“Sequestrar Mulheres” e “Destruir Igrejas” — isto é o “Verdadeiro Islã” — Grande Aiatolá Iraquiano

Fonte/Source: “Abducting Women” and “Destroying Churches” is “Real Islam”—Iraqi Grand Ayatollah | Raymond Ibrahim

"Sequestrar Mulheres" e "Destruir Igrejas" 
- isto é o “Verdadeiro Islã" -  
Grande Aiatolá Iraquiano

Por Raymond Ibrahim

15 de Outubro de 2015

FrontPage Magazine

Durante uma recente entrevista a um canal de televisão, o Grande Aiatolá Ahmad al-Baghdadi, líder clérigo Shiita do Iraque, deixou claro por que o Islã e o resto do mundo nunca poderão coexistir pacificamente.

Inicialmente, passou algum tempo explicando a “jihad defensiva”, dizendo que todos os Muçulmanos capazes são obrigados a lutar pela “liberação” do território “ocupado”, citando Israel como exemplo.

Os seguintes países Europeus também são considerados “ocupados” aos olhos do Islã: Portugal, Espanha, Hungria, Republica Checa, Eslováquia, Grécia, Bulgária, Ucrânia, Romênia, Armênia, Geórgia, Creta, Chipre e partes da Rússia.

Em seguida, comentou sobre a “jihad ofensiva,” principal linhagem do Islã, a qual forjou através dos séculos, o que hoje podemos chamar de “Mundo Muçulmano”.

De acordo com o aiatolá, quando podem — quando as circunstâncias são favoráveis; quando fortes o suficiente — Muçulmanos são obrigados a partirem para a ofensiva a fim de conquistar os não-Muçulmanos (um fato para ter em mente enquanto milhões de Muçulmanos “refugiados” inundam o Ocidente).

O clérigo Muçulmano repetidamente gritou com o anfitrião secularizado que o interrompia protestando de que o Islã não pode ensinar tamanha intolerância. Num determinado ponto ele explodiu: “Eu sou um acadêmico do Islã [al-faqih]. Você é apenas um jornalista. Me escuta!”

Expôs Al-Baghdadi:

Se for o Povo do Livro [Judeus e Cristãos] nós exigimos deles a jizya — e caso recusem, então lutamos contra. Isto é, ser for Cristão, ele terá três escolhas: ou se converte ao Islã, ou, caso recuse e deseje permanecer Cristão, então paga a jizya [e vive de acordo com as regras da dhimmitude].

Mas, se ainda assim recusar  então lutamos contra, e sequestramos suas mulheres e destruímos suas igrejas — isto é o Islã!…  Vamos lá, aprenda o que é o Islã, você é mesmo um Muçulmano?!

Quanto aos politeístas [Hindus, Budistas, etc.] nós permitimos que escolhessem entre o Islã e a guerra! Essa não é a opinião de Ahmad AL-Husseini al-Baghdadi, mas a opinião das cinco escolas de jurisprudência [quatro Sunitas e uma Shiita].

 Chegando ao final da entrevista, por conta do anfitrião estar de barba bem feita, vestindo terno e gravata e continuando a protestar de que isso não pode ser o Islã, o aiatolá explodiu mais uma vez, apontando para ele com desprezo e dizendo, “Quem é você? Você quer me ensinar em que acreditar? Essa é a palavra de Allah!”

É verdade. Não só é a palavra da divindade do Islã, como também é o obstáculo fundamental, intransponível à paz entre Muçulmanos e não-Muçulmanos. Al-Baghdadi — e inúmeros outros clérigos Muçulmanos, Sunitas e Xiitas, que detêm esses pontos de vista — não são “radicais”. Pois a jihad ofensiva não é menos codificada do que, digamos, os Cinco Pilares do Islã, os quais nenhum Muçulmano rejeita.

O verbete “jihad” na Enciclopédia Islâmica afirma que “a propagação do Islã pelas armas é um dever religioso imposto aos Muçulmanos em geral… A jihad precisa continuar sendo feita até que o mundo inteiro esteja sob as regras do Islã… O Islã precisa estar completamente pronto durante um período, antes que a doutrina da jihad possa ser eliminada.”

O Islã ainda tem que estar “completamente pronto durante um período.”

Muçulmano renomado, historiador e filósofo Ibn Khaldun (d. 1406) explicou a jihad da seguinte forma:

Na comunidade Muçulmana, a jihad é um dever religioso por causa do universalismo da missão Muçulmana e da obrigação de converter a todos ao Islã, quer pela persuasão ou pela força. Os outros grupos religiosos não possuem uma missão universal, e a jihad não é um dever religioso, salvo em caso de legítima defesa. Mas o Islã tem a obrigação de buscar o poder sobre outras nações.

É importante observar aqui, que mesmo a jihad mais ofensiva é vista como um empenho “altruísta”, diferentemente do “fardo do homem branco” do século XIX.  Afinal de contas, o argumento antigo de que “precisamos reformar suas maneiras, com as nossas maneiras, para o seu próprio bem” tem sido uma das justificativas mais citadas com relação a jihad ofensiva desde o século VII.

Allah nos enviou e nos trouxe aqui para que possamos libertar aqueles que desejam sair de servidão dos governantes terrenos e torná-los servos de Deus, para que possamos transformar a sua pobreza em riqueza e libertá-los da tirania e do caos das [falsas] religiões e trazê-los à justiça do Islã. Ele nos enviou para levar sua religião a todas as suas criaturas e chamá-los ao Islã. Quem aceita-lo, de nós estará seguro, e vamos deixá-lo em paz; mas contra aqueles que recusarem, vamos lutar até cumprirmos a promessa de Allah.

Mil e quatrocentos anos depois, em Março de 2009, o especialista jurídico Saudita Basem Alem ecoou publicamente este ponto de vista:

Como um membro da verdadeira religião [Islã], tenho um direito maior de invadir [outros], a fim de impor certo modo de vida [de acordo com a Sharia], que a história tem provado ser a melhor e mais justa de todas as civilizações . Esse é o verdadeiro significado da jihad ofensiva. Quando empreendemos uma jihad, não é com a intenção de converter as pessoas ao Islã, mas, a fim de libertá-las da escura escravidão em que vivem.

Até mesmo a al-Qaeda justifica parcialmente a sua jihad contra os Estados Unidos por ser “uma nação que explora as mulheres como produtos de consumo”; por não rejeitarem os “atos imorais de prostituição, homossexualidade, intoxicantes, jogos de azar, e usura.”

Se o “fardo do homem branco” foi/ é “civilizar” os Muçulmanos, introduzindo “democracia”, “direitos humanos” e “secularismo”, o “fardo do homem Muçulmano” — capturado pela palavra de Allah aos Muçulmanos, “a Jihad é prescrita a você, embora você não goste dela “(Alcorão 2: 216) — há muito tem sido “civilizar” os Ocidentais, trazendo-os sob a égide da Sharia.

Esta interpretação positiva da jihad garante que, não importa quão violenta ou ostensivamente injusta seja a jihad, será sempre justificada aos olhos Muçulmanos: os meios cruéis serão justificados pelos fins “altruístas”.

Finalmente, como ressaltou o Grande Aiatolá Ahmad al-Baghdadi, a necessidade dos Muçulmanos de empreender a jihad ofensiva “não é a opinião de Ahmad al-Husseini al-Baghdadi… Essa é a palavra de Allah!”

Nem tampouco é uma “opinião” do califa Abu Bakr do Estado Islâmico (ISIS); do líder da Al-Qaeda Ayman Zawahiri; do líder do Boko Haram Abubakar Shekau; ou quaisquer um dos outros inúmeros jihadistas do passado até o presente. Não, a jihad para conquistar e trazer a Sharia aos não-Muçulmanos é um comando de Allah.

Atualização: A seguir, um vídeo legendado (Inglês) recentemente por um leitor e inserido no YouTube:


Tradução: Tião Cazeiro — Muhammad e os Sufis

Anúncios