Turcos Glorificam História de Massacre e Estupro de Cristãos

Cover/Capa:  Pintura Moderna de Mehmed II e do Exército Otomano chegando a Constantinopla, por Fausto Zonaro

Fonte/Source: Turks Glorify Historic Slaughter and Rape of Christians | Raymond Ibrahim


Turcos Glorificam História de Massacre e Estupro de Cristãos

Por Raymond Ibrahim

8 de Junho de 2015

FrontPage Magazine

Uma reportagem recente involuntariamente demonstrou como a Turquia – considerada uma vez como a nação Muçulmana mais “secularizada” – está retornando à sua herança Islâmica, lotada de animosidade contra o infiel Ocidente e sonhando com dias melhores, de glórias e conquistas via jihad:

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A Queda de Constantinople, 1453; artista: Theofilos

Um grupo de Muçulmanos devotos de toda a Turquia, rezou diante da histórica Hagia Sophia, na ocasião dos 562º aniversário da conquista Turca de Istambul [Constantinopla], exigindo que o local seja transformado novamente numa mesquita.

Homens e mulheres de todo o país reuniram-se diante do museu Hagia Sophia na manhã de 31 de Maio como parte de um evento organizado pela Anatolian Youth Association (AGD) sob o lema “Quebre as correntes, abra Hagia Sophia”; e rezaram a oração da manhã com uma chamada para a reconversão do museu numa mesquita.

Na verdade, é um ritual anual. Milhares de Turcos cercam Hagia Sophia todo mês de Maio e pedem que ela se torne numa mesquita, muitas vezes com o grito de guerra do Islã, “Allahu Akbar!”;”Deus é grande!”

Não se trata de uma “minoria de radicais.” Em uma pesquisa realizada com 401 Turcos, mais de 97 por cento queria que Hagia Sophia fosse transformada numa mesquita ativa. E isso não é sobre Muçulmanos precisando de lugar para orar. A partir de 2010, já havia 3.000 mesquitas em Istambul ativas.

Ao contrário, trata-se de Muçulmanos que querem celebrar os dias de glória e conquista da jihad Islâmica.

Ao contrário dos Ocidentais historicamente desafiados, os Muçulmanos entendem plenamente o significado de Hagia Sophia. Hagia Sophia – que em Grego significa “Santa Sabedoria” – foi, de fato, a maior catedral da Cristandade por quase mil anos. Construída em Constantinopla, no coração do antigo império Cristão, ela também era um símbolo forte do desafio contra um Islã do leste cada vez mais abusivo.

Depois de esquivar-se durante séculos dos ataques jihadistas, Constantinopla foi finalmente saqueada pelos Turcos sob o comando do Sultão Mehmet II no dia 29 de maio de 1453. Com suas cruzes profanadas e ícones desfigurados, Hagia Sophia – assim como milhares de outras Igrejas – foi convertida numa mesquita vitoriosa, para triunfo dos altos minaretes do Islã que a rodeiam.

Entretanto, os textos históricos primários desse período não são diferentes das manchetes atuais relativas às atrocidades do Estado Islâmico (ISIS) – massacres, decapitações, estupros, escravidão dos “infiéis” Cristãos e a profanação de suas Igrejas. Eis aqui um texto de uma testemunha ocular sobre a conquista Turca de Constantinopla em 1453:

“Os soldados Turcos enfurecidos… não deram trégua. Depois que massacravam e quando não havia mais nenhuma resistência, tinham a intenção de saquear e, portanto vagavam pela cidade roubando, tirando as roupas, pilhando, matando, estuprando, pondo em cativeiro homens, mulheres, crianças, velhos, jovens, monges, padres, pessoas de todos os tipos e condições… Haviam virgens que despertavam de um pesadelo para encontrar bandidos sobre elas com as mãos sangrentas e cheias de fúria abjeta […] Os jihadistas Turcos as arrastaram, rasgaram, obrigaram, desonraram, estupraram nas encruzilhadas e as fizeram se submeter às mais terríveis atrocidades…

Bebes foram brutalmente arrancados dos seios das mães e meninas foram impiedosamente dadas a estranhos e horríveis casamentos, e milhares de outras coisas terríveis aconteceram…

Templos [incluindo Hagia Sophia] foram profanados, saqueados e pilhados. . . Objetos sagrados foram desdenhosamente jogados de lado, os ícones sagrados e os vasos sagrados foram profanados… Um número imenso de livros sagrados e profanos foi lançado ao fogo ou rasgados e pisoteados.

É disso que os Muçulmanos da Turquia têm orgulho. Salih Turhan, chefe da Anatolian Youth Association, o grupo que organiza anualmente as manifestações de massa em torno de Hagia Sophia, depõe que: “À medida que os netos de Mehmet, o Conquistador, buscam a re-abertura de Hagia Sophia como uma mesquita torna-se nosso direito legítimo.”

Os Turcos sabem muito bem que Mehmet foi o flagelo da Cristandade Européia; que seus invasores apreenderam e violaram Constantinopla à força, transformando-a numa Istambul Islâmica; que ele tinha o cadáver derrotado do imperador Cristão, Constantino, que por recusar a abandonar sua cidade sitiada, foi decapitado, mutilado, e ridicularizado.  Idolatrar publicamente Mehmet e outros sultões, como muitos Turcos fazem, é equivalente ao ditado, “Estamos orgulhosos dos nossos antepassados que abateram, degolaram, escravizaram e estupraram pessoas e roubaram suas terras simplesmente porque eram Cristãos ‘infiéis’.”

Na contemporaneidade, é o mesmo que dizer “Estamos orgulhosos de nossos irmãos muçulmanos Sunitas do Estado Islâmico (ISIS) que estão atualmente abatendo, decapitando, escravizando e estuprando as pessoas simplesmente porque são Cristãos ‘infiéis’”.

Tal orgulho, das atrocidades Islâmicas, chega até o topo na Turquia, ao presidente Erdogan, que afirma que a conquista jihadista de Constantinopla foi um verdadeiro “período iluminado”.

Ainda assim, nada disso interrompe os Turcos de reivindicar o status de vítima. A Anatolian Youth Association ainda consegue culpar o Ocidente: “Mantendo a mesquita Hagia Sophia fechada é um insulto à nossa população de 75 milhões de maioria Muçulmana. Simboliza os maus-tratos do Ocidente sobre nós”.

Portanto, mantendo uma construção Cristã/Ocidental histórica – que na verdade foi roubada pela sanguinária jihad – como museu é visto como “maus-tratos do Ocidente sobre nós”.

Da mesma forma, em Abril passado, após o Papa Francis se referir precisamente ao extermínio em massa dos Armênios pelos Turcos Otomanos como “o primeiro genocídio do Século 20“; a mais alta autoridade Islâmica de Ancara respondeu dizendo que as declarações do Papa “will only accelerate the process for Hagia Sophia to be re-opened for [Muslim] worship.””

Assim é o duplo padrão do mundo Islâmico: quando os Muçulmanos conquistam territórios não-Muçulmanos, como Constantinopla e suas Igrejas – através do fogo e do aço, com todo o sofrimento humano presente e a miséria – que os descendentes daqueles subjugados não esperem quaisquer desculpas ou concessões – nem mesmo a uma construção.

No entanto, uma vez que os mesmos Muçulmanos que nunca concederão uma única polegada das conquistas do Islã estão na ponta extrema da lança – Palestinos vis-à-vis Israel, por exemplo – recorrem às Nações Unidas e a opinião pública, exigindo “justiça”, “reparação”, “direitos humanos”, e assim por diante.

É um testemunho da cegueira e da ignorância histórica do Ocidente, o fato de muitas pessoas ainda não ter acordado para esse antigo jogo Muçulmano.


Tradução: Tião Cazeiro — Muhammad e os Sufis

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