O Princípio de Skobelev

Fonte/Source: Skobelev’s Principle via Robert Spencer – Jihad Watch

O Princípio De Skobelev

 Por 

15 de Setembro de 2015

“Tenho como princípio, 
de que a duração da paz 
é diretamente proporcional 
ao massacre que você inflige ao inimigo.” 
— Gen. Mikhail Skobelev, 1881

As palavras do General Mikhail Skobelev acima, foram em referencia à sua derrota na cidadela amuralhada de Geok-Tepe e da completa depredação de seu exército pelos Tekke Turkmem, “uma furiosa, tribo capturadora de escravos…” da Ásia Central. ” As ordens do Imperador eram explícitas,” de acordo com Karl Meyer e Sharren Brysac no livro Tournament of Shadows (Torneio das Sombras): “Sob nenhuma circunstancia iria Skobelev dar um passo atrás, ‘pois isso significaria para a Europa e a Ásia, um sinal de nossa fraqueza,  que poderia inspirar ainda mais audácia por parte dos nossos adversários’.”

Os Russos sempre foram conhecidos por esnobar o Ocidente em relação à forma de lidar com os inimigos. Eis aqui uma história sobre dois agentes da KGB sequestrados pela (ILO), ou seja, uma gangue bastante imprudente de agentes da Islamic Liberation Organization (ILO), em Beirute:

A história começa quando os sequestradores da ILO, após esconderem os prisioneiros, depois de terem enviado uma mensagem a embaixada Russa em Beirute exigindo a libertação de certos membros da ILO, (se me recordo corretamente) naquele tempo encarcerados pelo governo Libanês do dia. O fato é que, sem o conhecimento dos impulsivos terroristas, a KGB estava ciente não só, do local onde os dois cidadãos Russos estavam mantidos como prisioneiros, mas também da identidade dos sequestradores. Como resposta às exigências, os Russos enviaram ao esconderijo dos sequestradores, uma caixa com a cabeça do líder dessa unidade em particular, ILO, com um alerta de que se os dois agentes da KGB não fossem soltos nas próximas horas, a próxima caixa que receberiam poderia conter as cabeças das mães dos sequestradores. Desnecessário dizer, que os agentes da KGB foram libertados com grande rapidez e a ILO, nunca mais ameaçou ou prejudicou qualquer cidadão Soviético em qualquer lugar.

Existem também registros recentes sobre a marinha Russa despachando implacavelmente os piratas da Somália em alto mar. Como resultado, os piratas da Somália navegam longe de todos os navios com a bandeira Russa. A lição é óbvia: trate com dureza os seus inimigos e irão evitá-lo como praga.

Meu ponto aqui é sobre a sabedoria desapaixonada Russa, por ser tão amplamente e em última análise contrária ao liberalismo Ocidental. A insana e constritiva noção de que não temos outra escolha, a não ser baixar as armas, suspender sanções punitivas e de propor iniciativas de paz aos inimigos, cuja arrogância religiosamente cultivada têm continuamente induzido seus lideres a ridicularizar o Ocidente — a sabedoria do anterior e a estupidez do último — parece passar despercebida hoje em dia.

O Presidente Obama joga amigavelmente com a República do Irã; Justin Trudeau, líder do Partido Liberal do Canadá, competindo para se tornar o próximo primeiro-ministro, promete que, se eleito irá cancelar a participação do Canadá em ataques aéreos contra alvos do ISIS e restaurar relações diplomáticas com o Irã. Tom Mulcair, líder do Partido NDP do Canadá, promete algo do mesmo.

Parece que existe uma extrema imprudência e uma dualidade oscilante infectando os líderes políticos Ocidentais hoje em dia (com notável exceção do Primeiro Ministro do Canadá Stephen Harper). Eu vejo partidos políticos tradicionais, — Liberais NDP e Conservador no Canadá, Republicanos e Democratas nos Estados Unidos — exibindo características prejudiciais, assustadoramente semelhantes às que derrubaram os poderosos Espartanos há muito tempo; uma dualidade, como referida na obra histórica de Paul Catledge, The Spartans (Os Espartanos), que “conduziu inevitavelmente a conselhos divididos,  rivalidades dinásticas, sucessões ansiosas, combate de facções.” Três parágrafos depois Cartledge escreve, “O adágio de Lord Acton  — poder absoluto corrompe absolutamente — aplicado vigorosamente neste caso.”

E não é isso que acontece no caso das Democracias do Ocidente? Vemos os líderes das democracias Europeias aceitando o influxo de dezenas de milhares refugiados Sírios, muitos dos quais deixam uma trilha de lixo e excremento (e iPads danificados) em seu rastro; muitos dos quais têm provavelmente pouco ou nenhum interesse em assimilar as tradições dos países que os recebem; alguns dos quais podem de fato vir a ser agentes do Estado Islâmico (ISIS). Os chamados “partidos de oposição” aplaudem essa brutal imprudência, lá do outro lado, dos seus respectivos andares no parlamento, como uma audiência contratada para um grande show.

Compare esses políticos hipócritas, pasmos com Putim e sua resposta a questão colocada a ele por um repórter do Le Monde sobre a guerra na Chechênia:

“Se você é um Cristão, você está em perigo. Mesmo se você for ateu, você está em perigo, e se você se converter ao Islã, isso não vai salvá-lo também, porque o Islã tradicional é hostil às condições e objetivos estabelecidos pelos terroristas. Se você estiver preparado para se tornar um Islamista mais radical e estiver disposto a ser circuncidado, eu o convido para ir a Moscou. Vou recomendar que a operação seja, de tal maneira, que lá, nunca mais, nada irá crescer por você.”

Quando outro repórter sugeriu que Putim negociasse com os líderes dos terroristas Chechenos, depois do massacre de Beslan, ele respondeu:

“Por que você não se encontra com Obama bin Laden, o convida para ir a Bruxelas ou a Casa Branca e participe das negociações; pergunte a ele o que deseja e dê isso a ele para que vá embora em paz? Você acha possível estabelecer algumas limitações nas suas negociações com esses bastardos, então por que nós deveríamos falar com pessoas que matam crianças? Ninguém tem o direito moral de nos dizer para falarmos com assassinos de crianças.”

Não estou de forma alguma defendendo o recente comportamento expansionista Russo. Estou sugerindo que o Ocidente comece a negociar com os nossos inimigos terroristas in silimar fashion, como os Russos vêm lidando com os deles.

A sugestão de Justin Trudeau, de que o “problema dos refugiados” poderia ser mitigado pelo cancelamento dos ataques aéreos contra o estado Islâmico (ISIS) é um excelente exemplo de um político Esquerdista tendencioso escolhendo dessa forma o curso oposto da ação quando a mera razão implora e desatento aos ingredientes injuriosos que essas escolhas (como permitir que refugiados Sírios adentrem o Canadá sem restrições de segurança) possam interpor sobre aquela,que pode tornar-se a essa altura, numa vítimizada, embora auto-iludida, população Canadense.

O “problema dos refugiados” que as democracias do Ocidente estão enfrentando na Europa e na América do Norte é uma catástrofe que deve ser tratada pelos países Islâmicos do Oriente Médio e não pelas democracias Ocidentais. O fato dos refugiados Muçulmanos estarem buscando refúgio seguro na Europa Ocidental, governada por infiéis, em vez de países ricos em petróleo, seus  companheiros religiosos, diz tudo sobre os pontos mais delicados do Islã e das nações-estado onde há muito tempo ganharam preponderância.

Onde está o amor? A única maneira segura — estratagema usado por mera razão — para sanar essa crise de refugiados que emana fora da Síria e para além dela é a eliminação total, a partir do ar e sobre a terra, do Estado Islâmico (ISIS) e seus agentes.

O fato do Estado Islâmico (ISIS),  via conquistas violentamente brutais,  estar ganhando continuamente novos territórios, deveria ser retratado pelos tão chamados “experts”, não como uma derrota das forças militares Ocidentais por não deter o avanço, mas sim como uma falha por parte dos estados Islâmicos do Oriente Médio e suas forças armadas, ao negociar com o perigo, que tem desde o início dessa tragédia humana, estado bem mais próximo da existência deles, politicamente e religiosamente, do que qualquer uma das democracias Ocidentais.

Então por que estamos lutando a guerra deles? E se somos forçados a lutar a guerra deles, simplesmente porque se recusam a lutar por si próprios, vamos ser eficientes e militarmente lacônicos, descartando esse inimigo. Vamos adquirir uma “paz duradoura”, sua longevidade antecipada é medida pelo nível de destruição que iremos infligir sobre esse inimigo de toda a humanidade. E depois disso, depois que o Estado Islâmico (ISIS) for rechaçado, vamos responsabilizar essas nações Islâmicas para que paguem a conta, por terem virado as costas aos seus irmãos Muçulmanos, numa crise humanitária que sempre foi deles, não nossa; que foi gerada a partir das entranhas da religião Islâmica. de nenhum outro lugar, e do imperialismo que preconiza. Vamos apresentar isso assim, da mesma forma como estão acostumados a apontar os nossos pecados. Vamos aplicar o princípio de Skobelev sobre os nossos inimigos, da mesma forma que aplicam a jihad Islâmica sobre nós.


Tradução: Sebastian Cazeiro

Anúncios

4 opiniões sobre “O Princípio de Skobelev”

    1. A sua pergunta é excelente. Você deveria perguntar ao Putin. Sou apenas um aprendiz, inclusive em tradução, pois tenho um Português chinfrim.

      Recentemente, Fidel Castro ofereceu terras aos Muçulmanos para a construção de uma mesquita em Cuba. Cuba provavelmente fará a maior mesquita da América Latina, seguindo os passos da Rússia. Isso diz muita coisa, mas não tudo. Leia: http://buff.ly/1S6hGn5

      O ISIS representa o Islã Religioso e Político, ou seja, o Islã completo. Líderes Ocidentais, com algumas raras exceções, estão lidando com o Islã político, achando que o Islã é uma religião pacífica. A violência contra o não-Muçulmano está prescrita nos textos sagrados do Islã. Putin declarou guerra ao Islã completo, uma guerra religiosa, por pressão interna da Igreja Ortodoxa etc. Daí podemos deduzir que a coisa não é simples e vai piorar.
      A maior mesquita da Europa, a Moscow Cathedral Mosque, foi construída para apaziguar os nervos dos Muçulmanos na Rússia, pois só tinham quatro mesquitas para mais de 1 milhão de adeptos. Veja, os Muçulmanos têm permissão para realizar os seus “serviços religiosos” no interior das Igrejas Ortodoxas. Entretanto, preferiram recusar “essa medida extrema”, por razões óbvias. E aquele que ofereceu essa opção aos Muçulmanos não tem noção do que fez ou foi extremamente sarcástico.

      Resumindo, é uma pergunta excelente e que revela o jogo político que o Islã político faz com as nações do Ocidente. Agora, com o ISIS fumando a mil, trazendo o Islã Religioso e Político juntos numa tacada só, recrutando os Muçulmanos para a guerra santa, a coisa ficou feia e é só o começo.

      Abs.

      Curtido por 1 pessoa

    2. Uma coisa é autorizar gente de uma comunidade a por em prática seus cultos religiosos. Outra é permitir que esta comunidade tente introduzir princípios de sua religião na organização laica da sociedade. Se a dita comunidade teima em se comportar conforme a segunda coisa, esta comunidade tem que ser convidada a deixar o país onde teima em ficar. A separação total entre estado e religião é um princípio essencial numa sociedade moderna.

      Curtir

Os comentários estão desativados.