Hugh Fitzgerald: Muitos perguntam “Por que nos odeiam?”

Fonte/Source: Hugh Fitzgerald: Why Do So Many Ask “Why Do They Hate Us?” via Robert Spencer (Jihad Watch)

Hugh Fitzgerald: 
Muitos perguntam “Por que nos odeiam?”

Por Hugh Fitzgerald

24 de março de 2016

“Várias vezes transitei por esses lugares. Por que nos odeiam tanto?” perguntou Franziska Brantner, do partido Verde Alemão e ex-membro do Parlamento Europeu, no Twitter (sobre os ataques em Bruxelas).

Lembram-se do Michael Scheuer, aquele que era obsessivamente anti-Israel, especialista em “unidade Bin Laden” da C.I.A., e que costumava declarar que “nos odeiam [América] porque nossas políticas apoiam Israel, dão suporte à Al-Saud e a invasão do Iraque”?

Ou aqueles que disseram que “nos odeiam por causa da nossa intervenção na Líbia”? Ou ainda, aqueles que diziam: “nos odeiam porque apoiamos (!) Assad” ou “apoiamos os Houthis no Iêmen” ou “apoiamos Mubarak” ou “abandonamos Mubarak”? Ou aqueles que disseram “nos odeiam porque…” (preencha aqui com a sua razão favorita — absolutamente nada vai mudar, desde que você não mencione o Islã).

Em longa lista de respostas com relação a “por que nos odeiam”, Scheuer forneceu pelo menos meia dúzia de razões:

  • EUA apoiam governos Muçulmanos apóstatas, corruptos e tirânicos.
  • EUA e outras tropas Ocidentais estão na Península Arábica
  • EUA apoiam Israel, que mantém Palestinos sob o poder dos Israelenses.
  • EUA pressionam os produtores Árabes para manter os preços do petróleo em baixa.
  • EUA ocupam o Iraque e o Afeganistão.
  • EUA apoiam Rússia, Índia e China contra os seus militantes Muçulmanos.

Esse rol implausível torna-se ainda mais cômico se “EUA” for substituído por “Bélgica”, em qualquer um dos motivos de Scheuer  ou seja, — nunca houve uma “ocupação do Iraque e do Afeganistão,” por parte da Bélgica, nem “tropas Belgas na Península Arábica, “nem qualquer Belga” pressionando os produtores de petróleo Árabe” e assim por diante. E se alguém tentar explicar quaisquer ataques terroristas Muçulmanos fora do Ocidente, na Índia, por exemplo, ou nas Filipinas, a inadequação dessas “razões” ainda se torna mais aparente — tente substituir “Filipinas” ou “Nigéria” por “EUA” e em seguida, ler essa lista em voz alta.

E, claro, Scheuer tem um monte de empresas. Aqueles que ainda indagam “por que nos odeiam tanto?” têm uma coisa em comum: nunca irá aceitar a resposta perfeitamente óbvia — “nos odeiam porque não somos Muçulmanos, e não nos submeteremos ao Islã” — resposta esta que tem sido verdadeira por 1350 anos. Esse é o ódio que encontramos em todo o Alcorão e na Suna, um ódio que não precisa de qualquer aviso especial para existir, e que é inflexivelmente dirigido contra qualquer fazendeiro rural Cristão sóbrio ou a um Judeu Ortodoxo caminhando em direção a Sinagoga, contra o admirador mais devasso de Miley Cyrus ou alguém da tripulação Kardashian. “Nos odeiam tanto” porque somos infiéis e ainda não sucumbimos, nos “convertendo” ao Islã ou, concordando em sermos tratados como dhimmis, pagando aos Muçulmanos pelo privilégio de permanecer vivo enquanto nos permitem observar a nossa própria fé, se formos qualificados como o “Povo do Livro” (Cristãos e Judeus).

“Por que nos odeiam tanto?”

As bombas explodiram em Bruxelas. como anteriormente em Paris, Madri, Moscou, Londres, e em dezenas de outras cidades ao redor do mundo, e muitas delas fora do Ocidente (Índia, Filipinas, Tailândia, Burma, Mali, Nigéria, Burkina Faso, Camarões, Sudão). Esse ódio omnidirecional, que incitou todas essas bombas e armas, vem sendo martelado na cabeça dos Muçulmanos desde a mais tenra idade, através dos textos canônicos que o justificam. Nem todos os recentes Muçulmanos subscrevem esse ódio mas, o suficiente deles o faz, de modo que é razoável concluir que, “nos odeiam”, porque é o que os ensinam a fazer.

O Islã está em marcha na Europa. As elites políticas e midiáticas, cujo dever é proteger e instruir o povo Europeu, fracassou em sua responsabilidade de alertar. Em vez disso, permitiram,  o que agora certamente deve estar na casa de muitos milhões de Muçulmanos, que se instalassem definitivamente na Europa, apesar de que ensinam aos Muçulmanos a considerar-nos como linhas inimigas, as linhas de Dar al-Harb (Nota do blog: a “casa dos resistentes”, aqueles contra quem se deve fazer guerra santa até que sejam submetidos ou mortos); e as elites Europeias simplesmente não sabem como lidar com o problema, nem por onde começar. Pode alguém que tem sido parte da classe política, dentro e fora do poder durante as últimas décadas sombrias, em qualquer país Europeu, desafiar agora e admitir que “eles nos odeiam, finalmente percebi, porque somos infiéis — e ajudei a deixá-los entrar”? Não seja estúpido. (Ênfase adicionada).

Nota: Hugh Fitzgerald é Vice Presidente do Conselho da Jihad Watch David Horowitz Freedom Center


Tradução: Sebastian Cazeiro (MUHAMMAD E OS SUFIS)

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