Alguns Muçulmanos estão irritados com apelo de Obama para que eles erradiquem o “extremismo”

Fonte/Source: Some Muslims in U.S. irritated by Obama’s call for them to root out “extremism”

Alguns Muçulmanos estão irritados com apelo de Obama para que eles erradiquem o “extremismo”

Por Robert Spencer

9 de dezembro de 2015

Nós nunca pediríamos a qualquer outra comunidade de fé para se levantar e condenar os atos de violência cometidos por pessoas de seus grupos“, disse a ativista Palestino-Americana Linda Sarsour, que vem trabalhado extensivamente com o movimento negro Black Lives Matter entre outros grupos minoritários. “O fato de que isso está apenas direcionado a comunidade Muçulmana, é algo que pessoalmente não posso aceitar.

Bem, existem cerca de 27.401 razões para justificar o caso. Esse é o número de ataques terroristas Islâmicos letais que foram cometidos de acordo com os textos Islâmicos e seus ensinamentos desde 11 de Setembro de 2001. Nesse período, quantos ataques letais foram cometidos por pessoas que apontavam a Bíblia ou quaisquer outros textos religiosos para justificar sua violência? Nenhum, a não ser que se queira contar com os recentes assassinatos em Colorado Springs, uma vez que Robert Caro, aparentemente, se identificava como Cristão (assim como feminino). Por isso, simplesmente não é verdade que “nós nunca pediríamos a qualquer outra comunidade de fé para se levantar e condenar atos de violência cometidos por pessoas de seus grupos“: todas as seitas e Igrejas Cristãs condenaram o assassinato de abortistas e outros tipos de violência, e nenhum grupo Cristão ensina que isso é aceitável. Do lado Muçulmano, no entanto, temos todas as seitas tradicionais e escolas de jurisprudência que ensinam a necessidade de travar uma guerra contra os incrédulos e os subjugar. Temos clérigos Muçulmanos “Palestinos” acenando ao redor com facas e cintos suicidas e exortando o povo a matar Israelenses. Temos grupos de jihad em todo o mundo cometendo violência e apontando o Alcorão com justificativa e exemplo de Muhammad/Maomé.

O fato é, existe obviamente um problema exclusivo dentro do Islã. Os Muçulmanos em questão, que reclamam pelo fato dos Muçulmanos terem sido “escolhidos”, estão esperando que você esqueça que a violência cometida em nome do Islã é muitas vezes mais comum do que a violência cometida em nome de qualquer outra religião. Eles estão esperando que você esqueça que os terroristas da Jihad Islâmica destacaram os não-Muçulmanos para serem assassinados no Quênia, Paris e em outros lugares. Eles estão esperando que você não perceba que não existe nenhum programa em qualquer mesquita ou escola Islâmica que ensine aos Muçulmanos porque o entendimento do Estado Islâmico (ISIS) sobre Islã é errado. Eles estão mais uma vez reivindicando o status de vítima para os Muçulmanos, tentando, assim, desviar a atenção de todos para esses fatos desagradáveis ​​e muito mais. Não há nenhum problema com o terror jihadista, percebe? Existe apenas um problema com os velhos maldosos não-Muçulmanos que demandam que os Mulçumanos façam alguma coisa sobre o terror da jihad.

Linda-Sarsour
Linda Sarsour

“Alguns Muçulmanos estão irritados com apelo de Obama para desenraizar o “extremismo””, de Tom Gjelten, NPR, 09 dezembro de 2015:

O pedido do presidente Obama para que os Muçulmanos Americanos ajudem a erradicar e confrontar a ideologia extremista em suas comunidades vem recebendo reações mistas. Os líderes Muçulmanos dizem que querem ajudar, mas alguns não estão gostando de terem sido apontados.

Nós nunca pediríamos a qualquer outra comunidade de fé para se levantar e condenar atos de violência cometidos por pessoas de dentro de seus grupos” disse a ativista Palestino-Americana Linda Sarsour, que vem trabalhado extensivamente com o movimento Black Lives Matter entre outros grupos minoritários. “O fato de que isso está apenas direcionado a comunidade Muçulmana, é algo que pessoalmente não posso aceitar.”

Em sua mensagem Domingo à noite, o presidente disse que os Muçulmanos não devem ser tratados de forma diferente, mas que os funcionários do governo dizem que estão olhando para a comunidade Muçulmana Americana para fornecer alguma assistência particular. O Secretário de Segurança Interna Jeh Johnson levou esse pedido pessoalmente na Segunda-feira a mesquita All Dulles Area Muslim Society em Sterling, Virgínia.

Continuarei a falar contra a discriminação, difamação e isolamento que os Muçulmanos Americanos enfrentam nestes tempos difíceis“, disse Johnson.

Mas em seguida veio o apelo.

Agora, tenho uma pergunta“, disse ele. “É a pergunta das pessoas desta sala e de todos os Muçulmanos em todo país. Organizações terroristas no exterior têm como alvo as comunidades. Eles procuram puxar sua juventude para o poço de extremismo violento. Ajude-nos a ajudá-los a parar com isso.”

Líderes Muçulmanos já ouviram isso antes, e alguns acham isso um pouco irritante.

Nós não somos responsáveis ​​pela aplicação da lei“, disse Shahed Amanullah, um empresário Muçulmano Americano com sede em Washington, e com conexões no Vale do Silício. Ele já trabalhou com o governo dos EUA na luta contra o extremismo online, mas disse que é irrealista esperar que Muçulmanos Americanos enfrentem as pessoas violentas do meio deles.

Somos membros da comunidade e Americanos como todo mundo”, disse , “e devemos ter a mesma relação com a aplicação da lei como todo mundo tem. Esperar que estejamos na linha de frente sem ter a capacidade ou o apoio não será [produtivo]. Não será produtivo com qualquer comunidade.“…

Isso é um completo disparate. Ninguém está pedindo aos Muçulmanos para agir como policiais. Pedem apenas para chamar os policiais quando houver alguma atividade suspeita. Mas é claro, aqueles que favorecem tal atividade jamais pegarão no telefone.

Não é mesmo?


Tradução: Sebastian Cazeiro

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