O Islã e a “Grande Mídia” – V

Foto Capa: Pintura de Frederick Goodall

O Islã e a “Grande Mídia” – V

Por Tião Cazeiro

29 de Novembro de 2015

Relacionei alguns excertos publicados no jornal O GLOBO para mostrar o que a “Grande Mídia” pensa com relação a Jihad Global.

Diz o jornal, através do artigo “Crise entre Moscou e Ancara exige negociação” publicado no dia 27 de Novembro, o seguinte:

É bom que comecem por demonstrar que estão à altura da tarefa, buscando uma solução diplomática, que permita a todos se concentrar na luta contra o inimigo comum; o Estado Islâmico.” (ênfase adicionada pelo blog)

Hoje, 29 de Novembro, o jornal O GLOBO publicou um artigo intitulado “O faroeste é global” escrito pela colunista Dorrit Harazim, que disse o seguinte:

Na França… Afirmam que o inimigo a abater é o Estado Islâmico, mas poucos saberiam definir o que é, onde fica, o que quer e como vencer esse inimigo. Pior: seus comandantes e o chefe da nação também tateiam.” (ênfase adicionada pelo blog)

Considere:

O primeiro excerto é afirmativo. O Estado Islâmico é o inimigo comum. No segundo excerto, a jornalista Dorrit Harazim levanta uma questão surpreendente, muito boa,  dizendo que “é o Estado Islâmico, mas poucos saberiam definir o que é…”.

Logo, podemos imaginar o seguinte:

  • Enquanto, um afirma que o Estado Islâmico (ISIS) é o inimigo comum, outro afirma que ‘“é o Estado Islâmico, mas poucos saberiam definir o que é, onde fica, o que quer e como vencer esse inimigo”.
  • Uma coisa é certa, para o jornal O GLOBO o Islã nada tem a ver com o Estado Islâmico (ISIS). Não é mesmo?
  • Conhece o inimigo comum, mas não sabe quem é. Algo como atacar um fantasma. Se não sabe com quem está lidando como pode falar a respeito? Tem tanta certeza assim de que o ISIS não representa o Islã? Ou está desinformando?
  • Isso, de forma sutil, — e não estou dizendo que tenha sido escrito dessa forma, não estou acusando ninguém, — desassocia a imagem do Islã, a de religião de paz, do Estado Islâmico (ISIS).
  • Informa que poucos sabem a respeito mas, se alguém sabe “que poucos sabem“, a priori também sabe. Se sabe por que não informa? Por que não contribui com a sociedade?
  • Se o ISIS não representa o Islã, é o quê? Terroristas Islâmicos? Space Cowboys? Extremistas Islâmicos? Marcianos Islâmicos?
  • Os próprios militantes do ISIS afirmam que são Islâmicos e que tudo é em prol do Islã, tudo por Alá. Se apresentam inclusive mostrando o Alcorão. E aí? O Líder do ISIS tem doutorado em Estudos Islâmicos. E agora?
  • Algo em torno de 30.000 Muçulmanos se juntaram ao ISIS por quê? Porque o ISIS é a quintessência da força do mal. A única autêntica elaboração do Islã. Militantes enxergam no ISIS aquilo que leem no Alcorão.
  • Os versos do Alcorão dedicados à violência contra o Kafir (não-Muçulmano) inspiram os Muçulmanos ao redor do mundo.
  • A responsabilidade dos Muçulmanos perante Alá, de servir como um “executivo das reivindicações ”, para que o mesmo, através dos seus fiéis, consiga infligir o máximo de sofrimento aos Cristãos (e demais Não-Muçulmanos) até a sua completa destruição ou submissão, faz do ISIS a imagem perfeita de Muhammad e Alá.
  • É isso que está acontecendo no Oriente Médio, o extermínio, o genocídio dos Cristãos Coptas. Pessoas indefesas sendo castigadas, estupradas, decapitadas, saqueadas etc. Vi fotos que se fossem postadas neste blog muita gente iria vomitar. Jovens Cristãs bonitas mortas com uma cruz enfiada pela boca atravessando o cranio. Que tal?
  • A contenda religiosa sobre a veracidade do Cristianismo, reivindicada no Alcorão e Hadith, é a causa dessa tragédia humana. Os  Kafirs (não-Muçulmanos), pessoas inocentes, estão sendo esmagadas por um ódio milenar que não tem solução. Pura insanidade.
  • Desassociar o Islã do Estado Islâmico (ISIS) é impossível. Não há mais espaço para desinformação. Não há mais espaço para moderados, ou leituras “subjetivas” do Alcorão.
  • Existem boas pessoas no Islã? Claro que sim, mas ainda não entenderam, ou entenderam mas não conseguem sair disso, por várias razões, como a lei da apostasia por exemplo.
  • O Muçulmano é proibido de fazer amizade com o Kafir. Quando chega a hora, vira as costas. Essa é a religião de paz. Isso está escrito no Alcorão.
  • É importante notar que não são as pessoas más, mas a má ideologia.
  • 270 milhões de pessoas foram massacradas pelo Islã ao longo de 1.400 anos.
  • 65 milhões de Cristãos mortos pelo Islã.
  • 30.000 igrejas destruídas pelo Islã, de acordo com um estudioso Muçulmano.
  • Isso não basta para que a verdade seja dita? E ainda querem desassociar o Islã do ISIS?

Eis alguns versinhos do Alcorão extraídos do site (quran.com) caso alguém queira verificar. São ótimos para serem lidos num Domingo chuvoso:

2:191         Matai-os onde quer se os encontreis e expulsai-os de onde vos expulsaram, porque a perseguição é mais grave do que o homicídio. Não os combatais nas cercanias da Mesquita Sagrada, a menos que vos ataquem. Mas, se ali vos combaterem, matai-os. Tal será o castigo dos incrédulos.

2:193         E combatei-os até terminar a perseguição e prevalecer a religião de Alá. Porém, se desistirem, não haverá mais hostilidades, senão contra os iníquos.

2:244         Combatei pela causa de Alá e sabei que Ele é Oniouvinte, Sapientíssimo.

2:216         Está-vos prescrita a luta (pela causa de Alá), embora o repudieis. É possível que repudieis algo que seja um bem para vós e, quiçá, gosteis de algo que vos seja prejudicial; todavia, Alá sabe todo o bem que fizerdes, Alá dele tomará consciência.

3:56           Quanto aos incrédulos, castigá-los-ei severamente, neste mundo e no outro, e jamais terão protetores.

3:151         Infundiremos terror nos corações dos incrédulos, por terem atribuído parceiros a Alá, sem que Ele lhes tivesse conferido autoridade alguma para isso. Sua morada será o fogo infernal. Quão funesta é a morada dos iníquos!


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