Quando Muçulmanos traem Amigos e Vizinhos Não-Muçulmanos

Fonte/Source: When Muslims Betray Non-Muslim Friends and Neighbors | Raymond Ibrahim

Quando Muçulmanos traem 
Amigos e Vizinhos Não-Muçulmanos

por Raymond Ibrahim

FrontPage Magazine

"Que os fiéis não tomem por amigos os incrédulos, 
em detrimento de outros fiéis. 
Aqueles que assim procedem, 
de maneira alguma terão o auxílio de Allah 
salvo se for para 
vos precaverdes e vos resguardardes
Alcorão, Versículo 3:28

Dias atrás, após o Estado Islâmico (ISIS) entrar na cidade Síria de Hassakè, provocando um êxodo em massa de Cristãos, uma cena familiar, embora muitas vezes esquecida, se materializou: muitos Muçulmanos aparentemente “normais” se uniram enfileirados com o Estado Islâmico (ISIS), virando as costas instantaneamente contra os seus vizinhos Cristãos de longa data.

Esta é a terceira categoria de Muçulmanos, que se camufla entre “moderados’ e “radicais”: “sonolentos”,  que aparentam ser “moderados”, mas que na realidade estão simplesmente à espera de circunstancias favoráveis, antes de se juntar a jihad; Muçulmanos a espera das recompensas da jihad, para se tornarem maiores que o risco.

Não faltam exemplos desse tipo de Muçulmano. Eis alguns testemunhos provenientes de não-Muçulmanos, de maioria refugiados Cristãos do Iraque e Síria, agora, sob o jugo do Estado Islâmico (ISIS) ou outro controle jihadista. Considere o que eles dizem, sobre seus vizinhos de longa data, que se mostravam como “moderados” — ou pelo menos não violentos,  mas que, uma vez que a jihad chegou à cidade, exibiram suas cores verdadeiras:

Georgios, um homem da antiga cidade Cristã de Ma’loula — uma das poucas áreas do mundo onde a língua de Cristo continua sendo falada — contou como os vizinhos Muçulmanos que conheceu durante toda a sua vida, viraram contra os Cristãos, depois que al-Nusra, outra roupagem jihadista, os invadiu em 2013.

Conhecemos nossos vizinhos Muçulmanos durante toda a nossa vida. Sim, nós sabíamos que a família Diab era bastante radical, mas pensávamos que jamais nos trairiam. Jantávamos com eles. Somos um só povo.

Alguns, da família Diab, haviam partido meses atrás e nós imaginávamos que estivessem com a Nusra [al-Qaeda]. Mas suas esposas e filhos continuavam aqui. Cuidamos deles. Então, dois dias antes do ataque da Nusra, as famílias de repente deixaram a cidade. Não sabíamos por quê. E então, nossos vizinhos conduziram nossos inimigos até nós.

O homem Cristão explicou com descrença, como viu um jovem membro da família Diab, a quem conhecia desde a juventude, segurando uma espada e levando jihadistas estrangeiros para os lares Cristãos. Continua Georgio:

Tivemos relações excelentes. Nunca nos ocorreu que vizinhos Muçulmanos iriam nos trair. “Nós todos dissemos — por favor, deixem a cidade viver em paz — não temos que matar uns aos outros”. Mas, agora há sangue ruim. Eles trouxeram o Nusra para expulsar os Cristãos, para se livrarem de nós definitivamente. Alguns dos Muçulmanos que viveram com a gente são boas pessoas, mas nunca mais vou confiar em 90 por cento deles novamente.

Uma adolescente Cristã de Homs, Síria — que já teve uma população Cristã com cerca de 80.000 fiéis, mas agora é supostamente zero — relata sua história:

Saímos porque estavam tentando nos matar… Queriam nos matar porque éramos Cristãos. Estavam nos chamando de Kaffirs [infiéis], até as crianças pequenas diziam essas coisas. Aqueles, que eram nossos vizinhos, se voltaram contra nós. No final, quando fugimos, passamos pelas varandas. Nem sequer nos atrevemos a ir para a rua em frente a nossa casa. Mantenho contato com os poucos amigos Cristãos que ainda restam, mas não posso mais falar com meus amigos Muçulmanos. Sinto muito sobre isso. (Crucified Again, p. 207)

Quando indagado sobre quem exatamente ameaçou e expulsou os Cristãos de Mosul, que caiu sob o Estado Islâmico um ano atrás, outro refugiado Cristão anônimo respondeu:

Saímos de Mosul por que o Estado Islâmico (ISIS) veio para a cidade. O [Muçulmanos Sunitas] povo de Mosul abraçou o ISIS e jogou os Cristãos para fora da cidade. Quando o ISIS entrou em Mosul, o povo os saudou e expulsou os Cristãos…

As pessoas que abraçaram o ISIS, as pessoas que viviam ali como a gente… sim, meus vizinhos. Nossos vizinhos entre outras pessoas nos ameaçaram. Eles disseram: “Saiam antes que o ISIS os pequem.” O que significa isso? Pra onde vamos? Os Cristãos não têm apoio no Iraque. Aquele que diz que está protegendo os Cristãos é um mentiroso. Um mentiroso!

A traição Muçulmana não está limitada aos Cristãos. Outros “infiéis”, como por exemplo, os Yazidis, têm experimentado a mesma traição. Discutindo a invasão do ISIS sobre a sua aldeia, um homem Yazidi de 68 anos de idade que conseguiu fugir da sangrenta ofensiva — que incluiu o abate de muitos homens e a escravização de mulheres e crianças Yazidis — disse:

Os (não-Iraquianos) jihadistas eram combatentes Afegãos, Bósnios, Árabes e até Norte-Americanos e Britânicos… Mas, os piores massacres vieram das pessoas vivendo entre nós, nossos (Sunita) vizinhos Muçulmanos… As tribos Metwet, Khawata e Kejala — eram todos nossos vizinhos. Mas, se juntaram ao ISIS, pegaram as armas pesadas deles, informaram quem era e quem não era Yazidi. Nossos vizinhos tornaram a invasão do ISIS possível.

Assista a esta entrevista de 60 minutos com uma mulher Yazidi. Quando perguntaram por que as pessoas que ela conheceu a vida inteira de repente se juntaram ao Estado Islâmico (ISIS) e de forma selvagem se viraram contra o seu povo, respondeu:

Não posso dizer exatamente, mas deve ser a religião. Tem que ser a religião. Eles constantemente nos pediam para que nos convertêssemos, mas nós recusávamos. Antes disso, nunca mencionaram nada a respeito. Antes, pensávamos um do outro como uma família. Reitero, tem que ser a religião.

Para que não pareça que este fenômeno de traição Sunita esteja limitado a jihad Islâmica na Mesopotâmia, sabemos que ocorre historicamente e atualmente em outras nações. O episódio a seguir, do Império Otomano, tem mais de 100 anos de idade:

Certa noite, meu marido chegou em casa e disse que o padisha [sultão] mandou avisar que teríamos que matar todos os Cristãos da nossa aldeia, e que teríamos que matar nossos vizinhos. Eu estava muito irritada, e disse que não me importava com quem deu esse tipo de ordem, estava errado. Esses vizinhos sempre foram bons para nós, e se caso se atrevesse a matá-los, Allah iria nos fazer pagar por isso. Eu tentei tudo o que podia para detê-lo, mas ele os matou  — os matou com suas próprias mãos. (Sir Edwin Pears, Turquia e seu povo, Londres: Methuen and Co. 1911, p 39). Nota: Enfase adicionada pelo blog.

E na Nigéria — uma nação que compartilha pouco com a Síria, Iraque, ou Turquia, que não seja o Islã — um ataque jihadista aos Cristãos, que deixou cinco igrejas destruídas e vários Cristãos mortos, foi ativado por “Muçulmanos locais”:

Muçulmanos rondavam a cidade, apontando prédios, igrejas e lojas pertencentes aos Cristãos para os membros do Boko Haram, que por sua vez bombardearam as referidas igrejas e lojas.

Semelhantes padrões de comportamento traidor — padrões que cruzam continentes e séculos, padrões que regularmente aparecem sempre que Muçulmanos vivem ao lado de não-Muçulmanos — são facilmente compreendidos se olharmos para o versículo 3:28 do Alcorão.

Que os fiéis [Muçulmanos] não tomem por amigos os incrédulos [não-Muçulmanos], em detrimento de outros fiéis. Aqueles que assim procedem, de maneira alguma terão o auxílio de Allah  salvo se for para vos precaverdes e vos resguardardes. Allah vos exorta a [ter medo] d’Ele vos lembrar, porque para Ele será o retorno.” Alcorão 3:28.

Eis aqui a explicação dada pelas maiores autoridades do Islã, ulemás e exegetas, sobre o versículo 3:28 do Alcorão:

Muhammad ibn Jarir at-Tabari (d. 923), autor de um comentário padrão e oficial do Alcorão, escreve:

Se você [Muçulmanos] está sob a autoridade deles [não-Muçulmanos], temendo por si mesmos, comportem sua língua com lealdade enquanto abrigam hostilidade interior para com os mesmos… [Saiba que] Allah proibiu os crentes de serem amigáveis ou terem intimidades com os infiéis em vez de outros crentes — exceto quando os infiéis estiverem acima dele [autoridade]. Se esse for o caso, permita que atuem amigavelmente, preservando a religião.

Ibn Kathir (d. 1373), outro importante autoridade em Alcorão, escreve:

O Altíssimo disse: “A não ser que você se guarde contra eles, tomando precauções”, — isto é, aquele que, em qualquer tempo ou lugar teme o mal deles, pode proteger-se através da aparência exterior  sem a convicção sincera. Como al-Bukhari registrou através de Abu al-Darda as palavras [do Profeta], “Verdadeiramente, nós sorrimos ironicamente na cara de alguns povos, enquanto nossos corações os amaldiçoam.”

Em outras palavras, Muçulmanos não podem ser amigos dos não-Muçulmanos, a não ser que circunstancias levem o interesse dos Muçulmanos a proceder de tal forma. Por exemplo, se Muçulmanos são minoria (como na América), ou se seus líderes brutalmente combatam com atividades jihadistas (como no estado pré-Islâmico Sírio de Bashar Assad): nesse caso podem pregar e até mesmo fingir paz, tolerância e coexistência com os seus vizinhos não-Muçulmanos.

No entanto, se e quando as circunstâncias forem favoráveis ao supremo Islã, espera-se que Muçulmanos participem da jihad — “por que o objetivo final é Allah.” [1]

[1] Para mais informações sobre formas sancionadas de artifícios Islâmicos, leia sobre Taqiyya, Tawriya  e Taysir. Para saber mais sobre como os Muçulmanos jamais farão amizade com os não-Muçulmanos,  — exceto quando de seu interesse  leia “Lealdade e inimizade”, de Ayman al-Zawahiri, do livro The Al-Qaeda Reader, páginas 63-115.


Tradução: Sebastian Cazeiro

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