Na Síria, Onde Um Sacerdote Foi Sequestrado, Agora Pagam Jizya

Fonte/Soource: Christians in Syrian town where priest was kidnapped now paying jizya

Na Síria, Onde Um Sacerdote Foi Sequestrado, Agora Pagam Jizya

Por Robert Spencer – Jihad Watch

5 de Setembro de 2015

Cada elemento do “contrato” abaixo é um item tradicional e espinha dorsal da lei Islâmica, apesar da Aleteia, é claro, um órgão da tradicional Igreja Católica que nega a magnitude das ameaças da jihad, mas não informa a você. O Estado Islâmico não está fabricando essas leis quando manifestam seu “extremismo”.  Estão revivendo elementos da lei Islâmica que não estão em vigor atualmente nos países Muçulmanos.

dhimmitude
Dhimmitude – Infiel subjugado pagando a jizya.

Dhimmitude

Nota do Blog: “Dhimmitude é o sistema Muçulmano de controle das populações não-Muçulmanas conquistadas através da jihad (Guerra Santa). Especificamente, é a tributação aos não-Muçulmanos em troca de tolerância, com relação à sua presença, e como um meio de coerção para converter os remanescentes conquistados ao Islã. “

Cristãos da Cidade Síria, Onde o Padre Foi Sequestrado, Agora Estão Pagando Jizya” por John Burger, Aleteia, 4 de Setembro de 2015 (Agradecimentos a P. JCS):

Enquanto dezenas de milhares de refugiados Muçulmanos estão fluindo para a Europa Cristã, uma pequena comunidade Cristã da cidade Síria de Quaryatayn, está rezando pelo retorno do seu sacerdote sequestrado e estão começando a pagar um imposto que incide sobre os “infiéis” pelo grupo Estado Islâmico.

Os chefes de Igrejas locais estão supostamente envolvidos em negociações para libertar o Padre Jacques Murad,  sequestrado em Maio no seu mosteiro em Quaryatayn; quando cerca de 270 Cristãos e Muçulmanos foram feitos reféns por milícias jihadistas durante uma ofensiva na área sudeste de Homs.

Os reféns estão em Quaryatayan e em condições “estáveis e seguras”, divulgou a agencia de notícias Fides, na quinta-feira última.
Enquanto isso, o Estado Islâmico (ISIS) ofereceu aos Cristãos, que ainda vivem em Quaryatayan, um contrato, no qual o líder do ISIS, Abu Bakr al-Baghdadi: “garante o dinheiro deles, suas almas, [e] que não os forçarão a mudar de religião e não os machucarão,” de acordo com o Observatório Sírio de Direitos Humanos.

De acordo com SOHR, os Cristãos por sua vez, são obrigados a:

  • Não construírem Igrejas, Monastérios ou Conventos.
  • Não exibirem a cruz ou qualquer outra coisa dos seus livros, nas estradas e nos mercados Muçulmanos e não fazer uso de amplificadores quando estiverem rezando.
  • Não podem fazer com que os Muçulmanos ouçam a recitação dos seus livros e os sons dos seus sinos ou usarem sinos dentro das Igrejas.
  • Não podem fazer nenhum ato agressivo contra os Estado Islâmico, como ocultar espiões ou procurados; e se souberem que existe alguma conspiração contra os Muçulmanos, deverão relatar.
  • Devem se comprometer a não exibir qualquer coisa de seus rituais de culto.
  • Respeitar o Islã e os Muçulmanos, e não difamar qualquer coisa da religião.
  • Os Cristãos devem cumprir com o pagamento da Jizya (imposto religioso per capita – taxa de proteção ao não-Muçulmanos, sob a lei Islâmica) que é de 4 dinares (o dinar aqui significa o dinar de ouro, que é usado nas transações; porque tem um valor fixado em 4.25 g de ouro puro) pagos pelos ricos, sendo metade paga pela classe média e a outra metade pelo pobre, e pode ser pago em duas parcelas anuais.
  • Cristãos não podem portar armas.
  • Cristãos não podem comercializar porcos ou vinho com Muçulmanos ou em seus mercados e não podem beber vinho publicamente.
  • Cristãos têm o seu próprio cemitério como de praxe.
  • Devem se comprometer com as regras impostas pelo Estado Islâmico, como usar roupas modestas e observar as regras de compra e venda etc.

A homologação conclui com a seguinte advertência, “em caso de violação das condições estabelecidas, o Estado Islâmico (ISIS) irá lidar como lidam com pessoas na guerra.”

O Observatório citou “fontes confiáveis” confirmando que aos Cristãos foi dada a escolha de pagar a jizya, se tornarem Muçulmanos ou deixar a cidade. “o Estado Islâmico recebeu dos funcionários Cristãos da cidade, o dinheiro nas últimas 48 horas,” a reportagem diz ainda que, “o Estado Islâmico ainda está mantendo a identidade dos cidadãos Cristãos”. As fontes divulgaram que a maioria das pessoas irá deixar a cidade depois que recuperarem os seus documentos…


Tradução: Sebastian Cazeiro

Anúncios