Chechênia: 800.000 muçulmanos protestam contra caricaturas de Maomé; protestos também no Irã, Paquistão, Inguchétia, em toda parte

Fonte/Source: Chechnya: 800,000 Muslims protest Muhammad cartoons; protests also in Iran, Pakistan, Ingushetia, elsewhere por  Robert Spencer (Jihad Watch)

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Eles não estão protestando contra o assassinato de doze cartunistas pelo crime de desenhar Maomé. Eles estão protestando contra as caricaturas. E estes protestos estão crescendo em todo o mundo. Se a narrativa dominante sobre o Islã fosse verdadeira, estaríamos pelo menos assistindo algumas manifestações muçulmanas, em algum lugar, contra o assassinato dos cartunistas. Até agora nenhuma aconteceu. Mas as elites Ocidentais permanecem estúpidas e resolveram ignorar a verdade como sempre: só ontem à noite, a CNN rodou um longa-metragem “A Guerra Dentro do Islã“, onde celebridades como Daisy Khan, mulher do Imã Rauf da Mesquita Marco Zero (Ground Zero Mosque – Nova York) nos assegura que os assassinos não tinham o Islã como base. Então, por que há tantos muçulmanos que não compreendem, como estes 800.000 na Chechênia?

“Cresce a raiva em todo mundo muçulmano contra a revista Charlie Hebdo assim como centenas de milhares marcham na Chechênia e Iranianos cantam “Morte à França” (enquanto paquistaneses equivocadamente queimam a bandeira errada)”, por Ted Thornhill e Steph Cockcroft,  Daily Mail, 19 de janeiro de 2015:

 “Cenas de caos aconteceram hoje em todo o mundo muçulmano enquanto centenas de milhares de manifestantes queimavam bandeiras e efígies expressando raiva à revista satírica francesa Charlie Hebdo.

Os manifestantes se reuniram na praça principal do mercado em Bannu, Paquistão, cantando “Morte ao governo da França”, antes de atearem fogo a dezenas de bandeiras francesas e a uma efígie do ex-presidente francês Nicolas Sarkozy.

Enquanto a raiva aumentava, alguns manifestantes ainda atearam fogo em uma bandeira italiana invertida, que por engano, pensaram que pertencia à França.

Uma segunda efígie destruída no protesto foi dita que representava o editor da Charlie Hebdo, a revista que exposta a um ataque brutal no início deste mês, depois que dois pistoleiros mascarados jihadistas invadiram a sede em Paris matando 12 pessoas.

Cenas dramáticas vieram quando mais de 2.000 iranianos protestaram em frente à embaixada Francesa, em Teerã, gritando “Morte ao Francês” e instando a expulsão do embaixador.

Centenas de milhares de pessoas também se reuniram na região Russa da Chechênia, em meio à crescente raiva sobre a representação do profeta Maomé na publicação.

A imagem irritou muitos muçulmanos porque as representações de Maomé são amplamente consideradas proibidas no Islã. Ela também provocou protestos na Ásia, na África e no Oriente Médio, alguns dos quais, mortais.

Irã denunciou o massacre Paris, mas também condenou o novo cartoon da revista, onde o profeta segura um ‘Je suis Charlie’ sinal sob o título “Tudo é perdoado”.

Os planos para o protesto de hoje também levou o embaixador Francês a anunciar que a embaixada localizada no centro da movimentada Teerã, estaria fechada o dia todo.

Enquanto isso manifestantes marcharam pelas ruas do centro da Grósnia, soltando balões e carregando cartazes onde lia-se “Tirem as mãos do nosso amado profeta” e “A Europa só nos uniu”.

“Mais de 800.000 pessoas participaram do evento no centro da Grósnia, “disse o Ministro do Interior Russo…”

Na sexta-feira, o líder checheno Ramzan Kadyrov escreveu na sua conta oficial do Instagram que aqueles que defendiam Charlie Hebdo eram seus “inimigos pessoais”, e prometeu que pelo menos 1 milhão de pessoas iria se juntar ao protesto patrocinado pelo governo da Grósnia.

A Rússia, que tem uma grande e rebelde população muçulmana e travaram duas guerras devastadoras contra a Chechênia na década de 1990, ofereceu suas condolências à França após o ataque, mas alertou as publicações locais contra a reimpressão dos cartuns da revista Charlie Hebdo sobre o profeta Maomé.

Roskomnadzor, a agência Russa que supervisiona os meios de comunicação, enviou cartas a várias publicações locais restringindo-os de republicarem as caricaturas Francesas, e publicou um aviso às publicações de todo o país em sua página do Facebook na semana passada.

“Roskomnadzor apela a todos os meios de comunicação nacional para que escolham outros métodos quando expressarem a sua solidariedade com os seus colegas franceses mortos tragicamente, ao invés de inflamar as tensões sectárias na sociedade Russa”, disse o comunicado.

De acordo com agências de notícias Russas, 15.000 pessoas se uniram à semelhante manifestação na região vizinha da Inguchétia, no sábado.

Em Teerã, o protesto – organizado por estudantes, mas com a participação de todos os grupos de idade – recebeu um forte esquema de segurança com cerca de 150 policiais Iranianos, mas apesar de barulhento transcorreu pacificamente depois de duas horas. …

 Tradução: Sebastian Cazeiro

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