VIRGIL: MAKE AMERICA GREAT AGAIN — OU NÃO: O ESTABLISHEMENT MIRA NO TOP ESTRATEGISTA DE TRUMP

Fonte/Source: Virgil: Making America Great Again—Or Not: The Establishment Targets Trump’s Top Strategist

Photo Cover Credit: AP, BNN Edit

VIRGIL: MAKE AMERICA GREAT AGAIN — OU NÃO: O ESTABLISHEMENT MIRA NO TOP ESTRATEGISTA DE TRUMP

Por VIRGIL

15 de Janeiro de 2017

Última parte da série de três…

Na Parte Um, vimos como o evangelho do globalismo inspira seus crentes a desprezar, e até mesmo menosprezar, os nacionalistas da classe média — isto é, as pessoas que votaram em Donald Trump. E na Parte Dois vimos como o Estado Profundo, uma das muitas armas do arsenal globalista, está agora mirando no Trump e na sua agenda para a América. Aqui na Parte Três, vamos nos concentrar em como um bem posicionado adversário do Trump está tentando atirar num membro-chave da nova equipe presidencial.

  1. Notícias falsificadas: “Bannon vs Trump”

Os ataques contra Stephen K. Bannon, ex-presidente executivo da Breitbart, que se tornou o principal estrategista de Trump para a Casa Branca, não representa nada de novo. Durante a eleição, o magazine Mother Jones o chamou de “pior… que um racista“, Joy Behar rotulou-o de “um fascista“, e o ex-governador de Vermont Howard Dean insistiu, contra todas as evidências, que ele é “um Nazista.” Vai vendo…

Ok, esses ataques diretos não foram muito longe; também foram postos à prova durante a campanha de 2016, e Bannon se manteve integro no mundo Trump, nunca vacilou.

E, no entanto, é claro, os ataques continuam chegando. E assim, para ficar de olho neles, talvez devêssemos atribuí-los em categorias. Por exemplo, em um artigo recente, que não faz parte desta série, Virgil citou as maneiras pelas quais o “argumento da autoridade” — argumentum ad verecundiam — pode ser usado e, com mais frequência nesses dias, usado de forma inadequada.

Então, agora podemos acrescentar uma segunda categoria na falsidade da mídia. Podemos chamar isso de “afirmação de um falso conflito,” declaratio contra falsum. Esta é uma versão da familiar tentativa de mexer o pote, levantando sentimentos duros entre as pessoas: Ei, você ouviu o que ele disse sobre você?

Isto é o que Virgil acha que estava acontecendo quando David Brooks, do The New York Times, intitulou sua coluna em 10 de Janeiro dessa forma: “Bannon vs Trump“. Ou seja, ele simplesmente está tentando causar problemas; Contudo, se o jornal principal da nação acha que isso é certo, alguns leitores ingênuos podem acreditar nele.

Brooks chegou ao ponto que queria: dentro da administração Trump, afirmou, uma luta futura estava se formando. De um lado, “Republicanos assíduos”, e do outro, “populistas etnonacionalistas”.

O homem do Times deixou perfeitamente claro quem ele estava perseguindo nesse alegado feudo: Os Republicanos assíduos, ele saudou, basearam seus pensamentos “na ordem internacional pós-Segunda Guerra Mundial — as alianças, normas e organizações Norte-Americanas que ligam as democracias e preservam a paz global.”

Enquanto isso, por outro lado, na narrativa de Brooks, haviam aqueles etnonacionalistas populistas podres, “as forças do caos perpétuo desencadeadas pela atenção gerada por Donald Trump”. Sim, porque Trump não está prestando atenção à sua própria administração, continuou Brooks, os temidos etnonacionalistas populistas ameaçam minar o status quo internacional com sua crítica radical. De acordo com Brooks, sua crítica “é simultaneamente moral, religiosa, econômica, política e racial” — e sempre, ruim. E a essência disso, Brooks acrescentou, deve ser encontrada “nas observações que Steve Bannon fez numa conferência no Vaticano em 2014.”

E aqui está a descrição de Brooks sobre a essência do discurso de Bannon:

O capitalismo humano foi substituído pelo capitalismo selvagem que nos trouxe à crise financeira. A democracia nacional foi substituída por uma rede capitalista de elites globais. A virtude tradicional foi substituída pelo aborto e pelo casamento gay. Estados-nação soberanos estão sendo substituídos por organizações multilaterais infelizes como a União Europeia. Decadente e enervado, o Ocidente é vulnerável diante de um confiante e convicto Islamofascismo, que é a ameaça cósmica do nosso tempo.

Assim é que Brooks caracteriza as crenças de Bannon. E Brooks está apenas se aquecendo. Ele então passa a comparar Trump a Vladimir Putin, e Bannon a uma figura política Russa conservadora da órbita de Putin, Alexander Dugin.

No entanto, depois de fazer essas comparações obscuras, Brooks oferece aos seus leitores um raio de luz: os obscuros etnonacionalistas, ele prevê, falharão. Por quê? Porque, Brooks dá gargalhadas, Trump é tão preguiçoso, egocêntrico, peso leve, que vai se desinteressar pelos tópicos do Bannon (Bannonite) e assim vai derrapar para o lado dos globalistas.

Uma pergunta vem imediatamente à mente: Será que Brooks alguma vez tentou conseguir algum furo jornalístico no que diz respeito ao pensamento do Trump? Alguma entrevista reveladora? A resposta, Brooks indica, é “não”. Ele é puro palpite:

Estou apostando pessoalmente que o aparato da política externa, incluindo os secretários de Estado e de Defesa, irão esmagar os populistas em torno de Trump.

Em outras palavras, Brooks, depois de ter inventado um falso conflito entre Trump e Bannon, admite ainda que tudo isso é o seu próprio desejo.

Ok, e assim, vamos a outra pergunta: Por que Brooks continua usando o termo “etnonacionalista” — quatro vezes, na verdade — como um decritor para Bannon, embora tenha especificamente, e repetidamente, rejeitado o termo? Na verdade, Bannon tem sido tão enfático sobre esse ponto que até mesmo outras pessoas da grande mídia tiveram que reconhecê-lo; Daí a manchete da CNN de 21 de Novembro de 2016, “Bannon rejeita o nacionalismo branco:” Sou um nacionalista econômico”. Essa história, e muitas outras, estão facilmente disponíveis para Brooks, mas ele não parece se importar; Ele é feliz machucando os outros com seus estilingues. E quando essa história for desmascarada, em breve, sem dúvida, continuará vendendo ainda mais notícias falsas sobre Trump, Bannon ou qualquer um do governo Trump.

  1. Então, quem é David Brooks, realmente?

David Brooks tem desfrutado de uma boa carreira na grande mídia. Nascido em 1961, é nominalmente um conservador, Canadense e trabalhou em várias mídias como a National Review, The Wall Street Journal, The Weekly Standard e, desde 2003, como um colunista de opinião para o The New York Times.

E ao longo do caminho, expressou algumas ideias interessantes; Por exemplo, em 2006, opinou que os Senadores John McCain e Joe Lieberman deveriam formar seu próprio terceiro partido, baseado principalmente naquilo que compartilhavam, o neoconservadorismo e o globalismo. Desnecessário dizer que nada aconteceu com a sugestão de Brooks.

Ao longo de sua carreira, Brooks tem sido notável por três coisas: em primeiro lugar, um livro publicado em 2000 que celebrava o estilo de vida luxuoso da classe alta; Em segundo lugar, uma defesa fervorosa da Guerra do Iraque de 2003; e em terceiro, seu romance de amor jornalístico com Barack Obama.

Em outras palavras, é o perfeito “conservador” domesticado por Washington, DC, aquele tipo de colega que conseguiu um bico a longo prazo na PBS NewsHour.

Ok, então vamos considerar o histórico da Brooks com relação ao Donald Trump. Podemos resumi-lo com dois pontos: Primeiro, ele odeia o Trump; E segundo, não sabe fazer uma boa previsão.

Em Março do ano passado, uma manchete de sua coluna dizia “Não, o Trump Não, Nunca.” Naquela peça ele praguejou, “Donald Trump é epicamente despreparado para ser presidente. Ele não tem políticas realistas, não tem conselheiros, não tem capacidade para aprender.”

Então Brooks realmente deu a largada:

Trump é talvez a pessoa mais desonesta para concorrer a altos cargos em nossas vidas. Todos os políticos distorcem a verdade, mas Trump tem um constante desapego a precisão.

E desde que Trump se tornou algo tão terrível na mente de Brooks, ficou difícil para ele imaginar que alguém pudesse gostar dele. Assim, em Junho de 2016, previu que na eleição de Novembro ainda por vir, Hillary Clinton venceria Trump. Como ele disse: “As pessoas ficarão cansadas de Donald Trump e irão procurá-la”.

Resumindo, numa coluna publicada em 4 de Novembro, quatro dias antes da eleição geral de 2016, Brooks dobrou a aposta do seu endosso a Clinton, descrevendo-a como “o agente de uma mudança maior.” Em seguida, passou a descrever Trump como “solipsístico, impaciente, combativo, insensível e ignorante”, insistindo ao mesmo tempo em que Clinton era “a mais adequada para fazer as coisas”. Comicamente, entre as coisas que Clinton prometia fazer, Brooks disse aos seus leitores, era desenvolver um plano para “proteger a fronteira.”

Expressando perfeitamente a visão do mundo do Times, Brooks acrescentou: “Qualquer pessoa sensata pode distinguir entre um funcionário efetivo de operações [Clinton] e uma catástrofe que gira em torno de si mesmo [Trump]”.

Ok, então Brooks, junto com 99,9 por cento do resto do Times, gostavam de Clinton e não gostavam de Trump. Nós percebemos isso.

Contudo, outros detalhes dessa coluna são reveladores — reveladores, isto é, sobre Brooks. Veja como a coisa começa:

Algumas semanas atrás, conheci um cara em Idaho que estava absolutamente certo que Donald Trump ganharia essa eleição. Ele estava usando um macacão esfarrapado, sujo, faltando um bando de dentes e era naturalmente magro. Ele provavelmente tinha cerca de 50 anos, mas seu rosto desagradável parecia 70. Ele estava passando sem rumo como um trabalhador manual.

Podemos nos deter sobre algumas dessas palavras esnobes: “macacão esfarrapado, sujo. . . Faltando um monte de dentes”. Virgil precisa fazer uma pausa para perguntar: Desde o filme de 1972 Deliverance, existiu alguém com um estereótipo tão profundamente perfeito como esse esnobe Canadense olhando para baixo de seu nariz em direção à plebe do resto do país?

Nesse artigo, Brooks, ele próprio extremamente feliz e confiante de que Hillary iria prevalecer, teve que fazer um relato sobre como tentou pacientemente explicar ao homem que ele estava errado em seu pensamento. Ainda assim, Brooks escreveu com um suspiro: “Foi como dizer a ele que uma gaivota poderia jogar bilhar”.

Poderíamos pensar que os resultados das eleições, quatro dias mais tarde, humilhariam Brooks um pouco, mas isso não aconteceu.

Desde a eleição, tem sido tão fortemente anti-Trump como sempre. E, surpreendentemente, ainda está no jogo, fazendo previsões para os leitores do Times: “O cara provavelmente  será demitido ou sofrerá um impeachment dentro de um ano“.

No entanto, como vimos, dado o pobre registro de Brooks como profeta, ninguém do time do Trump precisa se preocupar.

Enquanto isso, Trump tem um país para comandar.

  1. Visão de Trump, Visão de Bannon

A visão de Trump para a América é ambiciosa e complexa, e mesmo assim, ela pode ser resumida nas quatro palavras que ficaram famosas durante a campanha: “Make America Great Again”.

Nota do tradutor: Para os não versados na Língua Inglesa, “Make America Great Again” é comumente traduzido como “Faça a América Grande Novamente”. Pessoalmente não gosto dessa tradução e acho difícil chegarmos a algo tão funcional quanto a versão original em Inglês. Por isso, resolvi manter a versão original neste artigo.

Podemos notar rapidamente que a ideia de grandeza Americana está no cerne da nossa história nacional. Por exemplo, o Grande Selo dos Estados Unidos, criado em 1782, inclui as palavras latinas novus ordo seclorum, “Nova Ordem dos Séculos”. Ou seja, os Fundadores acreditavam que a América deveria e estabeleceria o padrão, para o futuro. Sim, isso é pensar grande; Esse é o Caminho Americano. E, portanto, não é surpreendente que o mesmo lema latino tenha se mantido na parte de trás do dólar dos EUA desde 1935.

E Trump tem outras frases-chave que Virgil espera caracterizar a presidência de Trump. Como ele disse em Agosto, na convenção Republicana de Cleveland, “o Americanismo, não o Globalismo, será o nosso credo.” E desde a eleição, ele acrescentou que o governo Trump se compromete a seguir “duas regras simples: “Compre América e Contrate América“. Não é à toa que os globalistas odeiam Trump!

Quanto a Steve Bannon, ele tem pontos de vista que só podem ser descritos como na mesma linha do Trump, e tem sido assim há muito tempo. É claro que os globalistas o odeiam também.

Uma vez que Bannon só raramente dá entrevistas, alguns podem estar curiosos para saber mais sobre o seu pensamento — isto é, olhando para além dos patos desagradáveis ​​lançados sobre ele por pessoas como Mother Jones, Behar e Dean.

Na verdade, Bannon vem articulando sua visão há muito tempo; Desde 2004, produziu nada menos que 16 documentários.

No entanto, uma visão mais direta e pessoal sobre o pensamento de Bannon pode ser encontrada em seu discurso de 2014 no Vaticano; Esse é o tal que Brooks dilacerou na sua coluna de 10 de Janeiro. Assim, sem a “ajuda” de Brooks, vamos dar uma olhada:

Bannon começa por dizer que acredita firmemente que há uma “crise” em nosso tempo — isto é, “uma crise de nossa fé, uma crise do Ocidente, uma crise do capitalismo”. E assim começa com a questão espiritual; Sim, muitos hoje estão bem, mas a pergunta que devem estar se fazendo é mais profunda do que dinheiro:

Qual é o propósito de tudo o que estou fazendo com essa riqueza? Qual é o propósito do que estou fazendo com a capacidade que Deus nos deu, que a providência divina nos deu para realmente ser um criador de empregos e um criador de prosperidade?

E continua nessa linha:

Realmente cabe a todos nós realmente (sic) ter um olhar duro e se conscientizar que estamos reinvestindo no retorno de coisas positivas.

Sim, devemos investir em coisas positivas, coisas como a fé e a crença, que o dinheiro não pode comprar. Consequentemente, na “crise da fé”.

Então agora chegamos à “crise do Ocidente” de Bannon. Aqui, basta olhar para a Alemanha de Angela Merkel; É o país mais rico da Europa e, no entanto, está agora em perigo mortal de dissolução demográfica — e ameaça levar todo o continente com ele.

De fato, as palavras de Bannon de 2014, antes da Merkel fazer a escolha tola de abrir suas fronteiras enquanto subsidia a dependência permanente, agora parecem prescientes. Ele advertiu também sobre a ameaça jihadista do Islã “virá para a Europa. . . E virão para o Reino Unido. “Além disso, em sua palestra, tomou nota naquele dia de um tuíte do ISIS, prometendo transformar os Estados Unidos num “rio de sangue”. Sim, há uma crise no Ocidente, de fato.

Agora vamos voltar para a “crise do capitalismo”. Em dezembro, um talentoso jornalista chamado David Hawkins considerou alguns dos pontos de Bannon sob uma perspectiva filosófica.

Hawkins resumiu o discurso de Bannon no Vaticano, no qual Bannon argumentou que, nas últimas décadas, o capitalismo parece ter surgido principalmente em duas formas, ambas no mínimo perniciosas: Primeiro, os escandalosos resgates orientados pelo “capitalismo do amigo íntimo” que vimos em 2008; E segundo, “influenciado por Ayn Rand… o capitalismo libertário, que ele entende como comoditização de pessoas como meros produtores e produtos. “Este último tipo, continuou Hawkins, enfraquece “a nossa força moral coletiva.”

A resposta, concluiu Hawkins, é o “capitalismo esclarecido” — isto é, o capitalismo no qual os capitalistas pensam sobre o destino de seu país, não apenas em sua conta bancária. Como Hawkins disse:

Foi esse capitalismo esclarecido que deu ao Ocidente — por meio de uma ampla propriedade de ativos — sua classe média forte e uma classe trabalhadora aspirante e rica, e que forneceu as bases morais e econômicas para o Ocidente derrotar o Nazismo em 1945 e apoiar Ronald Reagan ficando do seu lado para derrotar a União Soviética durante a Guerra Fria. E agora isso foi corrompido e, por sua vez, enfraqueceu o próprio Ocidente e Bannon acredita que agora o Ocidente se depara com a possibilidade de perder tudo o que ganhou em mais de 2000 anos. [Ênfase adicionada]

Hawkins terminou seu ensaio com estas palavras esperançosas:

Com Bannon, Trump e o “Trumpismo”, os EUA e o Ocidente têm uma oportunidade de renovação econômica, moral e política — uma era esclarecida. (enlightenment)

Ok, então Hawkins habilmente descreve o problema e descreve o resultado final desejado. E ainda assim poderíamos perguntar: como, exatamente, a América irá chega lá? Como passar da crise de 2017 para um lugar melhor — o mais rapidamente possível?

Para a resposta, poderíamos retornar à palestra de Bannon em 2014, na qual ele apelou para a construção agressiva de um “movimento populista de centro-direita”, cujo coração deveria ser:

. . . A classe média, os trabalhadores e as mulheres do mundo que estão cansados ​​de ser ditados pelo que chamamos de partido de Davos.

Curiosamente, isso parece ter acontecido nos últimos três anos!

Podemos também fazer uma pausa para notar que “Davos”, é claro, é uma abreviatura do Fórum Econômico Mundial, um conclave de bilionários globalistas e seus cortesãos, reunidos todos os anos em Davos, na Suíça. E assim a referência de Bannon ao “partido de Davos” fala da realidade de que as altas finanças globais parecem ter conquistado a maior parte da política e a maioria dos partidos da maior parte do mundo — e como resultado, a classe média Americana, agora afundando no caldo globalista, fazendo as coisas piorarem.

Vale a pena notar que a próxima reunião de Davos está a poucos dias de distância, de 17 a 20 de janeiro. E como essa é a primeira sessão desde a eleição de Novembro, irão rolar alguns exames de consciência e muitas tentativas de desvio de culpa.

Aqui, por exemplo, daí uma manchete na Bloomberg Business Week: “Davos se pergunta se é parte do problema: Será que a devoção da elite global ao capitalismo sem fronteiras semeou as sementes de uma reação populista?” Muitos diriam que a resposta, é claro, é “sim.”

No entanto, Davos Homens e Davos Mulheres não vão desistir tão facilmente. Por exemplo, um dos “bate-papos” programados para Davos será entre Sheryl Sandberg do Facebook e Meg Whitman da HP, juntas, vão oferecer a sua audiência jet set, seus pensamentos concentrados em moldar “uma narrativa positiva para a comunidade global”. Ou seja, uma “comunidade global” que é seguramente rentável para o Facebook e HP, onde quer que no mundo eles possam optar por operar.

Será que esses esforços globalistas terão êxito? Será que os globalistas terão permissão para continuar inflacionando suas bolhas financeiras — e continuarão sendo resgatados quando estourarem? Os Davosianos certamente esperam por isso, mas é possível que, depois de Trump (e antes de Trump, Brexit), que este artifício tenha chegado ao fim.

Mas espere! Ainda há esperança para os globalistas. O novo presidente Americano talvez não pense muito em Davos, mas o presidente da República Popular da China, Xi Jinping, pensa de forma diferente. Na verdade, ele está programado para falar em Davos em poucos dias; Será a primeira aparição de um chefe de Estado Chinês.

Podemos assumir, é claro, que Xi, pegando a tocha de, digamos, Barack Obama, oferecerá defesa plena ao globalismo; Afinal, o globalismo tem sido muito, muito bom para o seu país.

4- O Momento do Trump

Enquanto isso, os olhos do mundo estão voltados para o 45º presidente. Como observado na Parte Um, o ativismo econômico energético de Trump já está se fazendo sentir: E a boa notícia continua a surgir: apenas em 12 de Janeiro, a Amazon anunciou que se comprometeria a criar 100 mil novos empregos nos EUA. Além disso, em 13 de Janeiro, a Lockheed, que havia sido castigada pela Trump por manipulação de preços, anunciou que promete não apenas custos menores para seu caça F-35, mas também mais 1800 empregos no Texas.

Como Virgil também observou anteriormente, é surpreendente que os presidentes do passado não tenham se envolvido nesse tipo de patriotismo econômico pró-empregos, pró-lucros e pró-Americano; Talvez não soubessem como, ou talvez não se importassem.

Em qualquer caso, Trump sabe como, e se importa com isso. E o povo Americano está percebendo. De acordo com uma pesquisa da Quinnipiac em 10 de Janeiro, 47% dos Americanos acreditam que as políticas econômicas de Trump ajudarão a economia, enquanto apenas 31% dizem que vão doer. Em outras palavras, Trump já construiu para si uma vantagem de 16 pontos sobre essa questão. E sua presidência ainda nem começou.

Para ter certeza, nos próximos anos, Trump, e sua equipe, serão testados repetidas vezes. E embora seja impossível prever o futuro, seria tolice apostar contra eles.

Em contrapartida, seria inteligente apostar contra David Brooks. O acossado, como ele é visto, pelo seu ódio a Trump e seu ajudante Bannon — e provavelmente muitos outros seguidores do Trump que ele ainda não teve tempo para atacar — Brooks está sempre errado.


Tradução: Tião Cazeiro — Muhammad e os Sufis

 

Anúncios