Arábia Saudita: O Grande Hipócrita do Mundo

Fonte/Source: Saudi Arabia: The World’s Greatest Hypocrite | Raymond Ibrahim

Arábia Saudita: O Grande Hipócrita do Mundo

Por Raymond Ibrahim

18 de Agosto de 2015

FrontPage Magazine

O Reino do Abuso dos Direitos Humanos
 exorta o Ocidente 
"a enfrentar a intolerância étnica, 
religiosa e cultural."

A Arábia Saudita recentemente pregou para toda comunidade internacional a necessidade de enfrentar “intolerância, extremismo e violações dos direitos humanos.”

Se isso soa surreal, considere os seguintes excertos do relatório de 26 de Julho da Saudi Gazette (ênfase adicionada):

Arábia Saudita reiterou o seu apelo à comunidade internacional para criminalizar qualquer ato que difame as crenças e os símbolos da fé religiosa, bem como todos os tipos de discriminação baseados em religião.

Descubra a diferença entre a Arábia Saudita e o ISIS.

A Arábia Saudita quer que, todos os cartunistas Ocidentais, comediantes, entre outros – pessoas que representam apenas a si mesmo, individualmente – parem de zombar das crenças religiosas e dos símbolos do Islã; mesmo estando a própria política institucionalizada do Reino Árabe difamando e discriminando contra as crenças e os símbolos religiosos de todas as outras religiões.

Nenhuma construção religiosa não-Muçulmana é permitida; a mais alta autoridade Islâmica decretou que “é necessário destruir todas as Igrejas da região.” Sempre que existe alguma suspeita de Cristãos se reunindo numa casa de culto ou como um funcionário Saudita certa vez reclamou, “conspirando para celebrar o Natal” – eles são presos e punidos.

Qualquer cruz ou outro símbolo não-Muçulmano encontrado é automaticamente confiscado e destruído. Qualquer um pego tentando contrabandear a Bíblia ou quaisquer outras “Publicações que tenham preconceito contra qualquer outra crença religiosa exceto o Islã” pode ser executado.

Em 2011, um jogador de futebol Colombiano “foi preso pela polícia moral Saudita após clientes do shopping Center Riyadh expressarem indignação sobre as tatuagens religiosas do jogador, que incluía o rosto de Jesus de Nazaré em seu braço.” Em 2010 um jogador Romeno, depois de marcar um gol, beijou a tatuagem em forma de cruz que tinha no braço, causando indignação pública.

E, ainda assim, a Arábia Saudita tem o descaramento absoluto de pedir ao Ocidente – onde o Islã é livremente praticado, onde as Mesquitas e o Alcorão proliferam, e onde aos Muçulmanos é concedida a igualdade – para cessar a “discriminação baseada na religião.”

Continua a Saudi Gazette:

Dirigindo-se a um simpósio internacional relacionado à cobertura da mídia sobre símbolos religiosos baseados no direito internacional, que deu início na cidade Francesa neste Sábado, um oficial sênior disse: O Reino Árabe enfatizou anos atrás, que a comunidade internacional precisa agir com urgência para enfrentar a intolerância étnica, religiosa e cultural, que se tornou generalizada em todas as comunidades e povos do mundo.

Enquanto isso, no mundo real, poucos países apresentam tanta “intolerância étnica, religiosa e cultural”, como o Reino Árabe. Junto com a discriminação acima mencionada e a intolerância contra todas as outras religiões, a Arábia Saudita é notoriamente uma sociedade clânica e racista.

A igualdade de direitos, por causa da raça, é negada a dez por cento da população; homens negros são impedidos de assumir muitas posições governamentais; as mulheres negras são muitas vezes levadas a julgamento por “bruxaria”; escravos Africanos castrados são vendidos no local de nascimento do Islã via Facebook, e os seus príncipes são conhecidos por baterem em seus escravos negros até a morte.  A organização internacional Human Rights Watch descreveu as condições dos trabalhadores estrangeiros na Arábia Saudita como semelhante à escravidão.

Pior de tudo é se você for negro e Cristão. Depois que 35 Cristãos Etíopes foram presos e maltratados na prisão por quase um ano, simplesmente por terem uma casa particular para oração, um deles afirmou após ser libertado: “Eles [os Sauditas] estão repletos de ódio contra os não-Muçulmanos.”

Isso não é surpreendente, considerando que o sistema de ensino na Arábia faz questão de doutrinar as crianças Muçulmanas com ódio, ensinando que “os Macacos são o povo do Sabbath, os Judeus; e os Suínos são os infiéis da comunhão de Jesus, os Cristãos”.

De acordo com o escritor Saudita Hani Naqshabandi, “Nossas instituições religiosas não nos dão espaço para o exercício do livre pensamento… Elas [as instituições Sauditas] disseram que o Cristão é um infiel, um habitante do inferno, um inimigo de Alá e do Islã. Então nós dissemos, ‘Que a maldição de Alá caia sobre eles. ’”

Mais uma vez, tenham em mente que tudo isso é a política oficial Saudita – e não a “liberdade de expressão” dos indivíduos, que os Sauditas condenam como criadores da “intolerância étnica, religiosa e cultural” ao redor do mundo.

A Saudi Gazette chega a citar Abdulmajeed Al-Omari, “um oficial sênior da Arábia”. Falando no recente simpósio internacional da França, que recebeu representantes de 16 nações Europeias, disse ao Ocidente que a “liberdade de expressão sem limites ou restrições” são “abusos [que] produzem intolerância, extremismo e violações dos direitos humanos…”

Mais uma vez devo enfatizar que os indivíduos Ocidentais são livres para se expressarem. E é exatamente isso – expressão que não se torne ação (como assassinato, terrorismo, estupro, escravidão, bombardeios de Igrejas, ou no abate de “apóstatas”).

Quanto aos governos Ocidentais, graças ao politicamente correto, não só desencorajam a liberdade de expressão, como a honesta conversa objetiva relativa ao Islã é suprimida (por conseguinte cada líder Ocidental sustenta que o ISIS “não tem nada a ver com o Islã“, mais conhecido como, “a religião de Paz”).

Enquanto isso, é exatamente o ensinamento Islâmico que reproduz “a intolerância, o extremismo e as violações dos direitos humanos”, e não apenas na Arábia Saudita, mas em todo o mundo Muçulmano. E é precisamente esse ensinamento que leva as pessoas Ocidentais a criticarem o Islã, inclusive através de cartuns.

E mesmo assim, nada disso é suficiente para embaraçar os Sauditas de sua farsa:

Al-Omari disse que a participação da Arábia no simpósio está em consonância com os seus esforços para apoiar os princípios de justiça, humanidade, promoção de valores e os princípios da tolerância no mundo, bem como para enfatizar a importância de respeitar as religiões e os símbolos religiosos.

Na verdade, por causa da falta absoluta de “justiça, humanidade, promoção dos valores e dos princípios de tolerância” na Arábia Saudita, até mesmo o Departamento de Estado dos EUA lista o berço do Islã (Arábia Saudita) e Maomé (Muhammad) como um dos oito “Países de Preocupação Específica“.

lula arabia saudita
Brasil e Arábia Saudita firmam acordos nas áreas de Educação e Cultura http://buff.ly/1Jl87KI Nota do Blog Muhammad e os Sufis: Lula se encontrou com o rei Abdullah bin Abdulaziz Al Saud, da Arábia Saudita, em Maio de 2009, para discutir um amplo acordo de livre comércio entre o Mercosul e o bloco Árabe. Acordos também foram assinados nas áreas de Educação e Cultura. Estariam usando o ensino Islâmico (nas escolas brasileiras) como moeda de troca???

Assim, de forma ultra-hipócrita, a Arábia Saudita pede à comunidade internacional para que deixem de exercer a liberdade de expressão, ao mesmo tempo em que persegue abertamente e assumidamente os não-Muçulmanos, discriminando contra os não-Sauditas, e diariamente violando os direitos humanos mais básicos.Resta ainda determinar o que é mais surreal e inacreditável: se é a Arábia Saudita – que está no topo do ranking da intolerância religiosa e da discriminação étnica imposta pelo Estado – pedindo ao Ocidente “para enfrentar a intolerância étnica, religiosa e cultural”, ou se é o Ocidente se dignando a participar desse tipo de fórum, vergonhosamente hipócrita.


Tradução: Sebastian Cazeiro

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Uma opinião sobre “Arábia Saudita: O Grande Hipócrita do Mundo”

  1. O que o Ocidente tem q entender é q não são apenas princípios cristãos e judaicos que não estão sendo observados,até aí tudo bem,cada um segue a sua religião.São os princípios da democracia, do estado laico e da liberdade de expressão…Enfim,só existe paz para os q estão seguindo a “religião da paz”,para os q estão fora, meu amigo, é espada e adaga no pescoço. Que o Senhor Jesus alivie o sofrimento dos seus servos, de ateus, de negros e de qualquer outra pessoa,até mesmo sauditas,q estão morando e trabalhando nessas teocracias intolerantes.

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