Alcorão mais antigo do Mundo sustenta alegação que texto já existente foi alterado para criar livro sagrado Islâmico

Fonte/Source: World’s oldest Qur’an supports claim that an existing text was changed to create the Islamic holy book

Alcorão mais antigo do Mundo sustenta alegação que texto já existente foi alterado para criar livro sagrado Islâmico

Por Robert Spencer

26 de Dezembro de 2015

“Isso dá mais sustentação ao que tem sido apenas visões periféricas da gênese do Alcorão, de que Maomé/Muhammad e seus primeiros seguidores usaram um texto, já existente, para dar forma a sua própria agenda política e teológica, ao invés da ideia de que Maomé recebeu uma revelação do Céu.” Ou que mais tarde, outros, usaram um texto que já existia e o moldaram para caber em sua própria agenda política e teológica — que é exatamente o que discuto em meu livro Did Muhammad Exist? (Trad.: Será que Muhammad Existiu?)

“Alcorão Mais Antigo do Mundo Apóia Alegação Que Maomé Alterou Texto Existente,” por Stoyan Zaimov, Christian Post, 23 de dezembro, 2015:

Novas informações em torno da descoberta da versão escrita mais antiga do Alcorão, o texto sagrado Islâmico, levam alguns estudiosos a acreditarem que foi compilado para a primeira mesquita do Egito.

“Nunca houve uma descoberta tão importante como essa para o mundo Muçulmano”, declarou Jamal bin Huwareib, diretor do Mohammed bin Rashid Al Maktoum Foundation, reportagem da BBC News, quarta-feira.

A história diz respeito a fragmentos do Alcorão mais antigo do mundo, com 1.370 anos de idade, descoberto pela Universidade de Birmingham, Reino Unido, no início deste ano, e que foi notícia internacional.

Pesquisadores como Huwareib agora estão reivindicando, que há evidências de que o trabalho escrito foi encomendado por Abu Bakr, um companheiro do profeta Islâmico Maomé, para a mais antiga mesquita do Egito, a Mesquita de Amr ibn al-As em Fustat.

A reportagem da BBC observou que os acadêmicos foram capazes de determinar que o manuscrito de Birmingham corresponde exatamente aos outros fragmentos do Alcorão, sob custódia da Biblioteca Nacional da França, que são conhecidos por terem sido mantidos na Mesquita de Amr ibn al-As.

Tem havido alguma controvérsia sobre a datação exata dos fragmentos de Birmingham porém, com alguns estudiosos Britânicos sugerindo que o trabalho escrito, na verdade, é anterior à fundação do Islã por Maomé.

“Isso dá mais sustentação ao que tem sido apenas visões periféricas da gênese do Alcorão, de que Maomé/Muhammad e seus primeiros seguidores usaram um texto, já existente, para dar forma a sua própria agenda política e teológica, ao invés da ideia de que Maomé recebeu uma revelação do Céu.” Disse Keith Small da Biblioteca Bodleian de Oxford em Agosto.

No entanto, Mustafa Shah, da Escola de Estudos Orientais e Africanos da Universidade de Londres contestou a alegação:

“Sem dúvida, o manuscrito consolidou relatos tradicionais sobre a origem do Alcorão”, disse Shah.

Testes com datação radiocarbono indicam que a data do manuscrito está em algum lugar entre 568 e 645, o que deixa a questão em debate, já que a morte de Maomé foi registrada em 632.

David Thomas, professor de Cristianismo e Islã da Universidade de Birmingham, sugeriu a possibilidade do autor do Alcorão mais velho do mundo ter conhecido o profeta Islâmico.

Huwareib, que visitou Birmingham para examinar o manuscrito, disse acreditar que Abu Bakr encomendou o Alcorão, de modo que os fragmentos são verdadeiros.

“Esta versão, esta coleção, este manuscrito é a raiz do Islã, é a raiz do Alcorão”, disse ele. “Essa será uma revolução no estudo do Islã.”…


Tradução: Sebastian Cazeiro

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