As Houris: As ´Supermulheres Sexuais` do Islã

Fonte / Source: The Houris: Islam’s ‘Sexual Superwomen’ – Raymond Ibrahim

As Houris: As ´Supermulheres Sexuais` do Islã

 

Por RAYMOND IBRAHIM

FrontPage Magazine

No mês passado, quando a batalha de Mosul começou, o “califa” do Estado Islâmico (ISIS) Abu Bakr al-Baghdadi, segundo notícias, prometeu quatro Houris (virgens) adicionais (mulheres sobrenaturais e celestiais projetadas para fins sexuais), além das prometidas pelo profeta Muhammad a todos os jihadistas que morrem (são “martirizados”) lutando contra as forças infiéis, de acordo com relatos da mídia Árabe.

Al-Baghdadi fez isso durante um “sermão inflamado” extra, onde narrou 15 hadiths e três histórias que tratam das Houris no contexto da conquista original Muçulmana de Mosul, circa. 637, pelas mãos dos companheiros de Muhammad (o sahahba). Depois de prometer aos seus seguidores que “o sangue correrá como rios na batalha [próxima]”, al-Baghdadi declarou: “Todos, sem exceção, entrarão no paraíso como mártires. Além disso, você vai entrar no paraíso com quatro Houris a mais do que outros mártires. Pois assim, como você está do meu lado agora, assim estaremos do seu lado por você, ou sob você, ou acima de você, para que você possa esquecer o que vai acontecer com você por meio da violência, morte e degradação nesta guerra”.

Embora seja fácil descartar esse relatório como uma farsa (entre outras coisas, não explica porque al-Baghdadi acha que eles vão ter mais quatro concubinas celestiais), o problema é que o Islã — a partir de sua história e doutrinas, da exortação de seus líderes, de Muhammad a al-Baghdadi — está cheio de histórias e seduções sobre as Houris.

Este aqui, por exemplo, é um autêntico hadith — uma declaração atribuída a Maomé que o Islamismo dominante reconhece como verdadeira — que todas as organizações jihadistas (incluindo o ISIS) invocam regularmente:

‘O mártir é especial para Alá. Ele é perdoado desde a primeira gota de sangue [que ele derrama]. Ele vê seu trono no paraíso… Ele se casará com as Houris [a.k.a. “Mulheres voluptuosas“] e não conhecerá os tormentos da sepultura e garantias contra o maior horror [inferno]. Fixada no topo de sua cabeça, haverá uma coroa de honra, um rubi que é maior do que o mundo e tudo o que ele contém. E copulará com setenta e duas Houris. (Fonte: The Al Qaeda Reader, p.143).

As histórias da conquista da Mesopotâmia e da Síria estão, de fato, cheias de Muçulmanos lançando-se ao combate e correndo para o abraço da morte porque acreditavam que assim iriam chegar rapidamente aos abraços calorosos das escravas sexuais celestiais. Aqui estão algumas episódios relatados por al-Waqidi sobre a batalha de Yarmuk na Síria (636), que aconteceram na mesma época da conquista de Mosul, o qual também combateu forças Muçulmanas menores contra forças infiéis muito maiores (neste caso, Cristão Bizantino):

  • Enquanto um capitão Muçulmano procurava por seu sobrinho, Suwayed, num campo de cadáveres Muçulmanos, o encontrou morrendo no chão. Quando o homem entrou na visão do jovem caído, Suwayed começou a chorar. Explicou que, depois de ser arremessado por um Bizantino, “algo incrível começou a acontecer comigo: as Houris estão ao meu lado, esperando a partida de minha alma”.
  • Um repórter jihadista relatou que se deparou com um companheiro caído numa postura estranha: “Eu o vi apaixonado no chão, e o assisti enquanto levantava seus dedos para o céu. Compreendi que ele estava eufórico, pois viu as Houris.
  • Enquanto acenava dentro dos padrões, outro líder de batalhão Muçulmano disse a seus homens que uma corrida furiosa contra os “cães Cristãos” é sinônimo de uma “corrida para os abraços das Houris”.

A obsessão sobre os Houris não se limita aos textos Islâmicos ou ao Estado Islâmico (ISIS) (“que nada tem a ver com o Islã“). Ao longo dos anos eu assisti vários vídeos de homens Muçulmanos discutindo sua excitação com a perspectiva de morrer na jihad e para chegarem rapidamente aos abraços das mulheres sobrenaturais celestiais. Para ter uma ideia do quanto as Houris são difundidas no Islã, considere o seu impacto sobre as mulheres Muçulmanas, como demonstrado em um vídeo de um clérigo Muçulmano respondendo perguntas através de telefonemas. Uma mulher o chamou para expressar sua indignação com as Houris, dizendo que ela seria levada a “loucura por ciúme” vendo seu marido copulando com essas mulheres sobrenaturalmente bonitas durante todo o dia no céu.

O clérigo respondeu dizendo-lhe que “quando você entrar no paraíso, Alá vai remover o ciúme do seu coração. E não tenhas medo, porque tu dominarás os Houris e serás a sua rainha.” Ainda apreensiva, a Muçulmana suplicou: “Mas ele tem que possuir as Houris? “Rindo, o clérigo a tranquilizou: “Olhe, quando você entrar no paraíso, você será mais bela do que as Houris — você será sua amante. OK? E, quando você entrar no paraíso, Alá removerá qualquer ciúme ou preocupações do seu coração.”

Tudo isso é um lembrete de que a mentalidade Muçulmana e as motivações por trás da jihad são muitas e multifacetadas — e até mesmo incluem aqueles que não creem em Alá e na vida após a morte. Como tal, as mentes seculares Ocidentais fariam bem em deixar de projetar seus próprios paradigmas materialistas em jihadistas — tal como o governo Obama que disse que as pessoas se juntam ao ISIS por “falta de oportunidades de empregos” — e começam a entender os paradigmas e as motivações do Islã por conta própria.


Tradução: Tião Cazeiro — Muhammad e os Sufis

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