O Islã e a “Grande Mídia” – VII

Foto/Capa: Areia do Deserto de Liwa, nos Emirados Árabes Unidos.

O Islã e a “Grande Mídia” – VII

Por Tião Cazeiro

1 de Dezembro de 2015

O artigo “O califado amigo” escrito pela colunista Adriana Carranca e publicado no dia 28 de Novembro no jornal O GLOBO, é muito interessante. Um case study.

A jornalista compara a Arábia Saudita ao Estado Islâmico (ISIS) porque ambos cometem atrocidades, como a decapitação em praça pública, etc.

Diz a jornalista: “A Arábia Saudita é o Estado Islâmico que o mundo tolera, o califado amigo.

É uma frase e tanto. Ambos são cruéis. Mas, como ambos são iguais, sobram neurônios para desassociar a imagem de ambos (Arábia Saudita e o ISIS)— da imagem de um Islã moderado. Por que de acordo com a jornalista, a culpa é do Estado Legal (no caso da Arábia Saudita). Matando assim vários coelhos com uma cajadada só.

Diz o artigo: “talvez ainda mais repulsivas porque cometidas por um Estado legal” 

No texto abaixo, surge um novo elemento em “Liberte os progressistas sauditas”. Algo como, “liberte o verdadeiro Islã, o moderado“. O verdadeiro Islã, que ambos — o Estado Legal (Arábia Saudita) e o Estado Islâmico (ISIS) — antagonizam.

O petróleo superou os direitos humanos”, disse então Ensaf Haidar, mulher do escritor Raif Badawi, de 31 anos, autor do blog “Liberte os progressistas sauditas”.

É quando entra em cena “o artista que quer alargar os limites da liberdade de expressão”, como veremos a seguir.

Diz a jornalista:

O poeta Ashraf Fayadh faz parte de uma geração de artistas que tenta alargar os limites da liberdade de expressão na Arábia Saudita.”

Por que o poeta não abandona o Islã? Alargar os limites da liberdade de expressão por acaso significa libertar um Islã progressista? Um Islã pacífico, amante das artes e da liberdade? Que não existe por conta do Estado Legal? É esse o Islã ideal que visualizam para o Brasil? Um Islã moderado, progressista? De esquerda?

Teorema:  Se 1 for diferente de 1, logo 1 + 1 pode ser igual 3.

Dizer que a Arábia Saudita é o Estado Islâmico (ISIS) que o mundo tolera, simplesmente confirma que o ISIS representa o verdadeiro Islã. E só não é tolerado por que criou um Califado, entre outras diferenças como o petróleo.

O petróleo superou os direitos humanos” disse então Ensaf Haidar, mulher do escritor Raif Badawi, de 31 anos, autor do blog “Liberte os progressistas sauditas”.

E mais, como ambos são frutos do Alcorão de Muhammad/Maomé, que nasceu na Arábia Saudita, dizer que o Estado Legal não se apoia nos textos sagrados do Islã, é o mesmo que dizer que 1 é diferente de 1 portanto, 1 +1 pode ser igual a 3.

É óbvio que estou brincando um pouco com tudo isso. É porque não faz sentido. O Islã é assim, sempre foi assim. A história contada por gente séria confirma isso. O petróleo realmente fala, mas o Islã grita.

Tudo aquilo que acontece em termos de atrocidades na Arábia Saudita e no Estado Islâmico (ISIS) tem o mesmo padrão,  são proveniente dos mesmos textos sagrados do Islã.

Insistir na fantasia de um Islã que não existe é uma boa estratégia para alavancar o Islã no Brasil. O Brasil é a bola da vez. 

      Alcorão 5:33        
O castigo, para aqueles que lutam 
contra Alá e contra o Seu Mensageiro 
e semeiam a corrupção na terra, 
é que sejam mortos, 
ou crucificados, ou lhes seja decepada a mão 
e o pé opostos, ou banidos. 
Tal será, para eles, 
um aviltamento nesse mundo e, 
no outro, sofrerão um severo castigo.

Além de apostasia, a pena de morte na Arábia Saudita é aplicada a homossexuais, adúlteros, usuários de drogas e praticantes de bruxaria. Ler revistas e jornais censurados, fotografar prédios oficiais e religiosos ou criticar as autoridades implicam punições severas, assim como o consumo de álcool ou porco, proibidos no Islã.

KABUL, AFGHANISTAN - AUGUST 13: An Afghan Muslim man takes part in evening prayers during the Muslim holy month of Ramadan on August 13, 2010 in Kabul, Afghanistan. Muslims all over the world are supposed to go without food, drink, smoking and sex from sunrise to sunset during the month of Ramadan in order to purify themselves and concentrate their mind on Islamic teachings. (Photo by Majid Saeedi/Getty Images)
(Photo by Majid Saeedi/Getty Images)

Veja, é o mesmíssimo padrão, os mesmos textos sagrados, a ideologia de sempre. Portanto, o Estado Islâmico (ISIS) representa o Islã tanto quanto a Arábia Saudita. Em forma e conteúdo. O Estado Islâmico (ISIS) instituiu um Califado, o que abalou toda a comunidade Islâmica. Entretanto, agradou 30.000 militantes Muçulmanos voluntários porque vêem no ISIS exatamente aquilo que leem nos textos sagrados do Islã.

Maior exportador de petróleo da Opep, a monarquia saudita investiu por quatro décadas algo como US$ 3 bilhões ao ano para propagar o wahhabismo, a vertente mais puritana e radical do Islã, que inspira terroristas em todo o mundo.”

Depois de comparar a Arábia Saudita ao ISIS, a jornalista agora menciona “o wahhabismo, a vertente mais puritana e radical do Islã, o qual “inspira terroristas em todo mundo”. Ou seja, desassocia o Islã progressista (moderado) da imagem do Estado Islâmico (ISIS) e da Arábia Saudita pondo agora o peso sobre o wahhabismo.

Entretanto, isso não muda nada, o padrão é o mesmo, pura violência contra o kafir (não-Muçulmano).

Pode existir alguma diferença aqui ou ali, mas o Islã tem sido do jeito que é há 1.400 anos. É assombroso saber que 270 milhões de pessoas morreram ao longo de 1.400 anos por conta dessa ideologia ou desse empreendimento paramilitar totalitário, chamado Islã.

Nesse contexto, a cena artística floresce à revelia. O preço pago pelos artistas e ativistas que tentam vencer as amarras do califado saudita, no entanto, é alto. Sua coragem é inspiradora, mas eles estão sendo silenciados e esquecidos nas prisões. Dezenas aguardam no corredor da morte. Merecem a mesma atenção dada aos cartunistas franceses do “Charlie Hebdo”, mortos em janeiro.

Não, não podem ser comparados a turma do “Charlie Hebdo”. Não sobreponha as imagens. Não desassocie a imagem do Islã pegando carona com o que aconteceu na França. O que acontece na Arábia Saudita é triste, mas pertence ao Islã. Na França, foi a invasão da Sharia. Os cartunistas do “Charlie Hebdo” não eram Muçulmanos e foram mortos não só por terroristas Muçulmanos, mas pela Sharia, a lei Islâmica.

Isso é muito pior. Isso se chama “atentado global a liberdade de expressão“. A França não é regida pela Sharia e as leis Francesas não proíbem alguém de desenhar um profeta do deserto. Esse é o ponto crucial, a perda de soberania. A perda da liberdade de consciência. A invasão de um território para impor a supremacia Islâmica global. O Islã invade e precisa ser confrontado.

A palavra ‘islamofobia’ é exatamente isso. Foi criada para você não criticar a “supremacia Islâmica”. Não criticar, é se render ao Islã e é exatamente por isso que precisa ser criticado. Ponto.

O problema é o Islã como um todo. Não existe vários Islãs, isso é sandice. O moderado de ontem é a manchete de hoje, e a classe artística mencionada acima não vai arrumar nada na Arábia Saudita, só sofrimento, infelizmente. É realmente uma tragédia.

Um dia, — e venho contribuindo para isto que não aconteça, — de acordo com A Lei dos Números, o Islã irá mostrar ao Brasil a sua verdadeira face. A jihad explodirá com força total, principalmente contra os Cristãos. Guetos legislados pela Sharia irão explodir como sempre contra o kafir (não-Muçulmano).

E a “Grande Mídia” irá culpar a sociedade Brasileira, como culpa a Europeia, por não integrar a comunidade Muçulmana.  E isso é desinformação, para alavancar uma agenda Islâmica no Brasil.

Alcorão 05:51  
Ó Você que acredita! 
Não tenhas os Judeus e os Cristãos como amigos, 
pois eles são amigos entre si, 
e aquele que entre vocês fizer deles um amigo, certamente será um deles; 
e certamente Alá não guiará as pessoas injustas.
Alcorão 98:6 
“Honestamente falando, aqueles que não crêem 
(na religião Islâmica, no Alcorão e no Profeta Maomé) 
entre eles o Povo do Livro (Judeus e Cristãos) e demais descrentes, 
terão que aceitar o Fogo do Inferno. 
Eles são as piores criaturas”.


Tem sido assim há 1.400 anos.


 

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