Obama Quebra Promessa no 100º Aniversário do Genocídio Armênio

Fonte/Source: Obama Breaks Promise on 100th Anniversary of Armenian Genocide | Raymond Ibrahim

Obama Quebra Promessa no 100º Aniversário do Genocídio Armênio

Por Raymond Ibrahim, 23 de abril de 2015

FrontPage Magazine

Enquanto o mundo continua olhando com espanto as atrocidades bárbaras cometidas contra minorias Cristãs pelo Estado Islâmico (ISIS) – o autoproclamado novo “Califado” –  o dia 24 de Abril, marca o genocídio de minorias Armênias e outros Cristãos pelo Império Islâmico Otomano da Turquia – o último califado.

armenian_refugees_in_syria_1-1

A maioria dos historiadores Americanos que examinaram a questão concorda que os Armênios realmente experimentaram um deliberado e calculado genocídio:

Mais de um milhão de Armênios morreram como resultado de execução, fome, doença, ambiente hostil e abuso físico. Um povo que viveu no Leste da Turquia cerca de 3.000 anos [isto é, 2500 anos antes dos Turcos Islâmicos invadirem e ocuparem Anatolia, conhecida hoje como “Turquia”] perdeu sua terra natal e foi profundamente dizimado no primeiro genocídio em grande escala do século XX. No início de 1915 havia algo em torno de dois milhões de Armênios na Turquia; hoje há menos de 60.000.

Um milhão e meio de Armênios foram erradicados. Se no início do século 20 a Turquia tivesse os aparatos e a tecnologia de execução em massa – como as câmaras de gás da Alemanha em 1940 – a população inteira da Armênia poderia ter sido aniquilada.

As atrocidades sofridas pelos Armênios e outras minorias Cristãs são demasiado longas para listar. Tal como ocorre atualmente no âmbito do califado – Estado Islâmico (ISIS) –  Muçulmanos do califado Otomano raptaram, estupraram e massacraram ou venderam incontáveis mulheres e crianças Cristãs aos mercados de escravos Muçulmanos.

Cristãos Armênios também foram sadicamente torturados – como são os Cristãos hoje em dia pelo Estado Islâmico (ISIS).  Lloyd Billingsley escreveu na FrontPage Magazine:

Esquadrões de tortura aplicavam ferros em brasa, cortavam carne com pinças quentes, para em seguida despejar manteiga fervida nas feridas. As solas dos pés eram espancadas, cortadas, e atadas com sal. Dr. Mehmed Reshid torturou Armênios pregando ferraduras em seus pés e os fazendo marchar pelas ruas. Ele também os crucificou em cruzes improvisadas.

Os Muçulmanos esquartejavam os Armênios em pedaços e lançavam bebês sobre as rochas diante de suas mães. Eles queimavam corpos, mas não por razões sanitárias, e sim em busca de moedas de ouro acreditando que os Armênios as tinham engolido. Os Muçulmanos também rasgavam as fezes das vítimas em busca de ouro. O Cônsul Americano Leslie Davis, um ex-advogado e jornalista, documentou o zelo islâmico.

“Nós podíamos ouvi-los todos piamente apelando a Deus para abençoá-los em seus esforços para matar os odiados Cristãos”, escreveu Davis. “Noite após noite este mesmo canto subia ao céu e dia após dia esses Turcos levavam adiante o seu trabalho sangrento.” Ao redor do Lago Goeljik, Davis escreveu, milhares e milhares de Armênios, mulheres e crianças inocentes e indefesas em sua maioria, foram massacrados sobre as margens e barbaramente mutilados.”

Em seu livro de memórias, Ravished Armenia, Aurora Mardiganian descreveu ter sido estuprada e jogada em um harém – semelhante às experiências dos não-muçulmanos de hoje em dia sob a autoridade do Estado islâmico (ISIS).  Ao contrário de milhares de outras meninas Armênias que foram mortas após serem profanadas, ela conseguiu escapar. Ela se lembra de ter visto 16 meninas Cristãs crucificadas em Malatia: “Cada menina tinha sido pregada viva em cima de sua cruz, pregos atravessavam seus pés e mãos, e apenas os seus cabelos soprados pelos ventos cobriam seus corpos”

armenia genocidio

Por não haver escassez de evidências sobre a realidade histórica do Genocídio Armênio, 44 ​​Estados Norte-Americanos o reconheceram. Dakota do Sul, que recentemente entrou para a lista, aprovou uma resolução em Fevereiro 2015 conclamando

O Congresso e o presidente dos Estados Unidos para formalmente e de forma consistente reconhecer e reafirmar a verdade histórica que as atrocidades cometidas contra Armênios, Gregos e outros Cristãos vivendo em Anatólia, suas terras históricas, constituíram genocídio; e para trabalhar com o intuito de buscar uma equitativa, estável e durável relação Turco-Armênia.

obama-erdogan
Turkish PM Erdogan and U.S. President Obama at the Nuclear Security Summit in Washington on April 12, 2010 (AP)

A Turquia, é claro, continua a negar que seus antecessores jamais cometeram nenhum genocídio. Como um grupo de acadêmicos Americanos escreveu em 1995:

Apesar da grande quantidade de evidências que apontam para a realidade histórica do Genocídio Armênio – testemunhas oculares, arquivos oficiais, provas fotográficas, relatórios de diplomatas e do testemunho de sobreviventes – a negação do genocídio Armênio por sucessivos regimes na Turquia vem passando desde 1915 até o presente.

O governo Islâmico da Turquia não está sozinho ao negar o genocídio. O Presidente Obama ainda se recusa a reconhecê-lo – mesmo quando estava em campanha para a presidência em 2008 ele professou sua

Firme convicção de que o Genocídio Armênio não é uma acusação, uma opinião pessoal, ou de um ponto de vista, mas sim um fato amplamente documentado e apoiado por um corpo de evidências históricas. Os fatos são inegáveis ​​… Como Presidente eu vou reconhecer o Genocídio Armênio… América merece um líder que fala a verdade sobre o Genocídio Armênio e responde com força a todos os genocídios. Eu pretendo ser esse presidente.

Desde que tomou posse, Obama se recusou a manter sua palavra. Na terça-feira, 21 de Abril, a Casa Branca anunciou que iria novamente, pelo sétimo ano desde a promessa de Obama, não usar a palavra “genocídio”, desapontando muitos ativistas de direitos humanos.

O New York Times escreveu:

A contínua resistência do presidente com a palavra permaneceu em contraste com a postura do Papa Francisco, que recentemente chamou os massacres de “o primeiro genocídio do século 20” e equiparando-os aos assassinatos em massa perpetrados por Nazistas e Soviéticos. O Parlamento Europeu, o primeiro a reconhecer o genocídio em 1987, aprovou uma resolução na semana passada, conclamando a Turquia a “chegar a um acordo com seu passado.”

O Comitê Nacional Armênio da América respondeu dizendo “A rendição do presidente representa uma vergonha nacional. É uma traição à verdade, e isso é uma traição a confiança.” A Assembléia Armênia da América disse: “Sua incapacidade de usar o termo genocídio representa um grande golpe aos defensores dos direitos humanos”.

Entretanto as ações do presidente são consistentes em outras direções. Dito de outro modo, Obama não surpreende negando o genocídio dos Armênios e das minorias Cristãs pelas mãos dos Muçulmanos um século atrás, quando se considera que ele nega a perseguição Muçulmana desenfreada aos Cristãos ocorrendo sob – e muitas vezes devido – à sua liderança nos dias de hoje.

Anúncios

Uma consideração sobre “Obama Quebra Promessa no 100º Aniversário do Genocídio Armênio”

  1. Essa cobrança da atitude do Pres. Obama com respeito ao genocídio perpetrado pelos turcos na Armênia, deveria ser feita pelo Congresso Americano e em todos os lugares onde ele passa. Por exemplo, o dia que ele visitou uma casa noturna onde havia shows de tango, na Argentina, e dançou tango ele mesmo, alguém deveria ter colocado a questão no meio do salão. Se isto não está acontecendo é porque há muitas coisas erradas no mundo.

    Curtir

Os comentários estão desativados.