Hugh Fitzgerald: Ivan Rioufol sobre a Esquerda e a Extrema Esquerda como Defensores do Islã

Fonte/Source: Hugh Fitzgerald: Ivan Rioufol on the Left and Far Left as Defenders of Islam

Hugh Fitzgerald: Ivan Rioufol sobre a Esquerda e a Extrema Esquerda como Defensores do Islã

Por HUGH FITZGERALD

27 de Abril de 2016

IVAN RIOUFOL, é um colunista do Le Figaro, um dos mais perspicazes comentaristas Franceses sobre a ameaça do Islã e os seus apoiadores de esquerda na França. Naturalmente, como consequência, é desprezado por todas as pessoas que pensam corretamente. No texto abaixo, Rioufol relata:

1) Os ataques físicos e verbais, sobre o famoso membro da Academia Francesa Alain Finkielkraut, que como Rioufol, fala a verdade sobre o Islã e sua aliança com a esquerda e extrema esquerda, e é especialmente odiado pelos “Palestino-Adoradores”;

2) O antissemitismo e o totalitarismo da Extrema Esquerda (exemplificado pelo grupo de extrema esquerda Nuit Debout), que é apoiado pelo mais amplo, de esquerda um pouco menos extrema, representada pelos socialistas agora no poder;

3) A exclusão de homens heterossexuais brancos dos chamados debates públicos realizados por esse grupo periférico de esquerda;

4) A recusa de Nuit Debout, que se promove como uma revolta de oportunidades iguais contra tudo, de condenar o Islã e a ideologia do Alcorão; e finalmente,

5) Rioufol critica o Papa Francisco por sua “recusa em contemplar um confronto entre o Ocidente e o mundo Muçulmano”, sua mal concebida tentativa de conquistar a benevolência Muçulmana fazendo declarações equivocadas sobre a doutrina Islâmica, em confundir o Deus Cristão do Amor com o Vingativo Deus Muçulmano, e sua crítica ao Ocidente por ser insuficientemente indulgente para com o Islã.

“O Progressismo se aconchega ao pensamento totalitário”, traduzido do “Bloc-notes: le progressisme cajole la pensée totalitaire,“, de Ivan Rioufol, 22 de abril de 2016:

As máscaras caíram, e, como se fosse necessário, a incompetência da Esquerda no poder foi revelada. Desvendada, em particular, é a atração da Esquerda pelo sectarismo, e a pura violência do Partido do Bem (Esquerdistas), quando em plena rota. Na Segunda-feira, uma pesquisa conduzida pelo Figaro-RTL-LCI após a aparição na televisão de François Hollande quatro dias antes confirmou a perda abrupta de confiança em Hollande: ele obteve apenas 15% das intenções de votos para 2017, ou seja, quase o mesmo que a extrema esquerda Jean-Luc Mélenchon. Quanto a “Nuit Debout”, esse protesto periférico tão superestimado pelo Sistema [isto é, a grande mídia e a política], se deixou rapidamente subverter por uma extrema esquerda fanática e racista. Na noite de Sábado, o filósofo Alain Finkielkraut, que tinha vindo como um espectador foi expulso da Place de la République, depois de ser insultado e cuspido. (ênfase adicionada pelo tradutor). Em Janeiro, no France 2 [canal de televisão], já tinha sido confrontado com o mesmo ódio de uma mulher que foi identificada simplesmente como ‘professora Muçulmana’ e que atacou pelo nome “pseudo-intelectuais”, todos Judeus.

Uma ideologia antissemita e totalitária goteja dessas “Nuits d’égout” [Noites na sarjeta], no entanto, promovida pela imprensa de imitação. A rejeição do capitalismo e a defesa da causa Palestina  formalizada pela recente criação de uma comissão chamada “Palestina toujours debout” (Palestina ainda de pé)  estão transformando os Judeus, mais uma vez, na caricatura de Banker (banqueiro) e Colonizador. Assim, o antissionismo expõe sua Judeofobia ainda mais, enquanto que o ódio é o alicerce de uma islamo-esquerda preocupada, nos dias de hoje, em destacar suas ligações com as banlieues [subúrbios fortemente Muçulmanos]. Quanto ao totalitarismo, é visível a incapacidade desse movimento de aceitar a contradição ou mesmo a diferença. Os Jovens Comunistas estavam orgulhosos por terem expulsado o acadêmico [Finkielkraut]. O jornal Figaro descreveu, na semana passada, como os homens brancos e heterossexuais tinham sido excluídos de alguns “debates” que floresceram nesse lugar de Intolerância. Felizmente, uma associação de “antirracismo”, LICRA, expressou sua indignação a esse robespierrism.

Nuit Debout mostra o que a Extrema Esquerda é realmente, protegida pelo Centro Esquerda, e por inúmeros jornalistas considerados sensíveis às ideias “nauseantes”: uma desgraça e um insulto à República.

Essa descoberta não é nova para aqueles que, como este que vos fala, tiveram de suportar por muito tempo a ditadura aparentemente suave de um clã que se protege e condena os outros por suas próprias perversões. Por trás da demonstração de um humanitarismo brando como um privilégio especial, a Extrema Esquerda muitas vezes tenta esconder o seu desdém pela democracia liberal e pluralista. Aqueles que continuam a fazer de Nuit Debout um exemplo de revolta negam ao mesmo tempo os perigos da ideologia Corânica, liberticida e sexista. É por ter chamado a atenção para o risco que Finkielkraut fez sua situação piorar aos olhos dos palestino-adoradores.

Esse radicalismo é uma armadilha da qual os Esquerdistas desesperados, que apontam a FN [Frente Nacional, liderada por Marine Le Pen] como um perigo, precisam sair antes que afunde. Nem todos os participantes do Nuit Debout, uma curiosa experiência em expressão societal, estão na imagem da milícia que querem preservar a seu “entre-soi” (entre si) e purificar o lugar. Mas cabe aos democratas [à esquerda] limpar as coisas. No entanto, esse não foi o caminho tomado. Nem mesmo pela CGT [a esquerdista Confederação Geral do Trabalho]; ela também mostra sinais de uma mesma rigidez ideológica em face de sua perda de audiência. Philippe Martinez, o secretário-geral, escolheu apoiar, na Terça-feira, um cartaz da federação Info’com da CGT, que acusa o CRS [as forças antimotim Francesas] de “prender” os cidadãos, em vez de “protegê-los”, contra um cenário de banho de sangue. Deve Martinez, que parece já ter esquecido dos ataques Salafistas de 2015, ser lembrado de que está causando derramamento de sangue na França? Na realidade, o Marxismo e o Islamismo estão destinados a se entenderem.

A fraqueza do Papa

A boa vontade para com a ideologia totalitária, uma preguiça intelectual regularmente denunciada aqui, chegou às sonolentas elites progressistas. Eles querem se convencer da falsa evidência de uma identidade feliz e um diálogo de civilizações. Para eles, a perspectiva de uma guerra civil está no reino da fantasia. Essa abordagem do tipo cabeça-enfiada-na-areia é uma dádiva de Deus para os Salafistas, deixados em paz em seu compromisso de conquistar e reislamizar a comunidade Muçulmana. Ao contrário do que Hollande anunciou na outra noite, a mesquita Sunna do Imam Salafista de Brest, Rachid Abou Houdeyfa, nunca foi fechada. Esse é o iluminado que ensina as crianças que ouvir música o transforma em macaco ou porco. Por sua vez, o Belga Ministro do Interior, o Flamengo Jan Jambon, criou um escândalo na Segunda-feira, quando disse que “uma parte significativa da comunidade Muçulmana” havia comemorado os ataques a Bruxelas “com dança”. Um fato confirmado pelo chefe do governo, Charles Michel, que teve o cuidado de evitar a “generalização”.

Vale a pena repetir: nada é mais óbvio do que a completa incompatibilidade entre o Islã político, uma ideologia totalizante e a democracia. No entanto, é esta mesma incompatibilidade que o Papa Francis descarta por sua vez, pego em sua recusa de contemplar um confronto entre o Ocidente e o mundo Muçulmano, apesar da história e, apesar dos fatos. Sua decisão de buscar na ilha Grega de Lesbos, no Sábado, três famílias Sírias e pô-las aos cuidados do Vaticano, é, naturalmente, uma boa ilustração do humanismo Católico. Seu aparente esquecimento dos Cristãos do Oriente, perseguidos pelo Estado Islâmico (ISIS), no entanto, nos leva a temer uma falta de interesse quando se trata de sua própria religião. Para ele, todos os refugiados são “filhos de Deus”. Mas o Vingativo Deus Muçulmano não é o Deus Cristão do Amor. Na Terça-feira, o Santo Padre acusou as sociedades Ocidentais de se fecharem, “por medo de uma mudança de mentalidade e da vida”, que, segundo ele, a chegada dos imigrantes implicaria. Ele mencionou, em sua resolução, “o nosso Deus misericordioso e clemente”, usando uma expressão do Alcorão. No entanto, esperando a indulgência do Islã submetendo-se a Alá é uma fraqueza que põe em dúvida a credibilidade de Francisco.

Merkel capitula diante de Erdogan

Angela Merkel mostra a mesma rendição quando, a fim de acalmar a ira do sultão Erdogan, autoriza os processos penais exigidos pelo presidente Turco contra um comediante Alemão considerado muito impertinente. Essa renúncia de defender a liberdade de expressão é a humilhação final.

Promoção do véu na Sciences Po

E em seguida isto: um “Dia do Hijab” na Sciences Po de Paris, lançado por estudantes para promover o véu Islâmico. Quando veremos o Dia da Submissão das Mulheres?


Tradução: Sebastian Cazeiro (MUHAMMAD E OS SUFIS)

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