Raymond Ibrahim: Por que Victor Orbán da Hungria tem razão sobre o Islã

Fonte/Source: Raymond Ibrahim: Why Hungary’s Victor Orbán Got It Right on Islam via Robert Spencer – Jihad Watch

Raymond Ibrahim: Por que Victor Orbán da Hungria tem razão sobre o Islã

Por Raymond Ibrahim

21 de Setembro de 2015

FrontPage Magazine

Alguns países do Centro e Leste Europeu estão sendo cada vez mais criticados pelos “progressistas” das nações Ocidentais por não aceitarem refugiados Muçulmanos.

Na liderança está à Hungria, especificamente na pessoa do Primeiro Ministro Victor Orbán. A mídia Ocidental o caracteriza como “xenófobo,” “cheio de discurso de ódio,” e “ditador rastejante” da Europa. Soando como um chefe da máfia de Esquerda, o jornal The Guardian simplesmente refere-se a ele como um ”problema” que precisa ser “resolvido”.

Victor Orbán
Victor Orbán: Um dos poucos líderes da Europa disposto a romper com o politicamente correto do Ocidente no interesse de sua nação.

O crime de Orbán é querer defender a sua nação contra os Muçulmanos e preservar a sua identidade Cristã. De acordo com o primeiro Ministro da Hungria:

Aqueles que chegam foram criados em outra religião, e representam uma cultura radicalmente diferente. A maioria deles não é Cristã, e sim Muçulmana. Essa é uma pergunta importante, porque a Europa e a identidade Europeia estão enraizadas no Cristianismo… Nós não queremos criticar a França, a Bélgica, ou qualquer outro país, mas entendemos que todos os países têm o direito de decidir se querem ou não um grande número de Muçulmanos em seu território. Se querem viver juntos, tudo bem. Nós não queremos e entendo que temos o direito de decidir que não queremos um grande número de pessoas Muçulmanas no nosso país. Nós não desejamos as consequências de ter um grande número de comunidades Muçulmanas como vemos em outros países, e não vejo nenhuma razão para alguém nos forçar a criar condições para vivermos juntos em uma Hungria que nós não queremos ver…

O primeiro ministro passou a citar a história — e não de forma politicamente correta, para condenar Cristãos, e acobertar Muçulmanos, mas de acordo com a realidade:

Tenho que dizer que quando se trata de viver junto com comunidades Muçulmanas, nós somos os únicos que possuem experiência porque tivemos a possibilidade de passar por essa experiência durante 150 anos.

Orbán se refere à conquista Muçulmana, e a ocupação da Hungria de 1541 a 1699. Naquela época, a jihad Islâmica, o terrorismo, e a perseguição aos Cristãos eram incontroláveis.

E a Hungria não estava só. Muitos do Sudeste Europeu e partes da Rússia moderna foram conquistadas, ocupadas, e aterrorizadas pelos Turcos — por vezes, de tal maneira que fazem as atrocidades do Estado Islâmico (ISIS) parecerem brincadeira de criança. (Pense nas decapitações, crucificações, massacres, mercado de escravos e estupros, os quais se tornaram marca registrada do Estado Islâmico (ISIS) — porém em escala muito maior, e durante séculos.

Ainda assim, para os progressistas Ocidentais, tais memórias longínquas estão perdidas. Em um artigo intitulado “A Hungria está envergonhada do governo de Victor Orbán,” o The Guardian ridiculariza e trivializa a posição do primeiro ministro:

A Hungria tem uma história com o império Otomano, e Orbán está ocupado conjurando  isso.  O império Otomano está revidando, avisa. Estão assumindo o controle! A Hungria jamais será a mesma novamente!… Por isso a cerca de arame farpado; Por isso o exército; Por isso, a partir de hoje, o estado de emergência; Por isso a feroz, implacável retórica de ódio. Porque é assim que tem sido desde o início: absoluta, hostilidade crassa e calúnia.

Similarmente, o Washington Post, depois de reconhecer que a Hungria foi uma vez ocupada pelos Otomanos — embora não mencionando qualquer atrocidade que tivessem experienciado — surpreendeu com: “isto é um tanto bizarro, pensar que um passado longínquo, de senhores da guerra a impérios rivais, possa influenciar o modo como uma nação do século 21 atende às necessidades dos refugiados.”

A chamada grande mídia ignora o fato de que, misturado entre os milhares de refugiados, estão os militantes do Estado Islâmico (ISIS), os quais estão atualmente revivendo os “dias Otomanos” no Iraque, Síria, Líbia, e em outros lugares, e que planejam revivê-los na Hungria e no Sudeste Europeu. Já existem Muçulmanos tentando forçar sua entrada na Hungria — e na Eslovênia, que também resiste à entrada de migrantes — estão gritando o seu velho brado de guerra, “Allah Akbar!

Quanto ao outro, o “normal” refugiado Muçulmano, muitos deles jamais assimilarão e alguns irão abusar e explorar o mais fraco — particularmente mulheres e crianças —e irão impor a lei Islâmica em seus enclaves. É exatamente sobre isso que Orbán estava se referindo quando disse “Nós não desejamos as consequências de ter um grande número de comunidades Muçulmanas como vemos em outros países.”

Para se ter certeza, esses “outros países” não estão limitados à Europa. Por exemplo, em Mianmar (Birmânia) as minorias Muçulmanas não-nativas estão por trás do mesmo tipo de caos anti-infiel, violência e estupro.

Como reposta, o sentimento anti-Muçulmano vem crescendo entre a maioria Budista,  seguida pela crítica da mídia Ocidental como sempre.

Dessa forma o líder Budista Ashin Wirathu, a quem a mídia se refere como “Birmanês bin Laden,” se opõe firmemente a presença Muçulmana em Mianmar: “Você pode estar cheio de bondade e amor, mas você não pode dormir ao lado de um cão raivoso,” disse o monge em referência aos Muçulmanos: “Os chamo de encrenqueiros, porque são encrenqueiros.”

Reminiscente de Orbán da Hungria, Wirathu também adverte que: “Se formos fracos, nossa terra se tornará Muçulmana.” O tema musical do seu partido fala de pessoas que “vivem em nossa terra, bebem nossa água e são ingratas conosco” — em referência aos Muçulmanos — e como “Nós iremos construir uma cerca com nossos ossos se for necessário” para mantê-los fora.

Mais uma vez, soando como Orbán da Hungria, panfletos de Wiranthu dizem “Mianmar  está atualmente enfrentando o mais perigoso e temeroso veneno,  grave o suficiente para erradicar toda a civilização.”

Por conta disso, o The New York Time debocha, argumentando que “o Budismo parece ter um lugar seguro em Mianmar. Nove em cada 10 pessoas são Budistas… Estima-se que o percentual de minoria Muçulmana varie entre 4 a 8 por cento.”

Justificar a presença Muçulmana em países não-Muçulmanos, tendo como base que se forem superados em número nunca será um problema é tudo que se poderia esperar. Depois de expressar perplexidade pelo esforço de Orbán sobre a história, o Washington Post ressaltou “o fato de que os Muçulmanos constituem menos de 1 por cento da população [da Hungria] do país.”

Essa falsa notícia ignora uma inabalável Regra de Números do Islã: quando e onde quer que Muçulmanos cresçam em número, a mesma violência “anti-infiel”, endêmica em nações de maioria Muçulmana, cresce junto.

Considere as palavras do Padre Daniel Byantoro, um Muçulmano convertido ao Cristianismo, discutindo as ramificações da lenta entrada do Islã, naquela que outrora fora uma nação não-Muçulmana, mas agora é a maior nação Muçulmana:

Por milhares de anos o meu país (Indonésia) foi um reino Hindu Budista. O último rei Hindu teve a gentileza de isentar o primeiro missionário Muçulmano, do imposto de propriedade, para viver e pregar sua religião. Lentamente, os seguidores dessa nova religião foram crescendo, e depois quando ficaram fortes atacaram o reino, e aqueles que se recusaram a se tornarem Muçulmanos tiveram que fugir para não morrerem… Lentamente, de reino Hindu Budista, a Indonésia se tornou o maior país Islâmico do mundo. Se existe alguma lição a ser absolutamente assimilada pelos Americanos, vale à pena ponderar sobre a história do meu país. Nós não fazemos discurso de ódio e não somos pessoas fanáticas; ao contrário, somos amantes da liberdade, da democracia, do amor e das pessoas humanas amorosas. Nós só não queremos que essa liberdade e democracia sejam arrancadas de nós, pela nossa ignorância “politicamente correta”, e pretensão de tolerância. (Facing Islam, endorsement section).

Realmente. Nações tão diversas como a Hungria e Mianmar — com  líderes tão diversos como o Cristão Orbán e o Budista Wiranthu— estão bem familiarizados com o Islã. Assim, quando se trata de influxo — se pela espada ou sob o disfarce de refugiados — as invés de julgá-los, as nações Ocidentais fariam melhor aprendendo com as experiências deles.

Caso contrário, elas estarão destinadas a aprender com suas próprias experiências pessoais  ou seja, da maneira mais difícil.


Tradução: Tião Cazeiro — Muhammad e os Sufis

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2 opiniões sobre “Raymond Ibrahim: Por que Victor Orbán da Hungria tem razão sobre o Islã”

  1. Excelente matéria, principalmente pelas referências históricas sobre a experiência húngara com o Islamismo e de como a Indonésia se tornou uma nação islâmica. São citações assim que enriquentem e fundamentam os textos, tornando-os mais confiáveis. Parabéns!!!

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