SOU MUÇULMANO, MAS EIS AQUI PORQUE ADMIRO A IGREJA CATÓLICA

Fonte:  Tradutores Cristãos — “Sou muçulmano, mas eis aqui porque admiro a Igreja Católica” por Tamer Nashef

SOU MUÇULMANO, MAS EIS AQUI PORQUE ADMIRO A IGREJA CATÓLICA

Por Tião Cazeiro – Muhammad e os Sufis

29 de Dezembro de 2016

Eis aqui um breve comentário sobre o ensaio de Tamer Nashef intitulado “Sou muçulmano, mas eis aqui porque admiro a Igreja Católica”.

Tamer Nashef é pesquisador freelance Árabe de Israel. Um sujeito interessante.

Em primeiro lugar, não tenho a intensão de gerar nenhum tipo de antagonismo com Tamer Nashef, pois seria deselegante criticar qualquer Muçulmano que venha escrever sobre a Civilização Ocidental demonstrando admiração pela Igreja Católica, filosofia Ocidental etc.

Sem dúvida alguma eu poderia citar alguns versos do Alcorão que irão questionar essa aproximação do Nashef com o Cristianismo. Mas, como todo movimento no sentido do bem é bem vindo, tenho a impressão de que Nashef é sincero, além de muito inteligente, mas aposto na ideia de que ele não conhece o que autores modernos estão revelando. Posso estar errado.

Segundo, reconheço a minha insignificância para discutir aspectos históricos e filosóficos, mas a experiência adquirida traduzindo artigos de  críticos do Islã como Robert Spencer, Raymond Ibrahim, Pamela Geller, Dr. Bill Warner entre outros, me possibilita enxergar um pouquinho além do cidadão comum, um certo “faro fino” para algumas ideias implantadas no inconsciente coletivo, via entrelinhas, através dos tempos.

A ideia aqui é entregar ao leitor, uma “perspectiva nova, para que seja discutida e criticada se for o caso.

Nashef menciona Woods:

Enquanto a Igreja Católica é constantemente acusada de destruir a cultura clássica ou greco-romana, o fato é que os mosteiros merecem todo o crédito pela “cuidadosa preservação dos trabalhos do mundo clássico e dos Padres da Igreja, ambos centrais para a civilização do Ocidente” (Woods 42).”  — Enfase adicionada.

Entretanto, abaixo, cita o seguinte:

“Por vezes penso em voz alta: se a Igreja Católica tivesse extinguido a tradição clássica, como vários estudiosos alegam, então de que maneira se explica que muitos homens da Igreja antiga e medieval dialogavam com os escritos clássicos?” — Enfase adicionada.

Outro excerto que chama muita atenção é quando Nashef atribui certas descobertas ao Islã, quando muitos alegam que teriam sido espólios de guerra, no sentido de apropriação intelectual, tendo a Índia como exemplo, onde 80 milhões de Hindus foram massacrados por Sufis e Muçulmanos:

“Preciso dizer agora algumas palavras sobre Gerberto de Aurillac, mencionado anteriormente como o fabricante de um sofisticado relógio. Ele é uma das figuras chave do Renascimento Otoniano e o maior erudito europeu de seu tempo. O conhecimento enciclopédico que demonstrava abrangia os mais diversos tópicos, incluindo matemática, astronomia, filosofia, lógica, literatura latina, música e teologia. Ele assegurou seu lugar na história do desenvolvimento científico ocidental introduzindo o ábaco e os numerais indo-arábicos (Huff, The Rise of Early Modern Science 50), além de ter recebido o crédito por ter sido “o primeiro estudioso a introduzir a ciência arábica no Ocidente” provavelmente após passar três anos estudando-a na Espanha, com claros “traços de influência árabe” (Zuccato 192-93)”. — Enfase Adicionada.

Leia:  PAMELA GELLER: “1001 MITOS MUÇULMANOS E REVISÕES HISTÓRICAS”

Agora, quando nos deparamos com um sujeito como o Dr. Bill Warner, PhD em Física e Matemática, que dedicou o seu tempo precioso para nos mostrar cientificamente o que realmente aconteceu no período Clássico,  Greco-Romano, o mínimo que podemos fazer é respirar fundo para encarar a realidade, os fatos, e ver com nossos próprios olhos a injustiça que se faz com a Igreja Católica e as Cruzadas. Existiram excessos? Dizem que sim, mas basta olhar ao redor, o mundo atual, caso você tenha algum commom sense na sua cachola, para perceber 1400 anos de Islã  ainda atuando ostensivamente contra os Cristãos nos dias de hoje. Sem falar nos Judeus etc.

Vamos ao vídeo:

A ideia de que  “a Igreja Católica é constantemente acusada de destruir a cultura clássica ou greco-romana” é uma, entre outras falácias.

O outro lado da moeda é que tudo isso é intencional, por conta de uma agenda totalitária…  o que sinceramente não vejo no caso do Tamer Nashef.

Grato pela atenção e um Feliz Ano Novo a todos.

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