200 milhões de mulheres foram submetidas à mutilação genital

Foto/Capa/Crédito: Adital – Novo impulso na luta contra a mutilação genital feminina

Fonte/Source: 200 million women have undergone genital mutilation — 70 million more than previously thought http://buff.ly/…

200 milhões de mulheres foram submetidas à mutilação genital —70 milhões a mais do que previamente se pensava

Por ROBERT SPENCER – JIHAD WATCH

06 de Fevereiro de 2016

“Os 30 países” em que a mutilação genital feminina (MGF) se mostra prevalecente estão “principalmente na África, Oriente Médio e Ásia”. Hmmm. O que possivelmente poderiam ter em comum? E por que é tão disseminada? A resposta é porque a mutilação genital feminina é sancionada pela Lei Islâmica: “Circuncisão é obrigatório (para todos os homens e mulheres) (retirando o prepúcio, pele que cobre a glande do pênis do homem, mas a circuncisão feminina se dá retirando o bazr ‘clitóris’ [isso se chama khufaadh ‘circuncisão feminina’]). “—‘Umdat al-Salik e4.3, traduzido por Mark Durie, The Third Choice, p. 64

De acordo com Reza Aslan, a mutilação genital feminina “não é um problema Islâmico. É um problema Africano… É um problema da África Central. A Eritreia tem quase 90 por cento de mutilação genital feminina. É um país Cristão. A Etiópia tem 75 por cento de mutilação genital feminina. É um país Cristão. Em nenhum outro lugar Muçulmano, estados de maioria Muçulmana, a mutilação genital feminina se presta à discussão”. Além de sua visão idiota que a Eritreia e a Etiópia estão na África Central, Aslan está errado ao afirmar que “em nenhum outro lugar Muçulmano, estados de maioria Muçulmana, a mutilação genital feminina se presta à discussão” Será que ele pensa também que a Indonésia está na África Central?

FGM

“Quase 70 milhões a mais mulheres do que previamente se pensava foram submetidas a mutilação genital feminina – MGF,” Telegraph, 05 de Fevereiro de 2016, (agradecimentos a todos que nos enviaram o artigo a seguir):

A estimativa é de que pelo menos 200 milhões de meninas e mulheres em 30 países tenham sido submetidas a circuncisão feminina — metade delas no Egito, Etiópia e Indonésia, disse a UNICEF, agência da ONU dedicada às crianças, através de um relatório divulgado na quinta-feira a noite.

O relatório estatístico da UNICEF relatou que a estimativa global inclui cerca de 70 milhões a mais de meninas e mulheres do que foi estimado em 2014. Disse também que é devido ao crescimento populacional em alguns países e novos dados da Indonésia.

A Assembleia Geral da ONU aprovou por unanimidade, em dezembro de 2012, uma resolução exigindo a proibição global da mutilação genital feminina, uma prática secular, decorrente da crença de que a circuncisão de meninas controla a sexualidade das mulheres e aumenta a fertilidade. Uma das metas adotadas pela ONU em Setembro último exige que a prática seja eliminada até 2030.

O Vice-Diretor Executivo da UNICEF Geeta Rao Gupta disse em um comunicado, coincidindo com um novo relatório, que “determinar a magnitude da mutilação genital feminina é essencial para eliminar a prática”.

Embora tenha havido um declínio geral na prevalência da mutilação genital feminina ao longo das últimas três décadas, a UNICEF informa que não é o suficiente para acompanhar o aumento populacional. Advertiu que se as tendências atuais continuarem, o número de meninas e mulheres submetidas a mutilação genital feminina “aumentará significativamente ao longo dos próximos 15 anos.”

A especialista em estatística da UNICEF Claudia Cappa, principal autora do relatório, disse que a estimativa de 200 milhões de circuncisões vem através de pesquisas domiciliares sobre a prevalência da mutilação genital feminina, e dos modelos estatísticos.

Os 30 países, principalmente na África, Oriente Médio e Ásia, “tem dados representativos em grande escala”, disse à AP. “Ainda acho que esta é uma estimativa conservadora, porque sabemos que há muitos mais países onde existe a prática, mas que não poderia informar sobre eles com o mesmo nível de cuidado, porque não temos dados disponíveis”.

Cappa disse ainda que a prática existe em outros países não envolvidos no estudo, onde os dados em grande escala não estão disponíveis, como a Índia, Malásia, Omã, Arábia [sic] Saudia, Emirados Árabes Unidos, bem como em bolsões da Austrália, América do Norte e Europa, onde os imigrantes de países com um grande número de circuncisões femininas residem.

Em 30 países, a UNICEF disse que a maioria das meninas foi circuncidada antes de alcançar seu quinto aniversário. “No Iêmen, 85 por cento das adolescentes experimentaram a prática em sua primeira semana de vida”, disse a agência.

De acordo com os dados, as meninas menores de 14 anos de idade representam um número estimado de 44 milhões de pessoas que foram incisadas, com maior prevalência nesta faixa etária em Gâmbia com 56 por cento, a Mauritânia com 54 por cento e na Indonésia, onde cerca de metade das adolescentes com idades compreendidas entre 11 ou inferior foram submetidas à prática.

Países com maior prevalência entre meninas e mulheres com idades entre 15 e 49 anos são a Somália com 98 por cento, Guiné com 97 por cento e Djibouti (Jibuti) com 93 por cento, disse a UNICEF.


Tradução: Sebastian Cazeiro

 

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