CONFISQUE O PETRÓLEO SAUDITA, RESOLVA OS PROBLEMAS MUNDIAIS

Fonte/Source: Seize Saudi Oil, Solve World Problems – Raymond Ibrahim


CONFISQUE O PETRÓLEO SAUDITA, RESOLVA OS PROBLEMAS MUNDIAIS

Por Raymond Ibrahim

23 de Janeiro de 2017

WND

Gostaria de saber como os Estados Unidos podem virtualmente eliminar o terrorismo Islâmico global e a fome no mundo num só golpe?

Confisque os poços de petróleo — da Arábia Saudita.

Se isso soa absurdo e antiético — “os EUA não irão partir para a ofensiva e certamente não “roubarão” os recursos naturais de outras pessoas, especialmente seus aliados!” — considere alguns fatos:

Primeiro, qualquer pessoa que veja o Estado Islâmico (ISIS) como um câncer na Terra que precisa ser extirpado — e a maioria dos Americanos, incluindo o presidente dos EUA, Donald Trump, assim o vê — precisa também entender a Arábia Saudita (AS) em termos similares. Pois o Reino do Deserto impõe o mesmo tipo de Islã que o ISIS — com todas as intolerâncias religiosas, decapitações, crucificações, mutilações e misoginia que associamos aos terroristas.

Pior ainda, a AS gasta 100 bilhões de dólares anualmente — trilhões ao longo de décadas — para apoiar e disseminar a forma mais vil do Islã (“Wahabismo” / Salafismo) ao redor do mundo. Praticamente toda a literatura radical, Mesquitas radicais, sites radicais e programas de satélites radicais — os quais criam Muçulmanos radicais — são financiados pela AS. Em outras palavras, se você rastrear a “radicalização” dos Muçulmanos — incluindo os antigos bons vizinhos e colegas que, de repente, se tornaram piedosos, cresceram a barba ou vestiram um véu, e assim se lançaram num tiroteio ou se “martirizaram” num ataque suicida — o dinheiro Saudita quase sempre estará no final da linha.

Pior ainda: o Reino Islâmico não é apenas o principal exportador de ideologias radicais; é também o principal financiador e fornecedor de apoio material aos piores grupos terroristas. ISIS e al-Qaeda não existiriam sem a Arábia Saudita e outras generosidades do Golfo.

Então, como a AS é capaz de alimentar essa Jihad multifacetada e global? Com os recursos provenientes das reservas de petróleo abaixo da Península Arábica.

Agora, num mundo justo, certamente os Sauditas devem manter os recursos naturais da Arábia —mesmo que tenha sido o Ocidente o inventor e o criador da tecnologia para a utilização do petróleo. Mas quando a AS usa abertamente a riqueza para espalhar ódio, turbulência, terrorismo e matança de inocentes em todo o mundo, certamente a comunidade internacional tem o direito de responder — neste caso, confiscando a arma das mãos deles, ou seja, os Poços de Petróleo.

Alguns podem argumentar que, qualquer que seja o mérito desse argumento, não há nenhuma chance dos EUA venderem tal guerra para o povo Americano. Na verdade, poderiam — e muito facilmente;  é só dizer a verdade ao povo Americano para que mudem de opinião.

Lembre-se, o establishment já se comportou de forma mais “espetacular”, inclusive indo a guerra contra vários governantes Árabes — no Iraque, na Líbia e agora na Síria. Em todos os casos, os verdadeiros motivos para a guerra foram/estão escondidos do público, provavelmente porque não serviram e não servem aos interesses Americanos (essa é a razão do ISIS estar agora entranhado no “liberado” Iraque, na “liberada” Líbia e na Síria, ainda sendo “liberada”. Tudo que a liderança e a mídia Norte-Americana precisou fazer foi retratar Saddam, Gaddafi e Assad como “monstros” perseguindo seu próprio povo. Isso foi suficiente para que a maioria dos Americanos aceitasse a realização dessas guerras.

No caso da Arábia Saudita, o establishment não teria que enganar o público: o regime Saudita é um monstro. Como nos territórios detidos pelo ISIS, as mulheres na AS são pouco melhores do que bens móveis; blasfemos, apóstatas e homossexuais são perseguidos e às vezes executados; Todos os não Sunitas — de Hindus aos Xiitas são infiéis subumanos a serem tratados em conformidade; As Igrejas estão fechadas, as Bíblias e crucifixos confiscados e destruídos, e os Cristãos que forem pegos rezando em cultos privados são jogados na prisão e torturados. AS é ainda indiscutivelmente mais atrasada do que o ISIS: as mulheres ainda podem dirigir em Mosul e Raqqa, enquanto são proibidas na AS; e o governo Saudita ainda tem o seu próprio departamento especial dedicado a rastrear e executar bruxas e bruxos.

A selvageria da Arábia não se limita à Península. O regime da AS emitiu uma fatwa, ou um decreto Islâmico-sancionado, ainda disponível online para que todos vejam, chamando os Muçulmanos do mundo para odiarem todos os não-Muçulmanos (isso significa mais de 99% dos Americanos; é isso que “o nosso bom amigo e aliado” realmente sente sobre nós).

Em suma, do ponto de vista libertário ou humanitário — e esse é o ponto de vista que foi usado para justificar a guerra no Iraque, na Líbia e na Síria ao público — a tirania de Saddam, Gaddafi e Assad empalidece quando comparada à liderança Saudita.

Nesse contexto, o que poderia parar, digamos, o Conselho de Segurança da ONU — Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Rússia e China, e todas as nações que sofreram com a radicalização e o terrorismo financiados pelos Sauditas — de enviar uma coalizão militar para confiscar e internacionalizar os Poços de Petróleo da Arábia? Como isso poderia ser diferente da apreensão dos ativos de uma organização terrorista, o qual o regime de AS se assemelha? Quase não haveria uma “guerra”, certamente nada comparável à invasão dos EUA ao Iraque.

O petróleo pode ser compartilhado igualmente, os preços internacionais justos podem ser estabelecidos e, para apaziguar qualquer culpa Ocidental, receitas — incluindo os 100 bilhões (dólares) gastos anualmente patrocinando radicalismo Islâmico e o terror — pode ir para os pobres e necessitados do mundo, incluindo o mundo Muçulmano. Os Árabes Peninsulares ainda podem ser mantidos por um rico salário; Podem manter Meca e Medina e, se ainda preferirem, podem praticar a Sharia entre si, sem ser uma ameaça para o mundo civilizado em geral.

Uma vitória para todos os envolvidos — o mundo desenvolvido, o mundo subdesenvolvido, e até mesmo os Árabes da Península satisfeitos com a prática do Islã entre si. Mesmo os Muçulmanos do mundo, os quais nos dizem que são esmagadoramente moderados, devem dar as boas-vindas à libertação de seus lugares sagrados.

Os únicos que perdem são aqueles comprometidos com o uso da riqueza do petróleo para espalhar as ideologias Islâmicas radicais e o terrorismo em todo o mundo.

Se essa proposta ainda soa muito “irrealista”, lembre-se: já tivemos precedentes nos EUA e se comportaram de forma ainda mais espetacular. Em 2003, a administração Bush acusou Saddam Hussein de estar por trás do atentado em 11 de Setembro, de desenvolver armas de destruição em massa e de cometer abusos de direitos humanos sem precedentes. Como essas acusações eram falsas ou exageradas — até mesmo as violações de direitos humanos foram frequentemente executadas contra tipos como o ISIS — a maioria das nações do Conselho de Segurança rejeitou a guerra ao Iraque. Mesmo assim, os EUA invadiram e conquistaram o Iraque; e o Americano médio aceitou tudo.

Então, o que impedirá os EUA de irem sozinhos mais uma vez ou em cooperação com todos ou com alguns membros do Conselho de Segurança — talvez um esforço conjunto de Trump/Putin — e assim cortarem a linhagem sangrenta do terrorismo global? Não é a realpolitik, teorias sobre o “equilíbrio de poder” ou normas éticas que impedem os EUA de desfigurarem a cabeça da serpente jihadista. Se os EUA conseguiram ir contra a opinião internacional e invadiram o Iraque com uma série de pretextos falsos/duvidosos, por que não podem fazer o mesmo com a AS — uma nação que é culpada por apoiar e difundir radicalismo e terrorismo em todas as partes do mundo? Aliás, ao contrário de Saddam, a liderança Saudita — para não falar de 15 dos 19 terroristas de 11 de Setembro — estava realmente envolvida nos ataques de 11 de Setembro, caso os Americanos ainda estejam interessados nas indenizações.

Então por que essa proposta não foi implementada? Porque os Sauditas sabem melhor do que ninguém o quão vulneráveis ​​são suas atividades terroristas e há muito compraram os principais políticos Ocidentais, instituições, universidades e meios de comunicação — em uma palavra, o establishment. Dito de outra maneira, a riqueza Saudita não é apenas gasta na jihad ofensiva — na disseminação de ideias e grupos radicais em todo o mundo —, mas na jihad defensiva também. Trata-se de “doar” bilhões para elementos-chave do Ocidente, que, por sua vez, lavam a imagem da AS diante do povo Americano — você sabe, nosso “aliado indispensável na guerra contra o terror”.

O establishment tem outro trabalho muito sutil: condicionar os Americanos a acreditarem que a própria ideia de confiscar o petróleo Saudita é tão irreal e absurda quanto… bem, como foi uma vez a ideia de Donald Trump se tornar presidente.

Mas, os tempos estão mudando e os velhos paradigmas estão sendo quebrados; Coisas que uma vez foram ridicularizadas pelo establishment como “impossíveis” e “ridículas”, agora estão acontecendo. E mais, há um novo governo Americano na cidade, um governo que tem como chefe, um homem cuja imensa riqueza o imune à subornos Sauditas — e que promete drenar o pântano. Seguramente uma das coisas mais imundas que serão encontradas em torno do furo do dreno, e que precisa ser extirpada, é a aliança profana entre a Arábia Saudita e o establishment.


Tradução: Tião Cazeiro — Muhammad e os Sufis

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