MUHAMMAD E AS CONVERSÕES FORÇADAS AO ISLAMISMO

Fonte/Source: Muhammad and Forced Conversions to Islam – Raymond Ibrahim

Nota do blog: Inseri no final deste artigo, dois versos do Alcorão, mencionados por Raymond Ibrahim.

MUHAMMAD E AS CONVERSÕES FORÇADAS AO ISLAMISMO

Por Raymond Ibrahim

3 de Fevereiro de 2017

Crianças Coptas (Egito) estão sendo forçadas a deixarem seus pais e a se converterem ao Islã.

O que devemos fazer diante da flagrante contradição entre a afirmação do Alcorão de que “não há imposição na religião” (2: 256) e os muitos outros versos que exigem guerra, escravidão e morte àqueles que recusam submeter-se ao Islã (9: 5, et al) — para não falar do comportamento militante do profeta de Alá, Muhammad? Essa é a pergunta que Stephen M. Kirby examina em seu novo livro, O Profeta Militante do Islã: Muhammad e Conversão Forçada ao Islã.

Ao invés de oferecer especulações ou citar quase 1.400 anos de história Islâmica, a qual está sobrecarregada com conversões forçadas, Kirby responde a pergunta de forma objetiva e meticulosa —  de forma que qualquer Muçulmano será duramente pressionado a contrariar: Kirby se concentra exclusivamente na carreira de Muhammad, desde do início em 610 até sua morte em 632, conforme registrado nas fontes primárias do Islã, Alcorão e Hadith, e como interpretado pelas autoridades acadêmicas do Islã, como Ibn al-Kathir. Ao longo do caminho, são fornecidos explicações úteis aos leitores — novamente, provenientes das próprias autoridades acadêmicas do Islã — sobre doutrinas arcanas ou incompreendidas, como a ab-rogação (ou revogação), que é essencial para qualquer exegese.

O longo e o curto de tudo isso?

O comando “não há imposição no Islã” foi a único que teve autoridade doutrinária por pouco mais de dois anos. Foi anulado tanto pela Sunnah quanto pelo Alcorão. Sua curta vida foi precedida e seguida por comandos para que os não-Muçulmanos tivessem a opção de converterem-se ao Islã, lutando até a morte, ou, às vezes, pagando a Jizyah. Muhammad foi realmente um profeta militante de uma religião militante que apoiava conversões forçadas ao Islã.

Antes de chegar a essa conclusão, Kirby oferece exemplo após exemplo de Muhammad dando aos não-Muçulmanos — pagãos Quraysh, Judeus e Cristãos, quase sempre pessoas que não tinham rivalidade com ele, além de rejeitarem sua autoridade profética — duas escolhas: converter-se ou sofrer as consequências, as quais muitas vezes manifestaram-se como massacres por atacado.

Também é digno de nota que, de acordo com as primeiras histórias do Islã, a crença sincera nas afirmações do profeta Muhammad é desconhecida. A esmagadora maioria dos que se converteram ao Islã o fez sob coação — literalmente para salvar a cabeça — ou então para fazer parte da “equipe vencedora” de Muhammad. A conversão, foi o preço que um homem pagou, Malik bin Auf, para resgatar sua família sequestrada por Muhammad.

A conversão forçada e insincera é especialmente evidente na conquista de Meca por Muhammad. Quando o profeta do Islã, comandando um vasto exército — que já havia colocado várias tribos sob a espada por recusarem-se à conversão — se aproximou dos politeístas de Meca, mandou um recado: “Abrace o Islã e você estará seguro. Você está cercado por todos os lados. Você está confrontado com um caso difícil que está além do seu poder”. Quando o líder da Meca, Abu Sufyan — que durante um tempo havia ridicularizado Muhammad, como um falso profeta — aproximou-se do campo Muçulmano para discutir, também foi advertido: “Abrace o Islã antes que você perca a sua cabeça.” Abu Sufyan então recitou a confissão de fé, e assim, entrou para o Islã.” Imediatamente todos em Meca seguiram o exemplo.

Os historiadores Muçulmanos que registraram essas conversões não-Muçulmanas ao Islã não viram contradição entre a coerção/imposição e a insincera natureza das conversões e a afirmação do Alcorão de que “não há imposição na religião”. Por exemplo, de acordo com o historiador Muçulmano Taqi al- Din al-Maqrizi (de 1442), na história — em vários volumes — do Egito, episódio após episódio é registrado sobre Muçulmanos queimando Igrejas, matando Cristãos, e escravizando suas mulheres e crianças. Após cada incidente, o piedoso historiador Muçulmano conclui com: “Nessas circunstâncias, muitos Cristãos tornaram-se Muçulmanos”. (Pode-se quase detectar um inaudível “Allahu Akbar”).

Além dos episódios esporádicos de perseguição, o arraigado sistema dhimmi (ver Alcorão 9:29) — uma forma de coerção — viu os Cristãos cada vez mais empobrecidos converterem-se lentamente ao Islã ao longo dos séculos, de modo que hoje, permanecem como minoria e em constante diminuição. Na Conquista Árabe do Egito, Alfred Butler, um historiador do século XIX, escrevendo muito antes da era do politicamente correto, destaca esse “sistema vicioso de subornar os Cristãos à conversão”:

Embora a liberdade religiosa estivesse em teoria assegurada aos Coptas sob a rendição, logo se mostrou, de fato, sombria e ilusória. Pois uma liberdade religiosa que se tornou identificada com a escravidão social e com escravidão financeira não poderia ter nem substância nem vitalidade. À medida que o Islã se espalhou, a pressão social sobre os Coptas tornou-se enorme, ao passo que a pressão financeira, pelo menos, parecia mais difícil de resistir, enquanto o número de Cristãos ou Judeus responsáveis pela jizya (imposto de proteção) diminuía ano após ano, seu isolamento tornou-se visível…  O fardo dos Cristãos crescia mais, à medida que seu número diminuía [ou seja, quanto mais Cristãos se convertiam ao Islã, mais o fardo sobre os poucos restantes crescia]. O surpreendente, portanto, não é que tantos Coptas tenham cedido à corrente que os carregou à força para o Islã, mas que uma grande multidão de Cristãos estava firmemente contra a corrente, nem todas as tempestades durante treze séculos alterou a fé proveniente da pedra fundamental.

Em suma, a afirmação do Alcorão de que “não há imposição/coerção na religião” parece mais uma afirmação, uma declaração de fato, do que um comando para os Muçulmanos defenderem. Afinal, é verdade: nenhum Muçulmano pode fazer um não-Muçulmano dizer as palavras “Não há Deus senão Alá e Muhammad é o mensageiro de Alá”. Mas isso não significa que não possam escravizar, extorquir, saquear, torturar e assassinar aqueles que recusam.


Traução: Tião Cazeiro — Muhammad e os Sufis


Eis aqui os dois versos do Alcorão, mencionados no artigo. Estes textos — excluindo os mesmos em Inglês— foram retirados do site Comunidade Islâmica da Web.

Perceba que a tradução do Alcorão para o Português utiliza “Deus” ao invés de “Alá”. Isso não acontece nas traduções para o Inglês . Vide abaixo as versões em Inglês para os versos citados.

Não vou mencionar nomes, mas alguns sites já não fornecem mais a tradução para o Português. Por que será?

Alcorão: 2:256 
Não há imposição quanto à religião, 
porque já se destacou a verdade do erro. 
Quem renegar o sedutor e crer em Alá, 
Ter-se-á apegado a um firme e inquebrantável sustentáculo, 
porque Alá é Oniouvinte, Sapientíssimo.
Alcorão: 9.29 
Combatei aqueles que não creem em Alá 
e no Dia do Juízo Final, 
nem abstêm do que Alá e Seu Mensageiro proibiram, 
e nem professam a verdadeira religião 
daqueles que receberam o Livro, 
até que, submissos, paguem o Jizya.
Quran 2:256
There shall be no compulsion in [acceptance of] the religion. 
The right course has become clear from the wrong. 
So whoever disbelieves in Taghut and believes in Allah 
has grasped the most trustworthy handhold with no break in it. 
And Allah is Hearing and Knowing.
Quran 9:29 
Fight those who do not believe in Allah 
or in the Last Day and 
who do not consider unlawful what Allah and His Messenger 
have made unlawful and who do not adopt the religion of truth 
from those who were given the Scripture - 
[fight] until they give the jizyah willingly 
while they are humbled.

Tradução: Tião Cazeiro — Muhammad e os Sufis

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