“O Islã Nos Odeia” Mais Do Que Você Imagina

Fonte/Source: “Islam Hates Us” More Than You Know

“O Islã Nos Odeia” Mais Do Que Você Imagina

Por Raymond Ibrahim

13 de Março de 2016

O mais recente comentário politicamente incorreto de Donald Trump com relação ao Islã é muito mais verdadeiro do que a maioria pensa. Após ser indagado na semana passada pela CNN se acreditava que o Ocidente está em guerra com o Islã, o candidato presidencial Republicano simplesmente disse:

Acho que o Islã nos odeia. Existe alguma coisa lá que — Há um ódio tremendo lá. Temos que chegar ao fundo da questão. Há um ódio tremendo. Existe um ódio inacreditável da gente.”

Enquanto milhões de Americanos indiscutivelmente estão de acordo com as afirmações de Donaldo Trump, — pelo menos aqueles que têm olhos e ouvidos para ver e ouvir — poucos realizam que esse “ódio tremendo” não é um produto de ressentimentos, fatores políticos ou mesmo da interpretação “extremista” do Islã; ao contrário, é um subproduto direto da corrente principal do ensinamento Islâmico.

De acordo com a antiga doutrina Islâmica de “al-wal’a wa al-Bara”, ou “lealdade e inimizade” — a qual está bem fundamentada nas escrituras Islâmicas; bem patrocinada pelas autoridades Islâmicas; bem manifestada em toda a história Islâmica e em assuntos contemporâneos — os Muçulmanos devem odiar e se opor a todos os não-Muçulmanos, incluindo os próprios membros da família.

Alcorão 60: 4 – Este verso é a pedra angular dessa doutrina e fala por si: “Você [Muçulmanos] teve um excelente exemplo em Abraão e naqueles que o seguiram, quando disseram ao seu povo: “Nós renegamos você e tudo quanto adorais em lugar de Alá. Renunciamos a você: inimizade e ódio duradouros reinarão entre nós e vós, a menos que creia unicamente em Alá!” (Alcorão 60:4, ênfase adicionada pelo autor).

Alcorão 58:22  louva os Muçulmanos que lutam e matam seus próprios membros familiares não-Muçulmanos: “Não encontrarás povo algum que creia em Alá e no Dia do Juízo final, que tenha relações com aqueles que contrariam Alá e o Seu Mensageiro, —ainda que sejam seus pais ou seus filhos, seus irmãos ou parentes.”

De acordo com o comentário convencional de Ibn Kathir sobre o Alcorão, esse versículo refere-se a um número de Muçulmanos que massacraram seus parentes não-Muçulmanos (um matou seu próprio pai não-Muçulmano, outro seu irmão não-Muçulmano, um terceiro — Abu Bakr, o primeiro califa reverenciado da história Islâmica — tentou matar seu filho não Muçulmano, e Omar, o segundo califa, massacrou seus parentes). Como Ibn Kathir explica, [1] Alá ficou imensamente satisfeito pelo zelo inabalável à sua causa e os premiou com o paraíso.

De fato, versos que apoiam a doutrina divisionista de “lealdade e inimizade” permeiam o Alcorão (veja também 4:89, 4: 144, 5:51, 5:54, 6:40, 9:23 e 60: 1). Há uma ressalva, capturada pelo Alcorão 03:28: quando Muçulmanos estão em posição de fraqueza, podem fingir amizade com os não-Muçulmanos enquanto o ódio pulsa em seus corações. (Leia aqui para vários exemplos recentes de Muçulmanos que vivem há anos em paz e amizade com não-Muçulmanos, mas que em seguida se levantam de forma violenta contra eles, assim que se tornam mais fortes. [2]).

Pelo fato da inimizade aos não-Muçulmanos ser algo tão inquebrantável no Alcorão, a elite dominante do ensinamento Islâmico detém que, os homens Muçulmanos, devem até mesmo odiar — e mostrar que odeiam — suas mulheres não-Muçulmanas, por serem “infiéis”, nada mais.

Se os Muçulmanos devem odiar até os mais próximos — pais, filhos, irmãos e esposas simplesmente por serem não-Muçulmanos, não é surpresa alguma que tantos Muçulmanos odeiem “infiéis” estrangeiros que vivem a oceanos de distância, — tais como os Americanos que, além disso, são retratados em todo o mundo Islâmico como tentando minar o Islã?

Assim, mesmo os supostos melhores amigos e aliados Muçulmanos — como a Arábia Saudita e o Qatar, — foram registrados como pedindo a todos os Muçulmanos que nos odeiem. De acordo com o site governamental Saudita, os Muçulmanos devem “se opor e odiar, quem quer que seja se Alá nos ordenar a opor e odiar. Incluindo Judeus, Cristãos, e outros mushrikin [não- Muçulmanos], até acreditarem unicamente em Alá e obedecer a suas leis, as quais ele enviou a seu Profeta Muhammad, paz e bênçãos sobre ele”.

Em suma, a afirmação de Donald Trump de que “o Islã nos odeia” é demonstrável através das palavras claras e ensinamentos do Alcorão, pelas palavras claras e os ensinamentos do passado e do presente dos clérigos Islâmicos, e pelas ações passadas e presentes de Muçulmanos em todo o mundo.

Mas, como de costume, em vez de discutir esses fatos problemáticos, os poderosos estão muito mais interessados ​​em retratar Donald Trump como aquele que odeia.


[1] Alcorão 58:22 – Verso Completo:  “Não encontrarás povo algum que creia em Alá e no Dia do Juízo final, que tenha relações com aqueles que contrariam Alá e o Seu Mensageiro, ainda que sejam seus pais ou seus filhos, seus irmãos ou parentes. Para aqueles, Alá lhes firmou a fé nos corações e os confortou com o Seu Espírito, e os introduzirá em jardins, abaixo dos quais correm os rios, onde morarão eternamente. Alá se comprazerá com eles e eles se comprazerão n’Ele. Estes formam o partido de Alá. Acaso, não é certo que os que formam o partido de Alá serão os bem-aventurados?”

De acordo com o comentário de Ibn Kathir: “Foi dito que a frase do Altíssimo ‘mesmo que sejam seus pais’ foi revelada sobre Abu Ubayda quando matou seu pai na [batalha de] Badr; ‘seus filhos’ estavam com Abu Bakr [sucessor e primeiro califa de Muhammad] quando pretendeu matar seu filho, Abd al-Rahman; ‘seus irmãos’ estavam com Mus’ab Bin Umayr, que massacrou seu irmão, Ubayd Bin Umayr, ‘ou seu parente’ estava com Omar, que massacrou seus parentes.

Além disso, Hamza, Ali, e Ubayda bin al-Harith: Mataram Utba, Sheeba, e al-Walid bin Uitba [seus parentes] naquela batalha. Alá sabe [melhor]. E mais, quando o Mensageiro de Alá consultou os Muçulmanos com relação aos cativos de Badr, Abu Bakr aconselhou que deviam pagar pelo resgate, permitindo assim que os Muçulmanos ficassem mais fortes. Além disso, uma vez que eles [prisioneiros] eram primos e parentes, Alá, o Altíssimo, talvez, eventualmente, os tenha guiado. Mas, Omar disse: “Isso vai contra o meu pensamento, ó Mensageiro de Alá. Deixe-me matar assim e assim (um parente de Omar), e deixe Ali [massacrar] Aquil [irmão de Ali], e fulano de tal [massacrar] fulano de tal para que Alá possa saber que não há nenhum amor em nossos corações para com os idólatras… “Essa é a história toda.” Extraído de Ayman al-Zawahiri de “Lealdade e inimizade”  The Al Qaeda Reader, pgs., 63-115.

[2]Para mais informações sobre formas de engodo sancionadas pelo Islã, leia sobre tawriya, and taysir.


Tradução: Sebastian Cazeiro (Muhammad e os Sufis)

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