Um Apocalipse Islâmico em Bruxelas

Fonte/Source: An Islamic Apocalypse in Brussels

Um Apocalipse Islâmico em Bruxelas

Por Raymond Ibrahim

A Jihad Islâmica atingiu Bruxelas ontem pela manhã — primeiro o aeroporto de Bruxelas e, em seguida, uma estação de metrô a 400 metros do quartel-general da EU (União Europeia) — deixando pelo menos 34 mortos e 230 feridos.

Foi uma cena apocalíptica, de acordo com os sobreviventes; “com sangue e corpos desmembrados por todo lado”, até mesmo “lançados ao ar”. Um homem recordou o “horror. Eu vi pelo menos sete pessoas mortas. Havia muito sangue. Pessoas tinham perdido as pernas. Você podia ver seus corpos, mas sem pernas”.

Testemunhas ouviram os atacantes gritando em Árabe, momentos antes das bombas — uma das quais continha pregos — serem detonadas. Outras marcas registradas dos Jihadistas — incluindo um colete suicida não detonado e um rifle Kalashnikov ao lado do corpo de um terrorista morto — foram encontradas. A antiga tática de guerra Islâmica, de se misturar aos não-Muçulmanos também foi implementada. 

Horrendo, como todo ataque, sua inspiração e a resposta Ocidental a isso são típicas — significando, como opinei há um ano, após o massacre de Paris, que “muito mais desses ataques e piores irão continuar. Conte com isso”.

Primeiro como aconteceu em 11 de Setembro (Nova York), os Muçulmanos de todo o mundo — aqueles anônimos que a mídia se refere como “apoiadores do ISIS” — celebraram, incluindo mais uma vez, a distribuição de doces, bradando o grito de guerra Islâmico, “Allahu Akbar.” Sim, o antigo ódio Islâmico está mais uma vez no ar e disparando na mídia social. “Não estamos apenas batendo palma, estamos felizes novamente. Estamos sorrindo, estamos rindo como se fosse um dia de celebração”, tuitou um simpatizante do ISIS. Outro escreveu: “#Bruxelas, se vocês continuarem a sua guerra contra a religião de Alá então, essa é a nossa resposta”. Outro escreveu: “Que dia lindo. F*** (Vai se foder!) Bélgica”. E outro ainda escreveu, “Um monte de [orações Muçulmanas] foram respondidas hoje”.

Ainda assim, a maioria dos simpatizantes Muçulmanos foi rápida em retratar sua sede de sangue como um produto de ressentimentos contra o Ocidente: “o comentário mais comum sob uma hashtag foi “Você declarou guerra contra nós e nos bombardeou, e agora atacamos o interior da sua terra natal”. Outra reação popular dos apoiadores do ISIS no Twitter era que os ataques a Bruxelas tinham a intenção de vingar o sangue dos Muçulmanos, derramado em Mosul, numa série de ataques aéreos pela coalizão Ocidental durante o fim de semana”.

Enquanto isso, e como de costume, nos seus comunicados a outros Muçulmanos, o ISIS articulou o ataque através de um paradigma distintamente Islâmico. E ainda sinalizou o ataque com as palavras: “Viemos para trazer a morte” — uma afirmação baseada nas palavras do profeta do Islã, Muhammad (Maomé), dirigidas a uma tribo não-Muçulmana que recusou a se submeter ao Islã: “Tragovos a morte”.

Se essa afirmação não for suficientemente clara a respeito da intenção e da missão de Muhammad (Maomé) — e aqueles que o seguem — eis aqui outra afirmação canônica atribuída a ele e regularmente citada por jihadistas, incluída mais de uma década atrás no parágrafo da “Declaração de Guerra contra os Americanos”, que mostra o profeta dizendo:

“Fui enviado, com a espada entre as minhas mãos, para garantir que ninguém senão Alá seja adorado — Alá que colocou meu sustento sob a sombra da minha lança e que inflige humilhação e desprezo sobre aqueles que desobedecem aos meus mandamentos” (Al Qaeda Reader, p. 12).

Infelizmente, esse aspecto em particular — no qual a escritura Islâmica claramente, nitidamente, e inequivocamente promove a violência contra todos que recusam a submeter-se a Alá — é o mesmo aspecto e o mais veementemente negado pelas elites Ocidentais. Neste momento, como sempre acontecem, logo após um ataque ao Ocidente, cabeças falantes alertam contra a “Islamofobia desenfreada” e a reação contra os Muçulmanos. A mídia está hospedando mentirosos profissionais como a Fundação Ramadan do Muhammad Shafiq, que insiste que o “terrorismo é proibido no Islã” (embora o Alcorão exorte aos Muçulmanos a aterrorizar aqueles que resistem ao Islã, e.g., 3:151 e 8:12)

Ainda assim, devido ao número crescente de ataques jihadistas em solo Ocidental, um número crescente de políticos estão respondendo com duras — mas, em última análise, totalmente sem sentido — palavras: “Estamos em guerra”, respondeu o Primeiro Ministro Francês Manuel Valls. “Temos sido submetidos nesses últimos meses na Europa a atos de guerra”.

Isso é verdade. Mas, assim como o famoso “guerra ao terrorismo” de George W. Bush — guerra ao método e não a sua motivação — Valls não indica que “estamos em guerra” com, apesar do passo mais elementar para se ganhar uma guerra seja “conheça o seu inimigo”.

Um dos poucos aspirantes políticos Norte-Americanos que não precisam rever seu tom à luz deste ataque é Donald Trump. Mais de dois meses atrás, ele disse: “Vá a Bruxelas. Vá a Paris. Vá a lugares diferentes. Há algo acontecendo e não é bom, onde eles querem a Sharia... Você vai a Bruxelas  Eu estava em Bruxelas há muito tempo, há 20 anos, tão bonito, tudo é tão bonito — agora é como estar vivendo num buraco do inferno”.

Esse último ataque terrorista na Europa provavelmente vai reacender o debate sobre os refugiados, que, embora importante, também minimiza a importância da questão. O denominador comum entre todos esses recentes ataques terroristas em todo o Ocidente não é que os culpados sejam todos refugiados, mas sim que são todos Muçulmanos. Muitos ataques terroristas foram feitos em casa. Cidadãos Muçulmanos da América foram responsáveis ​​por Fort Hood (treze assassinados), Maratona de Boston (quatro assassinados), Chattanooga (quatro assassinados) e, mais recentemente San Bernardino (quatorze assassinados).

É claro, a Europa poderia ter poupado a si mesma se só tivesse olhado para a situação das minorias não-Muçulmanas que vivem em nações de maioria Muçulmana. Já em 2012, depois que os combatentes/jihadistas apoiados pelo Ocidente foram lançados sobre a Síria anteriormente estável de Assad, deslocando intencionalmente centenas de milhares de Cristãos, o arcebispo Cristão Sírio corretamente previu “os jihadistas não vão parar por aqui [Oriente Médio], essa guerra irá se espalhar pela Europa”. Quatro anos mais tarde, a guerra, sem dúvida começou.

Considere o massacre de 2010 contra a Igreja Nossa Senhora da Salvação em Bagdá. Jihadistas armados invadiram a Igreja durante o culto de Domingo, abriram fogo indiscriminadamente contra os fiéis Cristãos, antes de detonar seus coletes suicidas. Pelo menos cinquenta e oito fiéis Cristãos, incluindo muitas mulheres e crianças, foram mortos e quase 100 feridos, — muitos como em Bruxelas, perdendo seus braços ou pernas (nota do blog: Imagens extremamente fortes — veja as fotos). Se os jihadistas de Bruxelas usaram pregos em suas bombas, os jihadistas da Igreja de Bagdá usaram coletes “cheios de rolamentos de esferas para matar tantas pessoas quanto possível”.

Agora, se Bruxelas — ou Nova York, ou Londres, ou Madrid, ad infinitum — estivessem realmente “com a intenção de vingar o sangue dos Muçulmanos derramado em Mosul numa série de ataques aéreos”, como afirmam os ressentidos Muçulmanos, regularmente, — então precisam se perguntar: porque as minorias Cristãs que vivem no mundo Muçulmano são imensamente fracas, em menor número, condenadas ao ostracismo, e politicamente marginalizadas, e são totalmente incapazes de ferir qualquer Muçulmano, também estão sendo aterrorizadas e abatidas, ao ponto de genocídio?

A resposta deveria ser clara. Enquanto o Islã clamar a jihad contra aqueles que rejeitam Alá e seu profeta, ataques a Bruxelas (e os incontáveis ​​antes dele) continuarão. Antes da era do politicamente correto, a Enciclopédia do Islã colocou desta forma:

[A] propagação do Islã pelas armas é um dever religioso aos Muçulmanos em geral… A Jihad deve continuar a ser feita até que o mundo inteiro esteja sob o domínio do Islã… O Islã deve estar completamente pronto antes que a doutrina da jihad [guerra para espalhar o Islã] possa ser eliminada.

Esse é o fato repulsivo que poucos querem aceitar, muito menos agir sobre ele — o que é compreensível, pois as ramificações são imensas.


Tradução: Sebastian Cazeiro (MUHAMMAD E OS SUFIS)

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3 comentários em “Um Apocalipse Islâmico em Bruxelas”

  1. O fato das nações ocidentais serem incapazes de intervir para impedir o massacre dos cristãos em alguns países dominados pelo Islã é absurdo e indefensável. Essa incapacidade vai custar muito caro à civilização ocidental. Quanto ao terror que islamitas estão impondo a alguns países ocidentais, imagino que esses países encontrarão uma forma de se proteger, da mesma forma que os EUA encontraram.

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  2. Além disso continuamos a ter imbecis a granel por todo o lado(nomeadamente no face onde vou a algumas páginas postar,em uma delas,o cidadania activa,a imbecilidade é tanta ,junto com comunas de várias cores,que se continua em peso a atacar o “fascismo” quando o que des-governa a Europa há decadas é o liberal-socialismo promovido e financiado pelos mesmos grandes capitalistas que eles(comunas)passam a vida a “denunciar”.

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