VIRGIL: O ESTADO PROFUNDO CONTRA-ATACA: A CAMPANHA PERMANENTE CONTRA DONALD TRUMP

Fonte/Source: Virgil: The Deep State Strikes Back: The Permanent Campaign Against Donald Trump


 VIRGIL: O ESTADO PROFUNDO CONTRA-ATACA: A CAMPANHA PERMANENTE CONTRA DONALD TRUMP

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Por VIRGIL

13 de Janeiro de 2017

Segunda de três partes…

Na primeira parte desta série, observamos que o globalismo é uma ideologia, talvez até uma teologia. E assim, naturalmente, o globalismo gera muito apoio apaixonado entre a elite planetária. E, no entanto, a paixão deve ser traduzida em poder político. E, claro, os globalistas têm muito disso também. Nesta segunda edição, veremos como os globalistas ainda procuram abrir caminho, mesmo depois de perderem as eleições de 2016. Para eles, o alvo nº 1, claro, é Donald Trump.

  1. A Militarização dos Rumores

Todos os leitores da Breitbart estão familiarizados com os contornos gerais da história do hacker Russo: Começando em Junho de 2016, alguém ou algo conhecido como “Guccifer 2.0” estava sendo acusado de hackear os computadores dos principais Democratas e trabalhando através do Wikileaks de Julian Assange, distribuindo informação suculenta.

Os hacks foram claramente prejudiciais para aos Democratas. E pelo fato dos vazamentos terem sido comprovados, teve repercussões significativas. As revelações forçaram, por exemplo, o presidente do Comitê Nacional Democrático, a Republicana Debbie Wasserman-Schultz, a renunciar em Julho passado.

Logo, os Democratas desenvolveram sua contra estratégia, que pode ser resumida como, A CULPA É do Donald Trump. Ou seja, quem quer que seja e o que Guccifer fosse, ele ou ela haquearam para ajudar o Trump. Então, novamente, Culpa do Trump!

Durante a queda, os Democratas tinham outro ponto a fazer: os Russos estavam por trás disso. Será mesmo, de fato, que as agências de espionagem Russas FSB, ou GRU, estavam por trás dos hacks? Virgil desconhece, mas sabe disso: os Democratas acusaram os Russos, pelo menos a princípio, sem provas sólidas.

Enquanto isso, na mesma época, os Democratas decidiram que eles mesmos deveriam fazer o mesmo jogo de insinuações e boatos dos Russos.

Assim, em Julho, começaram a circular boatos de que uma investigação tinha descoberto revelações bomba sobre Trump e os Russos. No entanto, a evidência era frágil, na melhor das hipóteses: consistia em várias declarações, atribuídas a fontes não identificadas, acusando Trump de várias coisas.

Em outras palavras, nada foi comprovado, e por isso mesmo a grande mídia (MSM), faminta por notícias anti-Trump, optou por não tocar nas alegações. A única exceção foi um vago item em 31 de Outubro da esquerdista Mother Jones, que reportou — talvez devemos dizer que, “reportou” — que um “ex-oficial de inteligência Ocidental”, contratado primeiro pelos anti-Trump Republicanos e, em seguida, pelos Democratas, tinha montado um dossiê sugerindo que Trump estava “comprometido” com a inteligência Russa.

O relatório Mother Jones foi cuidadosamente escrito, consciente de que não havia provas e, de fato, nenhuma evidência, além da palavra de uma escritora, que estava na folha de pagamento das forças anti-Trump. Em outras palavras, não era nada —apenas um depósito de pesquisas da oposição cheio de incógnitas desconhecidas. Na verdade, as palavras poderiam ter sido usadas num longo romance ou um roteiro avant-garde.

No entanto, a história de Mother Jones teve uma pérola específica: Aprendemos que numa carta ao diretor do FBI James Comey, datada de 30 de outubro, o líder da minoria do Senado Harry Reid tentou, mais uma vez, mexer o pote anti-Trump. Como Reid declarou:

Nas minhas comunicações com você e outros altos funcionários da comunidade de segurança nacional, ficou claro que você possui informações explosivas sobre laços estreitos e coordenação entre Donald Trump, seus principais assessores e o governo Russo — um interesse estrangeiro abertamente hostil aos Estados Unidos Estados.

No entanto, apesar dos melhores esforços de Reid, essas alegações ainda não possuem tração suficiente: os meios de comunicação, não importa o quão pro-Hillary, não iriam anexar a sua credibilidade a um relatório que não tinha de fato uma base demonstrável.

Além disso, é possível também que os Democratas não tivessem empurrado a história anti-Trump com todo empenho — foram complacentes. Ou seja, pensavam que Hillary Clinton estava no caminho pra vitória, e portanto, por que balançar o barco levantando alegações que poderiam ricochetear numa direção imprevista? Contra, talvez, Bill Clinton? Como o próprio Obama disse, ele e todos os seus conselheiros estavam convencidos de que Hillary iria ganhar. E assim, após a eleição, Obama e companhia assumiram que Clinton-45 poderia limpar qualquer bagunça que tivesse sido feita.

Naturalmente, toda essa presunção evaporou após a eleição de Trump em 8 de Novembro.

2 –  O Estado Profundo Se Movimenta

Desde o triunfo de Trump, os tambores anti-Trump tem crescido cada vez mais. E não são apenas os Democratas. Desde então, aprendemos, por exemplo, que em Dezembro, o Senador Republicano John McCain entregou pessoalmente, alegações anti-Trump ao FBI. E, claro, poderiam ter havido outros atores políticos — muitos outros — envolvidos nesse esforço anti-Trump.

Na verdade, é preciso dizer que a grande maioria da administração do governo em Washington D.C. é anti-Trump. Aqui na Breitbart em 12 de Dezembro, dei uma olhada nessa administração; Tem sido chamada de “Estado Profundo”. Ou seja, o Estado Profundo é um combinado político permanente que governa Washington — ou pelo menos tenta fazê-lo. Como defini há um mês atrás:

O termo “Estado Profundo” refere-se ao complexo de burocratas, tecnocratas e plutocratas que gostam das coisas do jeito que estão e querem mantê-las assim — as eleições que se danem.

É óbvio que a última coisa que o Estado Profundo quer ver é que o pântano administrativo seja drenado. Porque é a casa deles!

Virgil escreveu novamente sobre o Estado Profundo vs Trump em 19 de Dezembro, observando que o Estado Profundo logo teria um líder natural, Barack Obama:

O 44º presidente não vai ficar longe. Assim que Janeiro chegar, ele irá se movimentar só um quilometro e meio no arredores da cidadã, nas áreas de interesse, na vizinhança ostentosa de Kalorama, onde, e isso é uma aposta segura, vai garantir um palanque como se ainda fosse presidente. Assim, o Estado Profundo ainda terá um palanque enquanto planeja o próximo movimento contra o Tenebroso Trump. Ou devemos dizer, ele terá mais um palanque, porque, de fato, ele já possui muitos.

Virgil pôde anotar que essa história foi escrita há três semanas antes que o Politico revelasse os planos futuros do futuro ex-presidente. Aqui está a manchete de 9 de Janeiro: “Obama reequipa sua operação política para outra rodada: Ele vai usar a sua fundação e um grupo atualizado Organizing for Action para tentar salvar seu legado e reconstruir o Partido Democrata.” Em outras palavras, Obama será um força a ser considerada.

E então, naquela peça de Dezembro, Virgílio fechou com estas palavras, que provaram ser proféticas:

A amarga eleição acabou, querido leitor, mas a verdadeira tempestade ainda está por vir.

Desde então, a tempestade veio de muitas frentes. Além da mídia anti-Trump usual, o Estado Profundo persegue outros ângulos; Por exemplo, o pessoal de carreira do Departamento de Justiça dos EUA está se concentrando no diretor do FBI, James Comey, por sua manipulação pré-eleitoral com relação aos e-mails de Hillary Clinton; É uma aposta segura de que esses carreiristas, desfrutando de autonomia estatutária dentro do DOJ (Departamento de Justiça), encontrarão Comey violando alguma coisa.

Enquanto isso, advogados anti-Trump e outros ativistas de todo o país estão planejando ir ao Capitólio na Inauguração. Enquanto isso, soubemos que uma turma do Estado Profundo, ancorados em Israel, advertiram os seus homólogos Israelenses para não confiarem em Trump.

No entanto, o Estado Profundo é mais ativo dentro do cinturão administrativo (Washington D.C.): Por exemplo, um energético membro do Estado Profundo anti-Trump é Walter Shaub, diretor do Escritório de Ética Governamental. Sim, ele é um empregado federal, mas Shaub transformou seu escritório supostamente não-partidário numa máquina partidária, promovendo sua campanha anti-Trump inclusive no Twitter.

Curiosamente, o grupo de pesquisa America’s Rising observou que Shaub, um democrata que doou à campanha de reeleição de Obama em 2012, nunca pareceu incomodado pelas múltiplas transgressões éticas de Hillary Clinton. Como diz o grupo:

A mídia, deveria ter pausado a história de Shaub como democrata e o duplo padrão que ele empregou como chefe da OGE (Escritório de Ética Governamental), antes de tomar as palavras de Shaub seriamente.

E mais, claro, ainda Shaub está no noticiário o tempo todo, sempre batendo no Trump. Aqui, por exemplo, uma manchete de 11 de Janeiro no The Hill, descrevendo o último ataque de Shaub: “Chefe da Ética Federal explode” plano de negócios do Trump não sem sentido.” E mais isto, do Político: “Czar de ética federal fuzila o plano de conflitos do Trump.”

No entanto, os maiores conflitos, é claro, foram sobre a questão da influência Russa nos EUA. Mesmo se os repórteres ficassem longe dos boatos indecentes que não podiam provar, perseguiram outros ângulos, notavelmente, que os Russos tinham uma estratégia para ajudar Trump a derrotar Hillary.

Nesse esforço, é claro, os jornalistas forma de grande ajuda ao Estado Profundo.

Por exemplo, em meados de Dezembro, o Politico Europa acrescentou um detalhe — faça com que o alegado, ao invés de comprovado — detalhe que o líder Russo Vladimir Putin “pessoalmente dirigiu” o haqueamento, como parte de sua suposta “vendetta” contra Hillary Clinton. Isso é verdade? Quem sabe. Mas o Político conseguiu a história, e escreveu, com informações vindas de “vários altos funcionários de inteligência”.

3 – A Batalha do Mundo Político e Social de Washington, D.C. (Beltway)

Então, na semana passada, a história ficou ainda mais quente. E o ponto de ebulição foi um dossiê duvidoso — aquele, como observamos, que vinha flutuando há meses.

Recentemente, os “Quatro Grandes” chefes de inteligência — que seria o diretor de Inteligência Nacional James Clapper, o diretor do FBI, Comey, o diretor da CIA, John Brennan, e o diretor da Agência de Segurança Nacional, o almirante Mike Rogers — decidiram que o documento valia a pena ser levado a sério. Ou seja, o operativo “Ocidental” mencionado por Mother Jones — publicamente identificado recentemente como um Britânico, Christopher Steele, um ex-espião MI-6 Britânico — foi de repente promovido; Agora, ele e sua informação foram considerados como uma fonte crível. Tão crível, de fato, que o “Quatro Grandes” precisaram contar ao Trump tudo sobre isso.

Assim, na semana passada, o Presidente eleito foi informado sobre algumas das alegações de altos funcionários de inteligência dos EUA. E aqui está o mais estranho: Apesar do quarteto membro do Estado Profundo serem craques em guardar segredos, a notícia desse briefing imediatamente vazou.

Como informou o The Washington Post em 10 de Janeiro, um alto funcionário disse que Trump foi informado sobre as alegações “porque já estavam circulando amplamente e eram “principalmente uma cortesia” para que soubesse que eles estavam lá fora.

Sobre isso, Virgil pode dizer, isso é que é “cortesia”! Na verdade, parece ter sido mais como algo combinado. Vamos pensar nisso: rumores desconfiados sobre Trump flutuavam há meses, ressoando abaixo do nível das notícias, e ainda o Quarteto de Inteligência diz que, como “cortesia”, vão dizer ao Trump sobre os rumores e, em seguida, o traem divulgando à imprensa. Isso não é cortesia, isso é — chutzpah — audácia descarada.

E assim, naturalmente, os componentes do briefing, as partes picantes, tornaram-se uma enorme notícia. Afinal de contas, o Quarteto de Inteligência, ao contar ao Trump sobre as acusações, tinha-lhes dado uma espécie de pseudo-veracidada e certamente a tornaram notícia. Então agora, para a grande mídida, foi aberta a temporada de caça ao Trump.

Político (o Magazine), como sempre um especialista em agitar o governo, proclamou numa manchete de 10 de Janeiro, “Trump confronta tempestade de alegações sobre a Rússia.” A história citou Adam Jentleson, um ex-assessor top de Harry Reid, que teria tuitado, em todas as letras maiúsculas, “ISSO É O QUE HARRY REID ESTAVA SE REFERINDO”. Isto é, referindo-se à carta de Reid, em 30 de Outubro, ao diretor do FBI, Comey. (Podemos fazer uma pausa para observar que Jentleson está agora dirigindo uma “sala de guerra” no Centro para o Progresso Americano, ou seja, seu trabalho agora em tempo integral é enviar explosões políticas em letras maiúsculas).

CNN bateu forte nessa história sobre o Trump. O canal declarou que “os principais representantes de inteligência da nação” haviam informado ao Trump (e em outras oportunidades a, Obama e Joe Biden) sobre informações que “comprometem o presidente eleito Trump”.

Enquanto isso, o time do Trump negou tudo. A ABC News, no programa “Bom Dia América”, Kellyanne Conway disse o seguinte:

Só para difamar o presidente eleito dos Estados Unidos, agora temos funcionários de inteligência divulgando informações que prestaram juramento de não divulgar. Eu nem sequer acho que isso seja uma notícia falsa, acho que isso é apenas falso.

Por sua parte, Trump agiu inteligentemente com o que o Estado Profundo estava fazendo com ele. Desprezou seus inimigos como “pessoas doentes”, tuitou:

As agências de inteligência nunca deveriam ter permitido que essa falsa notícia “vazasse” para o público. Um último tiro em mim. Estamos vivendo na Alemanha nazista?

Como esperávamos, essa foi uma declaração dura de Trump. E, no entanto, pondo a sua óbvia raiva de lado, o presidente eleito também estava perspicazmente consolidando a sua base, que há muito tempo já acreditava no pior sobre a grande mídia e o Estado Profundo.

De fato, nessa conferência de imprensa em 11 de Janeiro, Trump aproveitou a oportunidade e foi para a ofensiva. Ele não só descartou as acusações, mas também rotulou a CNN como “notícia falsa”, sem dúvida provocando elogios de toda a Nação Trump.

E mais, o presidente eleito recordou como ele havia caído na armadilha pelo Quarteto de Inteligência: “Toda vez que me encontro [com as autoridades], as pessoas estão lendo sobre isso”. Acrescentou que “o que aconteceu é muito injusto, muito injusto com o povo Americano.”

Assim Trump reuniu a sua base; no dia 12 de Janeiro, o Politico Playbook, num e-mail com comentários e uma lista de dicas aos insiders de Washington D.C. e aos insiders aspirantes, tiveram que admitir a contragosto, “Para a maioria das pessoas que assistiu Trump ontem, ele “fez uma boa performance”.

No entanto, é claro, os críticos mais duros de Trump continuam ásperos. Então é justo dizer que as forças de ambos os lados da linha de batalha — pro-Trump e anti-Trump — agora redobraram sua determinação.

Aqui podemos fazer uma pausa para observar que os funcionários de inteligência aparentemente entregaram apenas um resumo seco de duas páginas das alegações; Podemos chamar isso de “Pequena Difamação”. No entanto, havia também um amontoado de 35 páginas de alegações, incluindo alegações sexuais; Podemos chamar isso de “Grande Difamação”.

O principal jogador na Grande Difamação foi o BuzzFeed, uma publicação on-line fundada por um Jonah Peretti, que aprendeu o seu ofício no The Huffington Post. Sim, o website imprimiu o dossiê completo de 35 páginas, completo com a sua salacidade sexual. (Mais uma vez, devemos imediatamente estipular que existe zero ou nenhuma prova de que qualquer das acusações sejam verdadeiras.)

Surpreendentemente, ao mesmo tempo em que publicou esse lodo, o editor do BuzzFeed, Ben Smith, tuitou: “Há sérias razões para duvidar das alegações”.

Virgil não é um advogado, mas parece-lhe certo que a admissão de Smith atende ao padrão legal de difamação, incluindo o “descuido imprudente pela verdade”. Como diz um recurso legal:

Se a pessoa difamada é uma figura pública, a pessoa que faz a declaração difamatória só pode ser responsabilizada por difamação, se soubesse que a declaração era falsa ou se ele/ela agiu com desprezo imprudente quanto à verdade ou falsidade da declaração. [Ênfase adicionada]

Olá, processo judicial?

Enquanto isso, a crítica de outros na mídia veio em cascata sobre o Buzzfeed. Falando pela grande mídia, NBC News ‘Chuck Todd mandou bem na cara do BuzzFeed Ben Smith:

Você acabou de publicar notícias falsas. Você tomou uma decisão sabendo que iria publicar uma inverdade.

Smith respondeu dizendo: “Eu acho que essa é uma história real sobre um documento real”. A isso podemos dizer sim, é um documento real, no sentido de que há palavras numa página. Mas isso não significa que seja um documento verdadeiro. Como em, cada palavra em cada única página poderia ser uma mentira — e BuzzFeed não ofereceu ajuda ao leitor para verificar qualquer coisa.

Enquanto isso, outros jornalistas da grande mídia botaram pressão. The Wall Street Journal relatou, de forma suave, “O Jornal não foi capaz de verificar as alegações.” Ao mesmo tempo, outros jornalistas do Washington Post, Margaret Sullivan e Erik Wemple, denunciaram a decisão do Buzzfeed. E no dia 12 de Janeiro, o veterano de Washington D.C., Mike Allen — ex-membro do Politico, agora numa nova empresa, Axios — descartou as alegações:

Pense na loucura que tomou conta da metade do dia quando o BuzzFeed publicou, na íntegra, um memorando sem fundamento, de uma só fonte, financiado por partidários, que reivindicava atos — muito repugnantes para serem impressos — sobre um homem que está a uma semana do Escritório Oval (Casa Branca).

Isto é o que Allen quis dizer, isso vai dar em nada.

Enquanto isso, a direita conservadora ortodoxa, David French, da National Review, ele mesmo fortemente anti-Trump, escreveu sobre a história de BuzzFeed:

Isso é ridículo. Como os “Americanos tomam decisões” quando não têm capacidade de verificar as alegações? O público não sabe nada sobre as fontes, nada sobre as reivindicações subjacentes, e não tem meios de descobrir a verdade… Isso não é transparência; É malícia.

E o cão de guarda da mídia conservadora, Brent Bozell aplicou este soco:

A história do BuzzFeed é claramente uma notícia falsa. Qualquer mídia que não produza uma notícia que declare que a história da BuzzFeed é falsa, estará colaborando e dando conforto as notícias falsas e promovendo sua proliferação. Esse fiasco é exatamente porque os índices da mídia estão no toilet.

E aqui está Glenn Greenwald, escrevendo para The Intercept, duro como sempre. Sob a manchete “O Estado Profundo Vai à Guerra com o Presidente Eleito, Utilizando Alegações Não Verificadas, enquanto Democratas Aplaudem” Greenwald declarou que qualquer publicação do material seria “um assalto ao jornalismo, à democracia e à racionalidade humana básica”.

Apesar da crítica de Greenwald, a grande mídia agora tem um bolo e o estão comendo também. Ou seja, podem reivindicar “mãos limpas” ao não terem publicado as alegações no início, e agora que estão fora, podem alegremente reimprimir as alegações; Depois de tudo, alguém as imprimiu primeiro, tornando-as dessa forma “notícia”. Desse modo, referências casuais ao dossiê estão agora encontrando seu caminho nas histórias da grande mídia sobre o governo Trump, não apenas histórias sobre as alegações da Rússia. Essa é a reação em cadeia da grande mídia: um círculo feliz de anti-Trumpismo. Os Americanos podem não gostar, mas a turma da grande mídia certamente adora.

Enquanto isso, outro observador agudo, Matt Drudge, perguntou se os Russos estavam mesmo envolvidos. Ou seja, talvez fosse o próprio Estado Profundo produzindo as acusações, ao mesmo tempo em que lançava a culpa em Moscou:

Estão as agências corruptas dos EUA chantageando Trump com sua própria sujeira habilmente etiquetadas contra os funcionários “Russos”?

Curiosamente, em meio a repercussão contra o agora notório breifing, James Clapper, optou por se distanciar dos outros. No final da noite de 11 de Janeiro, emitiu uma declaração afirmando que as agências de inteligência “não fizeram qualquer julgamento de que a informação deste documento é confiável”. Virgil diz: “Boa tentativa, Sr. Clapper, mas o tempo para expressar suas preocupações foi antes do briefing, ou durante o briefing, não depois do briefing — depois que o bip ativou o ventilador. ”

Naturalmente, a retrospectiva de Clapper lamenta, contudo, o Estado Profundo está a toda velocidade à frente, ainda procurando torpedear Trump.

Por exemplo, o ex-gerente de campanha de Clinton, Robby Mook, compara o assunto com Watergate. A implicação é suficientemente clara: assim como o Estado Profundo conseguiu afastar Richard Nixon do poder em 1974, hoje, o Estado Profundo deve buscar o mesmo destino para Trump.

Claro, Trump não está planejando ir a lugar algum; Na verdade, tem sido dito que os funcionários já estão trabalhando em sua campanha de reeleição para 2020.

Assim, A Batalha do Mundo Político e Social de Washington, D.C. (Beltway) continuará.

Próximo: O Estado Profundo abre outra frente contra o Trump.


Tradução: Tião Cazeiro — Muhammad e os Sufis

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