Declarações Antiocidentais do Presidente da Turquia Erdogan e PM Davutoglu

Fonte/Source: Anti-West Statements By Turkish President Erdogan And PM Davutoglu: Muslim Countries Must ‘Unite And Defeat The Successors Of Lawrence Of Arabia’; ‘No One Will Be Able To Stop’ The Rise Of Islam In Europe por Pamela Geller, Atlas Shrugs


Declarações Antiocidentais do Presidente da Turquia Erdogan e Primeiro Ministro Davutoglu: Países Muçulmanos Precisam ‘Se Unir e Derrotar os Sucessores de Lawrence da Arábia’; ‘Ninguém Será Capaz de Parar’ a Ascensão do Islã na Europa

Por Pamela Geller

9 de Fevereiro de 2015

Mais Islã do aliado estrangeiro favorito e “mais confiável” de Obama:

Declarações Antiocidentais do Presidente da Turquia Erdogan e do PM Davutoglu: Países Muçulmanos Precisam ‘Se Unir e Derrotar os Sucessores de Lawrence da Arábia’; ‘Ninguém Será Capaz de Parar’ a Ascensão do Islã na Europa, MEMRI 9 de Fevereiro, 2015

No dia 21 de Janeiro de 2015 durante o discurso no encontro União Parlamentar dos Estados Membros da Organização de Cooperação Islâmica (OCI-PUIC) em Istambul, o Presidente Turco Recep Tayyip Erdogan atacou o Ocidente. Acusou-o de conspirar contra o mundo Islâmico induzindo os muçulmanos a matarem uns aos outro. Sangue muçulmano tem sido derramado, disse ele, pedindo aos países muçulmanos para “que se unam e derrotem os sucessores de Lawrence da Arábia, que querem derrubar o Oriente Médio.” Ele também advertiu o Ocidente sobre o “grande perigo” da islamofobia. [1]

Durante  visita oficial posterior à Etiópia, Djibuti e Somália, em que estava acompanhado de uma grande delegação de funcionários e empresários, ele repetidamente atacou o Ocidente, particularmente a União Européia (UE). A Turquia estava testando a UE, disse ele; “São eles contra a Islamofobia ou não? Se são, devem aceitar a Turquia. Caso contrário, a UE vai confirmar as alegações de que é um clube Cristão”. Acrescentou que a Turquia não vai bater na porta da Europa e implorar para ser autorizada a entrar.

Na ocasião do Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, o Primeiro-Ministro Ahmet Davutoglu, o primeiro ministro do alto escalão da Turquia a participar desde janeiro de 2009; quando o então Primeiro Ministro Erdogan invadiu o palco depois de gritar com o Presidente Israelense Shimon Peres dizendo que ele “sabia bem como matar crianças”, afirmou que o Islã é e sempre será a religião Indígena da Europa, de Al-Andalus até os estados Otomanos. Acrescentou que a Europa temia o poder da nova Turquia, e que a Turquia é a “cura” para os males da Europa. [2]

A seguir, o resumo dos discursos e das reportagens que mostram a crescente hostilidade da política do governo Turco (AKP) contra o Ocidente:

Erdogan para os membros da OIC: “Há graves conspirações contra o mundo Islâmico”; “A Turquia pode… ensinar [a UE] uma lição de democracia”

No discurso de 21 de Janeiro na PUIC em Istambul, o Presidente Turco, Recep Tayyip Erdogan, também disse que graves complôs e jogos contra países Islâmicos estavam sendo realizados pelo Ocidente, e que eles estavam incitando muçulmanos a matarem uns aos outros. [3] “Devemos prestar atenção” disse ele, “o sangue derramado é o sangue muçulmano. Aqueles que matam e os que morrem são todos muçulmanos. Os terroristas desconhecidos que não sabemos para quem eles servem e que são marionetes, não nos representam no mundo Islâmico.”

Como havia feito muitas vezes anteriormente, Erdogan se queixou de que o Conselho de Segurança da ONU tinha cinco membros permanentes, mas nenhum país Muçulmano entre eles. Ninguém iria permitir que os 56 países muçulmanos fossem representados, disse ele, e acrescentou que esses países precisam fazer com que isso aconteça.

Exortando países muçulmanos para alertar o Ocidente das consequências perigosas da Islamofobia, acrescentou que nenhuma liberdade de expressão pode conceder o direito de desrespeitar os valores sagrados dos outros.

Turquia 2

PUIC, Istambul. Yeni Akit, 21 de janeiro de 2015.

Erdogan em Djibouti: Se a Europa é Contra a Islamofobia, Deverá Aceitar a Turquia Caso Contrário, Irá “Confirmar as Alegações De Que a União Européia é Um Clube Cristão”

A segunda parada de Erdogan em sua visita a África, depois da Etiópia, foi Djibouti. Numa coletiva de imprensa conjunta com o seu conterrâneo de Djiboutian, Ismail Omar Guelleh, Erdogan disse: [4] “Nós estamos continuando o processo de adesão à UE. Não é importante para nós saber se eles nos aceitam ou não. Na verdade, estamos testando a Europa. Serão eles capazes de digerir a adesão de um Estado com uma população Muçulmana? São eles contra a Islamofobia ou não? Se são, devem aceitar a Turquia. Caso contrário, a UE irá confirmar as alegações de que é um Clube Cristão.

“A Turquia é um país poderoso. Se vocês [UE] ainda vêem a Turquia como um país que irá implorar à sua porta [para ser admitido] a Turquia não é país de implorar. Se for aceita, nós nos uniremos, mas caso contrário, vamos traçar o nosso próprio caminho.

“A Turquia é um membro da NATO, da OCDE, e muitas outras organizações. Por que a UE não nos aceita? Isso significa que eles têm outro problema [i.e. Islamofobia].”

Disse também que mais uma vez sérios complôs estavam sendo armados contra o mundo Islâmico pelo Ocidente, e disse aos repórteres que a Turquia iria construir uma mesquita e um hospital moderno em Djibouti, fornecendo ambulâncias, e aumentando o número de alunos que estudam em Djibouti, na Turquia.

As declarações de Erdogan sobre a adesão da Turquia a União Européia, veio uma semana após tê-la criticado, dizendo para “manterem suas observações para si mesmos”, após a sua crítica à repressão da mídia na Turquia. [5]

Também em Janeiro, a UE emitiu uma declaração, juntamente com um esboço do relatório sobre o progresso de adesão da Turquia, o qual observou: “O Estado de Direito e de respeito às liberdades fundamentais formam o núcleo do processo de negociação da UE. A este respeito, a Turquia atualmente não atende as expectativas que temos para um país candidato à UE. As preocupações do PE [Parlamento Europeu] focalizam a liberdade de expressão e de independência do poder judiciário, ambas componentes essenciais de uma democracia aberta”

Respondendo imediatamente a isso, Erdogan disse em 17 de janeiro: “Se dê ao trabalho de vir a Turquia, de modo que a Turquia possa dar-lhe uma lição de democracia” E disse também: “Aqueles que tentam aconselhar-nos devem compreender que a Turquia não é mais a velha Turquia. Nós não nos importamos se você nos aceita ou não.”

Vice Primeiro Ministro Turco na África: Agora os Africanos Estão “Vendo uma Mão Branca Que Não Explora, Escraviza ou os Esmurra”

Em 25 de Janeiro de 2015, o VP Ministro Turco Numan Kurtulmus, que acompanhou Erdogan em sua viagem a África, disse: “Pela primeira vez desde que os Otomanos partiram, os Africanos estão vendo uma mão branca que não explora, escraviza, ou esmurra suas cabeças. Uma mão branca que não explora suas minas, não elimina os seus valores, não os assimilam ou os vêem como subumanos. Eles [agora] estão vendo o lado branco da Turquia, que os vêem como iguais e como irmãos. É um tipo de despertar à África. Pode demorar um longo tempo, mas estamos construindo laços de coração a coração. Estamos tentando ajudar o renascimento dessas pessoas corajosas de pele negra, mas gente de coração quente. “[6]

Erdogan Conduz Orações Numa Mesquita da Somália Inaugura Novo Aeroporto em Mogadíscio e Hospital

Erdogan chamou sua última parada na África, Somália, de visita “apenas para ajudar os irmãos e para trazer serviços, hospitais, mesquitas e estradas para a Somália, e não explorar os seus recursos.” Junto com o presidente da Somália Hassan Sheik Mahmoud Adel Abdulle, inaugurou um novo terminal do aeroporto, um hospital, e uma mesquita com instalações para educação, que a Turquia tinha construído e que recebeu o nome da mãe de Erdogan. Ele próprio conduziu orações como muezzin na nova mesquita.

Ele disse aos jornalistas que a THY (Aero línea da Turca) logo iniciaria seus vôos semanais para Mogadíscio, e que no próximo ano ou dois, a Turquia iria construir 10 mil casas na cidade. [7]

PM Turco Davutoglu Na Suíça: “Eu beijo a testa dos meus irmãos que carregaram o Tekbir Para Zurich”; “O Islã é a Religião Indígena da Europa”; “A Turquia é a cura para a Europa”; “Ninguém será capaz de parar” a ascensão do Islã na Europa

Na Suíça, no Fórum Econômico Mundial em Davos, o Primeiro-Ministro Turco Ahmet Davutoglu visitou Zurique para falar num grande encontro de Turcos que vivem na Europa [8]: “Eu estou dizendo isso de Zurique. O Islã é a religião indígena da Europa, e continuará a ser. Apesar dos obstáculos, preconceitos e muitas provocações, a Turquia continuará a andar no caminho para a adesão à UE. Vamos andar nesta estrada, principalmente por vocês [Turcos da Europa]. Desde que você represente a nossa cultura, nossas tradições, a nossa língua e a nossa religião aqui, e uma vez que temos irmãos, [ou seja,] os 45 milhões de muçulmanos aqui [na Europa], a Turquia será parte da Europa. Nós nunca vamos implorar ou fazer pedidos especiais; vamos entrar com honra, com a cabeça erguida. Vamos entrar na UE com a nossa língua, nossas tradições e nossa religião [Islã]. Você vive orgulhoso com a  nossa cultura na Europa. Será que sacrificaríamos um pingo da nossa cultura? Com a graça de Deus, nós nunca vamos inclinar nossas cabeças. Nós somos os netos dos heróis que lutaram em Gallipoli, que nunca baixaram a cabeça.

“Em 2002, quando nós [AKP] chegamos ao poder, eles [a UE] disseram que a Turquia era tão pobre, tão fraca como país, que nos tornaríamos um fardo para a Europa. Obrigado Deus, hoje a Turquia é o poder crescente do mundo, um membro que preside o G20. Não queremos nada deles. Chegamos a este ponto com o nosso suor, e graças aos impostos pagos pelo nosso povo, graças à moral do nosso povo trabalhador. Que Alá nunca nos faça necessitar de alguma coisa de alguém.

“E agora os mesmos círculos [Europeus] estão dizendo que somos demasiado fortes para sermos aceitos. Tão fortes que iríamos mudar o caráter da Europa, e ocupar um quarto do Parlamento Europeu. Eu digo daqui, agora: “Nós não somos um peso para a Europa. A Turquia é a cura para a Europa! “A Turquia é a cura para a doença do racismo. Nós somos a cura para o seu abrandamento econômico, somos a cura para a sua perda de poder.

“Eu repito isso de novo de Zurique: o Islã é a religião Indígena da Europa, e continuará a ser a sua religião Indígena. De Andaluzia a Otomanos, e, meio século atrás com a santa marcha do nosso povo que veio de todos os cantos da Anatólia. O som de Azan [a chamada para a oração Islâmica] trazido por esses heróis à Europa, as cúpulas das mesquitas com que pontilharam este continente, tudo vai ser protegido. Vamos continuar a lutar contra todas as mãos que se estendem para prejudicá-las [as mesquitas]. Eu beijo a testa dos meus irmãos que carregavam a Tekbir [i.e. o chamado de “Allahu Akbar” – Alá é Maior –] para Zurique. Que Alá abençoe aqueles que o criaram. Bendito seja aqueles que vieram aqui com apenas uma mala, na pobreza, mas com corações ricos cheios de sua fé [Islã]. Como eram santas aquelas pessoas, que vieram e semearam as sementes aqui, que vai, com a ajuda de Deus, continuar a crescer como uma árvore enorme de justiça no centro da Europa. Ninguém será capaz de parar com isso.”

Primeiro-Ministro Turco Ahmet Davutoglu fala em Zurique, Takvim, 23 de Janeiro, 2015.  Erdogan critica Washington: “Os Estados Unidos devem mudar sua política na Síria, não a Turquia”

Falando com jornalistas a bordo de seu avião, retornando de sua viagem à África, o Presidente Erdogan prometeu que a Turquia nunca iria mudar a sua política sobre a Síria, e propôs que os EUA revisem suas próprias políticas. [9]

Sobre o desentendimento entre os Estados Unidos e a Turquia ele disse: “Nossa posição é bem conhecida. Nossa meta é o regime Sírio. Deixei claro tanto ao Presidente Norte-Americano Obama quanto ao Vice-Presidente Biden que três coisas devem ser resolvidas: o estabelecimento de zonas de segurança dentro da Síria, a declaração de uma zona de exclusão aérea, e o lançamento de uma operação de Treinamento-Equipamento [para os rebeldes Sírios].”

Criticando os EUA por não mais tomar medidas contra o regime de Assad, disse que acontecimentos negativos na Síria, particularmente na região de Aleppo, poderiam refletir o que aconteceu no Iraque “o nascimento do ‘[Curdistão] no Norte do Iraque.” Nós não queremos um [Regime Curdistão] no Norte da Síria. “Nós não vamos aceitar isso.”

Ele queixou-se do foco dos EUA na cidade Iraquiana de Kobane, e observou que os EUA tentam fornecer armas aos combatentes Curdos na região: “Dissemos a eles para não fornecer essas armas, que seria um erro. Apesar dos nossos avisos, infelizmente, três aviões de carga lançaram essas armas, e metade delas foi parar nas mãos do Estado Islâmico (ISIS). Então, quem está alimentando ISIS?”

Turquia, único país a não assinar “A Declaração do Parlamento Europeu Contra o Antissemitismo

Também em 27 de janeiro de 2015, Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, seguido de uma mesa-redonda em Praga, com parlamentares de 30 países Europeus, a delegação Turca foi a única a se recusar a assinar o resumo da declaração conjunta pedindo “tolerância zero para o antissemitismo”. [10]

A declaração afirma, entre outras coisas: “Exemplos contemporâneos de antissemitismo na vida pública incluem a distorção ou a negação do Holocausto, com a intenção de ferir os Judeus ao redor do mundo e do Estado de Israel. É imperativo que os parlamentos, governos, organizações internacionais e a sociedade civil de todo o mundo adotem uma política de tolerância zero em relação a esses fenômenos.”


Traduçã: Tião Cazeiro — Muhammad e os Sufis

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