Al Azhar e o ISIS: Causa e Efeito

Fonte/Source:  Al Azhar and ISIS: Cause and Effect | Raymond Ibrahim

Al Azhar e o ISIS: Causa e Efeito

Por Raymond Ibrahim

18 de Novembro de 2015

Coptic Solidarity

Sheikh Muhammad Abdullah Nasr, um estudioso da lei Islâmica e pós-graduado na Universidade de Al Azhar no Egito, — regularmente apresentada como a mais prestigiosa universidade Islâmica do mundo, — recentemente expôs sua alma mater em uma entrevista televisionada.

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Universidade de Al Azhar no Egito.

Depois de ser indagado por que Al Azhar, que tem o hábito de denunciar pensadores seculares como anti-islâmicos, se recusa a denunciar o Estado Islâmico (ISIS) como não-Islâmico, o Sheikh Nasr respondeu:

“Não pode [condenar o Estado Islâmico como anti-islâmico]. O Estado Islâmico é um subproduto dos programas da Al Azhar. Então, como pode Al Azhar denunciar-se como anti-islâmica? Al Azhar diz que deve haver um califado e que é uma obrigação para o mundo Muçulmano [estabelecê-lo]. Al Azhar ensina a lei de apostasia e a morte ao apóstata. Al Azhar é hostil para com as minorias religiosas, e ensina coisas como não construir Igrejas, etc. Al Azhar defende a instituição da jizya [extrair tributos de minorias religiosas]. Al Azhar ensina lapidação (apedrejamento) de pessoas. Então como pode Al Azhar denunciar-se como anti-islâmica?”

Nasr se junta a um crescente coro de críticos de Al Azhar. Em Setembro passado, ao discutir a forma de como o Estado Islâmico (ISIS) queimou algumas das suas vítimas vivas, mais notoriamente o jornalista e piloto Egípcio Jordaniano Yusuf al-Husayni, comentou em seu programa via satélite que “O Estado Islâmico está apenas fazendo o que Al Azhar ensina… e um simples exemplo é o Princípio e Fim de Ibn Kathir.”

Ibn Kathir é um dos mais renomados estudiosos do Islamismo Sunita; seu Princípio e Fim é uma história magistral do Islã e um grampo na Al Azhar. E também está cheio de Muçulmanos, começando com Muhammad (Maomé), comprometendo os tipos de atrocidades que o Estado Islâmico (ISIS), outras organizações Islâmicas e pessoas cometem.

Em Fevereiro, o escritor político Egípcio Dr. Khalid al-Montaser revelou que Al Azhar estava encorajando inimizade aos não-Muçulmanos, especialmente aos Cristãos Coptas, e até mesmo incitando o seu assassinato. O surpreso Montaser:

Será possível, neste momento sensível, — quando terroristas assassinos descansam em textos e entendimentos de takfir [acusando os Muçulmanos de apostasia], assassinato, matança, e decapitação — que a revista Al Azhar está oferecendo gratuitamente um livro, cuja última metade e a cada página — na verdade, em todas as poucas linhas — termina com “aquele que renegar [não-Muçulmanos] corte a cabeça”?

A prestigiada universidade Islâmica — que colaborou com os preparativos para a visita e discurso “A New Beginning” do Presidente dos Estados Unidos Barack Obama em 2009, — até emitiu um livreto gratuito dedicado a provar que o Cristianismo é uma “religião fracassada“.

Em suma, o fenômeno conhecido como Estado Islâmico (ISIS) não é uma aberração temporal dentro do Islã, mas sim um subproduto do que é considerado o pensamento normativo em Al Azhar — a universidade mais autoritária do mundo Islâmico.


Tradução: Sebastian Cazeiro

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