Chefe da NATO sobre o massacre jihadista em Paris: “Não é uma batalha entre o mundo Islâmico e o mundo Ocidental”

Photo Cover: National Pictures/Nick Edwards

Fonte/Source: NATO top dog on Paris jihad massacre: “This is not a fight between the Islamic world and the western world”

Chefe da NATO sobre o massacre jihadista em Paris: “Não é uma batalha entre o mundo Islâmico e o mundo Ocidental”

Por Robert Spencer – Jihad Watch

15 de Novembro de 2015

De fato é, mas apenas um lado está lutando. Após os ataques jihadistas em Paris, o Estado Islâmico divulgou um comunicado assumindo a responsabilidade, e alerta:

“Deixe a França e todas as nações que seguem seu caminho saber que continuarão no topo da lista de alvos do Estado Islâmico e que o cheiro da morte não deixará suas narinas enquanto participarem na campanha das Cruzadas, enquanto se atreverem a amaldiçoar nosso amado Profeta (bênçãos e que paz esteja com ele), e enquanto se gabarem de sua guerra contra o Islã na França e seus ataques contra os Muçulmanos na terra do Califado com seus jatos, que foram de nenhum proveito para eles nas ruas imundas e becos de Paris. Na verdade, isso é apenas o começo. E é também um aviso a todos para que tenham cuidado.”

Como o Ocidente pode ganhar quando nem mesmo reconhece a natureza da guerra em que está envolvido? Obviamente todo o mundo Islâmico não está lutando contra o Ocidente, mas os Muçulmanos que estão lutando contra nós estão moldando o conflito como sendo entre o Ocidente e o Islã. Stoltenberg disse: “Vai levar tempo, mas vamos vencer porque os nossos valores são superiores àqueles que os extremistas apoiam”, mas nem ele e nenhum outro líder Ocidental estão realmente confrontando e se opondo aos valores que o Estado Islâmico defende: se opôr a isso os levará à crítica ao Islã e a Sharia, e não há um que se atreva.

Stoltenberg Kerry

“Ataques de Paris não é um batalha entre o Ocidente e o Islã”, diz o chefe da NATO, “AFP, 15 de Novembro de 2015

Bruxelas (AFP)  Chefe da NATO Jens Stoltenberg disse no Sábado que os ataques mortíferos em Paris ressaltam uma luta entre extremistas e patrocinadores dos valores democráticos ao invés de uma luta entre o mundo Islâmico e o Ocidental.

Numa curta entrevista telefônica com a AFP, Stoltenberg disse que os ataques só iriam reforçar a determinação dos partidários da democracia que em ultima análise sairão vencedores dessa luta porque possuem “valores superiores”.

No Sábado, jihadistas do Estado Islâmico reivindicaram uma série de ataques coordenados por homens armados e suicidas em Paris, que matou cerca de 130 pessoas em cenas de carnificina numa sala de concertos, restaurantes e no estádio nacional.

“O importante agora é de sublinhar o quanto nós condenamos as atrocidades e os ataques contra pessoas inocentes em Paris na noite passada”, disse Stoltenberg após seu escritório propor a entrevista com a AFP e outros meios de comunicação.

“Todos os aliados da NATO estão unidos na luta contra o terrorismo e estão unidos em solidariedade com a França”, disse o chefe da Aliança Transatlântica que conta com 28 países.

“O ataque não é apenas contra pessoas inocentes em Paris e na França, mas é também um ataque aos nossos principais valores de liberdade, democracia e das nossas sociedades abertas”, de acordo com o secretário-geral da NATO.

“O objetivo desse terrível ataque terrorista é nos assustar e intimidar, mas isto só vai fortalecer a nossa determinação”, acrescentou o ex-primeiro-ministro Norueguês.

“Nós vamos continuar atentos, determinados e unidos em defesa da democracia e das sociedades abertas”, disse.

A batalha será travada usando a inteligência, meios militares, o trabalho da polícia e impulso ideológico para as sociedades abertas, baseadas na confiança, acrescentou.

“Vai levar tempo, mas vamos vencer porque os nossos valores são superiores àqueles que os extremistas apoiam”, disse o chefe da Organização do Tratado do Atlântico Norte.

Disse também que os Muçulmanos estão agora liderando a luta contra o grupo Estado Islâmico, também conhecido como ISIS ou ISIL, no Oriente Médio e norte da África uma vez que sofreram o maior número de baixas.

“Portanto, esta não é uma luta entre o mundo Islâmico e o mundo Ocidental. Essa é uma luta entre extremistas, criminosos e pessoas que acreditam nos valores fundamentais da liberdade e do respeito aos direitos humanos”, disse ele.


Tradução: Sebastian Cazeiro

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