RAYMOND IBRAHIM: AS FANTASIAS SEXUAIS DE MUHAMMAD COM A VIRGEM MARIA

RAYMOND IBRAHIM: AS FANTASIAS SEXUAIS DE MUHAMMAD COM A VIRGEM MARIA

Por RAYMOND IBRAHIM

10 de Fevereiro de 2017

Nota do blog:  Robert Spencer e Raymond Ibrahim são versados em Árabe Clássico, Corânico. Vídeo legendado em Português, cortesia do canal  Portões de Viena (Obrigado!)

Numa época em que as pessoas Ocidentais são constantemente advertidas a falarem respeitosamente de Muhammad/Maomé, ou então os Muçulmanos ofendidos poderão responder com violência — para a vergonha e culpa daqueles que exercem sua liberdade de expressão — considere o que os Muçulmanos regularmente dizem sobre coisas que não-Muçulmanos guardam como bem mais precioso.

Recentemente, durante seu programa, televisionado na língua Árabe, o Dr. Salem Abdul Galil —anteriormente vice-ministro das Doações Religiosas do Egito para pregação — declarou alegremente que, entre outras mulheres Bíblicas (a irmã de Moisés e a esposa do Faraó), “nosso profeta Muhammad — que as orações e a paz estejam com ele — vai se casar com a Virgem Maria no paraíso”. (Nota: a palavra Árabe para “casamento “denota “relações sexuais legais/jurídicas” e é desprovida de conotações Ocidentais, “românticas” ou Platônicas).

De onde Galil — esse funcionário governamental, que também sustenta que os Muçulmanos podem usar a cruz para enganar os Cristãos, — obteve essa ideia? Como de costume, do próprio Muhammad. Num hadith, considerado suficientemente confiável para ser incluído no renomado corpus de Ibn Kathir, Muhammad declarou que “Alá me casará no paraíso com Maria, Filha de Imran”[1] (a qual os Muçulmanos identificam com a mãe de Jesus).

Entretanto, Eulógio de Córdoba, um Cristão natural da Espanha ocupada pelos Muçulmanos, escreveu uma vez: “Não vou repetir o sacrilégio que aquele cão impuro [Muhammad] ousou proferir sobre a Santíssima Virgem, a Santa Mãe de nosso venerável Senhor e Salvador. Ele afirmou que no próximo mundo ele iria deflorá-la”. (sic)

Como de costume, foram as palavras ofensivas de Eulógio sobre Muhammad — e não as palavras ofensivas sobre Maria — que tiveram consequências terríveis: ele, assim como muitos outros Cristãos Espanhóis, críticos vociferantes de Muhammad, foram considerados culpados por falarem contra o Islã e publicamente torturados e executados em plena “Idade de Ouro”, Córdoba, em 859.

Não apenas muitos acadêmicos Ocidentais suprimem ou anulam episódios históricos de perseguição Muçulmana aos Cristãos, como alguns também — intencionalmente ou por ignorância — os deformam num esforço de retratar as vítimas Cristãs do Islã como Cristãos perseguidores do Islã. Assim, depois de citar o lamento mencionado acima por Eulógio contra Muhammad, John V. Tolan, professor e membro da Academia Europaea, escreveu:

“Essa ultrajante reivindicação [que Muhammad se casará com Maria], dá a impressão, de ser uma invenção de Eulógio; Não conheço nenhum outro polemista Cristão que faça essa acusação contra Muhammad. Eulógio fabrica mentiras projetadas para chocar o seu leitor Cristão. Dessa forma, até mesmo os elementos do Islã que assemelham-se ao Cristianismo (como a reverência de Jesus e sua virgem mãe) são deformados e obscurecidos, de modo a impedir o Cristão de admirar qualquer coisa sobre o Muçulmano. O objetivo é inspirar ódio aos “opressores”  …. Eulógio pretende mostrar que o Muçulmano não é um amigo, mas um violador potencial das virgens de Cristo (Saracenos: Islã na Imaginação Europeia Medieval, p.93).

Contudo, como visto, foi o próprio Muhammad — não qualquer “polemista Cristão” — que afirmou que Maria seria sua concubina eterna. Mas os fatos, aparentemente, não interessam aos acadêmicos como Tolan, que estão ansiosos para demonizar Eulógio com o intuito de  exonerar os “ofendidos” Muçulmanos que o mataram.

Colocando de lado a história, real ou falsa, vamos voltar ao Egito moderno para considerar por que o Dr. Galil — um funcionário governamental descrito como um “moderado”, construtor de pontes entre Muçulmanos e Cristãos — diria isso abertamente quando sabe que milhões de Cristãos Ortodoxos do Egito entenderão isso como repugnante: que a mãe de Cristo seria dada a — e teria relações sexuais com — o que os Cristãos consideram um falso profeta?

Com certeza, muitos Cristãos Egípcios expressaram indignação, inclusive nas mídias sociais, embora nenhum deles tenham respondido com violência. Se um líder clérigo Cristão, ou mesmo um pequeno menino Copta, alegasse que Aisha — a esposa preferida de Muhammad, que ocupa um lugar venerado na tradição Sunita — se casará e terá relações sexuais com um falso profeta, teria sido espancado e, se não for morto no decurso, aprisionado sob a lei “anti-difamação de religiões” do Egito, que supostamente protege tanto o Islã quanto o Cristianismo.

Mas, como todos os Muçulmanos e Cristãos sabem, a lei de “anti-difamação das religiões” do Egito — que tem sido responsável pela prisão e punição de muitos Coptas acusados de zombarem do Islã nas mídias sociais — é na verdade uma lei anti-difamação do Islã. Com as coisas sagradas dos Cristãos qualquer um pode brincar à vontade — incluindo, aparentemente, os funcionários governamentais “moderados”.

Afinal de contas, o Islã — começando com seu profeta e tudo mais ao longo de suas escrituras — é construído para difamar os não-Muçulmanos e suas religiões, o Judaísmo e o Cristianismo em particular. Então, como pode a repetição do que o Islã detém como verdade, jamais ser considerado uma blasfêmia pelos Muçulmanos — a sensibilidade dos infiéis que se dane?

[1] De al-Mu’jam al-Kabīr, uma coleção primitiva de hadith compilado pelo Imã Tabarani.


Tradução: Tião Cazeiro — Muhammad e os Sufis

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