Cristianismo de Obama: Ferramenta Política Para Silenciar Cristãos

Photo Cover Credit: White House Threatens UN Action Against Israel!

Fonte/Source: Obama’s Christianity: A Political Tool to Silence Christians | Raymond Ibrahim

Cristianismo de Obama: Ferramenta Política Para Silenciar Cristãos

Por Raymond Ibrahim | Middle East and Islam specialist em 15 de abril de 2015

FrontPage Magazine

obama sAqui nos Estados Unidos, os Americanos estão acostumados a ouvir o seu presidente sempre invocando o Cristianismo de forma a silenciar os Cristãos. No entanto, a mensagem de Páscoa do Primeiro Ministro do Reino Unido David Cameron foi moderadamente estimulante

Entre outras coisas, Cameron fez questão de dizer “que nós deveríamos sentir orgulho de dizer:  ‘Este é um país Cristão.’ Sim, nós somos uma nação que abraça, acolhe e aceita todas as crenças e nenhuma, porque nós continuamos a ser um país Cristão.”

O contexto da declaração de Cameron, e deve ser enfatizado, é de um Reino Unido com ampla, intolerante e agressiva população Muçulmana. Uma população que busca cada vez mais tratar os Cristãos nativos do Reino Unido da mesma forma como os Cristãos nativos do mundo Islâmico são habitualmente tratados, ou seja, subjugados, escravizados, estuprados e assassinados.

De fato, Cameron falou sobre o fenômeno da perseguição Cristã na maioria das terras Muçulmanas:

Nós também temos o dever de falar sobre a perseguição dos Cristãos ao redor do mundo. É verdadeiramente chocante que em 2015 ainda existam Cristãos sendo ameaçados, torturados, e mesmo assassinados por causa de sua fé. Do Egito à Nigéria, da Líbia a Coréia do Norte. Em todo o Oriente Médio os Cristãos vêm sendo expulsos de seus lares e obrigados a fugir de cidade em cidade; muitos deles são forçados a renunciar à sua fé ou são brutalmente assassinados. A todos aqueles corajosos Cristãos no Iraque e na Síria que praticam a sua fé e abrigam outros, nós diremos: “Nós estamos com você.”

Enquanto alguém argumenta que David Cameron é pura conversa – afinal, a política externa do Reino Unido e da América só agravou a situação dos Cristãos no Oriente Médio – ainda assim é estimulante ouvir uma conversa honesta, já que aqui nos EUA, raramente se consegue algo assim do presidente Obama.

Considere o Obama – que numa gravação mencionou “não somos mais uma nação Cristã“; nunca menciona a identidade Islâmica dos assassinos ou a identidade Cristã das vítimas deles; ignorou a recente sessão das Nações Unidas sobre a perseguição aos Cristãos – mas, teve que falar sobre os Cristãos no Café da Manhã de Páscoa: “Nesta Páscoa, eu faço uma reflexão sobre o fato de que sendo Cristão, supostamente eu deveria amar. Entretanto eu preciso dizer que, às vezes, quando ouço expressões menos amáveis provenientes de Cristãos, eu fico preocupado.”

Isso foi dito para manter a mesma linha das declarações anteriores quando exortou os Americanos em geral e particularmente os Cristãos para serem imparciais e terem “humildade” e “dúvida” de si mesmos. Por exemplo, durante o Café da Manhã da Oração Nacional em Fevereiro último, após Obama aludir sobre as atrocidades cometidas pelo Estado Islâmico (ISIS) – o qual inclui decapitação, crucificação, estupro, escravidão e imolação – ele disse:

Acredito que haja alguns princípios que possam guiar particularmente aqueles que entre nós professam crer. E, em primeiro lugar, deveríamos começar com um pouco de humildade. Acredito que o ponto de partida da fé é a dúvida – não estar tão cheio de si, tão confiante de estar certo, que Deus fala somente conosco e não com os outros, que de alguma forma nós sozinhos estamos de posse da verdade.

Humildade, é claro, é uma virtude Cristã bem reconhecida. É exatamente o oposto do orgulho, – uma modesta se não humilde opinião de si mesmo – uma das imperfeições. Mas o que isso tem – o exercício da humildade – a ver com a nossa compreensão sobre a violência e o terrorismo Islâmico, que é, afinal, o tema em discussão? Não estamos na condição de julgar e condenar a violência Islâmica – já que aparentemente não somos melhores, como o presidente deixou claro quando disse aos Cristãos para saírem do “pedestal” e lembrarem-se das Cruzadas e da Inquisição?

Além disso, enquanto a humildade Cristã estimula a autodúvida, ela não estimula a dúvida concernente ao certo e errado, ao bem e mal. O mesmo Cristo que repetidamente defendeu a humildade condenou repetidamente o comportamento maligno, conclamava as pessoas a se arrependem de seus pecados e virou mesas em justa ira.

A questão aqui é que, sempre que Obama invoca o Cristianismo e as virtudes Cristãs, é quase sempre no contexto de silenciar os Cristãos: dizendo a eles para “amar” mais – ou seja, para nunca julgar ou condenar, e em vez disso, se tornarem capachos “oferecendo a outra face”; dizendo a eles para que se lembrem dos “crimes” históricos de outros Cristãos – mesmo que esteja há mil anos e sem crime algum – ou seja, dizendo aos Cristãos para não criticar o Islã, porque eles também têm um telhado de vidro.

Este é o “Cristianismo liberal” que Obama e outros aclamam, porque o seu objetivo principal é silenciar os Cristãos, para que não condenem e combatam o que ao contrário já está claro, ou seja, o MAL.

Os Cristãos estão sendo perseguidos por Muçulmanos em todo o mundo? “Tudo bem” parece ser a resposta de Obama; basta oferecer a outra face – tenha um pouco mais de “humildade” e “dúvida”, mostre aos seus perseguidores um pouco mais de “amor” – e tudo se resolverá corretamente.

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