Ben Affleck – Portrait dos apologistas sem noção do Islã.

Fonte/Source: Ben Affleck: Portrait of Islam’s Clueless Apologists

Raymond Ibrahim – Portrait dos apologistas sem noção do Islã.

Por Raymond Ibrahim

Um ator de Hollywood, sem noção sobre o assunto, brincando de "Vamos fingir."

Real Time com Bill Maher:  Ben Affleck, Sam Harris and Bill Maher Debate Radical Islam (HBO) – Vídeo não legendado.

O recentes rompantes 
do ator Ben Affleck em defesa do Islã, 
no canal HBO’s Real Time,  
só servem, nesse segmento de 10 minutos, 
para mostrar toda a ladainha 
da esquerda/liberal 
usada sempre que o Islã é criticado.
A seguir, os principais argumentos de Ben Affleck 
são apresentados e em seguida desacreditados.

Relativismo e o Mito da heterogeneidade Islâmica. 

No início, quando autor Sam Harris começou a fazer algumas observações críticas sobre o Islã, um Affleck visivelmente agitado o interrompeu de forma sarcástica perguntando: “É você a pessoa que entende da doutrina oficialmente codificada do Islã? Você é o intérprete do que?

Affleck estava essencialmente argumentando que ninguém está qualificado para dizer o que é ou não é islâmico. Uma vez que todos os muçulmanos são livres para interpretar o Islã da forma que quiser. Essa noção tem menos a ver com a forma de como o Islã é praticado e mais a ver com o relativismo ocidental, especificamente pela crença pós-moderna de que não há “verdades”, que está tudo em aberto para a expressão individual.

Assim, mesmo se um xeque islâmico da Universidade de Al Azhar dissesse ao  Affleck que a crítica feita contra o Islã era verdadeira, o ator responderia sem dúvida, “Tudo bem, essa é a sua opinião, mas eu sei que a maioria dos muçulmanos discorda.”

O erro fundamental dessa posição é que coloca os muçulmanos em um pedestal de autoridade superior ao do próprio Islã (mesmo que o muçulmano seja por definição, “aquele que se submete” ao Islã,  que é a “submissão” às leis de Deus ou Allah).

O Islã é baseado na lei, ou Sharia – “o caminho” prescrito por Deus e seu profeta. E a Sharia certamente obriga-o a um número de coisas – a subjugação das mulheres e das minorias religiosas, a guerra aos “infiéis” e a escravidão de suas mulheres e crianças, a proibição da liberdade de expressão e apostasia – que mesmo Affleck normalmente condena.

Em suma, o islamismo sunita, que aproximadamente 90% de todos os muçulmanos seguem, está longe de ser heterogêneo. Ele tem apenas quatro escolas reconhecidas pela jurisprudência, e estas concordam sobre o básico, com apenas pequenas diferenças sobre os detalhes. Mesmo nos outros 10% das seitas islâmicas, a maioria dos quais são Shia ou ramificações da Shia, verifica-se que quando se trata de aspectos intolerantes, eles também estão de acordo.

Por exemplo, enquanto todas as escolas islâmicas de lei prescrevem a pena de morte para quem deixar o Islã, algumas argumentam que os apóstatas do sexo feminino devem “apenas” serem presas e espancadas até abraçarem o Islã novamente.

O cartão de “racismo” 

Quando Bill Maher, o anfitrião do programa Real Time, pergunta: “Mas por que não podemos falar sobre isso [questões islâmicas]?” Affleck revidou com, “Porque é grosseiro, é racista“.

Essa idéia viral é tão comum e absurda que não merece muita contestação. Basta dizer que os muçulmanos não são uma raça. Existem muçulmanos de todas as nações, raças, etnias – de africanos subsaarianos até cabelo louro, de olhos azuis europeus.

No entanto, muitos apologistas do Islã, incluindo congressistas, homens e mulheres, habitualmente se apoiam nessa mentira – Eu não vou nem me dignar a chamar isso de “apologético” – simplesmente porque acusar alguém de ser “racista”, neste caso os críticos do Islã, é umas das maneiras mais seguras de fazê-los calar.

Confundindo os ensinamentos muçulmanos com muçulmanos

Num determinado momento, depois que os outros oradores mostraram alguns dados estatísticos, Affleck fez o seguinte desabafo, o que gerou aplausos:

O que vocês dizem sobre os mais de um bilhão de pessoas [muçulmanos] que não são fanáticos, que não punem as mulheres; que querem ir à escola; que querem comer sanduíches; que querem rezar cinco vezes por dia e que não praticam nenhuma dessas coisas que vocês estão falando de todos os muçulmanos. Isso é estereotipar.

Mais uma vez, Affleck confunde as ações de pessoas – muçulmanas – com os ensinamentos de uma religião – o Islã.

Voltando ao exemplo de apostasia, a lei islâmica ensina claramente que aqueles que abandonarem o islamismo – incluindo o que o mundo viu recentemente, uma mulher cristã grávida, Meriam Ibrahim – devem ser executadas. Podemos, portanto, dizer que a Sharia prevê a morte de apóstatas.

Entretanto, podemos dizer com semelhante certeza  que cada muçulmano hoje vivo acredita que a pena de apostasia deva ser defendida? É óbvio que não. No entanto, este não é um reflexo do Islã; é um reflexo da liberdade humana individual – uma liberdade que, ironicamente, vai contra os ensinamentos islâmicos.

No entanto, essa fusão do Islã com os muçulmanos é uma abordagem muito comum usada para proteger o Islã da crítica. (Veja este vídeo de 2007 onde eu respondo mais plenamente a esta pergunta ao repórter em questão.) Vídeo não legendado.

What Does Al Qaeda Really Believe? http://buff.ly/1xuHEXn

Revisionismo histórico 

Em seguida, Affleck argumenta:

Nós já matamos mais muçulmanos do que eles a nós e com grande vantagem numérica e nós invadimos mais nações islâmicas.”

Apesar de, essencialmente, sugerir que “dois erros fazem um acerto”, suas afirmações refletem um conhecimento espantoso sobre a verdadeira história – graças, claro, as mentiras arraigadas que emanam da academia, seguido por Hollywood e pela mídia.

A realidade registra a história de forma muito diferente. Desde a sua criação, o Islã tem sido uma religião hostil a todos os outros. A jihad (guerra) foi a sua principal ferramenta de expansão.

Considere o seguinte:

Apenas uma década depois do nascimento do Islã, no século VII, a jihad explodiu da Arábia. Se deixarmos de lado todos os milhares de quilômetros de terras e civilizações antigas, que foi conquistado de forma permanente, hoje casualmente chamadas de “Mundo Islâmico” – incluindo Marrocos, Argélia, Tunísia, Líbia, Egito, Síria, Iraque, Irã e partes da Índia e China – A grande parte da Europa foi conquistada também pela espada do Islã.

Entre outras nações e territórios atacados e /ou sob dominação muçulmana temos (Segue os nomes modernos sem nenhuma ordem particular):

Portugal, Espanha, França, Itália, Sicília, Suíça, Áustria, Hungria, Grécia, Rússia, Polônia, Bulgária, Ucrânia, Lituânia, Romênia, Albânia, Sérvia, Armênia, Geórgia, Creta, Chipre, Croácia, Bósnia-Herzegovina, Macedônia, Bielorrússia, Malta, Sardenha, Moldávia, Eslováquia e Montenegro.

Em 846, Roma foi saqueada e o Vaticano contaminado pelos invasores árabes muçulmanos; cerca de 600 anos mais tarde, em 1453, outra grande basílica da Cristandade, Santa Sabedoria (ou Hagia Sophia), foi conquistada pelos turcos muçulmanos.

As poucas regiões europeias que escaparam da ocupação islâmica direta devido ao seu afastamento a noroeste incluem a Grã-Bretanha, Escandinávia e Alemanha.

Isso, é claro, não significa que eles não tenham sido atacados pelo Islã.

De fato, a noroeste do país mais distante da Europa, a Islândia, os cristãos costumavam rezar para que Deus os protegesse do “terror do Turk.”

Estes receios não eram infundados já que muito tempo depois, em 1627, corsários muçulmanos invadiram a ilha Christian confiscando quatrocentos prisioneiros para vendê-los nos mercados de escravos de Argel.

Nem a América escapou. Alguns anos após a formação dos Estados Unidos, em 1800, os navios comerciais norte-americanos no mar Mediterrâneo foram saqueados e os seus marinheiros escravizados por corsários muçulmanos.

O embaixador de Trípoli explicou a Thomas Jefferson que é direito e dever do muçulmano fazer guerra contra os não-muçulmanos, onde quer que possa encontrá-los, e escravizar tantos quanto for possível tomar como prisioneiros

Em suma, por cerca de um milênio – pontuado pelas Cruzadas– refutação que pessoas como Affleck são obcecadas em demonizar – O Islã diariamente representava uma ameaça existencial para a Europa Cristã e, por extensão, a Civilização Ocidental.

No entanto, hoje em dia, seja como ensinado no ensino médio ou na pós-graduação, seja como retratado por Hollywood ou pela mídia de notícias, a narrativa histórica predominante é que os muçulmanos são historicamente “vítimas” da “intolerância” de cristãos ocidentais. Isso é exatamente o que uma personalidade da TV me disse uma vez ao vivo na Fox News. 

Growing Persecution of Christians in Islamic World?http://www.youtube.com/watch?v=vpqgdHCHOwg

O recurso final: Justificando a Apologética 

No final, um Affleck frustrado, incapaz de responder, exclamou: “Qual é a sua solução? Condenar o Islã? Fazer o quê?

Essas são questões interessantes na medida em que revelam a verdadeira posição do apologista. Defrontei-me com este fenômeno várias vezes, e o mais memorável foi num debate público com o professor da Columbia Hamid Dabashi. No final do debate, ele declarou:

Raymond Ibrahim vs. Hamid Dabashi part 1 of 7  (vídeo não legendado) http://buff.ly/1xuIHGR

Você pode sentar aqui e falar sobre a jihad até o juízo final, o que vai irá fazer? Suponha que você prove, sem qualquer sombra de dúvida que o Islã é constitucionalmente violento, aonde você quer chegar?

Essa linha de raciocínio sugere que o apologista acredita que não há outro recurso, senão ser um apologista; que a melhor política é ignorar a violência do Islã e da intolerância, uma vez que a alternativa – um reconhecimento amplo – vai levar a algo pior, a um choque de civilizações. Guerra. E isso deve ser evitado a todo custo – então vamos fingir.

O que tais apologistas não reconhecem é que o choque de civilizações já está sobre nós; e não é um produto do “fanatismo” Ocidental, mas dos ensinamentos islâmicos.

Se nós reconhecemos isso ou não, não interessa, ele já está aqui. 

Os apologistas da razão podem escapar (por enquanto) com o seu raciocínio, porque os EUA estão ostensivamente imunes ao Islã – e, portanto eles podem circular e divulgar suas fantasias inspiradoras sobre o Islã da forma que quiserem.

No entanto, durante todo o tempo, e o tempo avança, o Islã continua marchando e ganhando terreno, até que o confronto se inicie novamente a sério, como o fez durante séculos até que o Islã foi abatido no campo de batalha pelo Ocidente na era moderna. E quando o mundo islâmico estiver finalmente em condições de desencadear uma jihad global a sério, quando o fenômeno “Estado islâmico” aparecer em todo o mundo – as pessoas já estarão sendo decapitadas por muçulmanos nos Estados Unidos e na Europa – a posteridade vai olhar para trás com grande amargura pela inação e ingenuidade de seus antecessores ocidentais que poderiam ter eliminado o problema na raiz, se eles só tivessem  falado a verdade – e implementado políticas baseadas na verdade.

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E aí está.  Seja projetando doenças intelectuais ocidentais, como o relativismo nos ensinamentos muçulmanos e nas pessoas;

Seja chamando estupidamente de “racista” sempre que os ensinamentos islâmicos são criticados;

Seja confundindo a questão sobre as ações ou convicções de alguns muçulmanos diante dos ensinamentos atuais do Islã;

Seja virando a história de cabeça para baixo tornando perseguidores em vítimas e vítimas em perseguidores;

Ou seja, por estar encurralado num canto, exclamando que não se tem escolha a não ser pedir desculpas  porque falar a verdade vai piorar as coisas – em poucas palavras, os poucos minutos do Ben Affleck sobre o Islã resumiram o jogo apologético islâmico.

No final, é claro, Affleck pode ser perdoado. Ele é apenas um simples ator e não se pode esperar que ele saiba muita coisa fora do reino da pretensão.

Os verdadeiros culpados são todos aqueles americanos em posições políticas, cujo trabalho exige que eles sejam honestos com o povo americano, mas que continuam a atuar- mentindo – sobre o Islã.

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