O ex-Arcebispo de Canterbury adverte contra a ‘imigração em massa Muçulmana para a Europa’

Fonte/Source: Former Archbishop of Canterbury warns against ‘Muslim mass immigration to Europe’ by RALPH SIDWAY  – VIA ROBERT SPENCER – JIHAD WATCH

O ex-Arcebispo de Canterbury adverte contra a ‘imigração em massa Muçulmana para a Europa’

Por RALPH SIDWAY

8 de Setembro de 2015

“A frustração para aqueles de nós que têm apelado por compaixão às vítimas Sírias por muitos meses é que, a comunidade Cristã mais uma vez é deixada no fundo do poço… A Grã-Bretanha devia dar prioridade aos Cristãos Sírios…”

Um dos poucos resquícios de sanidade com relação à Crise de Migrantes na Europa, Lord Carey tempera compaixão com avaliação “lúcida” dos riscos da imigração Muçulmana em massa; e apela para um “renovado esforço diplomático e militar para esmagar a ameaça gêmea do Estado Islâmico (ISIS) e al-Qaeda de uma vez por todas.”

“A Grã-Bretanha tem o dever de resgatar os Cristãos da Síria,” por George Carey, The Telegraph via AINA, 06 de setembro de 2015:

Lord Carey: ‘compaixão deve ser realista e lúcida. ’ “(Foto: Andrew Crowley / The Telegraph).

Os acontecimentos dramáticos e perturbadores dos últimos dias introduziram uma nova dimensão de cortar o coração diante da crise de refugiados. Sem dúvida, o aspecto mais inquietante é o quão impotente a Europa está provando ser. Se a União Europeia não for resiliente diante desse desastre, ela poderá ser dilacerada.

Não posso deixar de pensar no slogan do Corporal Jones  “Não entre em pânico!” Até mesmo os Alemães estão em pânico, como a Angela Merkel, quando numa tentativa desesperada de convencer seus colegas líderes Europeus a aceitarem cotas obrigatórias, declarou estar aberta a temporada para até 800.000 Sírios entrarem na Alemanha.

Não é um pouco rico para os Alemães criticarem outras nações, incluindo a Grã-Bretanha, por não aceitar os refugiados? Durante anos, nossa terra recebeu consistentemente e de coração aberto, mais requerentes de asilo do que a Alemanha.

Além disso, seria um erro dar lugar a cobranças intimidatórias para imediatamente abrir nossas portas para dezenas de milhares de refugiados. Somos uma pequena ilha e os números recentes de imigração são altamente perturbadores. No ano passado, um valor líquido de 330.000 pessoas se estabeleceram entre nós, mais do que a população de Sunderland. Imagine se continuar assim, ano após ano.

Infelizmente, o sinal de que a Alemanha está abrindo suas portas para esse afluxo, fará da Europa um ímã ainda mais atraente para aqueles que são os verdadeiros refugiados, mas também aos migrantes econômicos, sendo que a maioria são homens jovens que viajam sozinhos. Nós nem sequer sabemos quantos deles foram combatentes na guerra civil.

Se alguma das coisas que digo soa dura ou, Deus nos livre, um pouco anticristã, fique claro que me congratulo com o anúncio de David Cameron para permitir que outros milhares entrem na Grã-Bretanha através de campos de refugiados dos países vizinhos da Síria. Em longo prazo, essa estratégia irá cortar os traficantes e reduzir o risco de viagens marítimas e terrestres.

Mas a frustração para aqueles de nós que têm apelado por compaixão às vítimas Sírias por muitos meses, é que a comunidade Cristã ficou mais uma vez deixada no fundo do poço.

De acordo com a Barnabas Fund, uma instituição de caridade que reassentou recentemente cerca de 50 famílias Cristãs Sírias na Polônia, o Sr. Cameron inadvertidamente discriminou as comunidades Cristãs, muito mais vitimizadas pelos açougueiros desumanos conhecidos como Estado Islâmico (ISIS). Os Cristãos não serão encontrados nos campos da ONU, porque foram atacados, perseguidos pelos Muçulmanos e enviados para longe deles. Eles estão buscando refúgio em casas particulares, Igrejas, vizinhos e familiares.

Eles são as vítimas mais vulneráveis ​​e repetidamente atacadas desse conflito. De fato, cem anos após o genocídio Armênio e Assírio, quando mais de um milhão de Cristãos estima-se terem sido mortos pelos Muçulmanos Otomanos, o mesmo está acontecendo hoje na forma de limpeza étnica de Cristãos na região. Os Cristãos têm sido crucificados, decapitados, estuprados, e submetidos à conversão forçada. Os chamados grupos radicais do Estado Islâmico (ISIS) entre outros, estão glorificando abertamente o massacre de Cristãos.

A Grã-Bretanha deveria dar prioridade aos Cristãos Sírios, porque eles são um grupo particularmente vulnerável.  Além disso, somos uma nação Cristã com uma Igreja tradicional, de modo que os Cristãos Sírios não encontrariam nenhuma dificuldade de integração. As igrejas já estão bem preparadas e ansiosas para oferecerem apoio e alojamento àqueles que estão fugindo do conflito.

Alguns não vão gostar de mim por dizer isto, mas nos últimos anos, tem havido muita imigração Muçulmana em massa para dentro da Europa. Isso resultou em guetos, comunidades Muçulmanas que vivem vidas paralelas à sociedade dominante, seguindo seus próprios costumes e até mesmo suas próprias leis. Não estaria na hora dos países do Golfo, ricos em petróleo, abrirem suas portas aos milhares de Muçulmanos que estão fugindo de conflitos? Certamente, se eles estão preocupados com os companheiros Muçulmanos, que preferem viver em países de maioria Muçulmana, então eles têm a responsabilidade moral de intervir.

É claro, e com toda razão, que a Europa acordou diante da dimensão do sofrimento humano na Síria. É igualmente certo que os nossos instintos compassivos irão nos conduzir a financiar e fazer campanha para as vítimas inocentes do conflito. Mas a compaixão deve ser realista e lúcida.

Como uma União Europeia, devemos estar preparados para fechar as portas a um grande número de migrantes econômicos e devolvê-los aos seus países. Um processo adequado de registro deve ser realizado, de preferência em campos de refugiados nas fronteiras da Europa. E se os números ficarem muito grandes, precisaremos estar preparados para receber os refugiados, a título provisório e temporário, revendo o seu estado periodicamente até que eles possam voltar para casa.

Não é o suficiente enviar ajuda aos campos de refugiados no Oriente Médio. Precisa haver um esforço militar e diplomático para esmagar as ameaças gêmeas do Estado Islâmico (ISIS) e al-Qaeda de uma vez por todas. Não se engane: isso pode significar ataques aéreos e outras formas de assistência militar Britânica para criar enclaves protegidos e seguros na Síria.

Lord Carey é um ex-Arcebispo de Canterbury.


Tradução: Sebastian Cazeiro

 

 

 

 

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