Hugh Fitzgerald: O Islã e a Propaganda de Guerra (Parte I): Versão Impressa e Online

Fonte/Source: Hugh Fitzgerald: Islam and the Propaganda War (Part I): In Print and Online

Hugh Fitzgerald:
O Islã e a Propaganda de Guerra (Parte I):
Versão Impressa e Online

Por HUGH FITZGERALD

10 de Fevereiro de 2017

Entre as muitas armas do governo Americano durante a Guerra Fria estavam os programas para disseminar, por trás da Cortina de Ferro, e especialmente na União Soviética, informações que expunham as crueldades do Comunismo. Milhões na Europa Oriental ouviram a Radio Free Europe, milhões na União Soviética ouviram a Radio Liberty e em toda parte as pessoas ouviram as transmissões da Voz da América. Havia também um programa sobre publicações, incluindo centenas de edições publicadas pela C.I.A., muitas vezes fáceis de esconder — formato pequeno, papéis feitos de casca de cebola — cópias, de novelas distópicas como a Revolução dos Bichos (Animal Farm) de Orwell e 1984, estudos econômicos e históricos do capitalista Estados Unidos, até mesmo ficção de escritores Russos émigré. Tais livros foram disponibilizados aos visitantes Soviéticos na Europa. Embora confiável o suficiente pelo Estado Soviético para ser permitido em missões (e.g., intelectuais Soviéticos enviados para as intermináveis ​​conferências de “Paz”), muitos desses visitantes aceitaram voluntariamente esses livros. Alguns os leram e depois os deixaram para trás; Outros, mais ousados, contrabandearam esses livros quando voltaram para a União Soviética, passando de leitor para leitor, com várias cópias feitas muitas vezes, ao estilo samizdat (ou seja, cópia clandestina, à mão, distribuído por indivíduos, de textos censurados pelas autoridades Comunistas), por datilógrafos incansáveis.

A ampla visão da C.I.A. ajudou a afastar as pessoas do Comunismo, e descobriu que dando-lhes um vislumbre da liberdade de expressão — via literatura, arte, música do mundo livre — poderiam então comparar com a aridez de suas vidas reguladas e constritas, tornadas miseráveis ​​pelo Comunismo, e isso foi particularmente eficaz.

Por exemplo, na Voz da América havia um programa de música, Voz do Jazz, apresentado por Willis Conover, um nome pouco conhecido na América, mas muito conhecido sobretudo na Rússia, onde as pessoas ouviam o seu programa de jazz Americano, ouvido em rádios de ondas curtas, apesar de estático, e os ouvintes puderam ter um vislumbre auditivo do outro mundo, de uma liberdade emocionante, deixando os ouvintes Soviético mesmerizados. Nada abertamente político foi transmitido, mas a apresentação de um outro mundo — América! Dzhazz! — teve um impacto político, fez as pessoas ansiarem ainda mais por algo diferente da vida cinzenta Soviética.

Outro exemplo do Kulturkampf conduzido durante a Guerra Fria foi o Congresso para a Liberdade Cultural, fundado em 1950 e com apoio financeiro da C.I.A., que patrocinava conferências e reuniões de intelectuais anticomunistas, muitos deles de esquerda, e alguns deles ex-comunistas, no Ocidente, e também publicou uma revista mensal, Encounter, que possivelmente era talvez a melhor revista do mundo na língua Inglesa, cobrindo arte, literatura, música, filosofia, história, ficção, poesia, tudo isso para uma audiência específica, como as reuniões do próprio Congresso, por meio dos intelectuais Ocidentais. Evidentemente, também haviam relatos manifestamente políticos sobre os partidos Comunistas no Ocidente (especialmente Itália e França, onde os partidos ainda eram muito fortes nos anos 50 e 60) e sobre a vida por trás da Cortina de Ferro.

É perturbador comparar a campanha multifacetada durante a Guerra Fria para minar um implacável inimigo ideológico, — uma campanha que foi bem sucedida, tanto para enfraquecer qualquer fé residual no Comunismo, na Rússia e Europa Oriental, como para manter os intelectuais Ocidentais no campo democrático liberal, — com o modesto e quase inexistente esforço que os infiéis do mundo estão fazendo agora para combater a ideologia do Islã, seu evidente apelo a alguns no Ocidente e sua ininterrupta influencia em Dar al-Islã (Casa do Islã). O fato de que isso seja assim deve-se, em grande parte, do Islã apresentar-se como uma religião, e não como o que sabemos ser, tanto uma religião como um sistema político que tenta regular todas as áreas da vida, desde o mais caseiro e íntimo dos detalhes domésticos até as relações geopolíticas. E como “religião”, é muitas vezes tratado com luvas de pelica, como se esse mero rótulo o tornasse fora dos limites da crítica, fornecendo a ideologia com um escudo protetor invisível. Quanto mais atenção for dada aos aspectos do Islã que sugerem não uma religião, mas um culto, um culto do qual você não tem permissão para sair, melhor.

Infelizmente para nós, o Islã é a menos pacífica, a mais perigosa, das religiões do mundo, e temos o dever de compreender a ideologia do Islã, a fim de nos protegermos melhor. O Islã baseia-se numa divisão intransigente do mundo entre crentes e infiéis, Muçulmanos e não-Muçulmanos. É um dever dos Muçulmanos conduzir a Jihad contra os não-Muçulmanos, por meios violentos, se necessário, e uma vez subjugados, oferecer-lhes a opção de conversão ao Islã, ou morte, ou status inferior permanente como dhimmis, sujeito a uma série de deficiências políticas, econômicas e sociais. Além disso, é dever dos Muçulmanos expandir o território de Dar al-Islã, onde o Islamismo domina e os Muçulmanos governam, à custa de Dar al-Harb (Casa de Guerra), territórios onde os não-Muçulmanos ainda dominam. Para entender isso, é necessário algum estudo sobre o Islã, mas não apenas os governos Ocidentais relutam em fornecer tal educação aos seus próprios povos, mas muitos dos líderes Ocidentais parecem querer enganar o próprio povo e a si mesmos, sobre a natureza do Islã. Porque se a verdade viesse à tona, a pergunta óbvia que o público gostaria de responder seria: “O quê? Você sabia que o Islã não significava nada de bom para os Infiéis, e mesmo assim permitiu que todas essas pessoas que acreditam nessas coisas entrassem no nosso país, para se estabelecerem em nosso meio? Por quê? Com que teoria? Nós contávamos com você para nos proteger, nós supúnhamos que você sabia o que estava fazendo, e agora você nos diz, depois de deixar entrar centenas de milhares, ou mesmo mais de um milhão de migrantes Muçulmanos, que você estava errado?

É difícil saber em que ponto um número suficiente de pessoas no Ocidente finalmente irão cair na real sobre o tema do Islã, mas esse momento certamente está chegando. Muitas bombas foram detonadas, muitos coletes suicidas explodiram, muitas facas também decapitaram muitos infiéis indefesos, para manter a pretensão de que o Islã significa “paz”. Ou ainda insistir, após tantos ataques terroristas, na conclusão idiota de que “o Islã não tem nada a ver com isso”. Ou que “essas pessoas (terroristas) são apenas doentes mentais”. Ou o habitual tu-quoque de que “todas as religiões têm seus extremistas”. Todas as desculpas ridículas foram oferecidas, mas seu efeito está se desintegrando. Até agora muitos estão cansados ​​de serem mal informados — ou seja, mentir acerca do — Islã, e como eles começam a compreender a verdadeira natureza e o alcance da ameaça, tornam-se cada vez mais impacientes, e mesmo ansiosos, para aprender o que é o Islã. Aqueles que lhes dizem que têm razão de ter medo, mas que não é tarde demais para que o Ocidente se salve, não podem mais ser rapidamente eliminados como “Islamofóbicos”.

A Europa oferece exemplos de desespero (como refletido nas políticas de Angela Merkel), mas também esperança. Na França, ambos os principais candidatos à presidência, Le Pen e Fillon, alertam sobre o “totalitarismo Islâmico”. Na Holanda, o sincero Geert Wilders, apesar de todos os esforços para silenciá-lo, e que declarado ‘Político do Ano’ em 2016, é líder nas eleições, e seu partido, o PVV (Partido da Liberdade) é o favorito para ganhar a maioria dos assentos na eleição de Março, dando Wilders uma chance de formar o próximo governo Holandês. Enquanto isso, seu principal oponente, o primeiro-ministro Mark Rutte, surpreendeu muitos com sua carta aberta, publicada online e em anúncios de jornal de página inteira, afirmando que há “algo de errado com nosso país” e a “maioria silenciosa” não tolera mais os imigrantes que “abusam da nossa liberdade”. Rutte então mencionou aquelas pessoas que não respeitam as mulheres ou os direitos dos homossexuais. Ele advertiu os imigrantes “para ser normal ou ir embora.” Ele não mencionou explicitamente o Islã; não havia necessidade. A Wildernização da política Holandesa é um desenvolvimento bem-vindo; Isso significa que Wilders já ganhou em parte, forçando seus oponentes a fazerem eco de suas opiniões.

E há outros movimentos políticos anti-Islâmicos crescentes, na Alemanha, na Áustria, na Dinamarca, na Suécia, na Finlândia e na Suíça, todos constantemente descritos, tendenciosamente e imprecisamente, como “extrema-direita”. Esses grupos supostamente de extrema-direita deploraram a enorme despesa para apoiar os imigrantes Muçulmanos porque, entre outras consequências, tornou difícil apoiar os pobres e idosos locais. Em outras palavras, esses grupos querem evitar cortes na segurança social e em outros benefícios para os pobres e os idosos — essas não são exatamente políticas que se possa pensar como “extrema-direita”. Mas, declarações simples sobre a verdade, precisam ser repetidas sem cessar. A saber, não há nada de irracional sobre o medo do Islã. O Islã não é uma raça, e ser anti-Islã não tem nada a ver com o racismo. Alguns opositores à propagação do Islamismo na Europa podem ser “de extrema-direita”, mas há também muitas pessoas de centro e à esquerda que consideram o Islã uma ameaça à liberdade. Declarações óbvias, todos os três, mas, aparentemente, para muitos na mídia não é óbvio o suficiente..

Em muitos desses países, os adeptos do Islã sofreram sérias derrotas recentemente. Houve casos judiciais, sustentando tudo, desde a proibição nacional da burqa  até a decisão do Tribunal Europeu de Direitos Humanos de manter uma exigência Suíça para que os pais Muçulmanos enviem suas filhas para aulas de natação em escolas de sexo misto; no interesse da “integração social”, não poderiam ser isentos. O referendo Suíço que levou à proibição da construção de minaretes foi outro marco na contenção do poder do Islamismo agressivo. E um tribunal Suíço apoiou os funcionários da escola que insistiam que os estudantes Muçulmanos não poderiam ser dispensados ​​do costume de apertar a mão do professor no início e no final do dia escolar, mesmo que essa professora fosse do sexo feminino.

Todas são vitórias, muitas vezes em assuntos aparentemente pequenos, mas somam, e todas apontam numa direção, que é a da crescente oposição às contínuas invasões Muçulmanas sobre as leis e costumes dos povos da Europa. Um ampla pesquisa Europeia em Fevereiro de 2017 confirma o crescente apoio à proibição total da imigração Muçulmana; 55 por cento dos Europeus agora apoiam tal proibição.

Enquanto isso, a tranquila Dinamarca, famosa por sua tolerância, após ser assaltada pela realidade Muçulmana, endureceu suas leis de imigração, tornando a Dinamarca menos atraente para os Muçulmanos, que os Dinamarqueses tiveram que aturar. Em agosto de 2015, o governo passou uma redução de 45% em benefícios sociais para os imigrantes e, em seguida, deram seguimento com uma nova lei que exigia que os migrantes entregassem ao Estado Dinamarquês quaisquer soma que possuíssem acima de $1,450, a fim de ajudar a sua própria manutenção. Mesmo na Suécia, um país que tem sido incrivelmente complacente com os Muçulmanos, a oposição está crescendo. Lá, imigrantes Muçulmanos,  embolsaram uma cornucópia de benefícios do governo Sueco, e em troca deram aos Suecos 55 “no-go zones”,— áreas limitadas à Muçulmanos, controladas pela lei Sharia, onde nem a polícia consegue entrar, — incluindo a cidade de Malmo; um aumento da taxa de criminalidade, com Muçulmanos responsáveis ​​por 70% das violações do país; e custos enormes que o Estado Sueco tem que pagar para aulas de idiomas, educação gratuita, assistência médica e habitação subsidiada, abonos de família, incluindo os custos administrativos surpreendentes para todos esses programas, oferecidos a todos os migrantes Muçulmanos. A despesa total foi calculada por um economista Sueco, ao longo da vida apenas dos migrantes que chegaram há um ano, 2015, em torno de 600 bilhões de Coroas, ou cerca de 55 bilhões de dólares. Uma quantia impressionante.

Este valor, —55 bilhões de dólares para os custos estimados, ao longo das suas vidas, apenas para migrantes Muçulmanos que chegaram em 2015, — deve ser repetido constantemente, devido ao gasto efetivo de apoio aos Muçulmanos imigrantes, (não importando o dano ao sentimento que uma nação tem de si mesma, ou a ameaça da conquista demográfica, ou a ameaça do terrorismo) algo que todos podem compreender e que pode chamar a atenção até mesmo do mais externamente fleumático. Questões sobre quebra de bancos preocupa.

Ainda assim, essas decisões judiciais, referendos que rejeitaram desafios específicos por parte dos Muçulmanos às leis e costumes infiéis, esses sinais de repressão às demandas dos imigrantes Muçulmanos e suas despesas espirais, enquanto bem-vindas, não constituem o tipo de guerra ideológica que ocorreu durante a Guerra Fria. Mesmo que os migrantes Muçulmanos fossem capazes de pagar por si próprios, em vez de agirem como parasitas nas economias da Europa Ocidental, ainda há o perigo permanente que a doutrina Islâmica representa para todos os não-Muçulmanos. Os aspectos políticos e mesmo geopolíticos do Islamismo, como uma fé permanentemente agressiva, recebem atenção insuficiente; somos constantemente informados de que existe algo chamado “Islã Político” que não devemos confundir com o “Islã”, mas isso confunde o caso: o Islã pode não ser idêntico, mas contém, em vez de contradizer, o que entendemos por ” Islamismo político “. E mesmo enquanto proíbem algumas coisas que os Muçulmanos querem (a burka, o Minarete) e condenam outros Muçulmanos que não querem (o aperto de mão de aluno-professor, classes de natação mista), os Europeus continuam cautelosos para não desagradar o Islã, e continuam a tratá-lo como uma religião e não como uma ideologia política de conquista e subjugação.

Mas há um reconhecimento crescente, de que o público em geral, precisa saber muito mais sobre o Islã, do que a  informação da chamada ‘grande mídia’. Quando, por exemplo, você leu no New York Times ou no Washington Post, ou ouviu em qualquer grande programa de notícias, os termos “Jizyah” ou “dhimmi”? Quando você leu nesses jornais, um único, dos 109 versos da Jihad (como os versos 9:5 e 9:29) que poderia pausar os leitores, e mostrar o verdadeiro sentido da violência anti-infiel que está em toda parte no Alcorão? Quando você leu, ou ouviu, na ‘grande mídia’, a citação do Alcorão descrevendo os não-Muçulmanos como “a criatura mais vil”? A resposta em cada caso é “NUNCA”. E por que ainda ouvimos, repetidas vezes, os repórteres e os âncoras traduzindo “Allahu Akbar” como “Deus é grande”, em vez de como o grito de guerra é: “Meu Deus — Alá — é maior (do que o seu)? “Essa tradução incorreta não é trivial. Enquanto isso, os Muçulmanos têm estado ocupados promovendo campanhas generalizadas para convencer os não-Muçulmanos de sua inocuidade. É tudo tipo “gente como a gente”; noites na Mesquita Próxima; dias de Visite a Minha Mesquita; Conheça Meus Vizinhos Muçulmanos e (Põe a Sua Mente Para Relaxar), todas variantes do mesmo roteiro, onde os Muçulmanos ostensivamente amigáveis, ​​ansiosos para avançar a causa do Islã, oferecem uma noite de taqiyya sorridente e (se necessário for) um indignado tu-quoque para os não-Muçulmanos confiantes e ansiosos para “aprenderem sobre o Islã” e para encontrarem Muçulmanos da vida real. O que descobrem, sem surpresa, é que as pessoas Muçulmanas em seu melhor comportamento podem vir a ser, — enquanto nada de substância é aprendido sobre o que o Islã inculca, — no final de uma apresentação suave, um aceno à baklava (um docinho do Oriente Médio), e um bom momento para todos…

Os governos podem hesitar ou evitar confrontar a ideologia do Islã, pois eles têm sido astutos nas acusações de preconceito e Islamofobia.

No entanto, infundado ou mal-entendido ou idiota essas acusações são, elas são repetidas com tanta frequência que assumem uma vida própria. Isso não significa que nada possa ser feito até que líderes Ocidentais como Wilders e Le Pen sejam eleitos para o cargo. Aqueles fora do governo precisam fazer o que ainda não foi feito. Partidos privados, cheios de poeira, podem intervir e ajudar a financiar aqueles grupos e indivíduos que se tornaram alertas aos perigos do Islã e estão tentando educar os públicos Ocidentais. (Jihad Watch é um modelo que vale a pena apoiar, e emular.) Os partidos privados também podem subscrever o material educacional que precisa ser divulgado. Seria útil publicar — ou publicar online — “edições estudantis especiais” do Alcorão, com um comentário corrente nas margens, comentário exegético e crítico, enfocando os versos mais problemáticos (como 9:5; 98: 6) e também as coleções de Ahadith (plural de Hadith) selecionados (tirados principalmente das compilações de Muçulmanos e Al-Bukhari, os dois mais respeitados muhaddithin), e trechos, também, da Sira, ou a biografia de Muhammad/Maomé, com ênfase nas muitas Histórias sobre o que Muhammad fez e disse, que propagandistas do Islã tentam manter fora do radar dos infiéis (o casamento com a pequena Aisha, os assassinatos de Asma bint Marwan e Abu Afak, o ataque a Khaybar, os assassinatos dos Banu Qurayza). E esses textos devem ser disponibilizados gratuitamente e amplamente distribuídos em edições impressas, e torná-los ainda mais disponíveis — e tão livres quanto — na Internet.

As edições dos três principais textos Islâmicos, com os mais importantes comentários críticos, devem ser complementadas por outras obras críticas ao Islã, especialmente as dos ex-Muçulmanos. Os estudos de escritores como Ayaan Hirsi Ali e Ibn Warraq devem ser traduzidos em pelo menos uma dúzia das principais línguas do mundo não-Muçulmano, incluindo, mas não limitado ao, Inglês, Francês, Espanhol, Alemão, Russo, Italiano, Holandês, Português, chinês, Hindi, Coreano, Japonês e meia dúzia das principais línguas do Islã: Árabe, Urdu, Farsi, Bahasa, Turco, Malaio. É preocupante que tal projeto de tradução, que custaria tão pouco, mas que potencialmente faria tanto, ainda não foi realizado por qualquer fundação. A guerra ideológica, então, deve ser conduzida tanto entre não-Muçulmanos como Muçulmanos, da mesma forma que durante a Guerra Fria, a C.I.A. tinha dois públicos-alvo: o primeiro era o público preso atrás da Cortina de Ferro, que foi mantido informado por transmissões sobre o que era a vida no Ocidente, e o segundo era um público no Ocidente, constituído por intelectuais esquerdistas que a C.I.A. queria evitar que sucumbissem aos brados ideológicos do Comunismo. Queremos educar os públicos Ocidentais sobre o Islã, mostrando-lhes os versículos do Alcorão e as histórias de Hadith que os propagandistas Muçulmanos tentam evitar discutir, ou quando podem ser forçados a discuti-los, exalam taqiyya sob uma cortina de fumaça que é difícil de dissipar. E nós queremos levar a guerra ideológica ao inimigo, tentando enfraquecer o poder que o Islã tem sobre seus adeptos. Ainda não foi feito o suficiente, por exemplo, para explorar o fato de que o Islã tem sido um veículo para a supremacia Árabe, — dado que 80% dos Muçulmanos do mundo não são Árabes, — pode muito bem ser o argumento mais poderoso para enfraquecer o apelo do Islã.

Mas, novamente, os tempos são muito diferentes daqueles da Guerra Fria, e a publicação impressa não é mais a principal maneira de disseminar a informação. Agora é uma questão de postar online, e chegar ao público de dezenas de milhões, em vez de dezenas de milhares, um alcance que nunca poderia ter sido imaginado até vinte anos atrás. Mas ainda caberá às partes privadas garantir que esses textos Islâmicos e os comentários críticos sobre eles e as principais obras de ex-Muçulmanos articulados e outros críticos importantes do Islã (incluindo Robert Spencer, como o principal motor da Jihad Watch ), sejam traduzidos fielmente em quase vinte línguas, incluindo as oito línguas principais dos povos Muçulmanos, e depois certificando-se de que todas estas traduções são apresentadas de forma atraente e fácil de encontrar online, como parte do que já é a primeira grande guerra cibernética. É uma guerra que o Ocidente chegou atrasado no fim do dia, mas deve agora, sem mais demora, entrar nas listas ideológicas, dependendo necessariamente do apoio privado, enquanto os governos ainda temem pisar, para prevalecer numa guerra que o Ocidente não pode perder.


Tradução: Tião Cazeiro — Muhammad e os Sufis

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