PSICO E PSEUDO JIHAD

Fonte/Source: The Psycho and Pseudo Jihad – Raymond Ibrahim

PSICO E PSEUDO JIHAD

Por Raymond Ibrahim

2 de Novembro de 2016

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Sempre que os Muçulmanos se envolvem em comportamentos que aparentemente contradizem o Islã — desde o consumo de drogas recreativas, filme pornô e até matar companheiros Muçulmanos — os apologistas do Islã proclamam em voz alta “Aha, tá vendo, eles não são os verdadeiros Muçulmanos!” Ou, nas palavras do diretor da CIA John Brennan sobre o Estado Islâmico (ISIS): “São terroristas, são criminosos. Muitos deles são vândalos psicopatas, assassinos que usam um conceito religioso, se disfarçam e se mascaram nessa construção religiosa”.

O que ele negligencia é que muitos autodenominados jihadistas são realmente “marginais psicopatas, assassinos”; Alguns nem mesmo creem em Alá. No entanto, isso não exonera o Islã, pois sua “construção religiosa” sempre foi projetada de forma a atrair e mobilizar esse tipo de homem.

Como de costume, isso remonta ao profeta, Muhammad/Maomé. [1] Após mais de uma década de pregação em Meca, Muhammad tinha cerca de 100 seguidores, na maioria parentes. Foi somente quando se tornou um caudilho bem-sucedido e um assaltante de caravanas que seus seguidores cresceram e se multiplicaram. Enquanto esses bandidos ajudaram-no a espalhar a bandeira do Islã em terras infiéis, foram considerados como Muçulmanos bons e piedosos — independentemente de suas verdadeiras intenções, prioridades ou mesmo fé.

Isso porque Alá fez um “pacto” com eles. De acordo com o Alcorão 9: 111: “Alá cobrará dos fiéis o sacrifício de seus bens e pessoas, em troca do Paraíso. Combaterão pela causa de Alá, matarão e serão mortos…. Regozijai-vos, pois, a troca que haveis feito com Ele. Tal é o magnífico benefício.” Segundo o profeta, “Alinhar-se para a batalha no caminho de Alá [jihad para empoderar o Islã] vale mais do que 60 anos de adoração”. Em outras palavras, difundir o Islã através da espada é mais agradável para Alá do que pacificamente orar para ele em perpetuidade. O maior de todos é o Muçulmano que morre lutando por Alá. Nas palavras de Muhammad/Maomé:

“O mártir é especial para Alá. Ele é perdoado desde a primeira gota de sangue [que ele derrama]. Ele vê seu trono no paraíso…. Se casará com o ‘aynhour [mulheres sobrenaturais, celestiais, projetadas exclusivamente para fins sexuais] e não viverá os tormentos da sepultura e estará protegido do maior horror [o inferno]. Fixado em cima de sua cabeça, uma coroa de honra, um rubi que é maior do que o mundo e tudo o que ele contém. E copulará com setenta e duas ‘aynhour.

Daí por que um repórter que passou algum tempo com ISIS “nunca viu o Islã”, apenas homens ansiosos para serem “martirizados” e para terem relações sexuais com mulheres sobrenaturais.

Quanto aos Muçulmanos que rejeitam a jihad, Muhammad disse que “serão torturados como nenhum outro pecador humano”. (Para ver muitas outras escrituras Islâmicas que descrevem a jihad como o maior dos empreendimentos, que ganha perdão incondicional e o paraíso, clique aqui (Inglês).

Não deveria surpreender, portanto, que muitos dos jihadistas originais agora reverenciados na hagiografia Islâmica fossem, de acordo com os padrões modernos, pouco mais do que psicóticos e assassinos em massa. Considere Khalid bin al-Walid: um pagão de Meca, que se opôs a Muhammad por anos; Mas quando o profeta tomou Meca, Khalid — tal como muitos inimigos de Maomé, como Abu-Sufian — converteu-se oportunamente, proclamou a shahada, juntou-se a equipe vencedora, e depois se juntou a jihad, mutilando, pilhando, estuprando, escravizando, crucificando, e incendiando pessoas durante o processo. Mas porque ele ter feito isso sob a bandeira da jihad, esse assassino serial e estuprador é hoje um dos heróis mais reverenciados do Islã.

A razão para isso é que em nenhum lugar do Islã se fala sobre a “condição” do “coração” dos jihadista, ou se ele está “certo” com Alá. Alá não é Deus: não está interessado em “corações e mentes”, mas em combatentes e espadas. Enquanto seus lutadores proclamarem a shahada — “Não há nenhum Deus exceto Alá e Muhammad/Maomé é seu Mensageiro” — e se lutarem sob a bandeira do Islã, poderão tomar, saquear, assassinar e violar os infiéis; E se morrerem em ação, terão o paraíso garantido.

Tal era o gênio de Muhammad: na sociedade Árabe em que vivia, os membros da tribo eram tão invioláveis quanto os não-membros eram jogo livre (sic), para serem saqueados, escravizados ou mortos com impunidade. Muhammad tomou esta ideia e infundiu-a com uma justificativa piedosa. De agora em diante, haveria apenas duas tribos no mundo: a umma — que engloba todos os Muçulmanos, independentemente da raça — e os “infiéis”, que merecem ser saqueados, escravizados ou mortos impunemente por rejeitarem Alá.

Isso explica por que outras sociedades nômades — Turcos e Tártaros, cujo estilo de vida consistia em caçar todos que não pertenciam a sua tribo — também se converteram ao Islamismo e, sob a bandeira da jihad continuaram atacando o outro, o infiel, mas agora como venerados “Campeões da fé”. Como uma autoridade Ocidental em Turcos Seljúcidas escreveu sobre seus motivos para converter-se ao Islã no século X:” …se tirar vidas e devastar as terras dos infiéis eram os meios pelos quais os fins do Islamismo em expansão eram justificados, então os tradicionais prazeres dos novos convertidos eram agora felizmente dotados de uma razão piedosa.”

A Europa Cristã estava ciente do apelo do Islã desde o início. Teófanes, o erudito Bizantino, escreveu o seguinte sobre Muhammad em suas crônicas:

Ele ensinou aos que lhe ouviram que aquele que matava o inimigo — ou era morto pelo inimigo — entrava no paraíso [ver Corão 9: 111]. E disse que o paraíso era carnal e sensual — orgias como comer, beber e mulheres. Além disso, havia um rio de vinho… e as mulheres eram de outro tipo, e a duração do sexo muito prolongada e seu prazer duradouro [por exemplo, Alcorão 56:7-40; 78:31; 55:70-77]. E todo o tipo de absurdo.

Quase cinco séculos mais tarde, Santo Tomás de Aquino (d. 1274) fez observações semelhantes:

Ele [Muhamad] seduziu o povo por meio de promessas de prazer carnal para o qual a concupiscência da carne nos exorta. Seu ensinamento também continha preceitos que estavam em conformidade com suas promessas, e deu livre curso ao prazer carnal. Com tudo isso, nada é inesperado; Ele foi obedecido por homens carnais. Quanto às provas da verdade de sua doutrina…. Muhammad disse que foi enviado em poder de suas armas — e isso é um sinal de não falta inclusive ladrões e tiranos. Além do mais, nenhum homem sábio, homem treinado em coisas divinas e humanas, acreditou nele desde o princípio. Aqueles que acreditavam nele eram homens brutais e vagabundos do deserto, completamente ignorantes de todo ensino divino, através dos quais Maomé forçou outros a se tornarem seguidores pela violência de suas armas.

Há, finalmente, um outro grupo de “jihadistas” que não deveria ser negligenciado. Estes não dão a mínima para Alá, nem querem ser “martirizados” em troca do paraíso, mas confiam no Islã para justificar roubo, escravização, estupro e matança de não-Muçulmanos, como muitas minorias Cristãs em países como Paquistão e Egito atestam. Porque são apenas “infiéis” — e é um pecado ajudar um não-Muçulmano contra um Muçulmano (isto é, um membro não tribal contra um membro tribal) — criminosos Muçulmanos atacando minorias Cristãs precisamente porque sabem que as autoridades Muçulmanas nada farão a respeito em nome dos infiéis vitimados.

Em suma, chega dessas reinvindicações, de que tal ou qual jihadista é, nas palavras do Diretor da CIA John Brennan, “terroristas”, “criminosos”, “bandidos psicopatas” e “assassinos” Sim, eles são. Mas isso não muda o fato de que um grupo deles está convencido de que, por mais imoral ou perverso que seja seu comportamento, enquanto continuam lutando e morrendo em nome da jihad, não só são exonerados como o paraíso é assegurado; E um outro grupo não se importa nem um pouco com a vida após a morte, mas sabe que, enquanto vitimizam “infiéis”, poucos Muçulmanos irão responsabilizá-los.


[1] Um episódio: Após de ter dito a seus seguidores que Alá havia permitido aos Muçulmanos quatro esposas e concubinas ilimitadas (Alcorão 4: 3), alegou mais tarde que Alá tinha entregado um nova revelação (Alcorão 33.51) permitindo que, somente Muhammad/Maomé, se casasse e dormisse com tantas mulheres quanto quisesse. Em resposta, sua jovem esposa Aisha observou de forma sarcástica: “Sinto que o seu Senhor se apressa para realizar os seus anseios e desejos.” (Apóstatas do Islã regularmente citam esse episódio por especialmente desencantá-los pelo profeta.)


Tradução: Tião Cazeiro — Muhammad e os Sufis

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