Jihad Islâmica: Sintoma de Causa Ocidental

Fonte/Source: Islamic Jihad: Symptom of a Western Cause

Jihad Islâmica: Sintoma de Causa Ocidental

Por Raymond Ibrahim

16 de Dezembro de 2015

PJMedia

Como uma pessoa especializada em jihadismo Islâmico, era de se esperar que eu tivesse muito a dizer imediatamente após os ataques jihadistas do tipo que ocorreram recentemente em San Bernadino, ou Paris, ou Mali, com um total de 180 mortes. Ironicamente, eu não tenho: esses ataques são, em última análise, sintomas do que considero digno de comentário, isto é, a raiz do problema. (O que pode alguém acrescentar — quando um sintoma da causa (raiz) que vem sendo alertado faz tempo ocorre — exceto “eu te avisei”?)

Ocidental Cause

Então, qual é a causa (raiz) do problema com relação aos ataques jihadistas? Muitos pensam que a fonte suprema dos horrorosos atentados  contra o Ocidente é o Islã. Entretanto esta noção tem um problema: O mundo Muçulmano é imensamente fraco e intrinsecamente incapaz de ser uma ameaça. O fato de que toda investida Islâmica contra o Ocidente é um ataque terrorista — e o terrorismo como é conhecido é a arma do fraco — fala por si mesmo.

Entretanto as coisas não foram sempre assim.  Por aproximadamente mil anos o mundo Islâmico foi o flagelo do Ocidente. Os livros de História de hoje podem se referir àqueles que aterrorizaram a Europa Cristã como Árabes, Sarracenos, Mouros, Otomanos, Turcos, Mongóis, ou Tártaros, [1] mas todos estavam operando sob a mesma bandeira da jihad, a mesma que o Estado Islâmico levanta atualmente.

jihad isis

Não, hoje, o supremo inimigo está incorporado. A causa (raiz) por trás do incessante terrorismo Muçulmano contra o Ocidente se encontra naqueles que abafam ou desinformam toda discussão e verificação acerca da doutrina Muçulmana e história; que acolhem centenas de milhares de migrantes Muçulmanos enquanto sabem que alguns são militantes jihadistas e muitos são simplesmente “radicais”; que trabalham para derrubar ditadores Árabes seculares em nome da “democracia” e “liberdade”, apenas para desarrolhar a jihad suprimida pelos autocratas (o território do Estado Islâmico (ISIS) consiste de terras que foram “libertadas” no Iraque, Líbia e Síria pelos EUA e seus aliados).

Então são os líderes Ocidentais e políticos a causa (raiz) por trás do terrorismo Islâmico contra o Ocidente?

Perto, — mas ainda não chegamos lá.

Longe de estarmos limitados a um número de líderes e instituições elitistas, o fortalecimento Ocidental da Jihad é o resultado natural do pensamento pós-moderno — a real razão de um Islã inativamente fraco se tornar a fonte de infortúnios repetidos contra um Ocidente militarmente e economicamente superior.

Lembre-se, a razão pela qual pessoas como o presidente Francês François Hollande, o presidente dos EUA Barack Hussein Obama, e a chanceler Alemã Angela Merkel estão no poder — três líderes Ocidentais proeminentes que além de insistir na inocência do Islã em relação a violência, ainda impulsionam a migração de Muçulmanos, — é porque incorporam uma visão de mundo que é normativa no Ocidente.

Nesse contexto, a facilitação do terror jihadista é menos uma imposição de cima para baixo e mais um produto da mentalidade enraizada por décadas de errôneo, mas inquestionável pensamento. (Aqueles que acreditam que os problemas da América começam e terminam com o Obama é bom lembrar que ele não chegou ao poder através de um golpe de Estado, mas eleito — duas vezes. Isso indica que Obama e a maioria dos eleitores Americanos têm uma visão compartilhada e errônea do mundo. Obama pode estar cinicamente explorando essa visão de mundo, mas isso não muda o fato, de que por essa visão distorcida do mundo representar a maioria da população, ele possa explorá-la em primeiro lugar.

O fortalecimento Ocidental da jihad está enraizado em um número de filosofias que contaminam todos os cantos da vida social, tornando-se pilares da epistemologia pós-moderna. Isto inclui as doutrinas do relativismo e do multiculturalismo, por um lado, e anti-Ocidental e de sentimento anti-Cristão por outro.

Em conjunto, esses pilares do pensamento pós-Moderno e pós-Cristão, sustentam que não existem verdades absolutas e, portanto todas as culturas são fundamentalmente iguais e merecedoras de respeito. Se qualquer pessoa Ocidental quiser criticar uma civilização ou religião, então que o deixe olhar “para dentro” e reconhecer a sua herança Cristã Européia como o epítome da intolerância e do imperialismo.

Acrescente a isso um número de ideais tolos e sentimentais — a verdade nunca pode ser dita porque pode ferir os sentimentos de alguns (excluindo os Cristãos brancos que são free game, isto é, abertos para qualquer um pegar e usar), e por qualquer motivo, o Ocidente deveria sair de seu caminho para reparar os seus “pecados” supostamente históricos, apaziguando os Muçulmanos, até que eles “gostem de nós” — e você terá uma receita certa para o desastre, ou seja, o atual estado das coisas.

O Ocidente está sendo bombardeado com essas “verdades” anteriormente mencionadas desde o berço até o túmulo — do jardim de infância à universidade, de Hollywood as salas de notícias, e agora até mesmo nas Igrejas — de modo que são incapazes de aceitar e agir sobre um simples truísmo, que seus antepassados sabiam bem: o Islã é um credo inerentemente violento e intolerante e não pode coexistir com o não-Islâmico (exceto de forma insincera e em tempos de fraqueza).

A essência de tudo isso surgiu claramente quando o Obama, a fim de racionalizar as atrocidades desumanas do Estado islâmico (ISIS), aconselhou os Americanos a descer do “pedestal” e lembrar que seus ancestrais Cristãos foram culpados por semelhantes, se não piores atrocidades. Ter tido que voltar quase mil anos para encontrar exemplos, fazendo referência as Cruzadas e a Inquisição, — as quais foram completamente distorcidas pela visão deformada do mundo pós-moderno, inclusive por retratar os Muçulmanos imperialistas como vítimas, — não significou nada para o líder da América.

Pior ainda,  isso não significa nada para a maioria dos Americanos. A maior lição não foi ver Obama desinformando sobre as atrocidades Islâmicas modernas para deturpar e demonizar a história Cristã, mas por estar apenas reafirmando a narrativa dominante pela qual os Americanos têm sido doutrinados a acreditar. E assim, além dos habituais murmúrios e resmungos efêmeros, e sem sentido, as suas palavras — assim como muitos dos seus comentários e políticas anti-Cristãs, pró-Islâmicas  — passam ao longo sem consequência.


Houve um tempo, em que o mundo Islâmico era uma super potência e a jihad uma força irresistível a ser considerada. Mais de dois séculos atrás, no entanto, uma Europa em ascensão — que tinha experimentado por mais de um milênio as conquistas da jihad e suas atrocidades — derrotou e debilitou o Islã.

Com o Islã recuado na obscuridade, o Ocidente pós-Cristão voltou a existir lentamente. O Islã não mudou, mas o Ocidente sim: Muçulmanos ainda veneram sua herança e religião, o que os impele a jihad contra o “infiel” Ocidental — enquanto o Ocidente aprendeu a desprezar o seu patrimônio e sua religião, tornando-o um aliado inconsciente da mesma.

Daí a situação atual: a jihad está de volta em pleno vigor, enquanto o Ocidente, — e não apenas seus líderes, mas a grande parte da população — facilita em graus variados. E a situação não será facilmente remediada. Porque aceitar o fato de que o Islã é inerentemente violento e intolerante será preciso rejeitar uma série de pilares do pensamento Ocidental pós-moderno que em muito transcende a questão do Islã em si. Nesse contexto, nada menos que uma revolução intelectual/cultural, onde o pensamento racional se torne mainstream — permitirá que o Ocidente confronte diretamente o Islã.

Mas existem boas notícias. A cada ataque Islâmico, os olhos de mais e mais pessoas Ocidentais se abrem para a verdadeira natureza da religião de Muhammad/Maomé. Se isso está acontecendo, apesar de gerações de doutrinação pró-Islâmica no Ocidente, é um testemunho da crescente ousadia da jihad.

No entanto, ainda não está claro se o pensamento objetivo, eventualmente, derrubará a narrativa atual do relativismo, do anti-Ocidentalismo e do emocionalismo estúpido.

Simplificando, celebrar o multiculturalismo e derrotar a jihad é impossível.

No entanto, se tal revolução não acontecer, a jihad Islâmica será facilmente arrastada de volta para a lata de lixo da história. Enquanto o fato permanece: o Islã aterroriza o mundo, não porque pode, mas porque o Ocidente permite.


[1] Embora os conquistadores Tártaros-Mongóis originais não fossem Muçulmanos, a maioria, eventualmente, se converteu ao Islã encontrando apelo natural na validação divina para a conquista, rapina, e pilhagem  e articularam guerras posteriores contra a Cristandade entre outros, em nome da jihad.


Tradução: Sebastian Cazeiro

 

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