OS ESPECÍFICOS DA SELVAGERIA DA SHARIA

Fonte/Source: The Specifics of Sharia’s Savageries – Raymond Ibrahim

OS ESPECÍFICOS DA SELVAGERIA DA SHARIA

Por Raymond Ibrahim

3 de Janeiro de 2017

FrontPage Magazine

Embora a mídia Ocidental regularmente não reivindique um “motivo” sequer aos muitos ataques Islâmicos a não-Muçulmanos, muitos agora estão, pelo menos vagamente, conscientes de que os perpetradores Muçulmanos contam com ensinamentos Islâmicos genéricos que promovem hostilidade aos não-Muçulmanos.

No entanto, muitas vezes ignoradas, as regras Islâmicas, muito rigorosas e detalhadas, estão por trás de muitos ataques terroristas.

Tomemos o recente ataque à Catedral de São Pedro no Egito, que deixou pelo menos 25 fiéis Cristãos — em sua maioria mulheres e crianças — mortas por ataque assumido pelo ISIS. Embora muitos possam classificá-lo como, apenas um outro ataque genérico visando os “infiéis” Cristãos Coptas, a realidade é que o ISIS, entre outros grupos e indivíduos Islâmicos, se apoiam em decisões Islâmicas arcanas e pouco conhecidas, para justificar sua violência.

Por exemplo, por que a Catedral de São Pedro foi especificamente atingida? A resposta óbvia, é que ela ocupa um lugar de prestígio entre a comunidade Copta Ortodoxa, e está situada no interior do complexo de São Marcos, a sede do Papa Copta no Cairo, Capital do Egito.

Contudo, ainda existe outra razão. Em novembro de 2014, o ISIS convocou seus seguidores e simpatizantes Muçulmanos para atacarem todas as Igrejas do Cairo. Então, um tal de Abu Mus’ab al-Maqdisi, um líder do ISIS, disse numa declaração que “É necessário levar a batalha para o Cairo”, e para os jihadistas focarem nos Coptas: “Porque mirá-los, segui-los e matá-los, é um entre muitos caminhos, para servir a causa dos nossos virtuosos reféns masculinos e femininos dos tiranos.”

Alguns meses depois, um jurista da Sharia servindo o Estado Islâmico, Hussein bin Mahmoud, disse num artigo publicado em 17 de Fevereiro de 2015, e aparecendo em vários sites jihadistas, que todas as Igrejas Cristãs no Cairo devem ser demolidas. Intitulado “A decisão sobre os Cristãos do Egito”, o artigo foi escrito como uma fatwa que:

“A regra com relação às Igrejas que estão no Cairo é que elas sejam destruídas, de acordo com o consenso dos nossos honrados antepassados​​, porque elas são novas sob o Islã, e o Cairo é uma cidade nova, cujos habitantes originais eram Muçulmanos. Não haviam Igrejas nela anteriormente.

Quanto às Igrejas do Alto Egito, que podem ter existido antes da conquista Islâmica do Egito, estas podem permanecer, mas nunca poderão ser reformadas ou consertadas.”

Tudo isto está relacionado à visão Islâmica, predominante, sobre os lugares de culto não-Muçulmanos: se existiram quando os jihadistas históricos do Islã invadiram as terras, e se os nativos se renderam pacificamente, então essas podem continuar a existir (embora nunca poderão ser reformadas); Se, por outro lado, os nativos resistiram aos Muçulmanos invasores, então todas as Igrejas existentes devem ser destruídas. Em ambos os casos, novas Igrejas não poderão ser construídas.

Como acontece, o Cairo moderno foi fundado no século X, quase 400 anos depois que a primeira campanha Islâmica invadiu e conquistou o Egito Copta. Assim, de acordo com a cosmovisão Islâmica, em nenhuma circunstância poderá existir qualquer Igreja no Cairo, uma vez que, de acordo com essa noção, o Cairo era Islâmico desde o seu início.

Daí uma das razões pelas quais a Catedral São Pedro no Cairo foi escolhida para o bombardeio.

Tal nível de detalhe e leis, regularmente orientam a cosmovisão hostil do ISIS e seus milhões de simpatizantes Muçulmanos.

Mas, é claro que os analistas Ocidentais podem ser desculpados por ignorarem essas regras arcanas. Afinal, se militantes Sunitas, como o ISIS, são zelosos com o bem-estar das cidades Sunitas, a maioria deles é igualmente ignorante do fato irônico de que o Cairo — mesmo Al Azhar, a escola Sunita mais famosa do mundo — foi fundada e servida pelos interesses de um dos maiores inimigos históricos do Islã Sunita: os Xiitas da Dinastia Fatimid.


Tradução: Tião Cazeiro — MUhammad e os Sufis

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