E isso está se espalhando rapidamente em todas as partes do mundo.

Você conhece o famoso ditado Americano: “Toda a política é local”? Para os militantes Islâmicos: “Toda a política é global.”

Porque o seu objetivo final é dominar o mundo.

Agora, essa ameaça pode parecer exagerada para alguns, uma vez que começa pequeno, como um câncer que ataca uma parte específica do corpo. Mas se não for controlado, o câncer cresce, gerando metástases em áreas cada vez mais amplas.

Para proteger a paz e a segurança do mundo, precisamos extirpar esse tipo de câncer antes que seja tarde demais.

Na semana passada, muitos dos países aqui representados, e com razão, aplaudiram acertadamente o presidente Obama por liderar o esforço militar para enfrentar o Estado Islâmico (ISIS).

Entretanto, semanas antes, alguns desses mesmos países, os mesmos países que agora apóiam o confronto com o ISIS, se opuseram a Israel por enfrentar o Hamas. Eles evidentemente não entendem que o ISIS e o Hamas são galhos da mesma árvore venenosa.

ISIS e Hamas compartilham uma crença fanática, que ambos procuram impor muito além do território sob seu controle.

Ouça o autodeclaradoCalifa do ISIS, Abu Bakr Al-Baghdadi. Isso é o que ele disse há dois meses: “E breve, o dia chegará, quando o Muçulmano andará por toda parte como um mestre… Os Muçulmanos farão com que o mundo ouça e entenda o significado de terrorismo… e destruirão o ídolo da Democracia.” Agora, ouça o Khaled Meshaal, líder do Hamas. Ele proclama uma visão similar do futuro: “Dizemos isso para o Ocidente… Por Alá, vocês serão derrotados. Amanhã a nossa nação sentará no trono do mundo.”

Como deixa claro a “Carta do Hamas”, o objetivo imediato do Hamas é destruir Israel. Mas o Hamas tem um objetivo mais amplo. Eles também querem um Califado. Hamas compartilha as ambições globais com seus companheiros militantes Islâmicos.

É por isso que os seus seguidores aplaudiram ferozmente, nas ruas de Gaza, quando milhares de Americanos foram assassinados em 11 de Setembro de 2001. E é por isso que seus líderes condenaram os Estados Unidos por matarem Osama Bin Laden, o qual é venerado como um guerreiro sagrado.

Assim, quando se trata de seus objetivos finais, o Hamas é ISIS e o ISIS é o Hamas.

E o que eles têm em comum, que todos os militantes Islâmicos compartilham em comum:  • Boko Haram na Nigeria; • Ash-Shabab na Somalia; • Hezbollah na Lebanon; • An-Nusrah na Syria; • The Mahdi Army na Iraq; • E as ramificações da Al-Qaeda mo Yemen, Libya, Philippines, India entre outros lugares.

Alguns são sunitas radicais, outros xiitas radicais. Alguns querem restaurar um califado pré-medieval a partir do século 7. Outros querem provocar o retorno apocalíptico de um imã do século 9. Eles operam em diferentes países, eles têm como alvo diferentes vítimas e até mesmo matam uns aos outros em busca da supremacia.

Mas todos compartilham uma ideologia fanática. Todos procuram criar eternos enclaves de militantes Islâmicos, onde não há liberdade e não há tolerância — Onde as mulheres são tratadas como escravas, onde os Cristãos são dizimados, e as minorias são subjugadas, por vezes, dada uma forte escolha: conversão ou morte.

Para eles, qualquer um pode ser um infiel, incluindo outros Muçulmanos.

Senhoras e senhores, A ambição do Islã Militante de dominar o mundo parece loucura. Mas, o mesmo aconteceu com as ambições globais de uma outra ideologia fanática que chegou ao poder há oito décadas atrás.

Os Nazistas acreditavam numa raça superior. Os militantes Islâmicos acreditam numa fé superior. Eles só discordam sobre quem entre eles será o superior… da fé superior. Isso é o que eles realmente discordam. Portanto, a questão diante de nós é se o Islã militante terá o poder de realizar as suas ambições desenfreadas.

Há um lugar onde isso poderá acontecer em breve: O Estado Islâmico do Irã.

Por 35 anos, o Irã tem implacavelmente perseguido a missão global que lhe foi estabelecida por seu regente fundador, o Aiatolá Khomeini, com estas palavras: “Nós vamos exportar nossa revolução para o mundo inteiro.”

Até o grito “Não há Deus senão Allah” ecoará por todo o mundo…  E desde então, os brutais executores do regime, a Guarda Revolucionária do Irã, vem fazendo exatamente isso.

Ouça o seu atual comandante, o general Muhammad Ali Ja’afari.  Ele afirma claramente esse objetivo. Ele disse: “Nosso Imã não limitou a Revolução Islâmica para este país… Nosso dever é preparar o caminho para um governo Islâmico mundial…”

O presidente do Irã, Rouhani, esteve aqui na semana passada, e derramou lágrimas de crocodilo sobre o que chamou de                    “a globalização do terrorismo”.

Talvez ele deva nos poupar dessas falsas lágrimas, e ao invés, ter uma palavra com o comandante da Guarda Revolucionária do Irã. Ele poderia pedir para cancelar a campanha de terror global do Irã, que incluiu ataques em duas dezenas de países em cinco continentes sozinho desde 2011.

Dizer que o Irã não pratica o terrorismo é como dizer que Derek Jeter nunca jogou “shortstop” para o New York Yankees.

Toda essa lamúria do presidente Iraniano sobre a propagação do terrorismo, tem que virar uma das maiores exposições da história do duplo sentido.

Agora, algumas pessoas ainda argumentam que a campanha global de terror do Irã, e a subversão nos países de todo o Oriente Médio e para muito além do Oriente Médio, é obra de extremistas. Dizem que as coisas estão mudando. Apontam para as eleições do ano passado no Irã. Alegam que o presidente, de fala suave do Irã, e ministro das Relações Exteriores, mudaram não só o tom da política externa do Irã, como também a sua substância. Eles acreditam que Rouhani e Zarif realmente querem se reconciliar com o Ocidente, que abandonaram a missão global da Revolução Islâmica.

Será? Então, vamos ver o que o chanceler Zarif escreveu em seu livro há alguns anos atrás:                                                                               “Nós temos um problema fundamental com o Ocidente, e especialmente com a América. Isso ocorre porque somos herdeiros de uma missão global, que está ligada à nossa razão de ser… A missão global que está ligada à nossa razão de ser.”

E adiante, Zarif faz uma pergunta, que eu acho muito interessante. Ele diz:                                                                                                  “Como é que a Malásia [ele está se referindo a um país predominantemente Muçulmano] como é que a Malásia não tem problemas semelhantes? E ele responde: “Porque a Malásia não está tentando mudar a ordem internacional”.

Esse é o tal moderado. Portanto, não se deixe enganar pelo charme manipulador ofensivo do Irã. Ele foi projetado para uma finalidade, e com apenas um propósito: Levantar as sanções e remover os obstáculos do caminho do Irã para a bomba.

A República Islâmica  está agora tentando ludibriar o seu caminho para alcançar um acordo que irá remover as sanções que ainda enfrenta, e deixá-la com a capacidade de milhares de centrífugas para enriquecer urânio. Isso poderia efetivamente consolidar o Irã como a mais nova potência nuclear militar.

No futuro, num momento de sua escolha, o Irã, o estado mais perigoso do mundo, na região mais perigosa do mundo, poderá obter as armas mais perigosas do mundo.

Se permitirmos que aconteça, representará a mais grave ameaça a todos nós.

Uma coisa é enfrentar os militantes Islâmicos em picapes, armados com fuzis Kalashnikov.  Outra coisa é enfrentar os militantes Islâmicos armados com armas de destruição em massa. Me recordo que no ano passado, todo mundo aqui estava certamente preocupado com as armas químicas na Síria, incluindo a possibilidade de que elas pudessem cair nas mãos de terroristas. Isso não aconteceu. E o presidente Obama merece grande crédito por liderar um esforço diplomático para desmontar praticamente toda a capacidade de armas químicas da Síria.

Imagina o quão perigoso poderia ser se o Estado Islâmico (ISIS) possuísse armas químicas. Agora imagina o quão mais perigoso seria se o Estado Islâmico do Irã possuir armas nucleares.

Senhoras e Senhores, Vocês deixariam o ISIS enriquecer urânio? Vocês deixariam o ISIS construir um reator de água pesada?Vocês deixariam o ISIS desenvolver mísseis balísticos intercontinentais? Claro que não. Então vocês não devem deixar o Estado Islâmico do Irã seguir nesse caminho.

 Porque aqui está o que vai acontecer:

Uma vez que o Irã produza bombas atômicas, todo o charme e todos os sorrisos vão desaparecer de repente. Eles vão desaparecer. É a partir deste momento que os aiatolás irão mostrar a sua verdadeira face e libertar o seu fanatismo agressivo em todo o mundo.

Há somente uma linha de ação responsável para enfrentar essa ameaça: Desmantelar totalmente a capacidade militar nuclear do Irã. Não se engane — o ISIS tem que ser derrotado. Mas derrotar o ISIS e deixar o Irã no limiar da potência nuclear é vencer a batalha e perder a guerra.

Senhoras e Senhores, A luta contra o Islã militante é indivisível. Quando o Islã militante é bem sucedido em qualquer lugar, ele é encorajado em todos os lugares. Quando sofre um golpe em algum lugar, é um retrocesso em todos os lugares. É por isso que a luta de Israel contra o Hamas não é apenas a nossa luta. É a sua luta. Israel está lutando hoje contra o fanatismo que seus países podem ser forçados a lutar amanhã.

No verão passado, durante 50 dias, o Hamas disparou milhares de foguetes contra Israel, muitos deles fornecidos pelo Irã. Eu quero que vocês pensem sobre o que seus países fariam se milhares de foguetes fossem disparados contra as suas cidades.

Imaginem milhões de seus cidadãos tendo apenas alguns segundos no máximo para se abrigarem contra os bombardeios, dia após dia. Vocês não deixariam terroristas dispararem foguetes contra as suas cidades com impunidade. Nem vocês deixariam os terroristas cavarem dezenas de túneis do terror sob suas fronteiras para se infiltrarem em suas cidades, a fim de matar e sequestrar seus cidadãos.

Israel justamente defendeu-se contra ambos os ataques de foguetes e túneis do terror. No entanto, Israel também enfrentou outro desafio. Enfrentamos uma guerra de propaganda. Porque, na tentativa de ganhar a simpatia mundial, o Hamas cinicamente usou civis Palestinos como escudos humanos. Usaram escolas, não apenas escolas — escolas da ONU, casas particulares, mesquitas e até mesmo hospitais para armazenar e lançar foguetes sobre Israel.

Como Israel atingiu cirurgicamente os lançadores de foguetes e os túneis, civis Palestinos foram tragicamente, mas involuntariamente mortos. Há imagens comoventes que resultaram, e estas alimentaram acusações caluniosas de que Israel estaria deliberadamente contra os civis.

Nós não estávamos. Lamentamos profundamente cada vítima civil. E a verdade é esta: Israel estava fazendo de tudo para minimizar as baixas de civis Palestinos. Hamas estava fazendo de tudo para maximizar a morte de civis Israelenses e a mortes de civis Palestinos.

Israel lançou panfletos, fez telefonemas, enviaram mensagens de texto, avisos transmitidos em Árabe na televisão Palestina, sempre para permitir que os civis Palestinos pudessem evacuar as áreas específicas.

Nenhum outro país, nenhum outro exército na história assumiu tamanho comprometimento para evitar baixas entre a população civil de seus inimigos. Esta preocupação com a vida dos Palestinos foi ainda mais notável, uma vez que civis Israelenses estavam sendo bombardeados por mísseis dia após dia, noite após noite.

À medida em que suas famílias estavam sendo bombardeadas pelo Hamas, o exército dos cidadãos de Israel — os bravos soldados do IDF, nossos meninos e meninas — mantiveram os mais altos valores morais de qualquer exército no mundo. Os soldados de Israel não merecem condenação, mas sim, admiração. Admiração das pessoas decentes de toda parte.

Agora, aqui está o que o Hamas fez:

Hamas incorporou suas baterias de mísseis em áreas residenciais e disse aos Palestinos para ignorar os avisos de Israel para que saiam. E para que ficasse bem claro às pessoas que não entenderem a mensagem, executaram os civis Palestinos em Gaza que se atreveram a protestar.

Não menos repreensível, Hamas deliberadamente colocou foguetes, onde as crianças Palestinas vivem e brincam. Deixe-me mostrar-lhe uma fotografia. Ela foi feita por uma equipe da France 24, durante o recente conflito.

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Foto: BRENDAN MCDERMID / REUTERS

A foto mostra dois lançadores de foguetes do Hamas, que foram utilizados para nos atacar. Você vê três crianças brincando ao lado deles. Hamas deliberadamente colocou seus foguetes em centenas de áreas residenciais como esta. Centenas delas.

Senhoras e senhores, Isso é um crime de guerra. E eu digo ao presidente Abbas, estes são os crimes de guerra cometidos por seus parceiros, o Hamas, no Governo de Unidade Nacional que você lidera e você é responsável. E esses são os crimes de guerra de verdade, que você deveria ter investigado ou se posicionado contra, nesta tribuna, na semana passada.

Senhoras e Senhores, Apesar das crianças Israelenses amontoadas em abrigos antiaéreos e o sistema de defesa antimíssil Iron Dome de Israel destruindo os foguetes do Hamas no céu, a diferença moral profunda entre Israel e Hamas ficou clara: Israel estava usando seus mísseis para proteger suas crianças enquanto o Hamas estava usando seus filhos para proteger seus mísseis.

Ao investigar Israel, em vez do Hamas, por crimes de guerra, o Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas traiu sua nobre missão de proteger os inocentes. Na verdade, está pondo as leis de guerra de cabeça para baixo.

Para Israel, que tomou medidas sem precedentes para minimizar as baixas civis, a condenação. Para o Hamas, que tanto alvejou e se escondeu atrás de civis — um duplo crime de guerra — foi dado um passe.

O Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas enviou assim uma mensagem clara para os terroristas em toda parte: Use civis como escudos humanos. Use-os de novo e de novo e de novo. Você sabe por quê? Porque, infelizmente, isso funciona.

Ao conceder legitimidade internacional para o uso de escudos humanos, o Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas tornou-se assim o Conselho de Direitos Terroristas, e que terá consequência. E provavelmente já as têm, com o uso de civis como escudos humanos.

Não é só o nosso interesse. Não são apenas os nossos valores que estão sob ataque. São os seus interesses e os seus valores.

Senhoras e Senhores, Nós vivemos num mundo mergulhado em tirania e terror, onde gays são enforcados em guindastes, em Teerã; presos políticos são executados em Gaza; meninas são raptadas em massa na Nigéria e centenas de milhares são mortas na Síria, Líbia e Iraque.

No entanto, quase a metade, quase a metade das resoluções do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas focam um único país, e tem sido dirigido diretamente contra Israel, a única verdadeira Democracia do Oriente Médio.

Israel, onde as questões são abertamente debatidas num parlamento turbulento, onde os direitos humanos são protegidos por tribunais independentes e onde mulheres, gays e minorias vivem numa sociedade genuinamente livre.

Os Direitos Humanos… (isso é um paradoxo, o Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, mas vou usá-lo assim mesmo), o tratamento preconceituoso do Conselho à Israel é apenas uma manifestação do retorno dos preconceitos mais antigos do mundo.

Hoje em dia ouvimos multidões na Europa pedindo o gaseamento de Judeus. Ouvimos alguns líderes nacionais comparando Israel com Nazistas. Essa não é uma função das políticas de Israel. É uma função das mentes doentes. E essa doença tem um nome. Chama-se anti-semitismo.

Isso agora está se espalhando nas sociedades civilizadas, onde se disfarça como crítica legítima à Israel. Durante séculos o povo Judeu tem sido demonizado com difamações sanguinárias e acusações de deicídio.  Nota:Deicídio significa literalmente “matar Deus” e geralmente refere-se à execução de Jesus pela crucificação.

Hoje, o Estado Judeu é demonizado com panfletos de apartheid e acusações de genocídio. Genocídio?                                                           Em que universo moral o genocídio inclui avisos à população civil do inimigo para que saiam do caminho do conflito? Ou que garanta que eles recebam toneladas, toneladas de ajuda humanitária a cada dia, mesmo quando milhares de foguetes estão sendo disparados contra nós? Ou a criação de um hospital de guerra para ajudar os seus feridos?

Bem, acho que é o mesmo universo moral, onde um homem que escreveu uma dissertação de mentiras sobre o Holocausto, e que insiste numa Palestina livre de Judeus, Judenrein, pode subir neste palanque e descaradamente acusar Israel de genocídio e limpeza étnica. No passado, mentiras ultrajantes contra os Judeus foram os precursores do massacre do nosso povo.

Agora acabou.

Hoje, o povo Judeu, tem o poder de se defender. Vamos nos defender contra os nossos inimigos no campo de batalha. Iremos expor suas mentiras contra nós no tribunal da opinião pública. Israel continuará orgulhosa e inflexível.

Senhoras e Senhores, Apesar dos enormes desafios que Israel enfrenta, acredito que nós temos uma oportunidade histórica.

Depois de décadas vendo Israel como inimigo, lideranças de estado do mundo Árabe reconhecem que juntos, cada vez mais, nós e eles, enfrentamos muitos dos mesmos perigos: Isso significa principalmente o Irã com armas nucleares e movimentos de militantes Islâmicos ganhando terreno no mundo sunita.

Nosso desafio é transformar esses interesses comuns para criar uma parceria produtiva. Uma parceria que irá construir um mundo mais seguro, pacífico e próspero no Oriente Médio.

Juntos, poderemos reforçar a segurança regional. Nós podemos avançar em projetos de água, agricultura, transporte, saúde, energia e em tantos outros campos.

Acredito que essa parceria também pode ajudar a facilitar a paz entre Israel e os Palestinos. Muitos, há algum tempo, assumem que uma paz entre Israelenses e Palestinos pode ajudar a facilitar uma aproximação mais ampla entre Israel e o mundo Árabe. Mas, hoje em dia, acho que pode funcionar ao contrário: ou seja, que uma aproximação mais ampla entre Israel e o mundo Árabe pode ajudar a facilitar a paz entre Israelenses e Palestinos.

E, portanto, para alcançar a paz, devemos olhar não só para Jerusalém e Ramallah, mas também para o Cairo,  Amã, Abu Dhabi, Riade entre outros lugares. Eu acredito que a paz pode ser realizada com o envolvimento ativo dos países Árabes, aqueles que estão dispostos a prestar apoio político, material entre outros apoios indispensáveis. Estou pronto para fazer um acordo histórico, não porque Israel está ocupando uma terra estrangeira. O povo de Israel não é ocupante na Terra de Israel. A História, a Arqueologia e o bom senso deixam claro que nós tivemos um apego singular a esta terra por mais de 3000 anos.

Eu quero paz, porque eu quero criar um futuro melhor para o meu povo. Mas deve ser uma paz genuína, ancorada no reconhecimento mútuo e em medidas duradouras de segurança, com medidas de seguranças solidas como a rocha na terra.

Porque, veja bem, as retiradas de Israel do Líbano e de Gaza criaram dois enclaves por militantes Islâmicos nas nossas fronteiras, da qual dezenas de milhares de mísseis foram disparados contra Israel.

Essas experiências decepcionantes aumentaram as preocupações de segurança de Israel em relação a potenciais concessões territoriais no futuro. Essas preocupações sobre segurança são ainda maiores hoje em dia. Basta olhar ao redor.

O Oriente Médio é um caos. Estados estão se desintegrando. E os militantes Islâmicos estão preenchendo o vazio.

Israel não pode aceitar que os territórios dos quais se retirou, sejam ocupados por militantes Islâmicos mais uma vez, como aconteceu em Gaza e no Líbano. Isso colocaria os similares do ISIS dentro da faixa de terra  — a poucos quilômetros — de 80% da nossa população.

Pense sobre isso. A distância entre as linhas de 1967 e dos subúrbios de Tel Aviv é como a distância entre esse prédio da ONU e a Times Square. Israel é um país minúsculo.

É por isso que em qualquer acordo de paz, que obviamente exigirá um compromisso territorial, e sempre insistirei para que Israel seja capaz de se defender por si só contra qualquer ameaça. No entanto, apesar de tudo que vem acontecendo, alguns ainda não levam as preocupações com a segurança de Israel a sério. Mas eu faço, e sempre farei. Porque, como Primeiro-Ministro de Israel, me foi confiado essa enorme responsabilidade de assegurar o futuro do povo Judeu e do futuro do Estado Judeu. E seja qual for à pressão exercida, nunca exitarei de cumprir essa responsabilidade.

Acredito, que com uma nova abordagem dos nossos vizinhos, poderemos avançar a paz, apesar das dificuldades que enfrentamos.

Em Israel, temos um recorde de tornar possível o impossível. Fizemos uma terra desolada florescer. E com muito poucos recursos naturais, temos utilizado as mentes férteis do nosso povo para transformar Israel em um centro global de tecnologia e inovação.

Paz, é claro, permitiria Israel realizar todo o seu potencial e trazer um futuro promissor, não só para o nosso povo, não só para o povo Palestino, mas para muitos, muitos outros em nossa região.

Mas o modelo antigo para a paz precisa ser atualizado. E isso deve levar em conta novas realidades, novos papéis e responsabilidades para os nossos vizinhos Árabes

Senhoras e Senhores, Há um novo Oriente Médio. Ele apresenta novos perigos, mas também novas oportunidades. Israel está preparado para trabalhar com os parceiros Árabes e a comunidade internacional, para enfrentar esses perigos e para aproveitar essas oportunidades. Juntos, temos de reconhecer a ameaça global do Islamismo militante, a primazia de desmantelar a capacidade de armas nucleares do Irã e do papel indispensável dos estados Árabes para promover a paz com os Palestinos.

Tudo isso pode voar diante dos olhos da sabedoria convencional, mas é a verdade. E a verdade deve sempre ser dita, especialmente aqui, nas Nações Unidas.

Isaías, o grande profeta da paz, nos ensinou a cerca de 3.000 anos atrás, em Jerusalém, para falar a verdade ao poder.                    “לְמַעַן צִיּוֹן לֹא אֶחֱשֶׁה וּלְמַעַן יְרוּשָׁלִַם לֹא אֶשְׁקוֹט עַד-יֵצֵא כַּנֹּגַהּ צִדְקָהּ וִישׁוּעָתָהּ כְּלַפִּיד יִבְעָר.”

Para o bem de Zion, eu não vou ficar em silêncio.

Para o bem de Jerusalém, eu não vou ficar quieto.

Até a sua justiça brilhar, e a sua salvação resplandecer como uma tocha cintilante.

Senhoras e Senhores, Vamos acender a tocha da verdade e da justiça para salvaguardar o nosso futuro comum.”


Tradução: Tião Cazeiro — Muhammad e os Sufis

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