Tariq Ramadan: O Estado Islâmico “não é islâmico”

 Fote: Tariq Ramadan:  Islamic State “is not Islamic” :                                 Jihad Watch  http://buff.ly/1vXgR4Q

Comentário inicial de Robert Spencer:

Tariq Ramadan:
"Eles não têm nada a ver 
com os princípios [islâmicos] 
porque nossos princípios são claros: 
aquele que está liderando 
deve ser escolhido por pessoas 
que são seguidores ou cidadãos".

Quando foi que isso aconteceu de fato na história dos Califado?

Abu Bakr, Umar e Uthman foram escolhidos apesar da furiosa oposição do partido de Ali, o shiat Ali, que resultou nos xiitas.             Abu Bakr designou Umar para sucedê-lo apesar das objeções de outros líderes muçulmanos. Quando Ali finalmente se tornou califa, enfrentou uma rebelião aberta e guerreou com uma facção liderada por Aisha, a viúva de Maomé (uma noiva criança). Os Abbasids derrubaram violentamente os Umayyads no ano 750. E assim por diante…

O califado foi sempre uma proposição (might makes right). Em outras palavras, quando a visão da sociedade sobre “certo” ou “errado” é determinada por aqueles que estão no poder.

Califas foram assassinados, muitas vezes por pessoas de facções rivais e toda a história do califado é marcada por uma disputa violenta pelo poder.                                                                                                           Tariq Ramadan está – como de hábito – espalhando farsas  suaves para um público ocidental, e não fatos reais.

Sua oposição ao Estado islâmico, no entanto, 
é sem dúvida nenhuma, verdadeira, 
embora não venha de sua 
ostentadíssima moderação islâmica, 
que não passa de cínica e fraudulenta.
Tariq Ramadan é, de fato, 
o neto do fundador da Irmandade Muçulmana, 
e seu avô a fundou 
com o objetivo de restaurar o califado.    Consequentemente, o califado do Estado islâmico 
é rival da Irmandade Muçulmana que
ambiciona (e ainda espera) 
poder instituir um Califado.

A seguir, um texto de Tariq Ramadan:

“Tariq Ramadan: “ISIL não é islâmico”, Al Jazeera, 11 de outubro de 2014:

Um “Califado islâmico“, um “Califa” – termos que agora aparecem nas manchetes em todo o mundo, principalmente graças a um grupo extremista, o Estado Islâmico do Iraque e do Levante (ISIL).

Enquanto o ISIL captura territórios declarando seu califado, minorias fugiram e jornalistas foram decapitados.

Abu Bakr al-Baghdadi, o Califa (autointitulado) líder do ISIL, pediu aos muçulmanos para se armarem; milhares de guerreiros de todo o mundo viajaram para a Síria e Iraque para lutar pelo califado auto-declarado.

As ações do grupo estão causando uma reação entre os muçulmanos que vêem o ISIL – também conhecido como Daesh – contrastando com a sua religião e com os últimos califados famosos por sua tolerância.

Mais de 120 acadêmicos muçulmanos lançaram uma carta onde eles chamam o ISIL de anti-islâmico e argumentam que o grupo está incorretamente usando as escrituras para apoiar sua causa.

“Eles [ISIL] estão distorcendo toda a mensagem. Então nós temos que responder a isso dizendo… o que vocês estão fazendo, matando pessoas inocentes, impondo uma pseudo “Sharia” ou um pseudo “Estado islâmico”, isto é contra tudo o que vem do Islã “, diz Tariq Ramadan , um proeminente acadêmico islâmico.

“Isso não é um califado”, diz Tariq Ramadan sobre o ISIL. “São apenas pessoas jogando com  políticas que citam às fontes religiosas. E é por isso que, como acadêmicos e intelectuais muçulmanos, temos que ser muito claros sobre isso. Temos de falar a verdade e ser muito claro sobre o fato de que, se eles não estão representando o que são os princípios islâmicos, muitos dos ditadores de hoje também não estão representando o Islã.

Repetindo: “Eles não têm nada a ver com os princípios [islâmicos] porque nossos princípios são claros: aquele que está liderando deve ser escolhido por pessoas que são seguidores ou cidadãos”.

Tariq Ramadan admite que aqueles que falam em prol de um entendimento ortodoxo do islamismo enfrentam um desafio nos corações e mentes dos muçulmanos.

“Os principais problemas dos muçulmanos estão vindo dos próprios muçulmanos; de países de maioria muçulmana”, diz ele.

“Então, quando começamos a criticar e a dizer que vamos falar contra todos os ditadores, rapidamente alguns dos acadêmicos que responderam hoje ao Daesh (ISIL) e que estão comentando sobre o tão chamado Estado islâmico, dizendo que isso é errado no Islã, são os mesmos estudiosos que estão apoiando os ditadores.”….

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