Supremacia Islâmica: A Verdadeira Fonte do “Ressentimento” Muçulmano

Photo/Capa:  Milhares de Muçulmanos queimaram 200 casas de famílias Cristãs e duas Igrejas em Lahore, em 2013, após um Cristão ser acusado de insultar o profeta Muhammad (Maomé).

Fonte/Source: Islamic Supremacism: The True Source of Muslim ‘Grievances’ | Raymond Ibrahim  

Supremacia Islâmica: A Verdadeira Fonte do “Ressentimento” Muçulmano

Por Raymond Ibrahim  

14 de Maio de 2015

FrontPage Magazine

No debate (ou desastre) em andamento, relativo à liberdade de expressão/discurso sobre o ressentimento Muçulmano – mais recentemente em exibição no Garland, onde dois “jihadistas” abriram fogo no Concurso de Arte intitulado “Profeta Muhammad” organizado por Pamela Geller – uma coisa ficou clara: as coisas que os não-Muçulmanos podem fazer para provocar a violência Islâmica são ilimitadas e excede em muito os cartuns.

Como exemplo, Victor Davis Hanson escreveu o seguinte:

[Pamela] Geller, e não os jihadistas que queriam matar todos aqueles com quem discordavam, foi supostamente a culpada. Seus críticos não conseguiram entender que os Muçulmanos radicais não se opuseram apenas as caricaturas e cartuns, mas a qualquer representação iconográfica de Muhammad. 

Se Geller tivesse oferecido convites aos artistas para concorrer a mais majestosa estátua do Profeta, jihadistas ainda assim teriam tentando usar a violência para detê-la. Se ela tivesse realizado um concurso de beleza para os Muçulmanos gays ou um casamento público para casais Muçulmanos gays, jihadistas certamente teriam aparecido. Se ela tivesse oferecido um concurso para os mais bravos apóstatas Islâmicos, os jihadistas estariam eletrizados para matar os infiéis. Se ela tivesse organizado um comício de apoio a Israel, os jihadistas poderiam muito bem ter tentado matar um inocente, como fizeram em Paris quando atacaram mortalmente um mercado kosher.

Mas é ainda pior do que isso. A lista de coisas que os não-Muçulmanos podem fazer para provocar violência Islâmica cresce a cada dia e combina bem com a lista de coisas que os subjugados “infiéis” nunca devem fazer para não provocar os seus senhores Islâmicos como previsto pela lei Islâmica, ou a Sharia.

Assim sendo, o Ocidente precisa finalmente reconhecer a fonte onipresente, desse facilmente explosivo “ressentimento Muçulmano”.

Digite supremacia Muçulmana.

A doutrina Islâmica – ensina que os Muçulmanos são superiores aos não-Muçulmanos, os quais são comparados a cachorros e gado – impregnam os Muçulmanos com este sentimento de supremacia sobre o resto da humanidade.         E uma boa parte da história Islâmica – quando  Muçulmanos estava há séculos em pé de guerra, subjugando grandes porções do Velho Mundo – reforça isto ainda mais.

Este sentimento de supremacia Islâmica foi drasticamente humilhado depois que potências Européias derrotaram e colonizaram grande parte do mundo Muçulmano. Criados na noção de que “might makes right” (nota do tradutor:  “A justiça é o que é bom para o mais forte“, Thrasymachus, 338 c.),  os Muçulmanos, por um tempo, até começaram a emular o orgulhoso e triunfante Ocidente. Turquia, por exemplo, deixou de ser o epítome da supremacia Islâmica e a jihad contra a Europa Cristã durante cinco séculos para emular a Europa em todos os sentidos, tornando-se talvez a nação “Muçulmana” mais secularizada/Ocidentalizada em meados dos anos 1900.

Hoje, no entanto, enquanto os povos Ocidentais de bom grado se rendem aos costumes Islâmicos – em nome da tolerância, do multiculturalismo, do corretamente político ou simplesmente da covardia – Muçulmanos estão sendo cada vez mais encorajados a fazer mais exigências e ameaças; por perceberem que não precisam derrotar militarmente o Ocidente, a fim de ressuscitar o seu patrimônio supremacista. (Quanto mais apaziguamento por parte do oprimido, mais exigência faz o opressor.)

Para entender tudo isto, basta olhar o comportamento Muçulmano onde ele é dominante e não quando precisa da falsa aparência, ou seja, no mundo Muçulmano. Lá, as minorias não-Muçulmanas são habitualmente tratadas como inferiores. Mas ao contrário de muitos conciliadores Ocidentais que aceitam de bom grado um papel subserviente ao Islã, essas minorias religiosas não têm nenhuma escolha sobre a questão.

Tanto que no Paquistão, enquanto as crianças Cristãs estavam cantando canções no interior de sua Igreja, homens Muçulmanos numa mesquita próxima invadiram o local com um machado e destruíram os móveis e o altar e bateram nas crianças. Qual a justificativa para tanta violência? “Vocês estão perturbando as nossas orações… Como ousam usar o microfone e os alto-falantes?”

E quando um muçulmano bateu num Cristão e o último respondeu, o Muçulmano exclamou: “Como ousa um Cristão me bater?!” A violência anti-Cristã prosseguiu de imediato.

Isto é o que eu chamo de fenômeno “Como ousa?“. Lembre-se disto da próxima vez que os “progressistas” da mídia, políticos e outras cabeças falantes lhe disserem que o caos e as explosões Muçulmanas são produtos de “ressentimentos”. A falta de análise racional é a causa da supremacia destes ressentimentos.

As Condições de Omar, um texto fundamental medieval Muçulmano que lida com a forma de como os “infiéis” subjugados devem se comportar explicita a inferioridade deles vis-à-vis aos Muçulmanos. Entre outras disposições, comandam os Cristãos subjugados a não levantarem suas “vozes durante a oração ou leituras nas Igrejas ou em qualquer outro lugar próximo aos Muçulmanos” (daí o ataque com machado no Paquistão). Elas também ordenam para que não exibam quaisquer sinais do Cristianismo especificamente a Bíblia e a cruz – para não construírem Igrejas, e para não criticarem o profeta. (Leia o livro Crucificado Novamente: Expondo a Nova Guerra do Islã sobre os Cristãos, para ver a minha tradução de “As Condições de Omar.”)

Se a natureza supremacista da lei Islâmica ainda não está suficientemente clara, as Condições de Omar literalmente ordenam aos Cristãos para que cedam seus lugares aos Muçulmanos como uma demonstração de respeito.

Por analogia, considere quando Rosa Parks, uma mulher negra, se recusou a ceder seu assento no ônibus para passageiros brancos. Qualquer supremacia branca na época tinha um profundo ressentimento: como ela ousa pensar em si como igual?

Mas eram esses ressentimentos legítimos? Já não deveriam estar acomodados?

Da mesma forma, são os intermináveis “ressentimentos” Muçulmanos legítimos? Já não deveriam estar acomodados? Estas são as perguntas que faltam no debate sobre as sensibilidades Muçulmanas facilmente feridas.

Qualquer pessoa é capaz de citar muitos exemplos de toda parte do mundo Islâmico:

Na Turquia, uma editora da Bíblia foi uma vez invadida e três de seus colaboradores Cristãos foram torturados, estripados e finalmente assassinados. Um suspeito disse mais tarde: “Nós não fizemos isso por nós mesmos, mas pela nossa religião [Islã]… Nossa religião está sendo destruída.”

No Egito, depois que um estudante Cristão de 17 anos de idade, se recusou a obedecer às ordens de seu professor Muçulmano para cobrir a sua cruz, o professor e alguns alunos Muçulmanos o atacaram, bateram e finalmente assassinaram o jovem.

Esses Muçulmanos Turcos e Egípcios foram verdadeiramente prejudicados: Como visto, as Condições do Islã deixam claro que os Cristãos não devem “expor uma cruz ou uma Bíblia” ao redor dos Muçulmanos. Como se atrevem, o estudante Egípcio e os editores Bíblicos Turcos, a desrespeitar – assim afligindo os Muçulmanos a assassiná-los?

Na Indonésia, onde está se tornando quase impossível para os Cristãos construírem Igrejas, Cristãos muitas vezes se reúnem para celebrar o Natal nas ruas – porém para serem atacados por Muçulmanos que jogam esterco de vaca e sacos de urina sobre os Cristãos enquanto eles rezam. Esses Muçulmanos também estão profundamente ressentidos: Como se atrevem, os Cristãos, a pensar que eles podem ter uma Igreja quando as Condições os proíbe?

Em suma, qualquer momento que os não-Muçulmanos se atrevam a ultrapassar, o que foi designado pela Sharia como status “inferior” – o que excede em muito os cartuns – supremacistas Muçulmanos tornam-se violentamente ressentidos.

A partir daqui, pode-se começar a entender o derradeiro ressentimento Muçulmano: Israel.

Por exemplo, se as minorias Cristãs “infiéis” são consideradas inferiores, atacadas e ofendidas pelos Muçulmanos por exercerem os seus direitos humanos fundamentais como a liberdade de culto; como devem os Muçulmanos se sentirem sobre os Judeus – os descendentes de porcos e macacos, de acordo com o Alcorão – exercendo poder sobre outros Muçulmanos no que é percebido como terra Muçulmana?

Como eles ousam?

Claro, se os ressentimentos contra Israel fossem realmente sobre justiça e remoção de Palestinos, Muçulmanos – e seus apaziguadores Ocidentais – estariam ressentidos pelo fato de milhões de Cristãos terem sido removidos por invasores Muçulmanos.

Desnecessário dizer, que não estão.

Então, da próxima vez que você ouvir que a violência Muçulmana e o terrorismo são produtos de ressentimentos – de cartuns a disputas territoriais e tudo mais – lembre-se que isto é absolutamente verdadeiro. Mas estes “ressentimentos” de modo algum se baseiam em qualquer padrão humano de igualdade ou justiça, apenas na visão supremacista do mundo.

Tradução: Sebastian Cazeiro

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