Pamela Geller: Uma Resposta aos Meus Críticos – Isso é Uma Guerra

Photo/Capa: Shipler-PamelaGeller and the Anti-IslamMovement

Fonte/Source: Pamela Geller, TIME Magazine: A Response to My Critics—This Is a War | Pamela Geller, Atlas Shrugs: Islam, Jihad, Israel and the Islamic War on the West

Pamela Geller: Uma Resposta aos meus críticos – Isso é uma guerra

pam-geller
Photo: Jason Andrew—Getty Image

Pamela Geller é Presidente da American Freedom Defense Initiative (AFDI) e Editora-Chefe do PamelaGeller.com

Alguns estão dizendo que provoquei o ataque. Mas, se prostrar diante da intimidação violenta só vai incentivar mais do mesmo.

Domingo, em Garland, Texas, um policial foi ferido numa batalha que é parte de uma guerra de longa data: a guerra contra a liberdade de expressão. Algumas pessoas estão me culpando pelo tiroteio de Garland – então eu quero falar sobre isso aqui.

O tiroteio aconteceu durante o meu evento American Freedom Defense Initiative, Muhammad Art Exhibit and Cartoon Contest, quando dois jihadistas Islâmicos armados com rifles e explosivos dirigiram-se até o Curtis Culwell Center em Garland e tentaram penetrar no nosso evento, que já estava terminando. Nós estávamos cientes do risco e gastamos milhares de dólares em segurança – e valeu à pena. Os jihadistas, no nosso evento de liberdade de expressão, não foram capazes de alcançar o seu objetivo, o de replicar o massacre na sede da revista satírica Charlie Hebdo em Janeiro passado – e fazer deste um massacre maior. Eles não foram capazes de matar ninguém. Nós preparamos um forte esquema de segurança em conjunto com o excelente departamento de polícia de Garland. Os homens que abateram os assassinos podem ter salvado centenas de vidas.

E não se enganem: Se não fosse pela conferência sobre a liberdade de expressão, esses jihadistas teriam atingido outro lugar – um lugar onde houvesse menos segurança, como o café Lindt na Austrália ou no supermercado Hiper Cacher Kosher em Paris.

Então, por que algumas pessoas estão me culpando? Eles estão dizendo: “Bem, ela os provocou! Ela teve o que merecia! “Eles não se lembram, ou gostariam de lembrar que, enquanto os jihadistas estavam matando os cartunistas de Muhammad em Paris, seus amigos e cúmplices estavam assassinando Judeus em um supermercado nas proximidades de kosher. Estavam os Judeus pedindo por isso? Serviam de “isca” aos jihadistas?  Estavam provocando eles?

São os Judeus responsáveis ​​pelos Nazistas? São os Cristãos no Oriente Médio responsáveis por serem perseguidos pelos Muçulmanos?

Desenhar Muhammad ofende jihadistas Islâmicos? Ser Judeu também ofende. Quanta acolhimento de qualquer tipo, nós devemos dar à selvageria assassina? Se prostrar diante de intimidação violenta só vai incentivar mais do mesmo.

Um policial fortemente armado na exposição de Garland 

Isso é uma guerra.

Agora, após o ataque ao Charlie Hebdo, e após o ataque ao Garland, o que nós vamos fazer? Vamos nos entregar a esses monstros?

O ataque em Garland mostrou que tudo o que eu e meus colegas vêm alertando sobre a ameaça da jihad, e as formas com qual ela ameaça as nossas liberdades, é pura verdade. A lei Islâmica, a Sharia, com sua pena de morte por blasfêmia, hoje constitui uma ameaça única à liberdade de expressão e a liberdade em geral.

A liberdade de expressão é a fundação de uma sociedade livre. Sem ela, um tirano pode causar estragos sem oposição, enquanto seus adversários são silenciados.

Colocar-se acima da ofensa é essencial em uma sociedade pluralista, em que as pessoas diferem em verdades básicas. Se um grupo não suporta ser ofendido sem recorrer à violência, este grupo vai governar sem oposição, enquanto todas as outras pessoas viverão no medo.

A lei islâmica, como é interpretada por extremistas proíbe a crítica ao Islã, ao Alcorão e a Muhammad (Maomé). Se eles não podem ser criticados nos Estados Unidos, então estamos efetivamente aceitando a lei Islâmica como substituto à liberdade de expressão. Isto estabeleceria os Muçulmanos como uma classe protegida e evitaria a discussão honesta de como os jihadistas Islâmicos usam os textos e ensinamentos do Islã para justificar a violência.

Alguns dizem que “discurso do ódio” deve ser censurado. Mas o que constitui o “discurso do ódio” é um julgamento subjetivo que é inevitavelmente influenciado pela perspectiva política de quem faz o julgamento.

Permitir esse tipo de censura significaria nada menos que suicídio civilizacional. Muitos da mídia e da elite acadêmica não atribuem culpa a uma ideologia que apela à morte por blasfêmia – ou seja, aqueles que criticam ou ofendem o Islã. Ao invés disso, eles miram e culpam aqueles que expõem esse fanatismo. Se as elites culturais direcionassem suas farpas e ataques à doutrina extremista da jihad, o mundo seria um lugar muito mais seguro.

Você pode tentar evitar a realidade, mas você não pode evitar as consequências por evitar a realidade. Os tiroteios em Garland, Paris, Copenhague atingindo os defensores da liberdade de expressão, e a violenta jihad em todo o Oriente Médio, África e Europa, são consequências desastrosas por evitar a realidade.

Encorajo a todos os Americanos para assistir aos vídeos do evento de Garland e ver o que supremacistas Islâmicos desejam silenciar: básico, elementar, argumentos sobre a liberdade de expressão.

Mas, estávamos inflexíveis. Mesmo quando o local foi trancado e centenas de participantes foram levados para dentro do auditório, a multidão cantava Star Spangled Banner e G-D Bless America. De cara com o medo, eles se mostraram firmes e genuinamente Americanos.

Para saber quem governa você, simplesmente descubra quem você não pode criticar. Se a mídia internacional tivesse publicado as caricaturas Dinamarquesas em 2005, nada disso teria acontecido. Os jihadistas não teriam sido capazes de matar a todos. Mas, devido à autocensura, a mídia deu aos jihadistas o poder que eles têm hoje.

Temos que recuperar a nossa liberdade.

Pamela Geller é Presidente da American Freedom Defense Initiative (AFDI)), editora-chefe do PamelaGeller.com e autora do The Post-American Presidency: The Obama Administration’s War on America and Stop the Islamization of America: A Practical Guide to the Resistance.

Tradução: Sebastian Cazeiro

 

 

 

 

 

 

Anúncios