ROBERT SPENCER — REDDIT — ME PERGUNTE QUALQUER COISA!

Fonte/Source: Jihaaquid Watch director Robert Spencer at The_Donald – Ask Me Anything! • /r/The_Donald

ROBERT SPENCER — REDDIT — ME PERGUNTE QUALQUER COISA!

Por Reddit/Robert Spencer

Nota do blog: Eis aqui um formato interessante.  Produzido pela Reddit, um site de mídia social, tendo Robert Spencer, Diretor da Jihad Watch como convidado para responder perguntas vindas de várias partes dos Estados Unidos. Para os interessados na versão original em Inglês acesse o link aqui.

As perguntas foram sendo geradas antes e depois da posse do novo Presidente dos Estados Unidos Donald Trump.

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Sério, como podem os Americanos construírem uma verdadeira discussão sobre essas questões sem sermos difamados como Islamofóbicos? Isto para mim é o problema #1.

Robert Spencer:

Obrigado e agradeço de antemão pela paciência por eu nunca ter participado disso e por saber quase nada sobre a Reddit. Obrigado por me convidarem!

A difamação via “Islamofobia” foi desenhada para intimidar as pessoas, através do medo, para que não se oponham ao terror jihadista. Mas, isso é uma guerra contra a realidade: enquanto cresce cada vez mais o número de ataques jihadistas e as pessoas veem que todas as respostas a esses ataques estão sendo denunciadas como “Islamofóbicas”, mais e mais pessoas estão acordando em consequência disso. A realidade não poderá ser escondida para sempre.

Pensei que fosse uma guerra contra a doença mental? Todos estão culpando esses ataques como doença mental, até que a verdade apareça, mas até lá esses ataques estão sendo varridos para baixo do tapete.

Robert Spencer:

Um novo vento está soprando. Agora existe um forte desafio a essa tolice. A repetida promessa do Trump de combater o “terrorismo Islâmico Radical” abriu uma porta para a discussão honesta sobre a motivação ideológica dos jihadistas.

Sr. Spencer, na sua opinião, o Islã está se apropriando do modelo político esquerdista/socialista Ocidental para seus próprios objetivos, uma ameaça viável que precisa ser resolvida?

Como isso pode ser abordado dentro dos quadros políticos existentes nos países afetados, e será que a “esquerda” jamais se recuperará da contínua invasão de suas instituições?

Robert Spencer:

Sim, os supremacistas da Sharia têm vorazmente se apropriado dos Esquerdistas/Socialistas para faturarem o apoio da esquerda. É uma grande ameaça. Vemos pela vitória do Trump e do Brexit que os quadros políticos existentes que a esquerda dominou, estão perdendo hegemonia. Isto continuará, à medida que o povo se levantar contra a destruição de seus países pelos globalistas da esquerda, através do afluxo de migrantes Muçulmanos, etc.

Na sua opinião, quão seria a melhor estratégia para aniquilar completamente o Estado Islâmico (ISIS)?

Robert Spencer:

A ação militar NÃO deve ser seguida pelo conceito fútil Wilsoniano — de construção de uma nação. Sim, as forças da jihad se reagruparão uma vez que deixarmos a área, mas a destruição do Califado será um tremendo golpe para aqueles que pensam que Alá estabeleceu e está protegendo isso. Osama não queria um Califado estabelecido no Iraque — Zarqawi o fez — porque Osama estava preocupado que os EUA viessem a derrubá-lo e isso seria um tremendo golpe para a causa da jihad em todo o mundo. A ação militar deve ser combinada com um reconhecimento honesto de sua ideologia motivadora e um desafio direto a essa ideologia em todas as frentes.

Por que a esquerda, que se diz pró-mulher, pró-gay, se enverga toda para um grupo de pessoas com quem deveriam se opor incondicionalmente por suas posições sobre os direitos das mulheres ou os direitos dos homossexuais ou qualquer tipo de direitos humanos?

Robert Spencer:

Porque odeiam os Estados Unidos, o Oeste, a tradição Judaico-Cristã e a civilização Ocidental, e perceba que, tanto a jihad Islâmica quanto os supremacistas, também odeiam. E ainda pensam que serão capazes de controlar os jihadistas e a supremacia Islâmica, por não entenderem ou não levarem os impulsos religiosos em geral a sério e por subestimarem esse poder.

Qual o melhor conselho para que se possa revelar a verdadeira agenda da Jihad para as pessoas que se recusam a ver isso, e que acusam —aqueles que não aceitam Muçulmanos por conta da sua religião — de racistas e intolerantes ou fanáticos?

Robert Spencer:

Exponha os fatos. Mostre os versos do Alcorão, mas não apenas isso porque você vai ouvir “você está tirando isso do contexto” e/ou “existem coisas más na Bíblia também”. Exponha as declarações de Muhammad e as declarações das autoridades jurídicas Islâmicas. Eu já publiquei essas coisas em meus livros e milhões de vezes no meu site: jihadwath.org. Caso ainda assim recusem os fatos, então não há nada a fazer, a não ser tomar uma cerveja e relaxar.

Qual é a sua opinião sobre a Europa, as suas políticas de imigração, integração e a sua forma de lidar com o Islã?

E, com as eleições chegando nos Países Baixos e na França, que conselho você tem para nós, Europeus, que apoiamos o Trump, que queremos ver nossos países novamente grandes e seguros?

Robert Spencer:

As políticas de imigração e integração da Europa são francamente suicidas e só poderiam ter sido implantadas por idiotas ou por internacionalistas que conscientemente estão tentando destruir não somente a nação-estado, mas as nacionalidades Europeias.

A vitória de Trump é um grande exemplo para os defensores de Wilders e Le Pen. Cabeça erguida e não se desculpe pela defesa de sua nação e cultura. Não permita ser colocado na defesa. Refute todas as acusações de que todo nacionalismo é igual ao neonazismo com argumentos racionais ponto-a-ponto, mas exponha as suas razões de forma positiva. Divulgue o máximo que puder a verdadeira devastação dessas políticas suicidas.

Quão Islamizados estão os nossos campus universitários? (Por exemplo, a Universidade de Oregon proibiu professores de dizerem qualquer coisa negativa sobre o Islã, entretanto, “boicote a Israel” e/ou “usar um hijab por um dia” são movimentos predominantes nos campus hoje em dia).

Robert Spencer:

 Campus universitários são quase centros radioativos de doutrinação de esquerda, em nenhum sentido se configuram como centros de alta aprendizagem.

Sr. Spencer, sigo o seu site e escritos desde 2006. Existe alguma possibilidade, com o Trump sendo eleito, da Theresa May finalmente levantar a ordem que proíbe a sua entrada no Reino Unido? Pamela Geller também foi banida junto com Michael Savage. Você costumava dar aulas para as classes de contraterrorismo do FBI sobre o extremismo Islâmico, existe alguma chance do governo contratá-lo como um perito interno? Por fim, o que você acha da conversão de Charles Johnson ao Marxismo de extrema esquerda? Obrigado Robert por todo o seu impressionante trabalho!

Robert Spencer:

Obrigado. Eu não acho que May reverterá a proibição; Ela estava apenas se gabando disso, e me comparando a assassinos terroristas jihadistas há algumas semanas. Eu não acho que a proibição será levantada até que o establishment político reinante no Reino Unido seja decisivamente repudiado e que haja um primeiro-ministro do UKIP. Não estou prendendo a respiração. Enquanto isso, se for convidado a treinar agentes do FBI novamente, com prazer farei isso. Quanto a Charles Johnson, como disse no momento de sua mudança, apenas um evento cataclísmico poderia levar alguém a repudiar suas crenças e denunciar seus amigos. Ou ele passou por uma crise pessoal que o levou a uma ruptura e ao desejo de fazer uma ruptura total com sua vida anterior, ou ele foi seduzido pelo dinheiro e/ou sexo. Consulte “Macbeth” para obter detalhes.

Por que o Islã Radical é uma questão tão importante para o nosso país? (Esta é uma daquelas perguntas da eventual brigada de idiotas que inevitavelmente aparecem — pelo menos podem aprender algo enquanto tentam nos derrubar).

Robert Spencer:

Até agora ocorreram 30.000 ataques jihadistas violentos em todo o mundo desde do atentado às torres gêmeas em Nova York. São mais do que “extremistas de direita”. Estatísticas usadas para mostrar que os de extrema-direita foram responsáveis por mais assassinatos nos Estados Unidos do que os realizados por Muçulmanos, e que foram consequentemente mais que uma ameaça do terror, foram fraudadas. Elas deixaram de fora os atentados ás torres gêmeas, que teria mostrado amplamente quem realmente representa a maior ameaça.

Dado o clima político no mundo agora com a eleição de Trump, como você espera que a reação global seja diferente quando outro grande ataque terrorista Islâmico ocorrer inevitavelmente em solo Europeu?

Robert Spencer:

Duvido que os Europeus em geral estejam dispostos a tolerar as condenações pró-forma covardes aos ataques e apologéticas do Islã, como têm sido a resposta habitual aos ataques durante a era de Obama.

Apenas um palpite, quantos Muçulmanos extremistas estimam que vivem na América, e quão seguros estamos dos ataques? O que você sugere que nós, os cidadãos, façamos para nos protegermos sem desrespeitar ou violar os direitos dos Muçulmanos?

Robert Spencer:

Não tenho como dizer porque as raízes do “extremismo” estão no Alcorão. Quantos Muçulmanos acreditam no Alcorão? Todos. Quantos deles são “extremistas”? Nem todos, mas pode e acontece de Muçulmanos serem “radicalizados” simplesmente lendo o Alcorão — notavelmente Mohammed Reza Taheri-azar, o estudante da UNC-Chapel Hill que tentou atropelar outros estudantes em nome de Alá em 2006.

Precisamos convocar os grupos Muçulmanos nos EUA para apoiar as suas condenações ao ISIS/al-Qeada com um programa de ensino genuíno, transparente e inspecionável contra a compreensão deles a respeito do Islã. Os Muçulmanos são perfeitamente livres sob a Primeira Emenda para praticarem sua religião aqui, mas a Primeira Emenda não é uma licença à traição, subversão e sedição.

Por que os EUA não podem agir simplesmente como o Japão, China, Coréia, Vietnã, Birmânia, etc. entre outros países inteligentes, recusando a entrada de Muçulmanos? Parece que os Muçulmanos levam o terrorismo para onde quer que vão. Sem Muçulmanos. Sem problemas.

Robert Spencer:

Isso é realmente um mito urbano. Eles não recusam os Muçulmanos per se (especialmente a Birmânia, que tem uma população Muçulmana grande e reticente). Eles apenas têm leis de imigração estritamente indesculpáveis. Eu não penso que as leis de imigração estritas são alguma afronta aos direitos humanos.

O que você faria para acabar com o terrorismo Islâmico?

Robert Spencer:

Iria banir migrantes provenientes de países Muçulmanos. Isso não é, na realidade, inconstitucional. A Constituição não se aplica aos não-cidadãos, e ninguém tem algum direito natural de vir para os EUA. Além disso, iria contrariar agressivamente a ideologia orientadora dos jihadistas — coisa que os Estados Unidos NUNCA fizeram. Durante a Guerra Fria tivemos a Radio Free Europe e a VOA irradiando para os países comunistas explicando por que o comunismo era um sistema fracassado.

Agora, não nos atrevemos a desafiar a ideologia da jihad, porque é religiosa. Mas, o que teria acontecido se, quando fomos para o Iraque e o Afeganistão, tivéssemos oferecido refúgio a todas as mulheres espancadas pelos seus maridos, a todos os ex-Muçulmanos escondidos (escondidos porque apostasia no Islã é sinônimo de morte), a todos os não-Muçulmano perseguidos por Muçulmanos, e a todos os gays que vivem com medo de serem assassinados, etc.? O resultado poderia ter sido muito diferente.

Bem-vindo! Você acha que haverá um ponto de inflexão na Europa (digamos, na Alemanha) onde um grande ataque irá acontecer e haverá um grande e violento movimento contra o radicalismo Islâmico pelo povo?

Robert Spencer:

Sim, isso acontecerá, a menos que as elites políticas europeias sejam definitivamente eliminadas e substituídas por líderes políticos que realmente se preocupam em proteger o seu povo, em vez de prosseguirem com a agenda globalista.

O que deveríamos fazer para combater o crescimento do terrorismo nos EUA?

Robert Spencer:

De novo. Precisamos chamar os grupos Muçulmanos nos EUA para apoiar suas condenações ao ISIS/AQ com programas genuínos, transparentes e inspecionáveis ensinando contra a sua compreensão do Islã. Os Muçulmanos são perfeitamente livres sob a Primeira Emenda para praticar sua religião aqui, mas a Primeira Emenda não é uma licença para traição, subversão, sedição.

Acho que li um de seus livros há uma década. O The Politically Incorrect Guide to Islam. Este livro me impressionou porque você foi uma das primeiras pessoas a dizer basicamente que “o Islã radical não é o problema, o Islã é o problema”. Para a maioria de nós de direita, isso soa verdadeiro. Mas, como convencer os outros que estão demasiadamente condicionados pelo multiculturalismo para aceitarem tal ideia?

Robert Spencer:

Continue mostrando os fatos. A verdade não pode ser obscurecida para sempre. Eu gostaria de ter alguma bala mágica ou uma ideia inteligente, e se eu a tivesse, não seria tão insultado. Estou apenas certo de que a verdade eventualmente não conseguirá se esconder mais.

Você acha plausível que um bom número dos chamados de “sleepers” nos EUA simplesmente se tornaram absorvidos pelo estilo de vida “Norte-Americano”?

Nota do tradutor: O vocábulo “sleepers” vem da expressão “sleeper cell”. Esta expressão pode ser descrita como: “Um grupo secreto de espiões ou agentes terroristas que permanecem inativos dentro de uma população-alvo até serem ordenados a agir.” A expressão “sleeper cell” pode ser traduzida também como “célula adormecida”.

Robert Spencer:

Sim, mas isso não significa necessariamente que eles deixaram de estar “adormecidos”. Quando o jornalista Charles Glass foi sequestrado pelo Hezbollah, eles estavam ouvindo Michael Jackson e os discos da Madonna (há cerca de 20 anos) e perguntaram ao jornalista se ele achava que as garotas Americanas os achariam atraentes — ao mesmo tempo apontando uma arma na cabeça.

Você acha que a proibição da concessão de cidadania por nascimento seria uma boa ferramenta para combater a jihad global nos EUA?

Robert Spencer:

Pode ajudar, mas é apenas uma pequena parte no combate à jihad.

Por que a feministas de Esquerda apoiam essa escória do Estado Islâmico (ISIS)? (Ou ao menos aquelas que dividem os mesmo princípios deles?

Robert Spencer:

 O inimigo do meu inimigo é meu amigo.

Robert, gosto muito do seu website. Você acha que o crescimento do Nacionalismo nos dá alguma esperança contra a expansão do Islamismo radical?

Robert Spencer:

Absolutamente sim. Internacionalistas como Obama, May e Merkel não se envolveram para dar alívio aos refugiados, mas sim pela engenharia social — cf. A esmagadora preponderância dos Muçulmanos entre os refugiados que Obama trouxe para os EUA. O nacionalismo genuíno repudia tudo isso.

Poderia nos contar suas próprias experiências sobre a remoção do establishment de inteligência da Administração Obama, e das ferramentas e inteligência necessárias para combater o Islamismo radical?

Robert Spencer:

Fui nomeado especificamente numa carta de 19 de Outubro de 2011 pelo escritório Farhana Khera e Advogados Muçulmanos (e co-assinada por 57 organizações Muçulmanos e aliados) à John Brennan. Khera exigiu que eu fosse removido como instrutor do FBI, JTTF e do pessoal militar dos EUA, e que meus livros fossem removidos do treinamento contra o terrorismo. Brennan imediatamente cumpriu e removeu toda menção ao Islã e a jihad do treinamento antiterrorista.

Como posso explicar a alguém que a Sharia “No go zones” não são a mesma coisa que dizer, Chinatown?

Nota: Para quem não sabe, Sharia “No go zones”, são áreas controladas pela lei Sharia (lei Islâmica) dentro de um estado não-Muçulmano (França e Suécia, por exemplo), onde não-Muçulmanos não são bem-vindos, incluindo a polícia etc.

Robert Spencer:

Chinatowns não são habitadas por pessoas com um modelo de sociedade e de governo que consideram superior ao da sociedade maior, e que estão determinadas a substituir um pelo outro. Não são apenas enclaves de uma cultura diferente (Islã), mas enclaves de uma cultura que está comprometida (para não dizer que cada indivíduo deste enclave está comprometido) a uma ideologia política que é violenta, supremacista, autoritária e maximalista.

O que pode ser feito com grupos que servem a uma agenda de dominação, como o CAIR (Conselho de Relações Islâmico-Americanas)?

Robert Spencer:

Precisam ser fechados como sediciosos, se ficar provado que são. Obama cancelou uma investigação sobre o CAIR em 2009. Ela precisa ser reiniciada.

Pergunto o seguinte— qual seria a nossa melhor estratégia para usarmos com êxito na separação entre Igreja e Estado, para manter o Islã fora da América? É uma espécie de espada de dois gumes — você é livre para praticar sua religião, mas o estado não pode mandar na religião.

Robert Spencer:

Nenhuma liberdade garantida na Constituição implica em algum tipo de licença, para todos os fins, que induza à traição. A liberdade de religião não é, como a Constituição em geral, um pacto de suicídio. Não foi criada para destruir a nação, mas a sua preservação. Os Muçulmanos são perfeitamente livres para praticarem o Islã nos Estados Unidos, exceto os aspectos que exigem traição ou violação de outras leis (abuso conjugal, etc.).

Você apoiaria a construção/modificação de uma ideologia para a Direita contra a ideologia cultural Marxista, e qual seria? Nacionalismo? Patriotismo? Conservadorismo Cristão? “Alt Right” memes? Tudo acima? Parece que os Muçulmanos e a esquerda são “impulsionados ideologicamente”, enquanto a Direita é individualista e às vezes demasiadamente apática ou cínica em relação à política para dar o apoio que a Direita precisa (embora a eleição de Brexit e Trump sugira uma mudança de maré). Obrigado pelo seu tempo!

Robert Spencer:

Defender a liberdade deveria ser o suficiente para uma ideologia unificadora.

O Islã pode ser reformado?

Robert Spencer:

Não é apenas possível, já aconteceu. Muhammad ibn Abdul Wahhab (1792), o fundador do Wahhabismo, se propôs a reformar o Islã e cortar todas as bid’a (inovações). Agora temos uma forma de Islã ainda mais violenta e virulenta do que o que tinha acontecido antes.

Alguma vez você já encontrou um Muçulmano que 1) aceita que Muhammad casou com uma menina de 6 anos e teve relações sexuais com ela aos 9 anos, um fato escrito em mais de uma dúzia de Ahadith, 2) acredita que Muhammad é o exemplo/homem perfeito para os Muçulmanos pra todo o sempre, e isto é dito claramente no Alcorão, 91 vezes, e 3) que condena Muhammad por esses atos particulares? Eu venho tentando encontrar tal pessoa há anos. Não importa quão moderado ou liberal, eu só encontrei Muçulmanos que se forem indagados sobre isso diretamente irão te confundir, relativizar ou defenderão Muhammad por ter tido relações sexuais com uma criança. Qual é a sua taxa de sucesso nisso?

Robert Spencer:

Não. Conheci Muçulmanos que acreditam no 2, mas negam o 1. Conheci Muçulmanos que admitem o 1, mas aí negam o 2. Apenas uma negação do 2 pode levar ao 3. Olhe para os artigos de meu querido amigo, o falecido Tashbih Sayyid. Ele era um verdadeiro reformador Muçulmano que declarou inequivocamente que os Muçulmanos tinham que reavaliar a ideia de Muhammad como o homem perfeito.

Sr. Spencer, como pode explicar o conflito entre sunitas e xiitas para um infiel como eu? Como essa diferença religiosa se desenrola nas guerras e na violência que ocorrem no Oriente Médio entre esses grupos? Na sua opinião, é possível que um estado secular estável exista sob essas religiões?

Robert Spencer:

É um conflito sobre a liderança legítima da comunidade Muçulmana. Explico isso extensamente no meu livro ” The Complete Infidel’s Guide to Iran”. É atualmente a causa principal do conflito no Iraque, bem como no Iêmen. Nenhum Estado Secular jamais existiu no mundo Islâmico, exceto a Turquia Kemalista, que foi fundada sobre um repúdio explícito do Islamismo político, e está agora em plena agonia. Um estado Secular estável não pode existir no mundo Islâmico, por causa da natureza do Islã Político.

Olá! Obrigado pelo seu patriotismo e trabalho duro! Você acha que veremos mais terrorismo Islâmico radical nos Estados Unidos nos próximos dois anos? Ou você acha que vai diminuir imediatamente? Obrigado antecipadamente e Deus o abençoe!

Robert Spencer:

Os jihadistas sabem que há um novo xerife na cidade, mas seu imperativo de travar uma guerra contra o Povo do Livro (principalmente Judeus e Cristãos) não depende disso. Assim, serão mais cautelosos, mas teremos notícias deles novamente.

Olá, Robert! O que o inspirou a se tornar um estudioso sobre os perigos do Islã e como você se sente sobre o futuro?

Robert Spencer:

Eu sempre fui fascinado pelo Islã, embora não tanto, a ponto de me converter. Primeiro, li o Alcorão no início dos anos 80, e isso levou à leitura das principais coleções do hadith e ao estudo posterior. Foi apenas uma questão de interesse pessoal relacionada à minha história familiar no início, mas a situação geopolítica levou-me a tomar uma posição pública — nunca imaginei ou planejei fazer isso.

Robert qual é a sua opinião sobre a grande mídia, que parece ser controlada por algumas pessoas ruins. Nós costumávamos ouvir que eram controlados pelos “Judeus Sionistas”, mas não acho que qualquer pessoa Judaica ou organização de notícias, em seu perfeito juízo, possa estar manipulando contra o presidente Trump ou as mudanças que ele quer fazer para tornar o mundo mais seguro destruindo o ISIS. Quem você acha que realmente controla essas organizações corruptas, de notícias mentirosas? Obrigado.

Robert Spencer:

George Soros.

Você acha que a forma como Trump impediu a imigração do Irã, Iraque, Líbia, Somália, Sudão e Iêmen foi um passo na direção certa na luta contra o terrorismo radical Islâmico? Se sim, qual deve ser a sua próxima jogada? Além disso, o que podemos esperar dos seus próximos projetos literários?

Robert Spencer:

Sim, um passo muito bom. Próximo movimento: banir a imigração da Arábia Saudita, Paquistão, Afeganistão, Turquia. Meu próximo livro está pronto, mas irão segurá-lo até Julho: “The Complete Infidel’s Guide to Free Speech (and Its Enemies).” Depois disso… estou aguardando para escrever um grande volume sobre a História do Islã.

O Islã provavelmente nunca se reformará. Os Muçulmanos fundamentalistas nunca adotarão crenças Americanas ou as assimilarão. Como você acha que os EUA devem lidar com as comunidades Islâmicas que se recusam a “participar do jogo”?

Robert Spencer:

As leis de sedição existem e devem ser aplicadas quando necessário.

Obrigado por se juntar a nós. O que você acha da aliança profana entre feministas delirantes e Muçulmanos? Temos “flocos de neve” na Suécia e na Alemanha gritando Allahu Akbar. Existe alguma coisa que possamos fazer? Além disso, qual é afinal o jogo dos globalistas tentando inundar esses países com pessoas que querem matá-los? Os globalistas acham que suas filhas não serão estupradas? Isso me lembra o político cuja filha foi estuprada e jogada num rio da Alemanha. Obrigado.

Robert Spencer:

Acho que os globalistas acreditam que se apagarem todas as distinções étnicas, raciais e econômicas entre as pessoas, haverá paz. Então estão inundando o Ocidente com Muçulmanos, com a intenção de tornar a Europa e os EUA tão pobres, esquálidos, sujos e perigosos como o Paquistão ou o Afeganistão. Então, haverá paz porque não valerá a pena lutar? É uma visão utópica tão estúpida, insana e perigosa como o Marxismo.

Sr. Spencer, obrigado pelo seu incrível trabalho. Sua bravura e a de seus colegas, incluindo Pamela Gellar, é simplesmente incrível. Você acha que as pessoas nos EUA e na Europa estão acordando mais e mais, e vendo o extremismo Islâmico como um fanatismo religioso ao invés de uma classe minoritária protegida?

Robert Spencer:

Pamela Geller. Sim, ela é ótima. Sim, estou bastante encorajado. As coisas estão bem melhores. As pessoas estão realmente acordando. Nós fomos forçados a aceitar mentiras e as irrealidades por tanto tempo, mas agora a realidade está prevalecendo.

Como você consegue manter a sua sanidade quando está debatendo com pessoas que não têm ideia do que estão falando? Parece espantoso para mim que as pessoas possam ter opiniões tão fortes sobre a religião da paz sem absolutamente nenhum fato para respaldar suas opiniões e, aparentemente, nenhum interesse em ouvir quaisquer fatos. Qual a melhor forma, se houver, para abrir uma mente fechada, pelo menos, iniciar uma discussão?

Robert Spencer: 

Pressione suas contradições. Mostre o que as declarações delas poderiam significar. Quando discuti com o falso “especialista” de segurança, Mubin Shaikh, me mantive mostrando que suas reivindicações para sustentar sua afirmação de que o Islã ensinava a paz, repudiava o Alcorão, a Sunnah, Maomé e todas as escolas de jurisprudência Islâmica. Desse jeito, mostre o absurdo que estão dizendo.

Seria a Taqiyya é uma tática importante para aqueles que tentam se infiltrar no Ocidente? Você tem algum exemplo?

Robert Spencer:

Eu aprendi muito com Bat Ye’or e Ibn Warraq.

Walid Shoebat é um vendedor de notícias falsas e um mentiroso. Antes que eu soubesse disso, peguei algumas histórias e fotos dele que acabaram se mostranado completamente falsas (e, no caso das fotos, eram photoshops). Ele nunca se retratou ou admitiu. Ele é desonesto ao extremo.

Quando você não está caçando bandidos o que você gosta de fazer em seu tempo livre?

Robert Spencer:

Eu costumava tocar sax soprano, mas estava exigindo muito tempo para manter qualquer tipo de forma razoável com ele, infelizmente. Eu ainda escuto muito jazz: John Coltrane, Miles Davis, Pharoah Sanders, Archie Shepp, Sun Ra, Albert Ayler, Steve Lacy, Sun Ra, etc. Ultimamente tem sido tudo elétrico: Miles: “In A Silent Way”, ” Bitches Brew “,” Big Fun “,” Agharta “,” Pangaea “.

Você já teve uma fatwa ordenada contra você ainda, estilo Salman Rushdie?

Robert Spencer:

Eu tive uma miríade de ameaças de morte. No RevivingIslam.com anos atrás, vi uma discussão numa lista da Al-Qaeda em que meu nome apareceu, mas eu não sei se ele foi baseado em uma fatwa formal. Em 2015, depois que fomos atacados por jihadis em Garland, Texas, o ISIS publicou uma fatwa de morte para a Pamela Geller, e também prometeu a morte para todos os seus associados, mas eu não fui nomeado especificamente.

Você acha que há alguma maneira do Islã se separar da Sharia e realmente evoluir para uma religião normal? Ou é mais uma ideologia que será sempre uma ameaça à civilização ocidental?

Robert Spencer:

A Sharia é inseparável do Islã.

Por que a jihad violenta e extremista é tão atraente para tantos? Tem raízes no desejo de vingança, ou ódio ao liberalismo Ocidental, ou um anseio genuíno, mas equivocado, de ser um herói? Os principais meios de comunicação social tentam nos dizer que a causa é baseada na economia, e é porque os jovens homens Islâmicos precisam de emprego, mas sabemos que isso não é o cerne da questão (veja o alto nível socioeconômico e educacional dos terroristas/sequestradores das Torres Gêmeas de Nova York por exemplo).

Robert Spencer:

A ideia de que a pobreza causa o terrorismo tem sido comprovada como falsa por numerosos estudos. Todos os fatores que você menciona podem desempenhar um papel nisso, mas acho que a principal coisa que o torna atraente é que dá sentido à vida. Algumas pessoas sem talento, sem raízes, sem rumo como Adam Gadahn podem se tornar parte de uma grande luta por Alá. Um fracassado que jogava videogames e comia Milk Duds durante todo o dia enquanto ouvia heavy metal.

Nota do blog: Spencer se refere aqui ao Adam Gadahn, um norte-Americano que se tornou porta-voz da al-Qaeda.

O Islã é a religião que mais cresce. Como podemos irradicar uma ideologia intolerante? Os jihadistas simplesmente não emergiriam dos mortos? É possível se livrar dessa religião completamente?

Robert Spencer:

Não é possível “se livrar” deles. Só podemos combatê-los com coisas melhores. Muitas pessoas dizem “devemos proibir o Islã”. Isso não deve ser feito. Nos EUA não temos Polícia do Pensamento. Não é possível erradicá-los simplesmente banindo suas ideias. Temos que lutar contra eles no nível do discurso racional (enquanto que, é claro, agressivamente processando qualquer ação sediciosa).


Tradução: Tião Cazeiro — Muhammad e os Sufis

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