Raymond Ibrahim: Será que a Rússia está banindo o Islã?

Photo/Cover: TASS Russia News Agency

Source/Fonte: NOVEMBER 26, 2014  BY Raymond Ibrahim: Is Russia Banning Islam?

Raymond Ibrahim: Será que a Rússia está banindo o Islã?

Parece que a Rússia está tomando sérias medidas para combater a “radicalização” dos muçulmanos dentro de suas fronteiras.

Relatórios pró-islâmicos recentes estão reclamando da Rússia por está banindo o hijab (véu) islâmico − vestuário que a lei islâmica exige que seja adotado pela mulher muçulmana − e, talvez ainda de forma mais decisiva, as escrituras islâmicas fundamentais, sob a acusação de que incitam o terrorismo.

Nas palavras do site árabe Elaph de notícias, “a Rússia está assistindo uma guerra implacável contra o uso do hijab. Tudo começou de uma forma limitada, mas se fortaleceu, provocando grande preocupação entre os muçulmanos na Rússia”.

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Foto: Women in Hijab

O relatório continua dizendo que mulheres que usam o hijab estão sendo “assediadas” especialmente nas “grandes cidades”; que estão encontrando dificuldades em conseguir emprego e sendo “sujeitas a situações constrangedoras em áreas públicas e no transporte”.  “A situação chegou a tal ponto, que até mesmo as instituições de ensino incluindo universidades têm emitido decretos banindo o uso do hijab por completo”.

A Pirogov Russian National Research Medical University de Moscou aparece mencionada como uma das escolas proibindo a colocação do hijab nas suas instalações, especificamente desde Setembro último, (o jornal The New York Times lamentou um caso anterior de sentimento anti-hijab em 2013).

Enquanto esse movimento contra o hijab aparenta uma discriminação contra a liberdade religiosa, o outro lado de tudo isso − o que talvez a Rússia, com a sua população muçulmana significativa esteja ciente − é que, sempre que o hijab islâmico prolifera, a supremacia islâmica e o terrorismo vão a reboque.

Tawfik Hamid, um ex-aspirante jihadista islâmico, diz que “a proliferação do hijab é fortemente correlacionada com o aumento do terrorismo…”.  O terrorismo tornou-se muito mais freqüente em tais sociedades como a Indonésia, Egito, Argélia, e no Reino Unido após o hijab se tornar predominante entre as mulheres muçulmanas que vivem nessas comunidades.

A razão para essa correlação é bastante clara: a severa Sharia islâmica comanda a jihad (“terrorismo”) contra os descrentes da mesma forma que comanda as mulheres muçulmanas a vestirem o hijab. Aonde um prolifera – evidenciando a adesão à Sharia − o outro naturalmente o seguirá.

Entretanto, a lista crescente de livros islâmicos a serem banidos na Rússia, sob a acusação de que promovem o terrorismo é mais significativo.

Elaph continua: “Esse movimento [proibição do hijab] coincide com um número crescente de livros religiosos a serem proibidos, com dezenas deles sendo colocados na lista do terrorista, incluindo Sahih Bukhari e inúmeros folhetos com versículos do Alcorão e provérbios do profeta Muhammad”.

De acordo com a RT promotoria do distrito de Apastovsk , Sahih Bukhari tem sido alvo porque promove a “exclusividade de uma das religiões do mundo“, ou seja o Islã, ou, nas palavras de um assistente sênior para o Ministério Público do Tatarstan Ruslan Galliev, porque promove “o militante Islã“, que “incita inimizade étnica e religiosa“.

Isto é significativo. Embora se possa esperar que livros modernos e panfletos escritos por nomes como Al-Qaeda ou Estado Islâmico sejam banidos, Sahih Bukhari, compilado no século 9, é fundamental para o islamismo Sunita (ou seja, 90 por cento dos muçulmanos do mundo).

Na verdade, o livro de nove volumes é frequentemente visto como o segundo em importância comparado ao próprio Alcorão e contém as palavras mais autênticas atribuídas ao profeta muçulmano Maomé (Muhammad).

E ainda, por essa importante escritura promover “exclusividade” − que é supremacismo −e “incitar inimizade étnica e religiosa“, que é terrorismo – não pode ser esquecida por ninguém.

A seguir, algumas declarações contidas no Sahih Bukhari e atribuídas ao profeta do Islã Muhammad (Maomé) falam por si mesmas. Muhammad disse:

Bukhari 4:52:220.
O apóstolo de Alá disse: 
"Fui feito vitorioso através do terror." 
Bukhari 9:84:54
Muhammad disse: 
“Aquele que abandonar a religião islâmica 
(Apóstatas), mate-o”. 
Sahih Al-Bukhari 2794: 
“Por ele, que em suas mãos minha alma está! 
Eu gostaria de ser martirizado 
pelas causas de Alá 
e então retornar a vida 
para ser de novo martirizado, 
e de novo voltar à vida 
e de novo ser martirizado 
para de novo voltar à vida 
para de novo ser martirizado.”
Sahih Al-Bukhari 6924  
“Fui ordenado a combater o povo 
até eles dizerem: “La ilaha ill allah”, 
e aquele que disser “La ilaha ill allah”, 
Alá salvará a propriedade dele 
e a vida dele de mim”.
Sahih Al- Bukhari 2658  
O Profeta disse: 
“Não é verdade que o testemunho de uma mulher 
é igual à metade do testemunho de um homem?” 
A mulher disse: “Sim”. 
Ele disse: 
“Isso é por causa da deficiência da mente dela”.

Aparentemente os russos estão cientes de que tais afirmações – que possam vir deste ou daquele jihadista ou do Profeta Muhammad −são suficientes para incitar o caos no país.  Na verdade, os escritos dos grupos terroristas da “moderna jihad” são todos inspirados e baseados nos textos intolerantes encontrados nas escrituras islâmicas, como no Sahih Bukhari.

Isso levanta a seguinte questão: O que dizer do Alcorão? Poderia também ser proibido pelas mesmas razões? Afinal de contas, o livro sagrado número um do Islã também está repleto de apelos à violência e ao terrorismo contra os incrédulos.

Alcorão 8:12 é um dos inúmeros exemplos:

Deus declara: 
"Vou lançar o terror nos corações dos incrédulos, portanto ataque [eles] os seus pescoços", 
isto significa decapitá-los, 
como o Estado Islâmico vem fazendo
− enquanto citam o Corão.

De qualquer forma, de volta a “La La Land”, longe de proibir textos islâmicos que incitam à violência e ao terrorismo, Barack Hussein Obama proibiu as comunidades de inteligência dos EUA de conectar qualquer coisa islâmica ao terrorismo islâmico.

Em outras palavras, os muçulmanos estão livres para serem incitados pelas escrituras islâmicas − instigando coisas como decapitações e ataques jihadistas com machadinhas na América.

A única proibição pesa sobre aqueles que ousam conectar tais atos aos textos fundamentais do Islã que de forma tão clara os inspiram.

 

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