(CAIR) CULPA AMÉRICA PELO MASSACRE EM SAN BERNARDINO

Fonte/Source: CAIR Blames America for San Bernardino Massacre

(CAIR) CULPA AMÉRICA PELO MASSACRE EM SAN BERNARDINO

O retorno do mito do “ressentimento“.

Por Raymond Ibrahim

8 de dezembro de 2015

Raymond Ibrahim é Shillman Fellow da David Horowitz Freedom Center

Nota: (CAIR) – Conselho de Relações Islâmico-Americanas.

Outro ataque terrorista Islâmico ocorreu em solo Americano, San Bernardino, onde 14 pessoas foram assassinadas  e ninguém menos do que o coconspirador não incriminado de terrorismo Islâmico, (CAIR), está dizendo que a culpa é da América.

Frank Camp do jornal Independent relata que “Durante uma entrevista com Chris Cuomo, da CNN, na sexta-feira [4 de Dezembro], o Conselho de Relações Islâmico-Americanas (CAIR) de Los Angeles, através do seu diretor Hussam Ayloush, disse que os Estados Unidos são parcialmente responsáveis pelo Islã radical”:

Não vamos esquecer de que algumas de nossas próprias políticas externas como Americanos, como Ocidente, têm alimentado o extremismo. Quando apoiamos os líderes cruéis no Egito, ou em outros lugares. Quando apoiamos ditaduras, regimes repressivos em todo o mundo, que empurram as pessoas para a borda. Em seguida, elas se tornam extremistas; e assim elas se tornam terroristas. Nós somos em parte responsáveis. O terrorismo é um problema global, não é um problema Muçulmano.

É um testemunho da natureza intelectualmente estéril e moralmente falida do (CAIR), — ou, em uma palavra, Islâmica, — índole que precisa retroceder a uma das mais falsas manifestações de todas as apologias: a alegação de que a violência Islâmica é um produto do ressentimento Islâmico — que nesse caso é a política externa dos EUA.

O problema fundamental com a alegação de “ressentimento” é que contradiz o que os próprios terroristas afirmam repetidamente ser sua motivação — matar não-Muçulmanos (“infiéis“), de acordo com a doutrina Islâmica da jihad.

Enquanto jihadistas apreciam tirar vantagem da suavidade Ocidental /ingenuidade, alegando que sua sede de sangue assassina é “nossa culpa” — por conseguinte matando dois coelhos com uma cajadada só: 1) jogando a atenção indesejada para longe do Islã / Muçulmanos e 2) ganhando concessões para o mesmo — eles também deixam claro que odiar, subjugar e aterrorizar não-Muçulmanos é uma exigência da lei Islâmica, ou Sharia.

Isso foi muito bem resumido pelo falecido Osama bin Laden. Embora tivesse emitido um número de comunicados que foram ansiosamente publicados pela BBC e CNN, dizendo que o ataque de 11 de Setembro de 2001 foi “vingança”, pela suposta política externa anti-Muçulmana Norte-Americana, deixou as seguintes palavras numa carta privada aos colegas Sauditas:

Nossas conversas com o Ocidente infiel e em última análise, o nosso conflito com eles, giram em torno de um problema… : O Islã força ou não força as pessoas, pelo poder da espada, a submeterem-se a sua autoridade, corporalmente senão espiritualmente?…  A questão se resume para cada pessoa viva: ou se submete, ou vive sob a suserania do Islã, ou morre. (A Al Qaeda Reader, p. 42)

Ayman al-Zawahiri, atual líder da al-Qaeda, também escreveu um tratado de 60 páginas sobre a Doutrina Muçulmana de Lealdade e Inimizade. Com base em inúmeros versículos do Alcorão, deixa claro que os Muçulmanos devem sempre ter inimizade para com todos os não-Muçulmanos — de fato, devem ainda odiar as suas próprias mulheres, se acontecer de serem Cristãs ou Judias.

Justificativas doutrinárias — ou seja, palavras — à parte, eventos atuais diários também criam solavancos na máquina de propaganda de “ressentimento“. Por exemplo, se os Muçulmanos estão aterrorizando e matando Americanos devido a políticas de “ressentimento”, então por que estão aterrorizando e matando minorias não-Muçulmanas, que não têm poder político algum para “ressentir” alguém?

Considere a situação dos Cristãos, a maior minoria religiosa e a mais visível no mundo Muçulmano. Não só estão nas mãos do Estado Islâmico “ISIS”, como estão nas mãos dos Muçulmanos em todos os lugares do Oriente Médio Árabe, na África negra, no Extremo Oriente e Ásia Central, e até mesmo no Ocidente — Cristãos estão sendo perseguidos e privados da liberdade religiosa; estão tendo suas Igrejas bombardeadas, queimadas, ou simplesmente proibidas; estão sendo sequestrados, extorquidos, escravizados e estuprados.

Esses Cristãos são muitas vezes idênticos aos seus concidadãos Muçulmanos, em raça, etnia, identidade nacional, cultura e língua. Não há disputa política, não há disputa de terra. Mais significativamente, essas minorias Cristãs certamente não tem poder político — o que significa que não há como ter mesmo “ressentimento”. Então, por que são odiados e perseguidos? Porque são Cristãos — infiéis — e essa é a mesma razão porque os Americanos estão sendo aterrorizados.

Como James Lorimer, um teórico de jurisprudência, respondeu por escrito, em 1884, em Institutes of the Law of Nations:

Enquanto o Islã perdurar, a reconciliação de seus seguidores, mesmo com Judeus e Cristãos, e ainda mais com o resto da humanidade, deverá continuar a ser um problema insolúvel… Mediante um futuro indefinido, embora com relutância, devemos limitar nosso reconhecimento político aos professores dessas religiões que… pregam a doutrina do “viva e deixe viver”.

Claro, hoje nós “não limitamos o nosso reconhecimento político aos professores dessas religiões que… pregam a doutrina do ”viva e deixe viver ” — e assim nós morremos por isso em nome da “diversidade” e do “multiculturalismo”.

Para crédito de Hussam Ayloush do (CAIR), que está parcialmente correto quando diz que “Não vamos nos esquecer de que algumas de nossas próprias políticas externas como Americanos, como Ocidente, têm alimentado o extremismo [Islâmico].

Não é, no entanto, porque “nós apoiamos líderes cruéis no Egito”, —em referência ao Presidente Sisi, que derrubou a Irmandade Muçulmana, organização-mãe do (CAIR), que a administração Obama apoiou. Mas sim porque “nós apoiamos líderes cruéis” em países como a Arábia Saudita, que se engajam nos mesmos tipos de atrocidades que o ISIS faz — não mencionando que é o principal exportador da ideologia jihadista em todo o mundo. No entanto, os direitos humanos que o reino Islâmico abusa é chamado de “US amigo e aliado” (enquanto o secular, religiosamente tolerante Bashar Assad é retratado como Satanás encarnado). As políticas da administração Obama têm, nas palavras do (CAIR), certamente “alimentado o extremismo [Islâmico]” de inúmeras maneiras mais notavelmente através da criação de vácuos no Iraque, Líbia, Síria e que foram preenchidos pelo Estado Islâmico (ISIS).

Falando em Obama, o motivo pelo qual organizações como o (CAIR) continuam divulgando o mito do “ressentimento” é porque o presidente dos EUA e sua administração também contam com ele para distanciar o terror Islâmico de ensino Islâmico. O próprio Obama disse que o ISIS “explora o ressentimento para seu próprio proveito“, o Departamento de Estado afirmou que “a falta de oportunidades de emprego“, foi um apelo do ISIS, e o chefe da CIA disse que a jihad foi “alimentada um monte de vezes por, você sabe, a repressão política, econômica, você sabe, privação de direitos.”.

Enquanto isso, no mundo real, estudos e estatísticas tornam inequivocamente claro que a “devoção” ao Islã é o que precede os ataques terroristas do tipo que ocorreu em San Bernardino.


Tradução: Sebastian Cazeiro

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