Apresentador da TV Egípcia: Ninguém Ousa Admitir Que os Crimes do Estado Islâmico (ISIS) são Baseados em Fontes Islâmicas

Fonte/Source: Egyptian TV host: Nobody dares admit that the Islamic State’s crimes are based on Islamic sources

por  Robert Spencer  –  10 de Fevereiro de 2015

Nota do Blog: Infelizmente o vídeo foi retirado do Youtube. De qualquer forma vamos ao resumo da entrevista.

Será que agora a mídia internacional e o Barack Obama irão esfolar o Ibrahim Issa “por culpar todos os muçulmanos pelos crimes cometidos por alguns poucos”; uma acusação impensada por parte deles a qualquer um que ousa sugerir que os textos sagrados Islâmicos incitam o ódio e a violência? Será que uma investigação será aberta por “Islamofobia” na televisão Egípcia?

“Apresentador TV Egípcia: Ninguém Ousa Admitir Que os Crimes do Estado Islâmico (ISIS) são Baseados em Fontes Islâmicas,”  MEMRI, 03 de fevereiro de 2015:

“A seguir, um resumo da entrevista com o jornalista e apresentador da TV Egípcia Ibrahim Issa, que foi ao ar pela       TV ON no dia 03 de fevereiro de 2015:

Ibrahim Issa: Sempre que o Estado Islâmico (ISIS) realiza um ato de barbárie, como decapitação, corte de garganta ou a queima de pessoa viva, como fizeram hoje; muitos Sheiks irão dizer – se é que se preocupam em dizer alguma coisa – que isto não tem nada a ver com o Islã, que o Islã não é culpado, de forma alguma. Mas quando o povo do ISIS comete um massacre, assassinato, estupro, imolação e todos aqueles crimes bárbaros, eles dizem que estão se apoiando na Sharia. Eles dizem que isso é baseado num certo hadith, num determinado capítulo do Alcorão, numa determinada palavra do Ibn Taymiyyah ou em algum evento histórico. Para dizer a verdade, tudo o que ISIS diz está correto.

Isso não deveria ser recebido como uma surpresa por ninguém e não devem ficar chocados com o que estou dizendo. Todas as evidências e referências que o ISIS fornece para justificar seus crimes, sua barbárie, sua horrível violência, criminal, e desprezível… Todas as evidências e referências que o ISIS fornece, alegando que elas podem ser encontradas nos livros de história, jurisprudência, e de legislação, são de fato encontradas lá e quem disser o contrário está mentindo.

[…]

Quando eles (ISIS) matam uma pessoa alegando que ela é um infiel, quando estupram as mulheres, quando matam os prisioneiros, quando abatem e decapitam pessoas, dizem que o Profeta Muhammad disse isso! De fato, o Profeta disse isso! Qual era o contexto? A interpretação? Essa é uma história totalmente diferente. Nenhum desses [clérigos da Al-Azhar] que pretendem ser moderados, e que foram informados pelo presidente Al-Sisi (Egito) para mudar o discurso religioso, tem a coragem – nenhum único grão de coragem – para admitir que essas coisas possam de fato ser encontradas [nas fontes Islâmicas] e são [moralmente] erradas. Se afirmarem que um determinado companheiro do Profeta fez isso ou aquilo, você deve responder que ele estava moralmente errado. Eu gostaria de ver um único clérigo da Universidade de Al-Azhar, no Egito, ter a coragem de admitir que Abu Bakr queimou um homem vivo. Isto é fato. Ele queimou Fuja’ah [Al-Sulami]. Este é um conto histórico bem conhecido.

[…]

Estava Abu Bakr moralmente errado quando queimou aquele homem vivo? Ninguém se atreve a dizer isso. Portanto, ficamos nesse círculo vicioso, e você pode esperar mais barbárie, porque toda essa barbárie é sagrada. É sagrada. Essa barbárie é envolta em religião. Ela está imersa em religião. É tudo baseado na religião. Sua missão [como um clérigo] é dizer que enquanto ela fizer parte da nossa religião, a interpretação estará errada. Não diga às pessoas que o Islã nada tem a ver com isso.

Tradução: Sebastian Cazeiro

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