POR QUE OS SUPREMACISTAS ISLÂMICOS E OS ESQUERDISTAS RADICAIS DETESTAM O DIA DOS NAMORADOS

Fonte/Source: Hating Valentine’s — Why Islamic Supremacists and Radical Leftists Loathe the Day of Love

POR QUE OS SUPREMACISTAS ISLÂMICOS E OS ESQUERDISTAS RADICAIS DETESTAM O DIA DOS NAMORADOS

Por JAMIE GLAZOV

14 de Fevereiro de 2017

valentines

Hoje, 14 de Fevereiro, é Dia dos Namorados (nos Estados Unidos), um dia sagrado o, que companheiros íntimos marcam para celebrar o amor e o afeto de uns pelos outros. Se você está pensando em fazer um estudo sobre como os casais celebram este dia, o mundo Muçulmano e o meio social da Esquerda radical não são lugares que você deva gastar seu tempo. Na verdade, é muito difícil superar os Islamistas e os “progressistas” quando se trata de ódio ao Dia dos Namorados. E esse ódio é precisamente o território sobre o qual se forma o romance contemporâneo entre a Esquerda e a Supremacia Islâmica.

O trem nunca chega tarde: todos os anos no Dia dos Namorados, o mundo Muçulmano entra em erupção com raiva feroz, com os seus líderes fazendo tudo o que está ao seu alcance para sufocar a festa que vem com a celebração do romance privado. Os Imãs em todo o mundo trovejam contra os Namorados todos os anos — e a celebração do próprio dia é literalmente proscrita nos estados Islâmicos.

Este ano, por exemplo, a Suprema Corte de Islamabad, no Paquistão, proibiu a celebração do Dia dos Namorados em locais públicos e em nível oficial, e proibiu todos os meios eletrônicos e impressos de cobrir qualquer festa ou mencionar a ocasião. Várias cidades de maioria Muçulmana através da Indonésia, entretanto, proibiram as pessoas de celebrar o dia. Na cidade de Surabaya, um grupo de alunos de uma escola, que incluiu muitas meninas vestindo o hijab, denunciou o Dia dos Namorados. Na Malásia predominantemente Muçulmana, o grupo Associação Nacional de Juventude Muçulmana ordenou as mulheres, numa mensagem precedendo o Dia dos Namorados, para não usar emotivos e perfumes.

No ano passado, o Paquistão também proibiu o Dia dos Namorados, chamando-o de “insulto” ao Islã e alertando sobre uma ação “severa” contra qualquer pessoa que ousar celebrar esse dia em qualquer parte de Islamabad. No passado, as atividades do Dia dos Namorados foram interrompidas pelo Jamaat-e-Islami, o principal partido religioso do Paquistão, mas nos últimos dois anos o estado e a corte envolveram-se para proibir a celebração. De volta ao Dia dos Namorados no Paquistão em 2013, os partidários do Jamat-e-Islami saíram às ruas em Peshawar para denunciar veementemente o Dia do Amor. Demonizando-o como “anti-Islâmico”, manifestantes Muçulmanos gritaram que o dia tinha “difundido imodéstia no mundo”. Shahzad Ahmed, líder local da ala estudantil de Jamat-e-Islami, declarou que a organização não vai “permitir” qualquer cerimônia no Dia dos Namorados, advertindo que se a aplicação da lei Paquistanesa não impedir que Paquistaneses realizem tais cerimônias, então Jamat-e-Islami impedirá, “do nosso jeito.” Khalid Waqas Chamkani, um líder do Jamat-e-Islami, chama o Dia dos Namorados de “um dia vergonhoso.”

Essas forças Islâmicas no Paquistão não podem, naturalmente, impedir completamente que os casais demonstrem amor uns aos outros nesse dia especial, e muitos Paquistaneses ainda misteriosamente comemoram o Dia dos Namorados e trocam presentes em segredo.

No Irã, Arábia Saudita e na Indonésia no ano passado, como sempre, o Dia dos Namorados foi proibido. Sob o regime Islâmico no Irã, por exemplo, qualquer venda ou promoção de itens relacionados ao Dia dos Namorados, incluindo o intercâmbio de presentes, flores e cartões, é ilegal. A polícia Iraniana consistentemente adverte os varejistas contra a promoção das comemorações do Dia dos Namorados.

Ao longo dos anos, líderes religiosos Islâmicos e autoridades da Malásia alertaram os Muçulmanos contra a celebração do Dia dos Namorados. Na Arábia Saudita, a polícia da moralidade proíbe a venda de todos os itens do Dia dos Namorados, forçando os lojistas a removerem os itens vermelhos, porque o dia é considerado um feriado Cristão.

Malásia e Arábia Saudita estão carregando a tocha para o Conselho Indonésio Ulema em Dumai, Riau, e para a Agência de Educação, Juventude e Desporto em Mataram (sic), West Nusa Tenggara, onde ambos, todos os anos, emitem um aviso terrível a todas as pessoas contra a celebração do Dia dos Namorados, afirmando que o Dia do Amor “é contra o Islã”. Isso é porque, como o julgamento do Conselho Indonésio Ulema de 2011 explicou, o Dia dos Namorados levam os jovens para um “mundo sombrio“.

O assistente do chefe mufti Mat Jais Kamos, da Malásia, sempre mantém sua mente focada nesse mundo sombrio e, em 2014, poucos dias antes do Dia dos Namorados, ordenou que os jovens ficassem longe da celebração do Dia do Amor: “A celebração enfatiza o relacionamento entre dois indivíduos, ao invés do amor entre os membros da família ou casais casados”, afirmou, e funcionários do departamento apoiaram seu comando distribuindo panfletos para lembrar aos Muçulmanos da proibição em 2006 do Dia dos Namorados emitido pelo conselho fatwa de estado (sic). No Uzbequistão Islâmico, entretanto, várias universidades habitualmente se asseguram de que os estudantes assinem contratos prometendo não festejar o Dia dos Namorados.

Todos esses protestos Islâmicos contra o Dia dos Namorados refletem uma miríade de outros esforços para sufocar o dia do amor durante a Guerra Muçulmana. Por exemplo, na província de Aceh, na Indonésia, todos os anos, os clérigos Muçulmanos enviam severos avisos aos Muçulmanos contra a observação do Dia dos Namorados. Tgk Feisal, secretário-geral da Associação Aceh Ulema (HUDA), afirmou que “é haram para os Muçulmanos observarem o Dia dos Namorados porque não está de acordo com a Sharia Islâmica”. Enfatizou que o governo deve estar atento aos jovens que participam das atividades do Dia dos Namorados em Aceh. Só podemos imaginar o que acontece com os culpados.

Como mencionado, os Sauditas sempre punem o menor indício de celebração do Dia dos Namorados. O Reino e sua polícia religiosa sempre emitem oficialmente uma severa advertência para que qualquer um que tenha sido apanhado, até mesmo pensando no Dia dos Namorados, sofrerá algumas das mais dolorosas penalidades da Lei da Sharia. Daniel Pipes documentou como o regime Saudita toma uma posição firme contra o dia dos Namorados a cada ano e como a polícia religiosa Saudita monitora as lojas que vendem rosas e outros presentes.

Trabalhadores Cristãos estrangeiros que vivem na Arábia Saudita provenientes das Filipinas, entre outros países, sempre tomam precauções extras, atendendo a advertência dos Sauditas, especificamente evitando cumprimentar alguém com as palavras “Feliz Dia dos Namorados” ou trocar qualquer presente que cheira romance. Um porta-voz de um grupo de trabalhadores Filipinos comentou:

 “Estamos pedindo aos colegas Filipinos no Oriente Médio, especialmente os amantes, para celebrarem o Dia dos Namorados secretamente e com muito cuidado.”

Os déspotas Iranianos, entretanto, como mencionado acima, tentam consistentemente certificar-se de que os Sauditas não os superam em aniquilação do Dia dos Namorados. A polícia da “moralidade” do Irã ordena severamente que as lojas para removam as decorações com corações, flores e imagens de casais que se abraçam nesse dia — e a qualquer hora em torno desse dia.

Típico dessa patologia no mundo Islâmico foi um acontecimento testemunhado em 10 de Fevereiro de 2006, quando as ativistas do grupo Islâmico radical Dukhtaran-e-Millat (Filhas da Comunidade), em Caxemira, criaram um tumulto em Srinagar, a principal cidade da parte Indiana de Caxemira. Cerca de duas dúzias de mulheres Muçulmanas com véu negro invadiram lojas de presentes e papelarias, queimando cartões do Dia dos Namorados e cartazes mostrando casais unidos.

No Ocidente, entretanto, as feministas Esquerdistas não devem ser superadas pelos seus aliados Islâmicos por criticar — e tentar exterminar — o Dia dos Namorados. Ao longo de muitos Programas de Estudos sobre a Mulher em campi Americanos, por exemplo, você encontrará a demonização desse dia, visto que, como os discípulos de Andrea Dworkin explicam com raiva, o dia é uma manifestação de como os patriarcas capitalistas e homofóbicos lavam o cérebro e oprimem as mulheres — e as empurram para dentro das esferas da impotência.

Como um indivíduo que passou mais de uma década na academia, tive o privilégio de testemunhar essa guerra contra o Dia dos Namorados de perto e de forma pessoal. Ícones feministas como Jane Fonda, entretanto, ajudam a liderar o ataque ao Dia dos Namorados na sociedade em geral. Como David Horowitz documentou, Fonda liderou a campanha para transformar esse dia especial em “V-Day” (“Dia da Violência contra a Mulher”) — como já mencionado, quando tudo se resume a isso, um dia de ódio, caracterizado pela acusação em massa dos homens.”

Então, o que exatamente está acontecendo aqui? O que explica esse ódio ao Dia dos Namorados por feministas Esquerdistas e Islamistas? E como e por que isso serve como vínculo sagrado que une a Esquerda e o Islã nessa festa de ódio?

A questão central na fundação desse fenômeno é que o Islã e a esquerda radical criticam a noção do amor privado, uma entidade não tangível e divina que atrai os indivíduos uns aos outros e, portanto, não permite que se submetam a uma divindade secular.

O objetivo mais elevado do Islã e da esquerda radical é claro: romper a sagrada intimidade que um homem e uma mulher podem compartilhar, pois esse vínculo é inacessível à ordem. A história, portanto, demonstra como o Islã e o Comunismo travam uma guerra feroz contra qualquer tipo de amor privado e não regulado. No caso do Islã, a realidade é sintetizada em suas estruturas monstruosas de apartheid de gênero e o terror que o mantém no lugar. De fato, a sexualidade e a liberdade femininas são demonizadas, consequentemente, o véu forçado, o casamento forçado, a mutilação genital feminina, os crimes de honra e outras monstruosidades misóginas, partes obrigatórias do paradigma sádico.

A natureza puritana dos sistemas totalitários (Fascista, Comunista ou Islâmico) é outra manifestação desse fenômeno. Na Rússia Stalinista, o prazer sexual era retratado como anti-socialista e contrarrevolucionário. Sociedades Comunistas mais recentes também travaram uma guerra contra a sexualidade — uma guerra que, como sabemos, o Islã trava com ferocidade semelhante. Essas estruturas totalitaristas não podem sobreviver em ambientes cheios de indivíduos interessados em si mesmos e que buscam o prazer, que priorizam a devoção à outros seres humanos individuais acima do coletivo e do Estado. Como o Esquerdista visceralmente odeia a noção e a realidade do amor pessoal e “o casal”,  defendendo a imposição do puritanismo totalitário pelos regimes despóticos que tanto adora.

Os famosos romances da distopia do século XX, Yevgeny Zamyatin’s We, George Orwell’s 1984, e Aldous Huxley’s Brave New World, retratam poderosamente o assalto da sociedade totalitária ao domínio do amor pessoal com sua violenta tentativa de desumanizar os seres humanos e submetê-los completamente à sua regra. Em Zamyatin’s We, o mais antigo dos três romances, o regime despótico mantém os seres humanos em linha, dando-lhes licença para a promiscuidade sexual regulamentada, enquanto o amor privado é ilegal. O herói quebra as regras com uma mulher que o seduz — não só no amor proibido, mas também na luta contrarrevolucionária. No fim, a totalidade força o herói, como o resto da população mundial, a sofrerem a Grande Operação, que aniquila a parte do cérebro que dá vida à paixão e à imaginação e, portanto, gera o potencial de amor. Em 1984 de Orwell, o personagem principal acaba sendo torturado e inutilizado pelo Ministério da Verdade por estar envolvido com um comportamento proscrito de amor não regulamentado. No Mundo Bravo de Huxley, a promiscuidade é encorajada — todos têm relações sexuais com todos sob as regras do regime, mas ninguém tem permissão para estabelecer uma conexão privada, profunda e independente.

No entanto, como demonstram esses romances, nenhuma tentativa tirânica de transformar os seres humanos em robôs obedientes pode ter sucesso. Há sempre alguém que tem dúvidas, que é desconfortável, e que questiona a divindade secular — mesmo que fosse mais seguro se conformar como todos os outros. O desejo que, portanto, supera o instinto de autopreservação é a paixão erótica. E é por isso que o amor apresenta tal ameaça à ordem totalitária: ousa servir a si mesmo. É uma força mais poderosa do que o medo, que permeia tudo, que uma ordem totalitária precisa impor para sobreviver. Os engenheiros sociais Esquerdistas e Muçulmanos acreditam, portanto, que a estrada rumo à redenção terrena (sob uma sociedade sem classes ou a Sharia) só tem uma chance se o amor e a afeição privada forem purgados da condição humana.

É exatamente por isso que, quarenta anos atrás, como bem demonstraram Peter Collier e David Horowitz em Destructive Generation, o ‘Weather Underground’ não só travou uma guerra contra a sociedade Americana por meio da violência e do caos, mas também travou uma guerra contra o amor privado dentro de suas próprias fileiras. Bill Ayers, um dos principais terroristas do grupo, argumentou num discurso defendendo a campanha:

Qualquer noção de que as pessoas possam ter responsabilidade por uma pessoa, que elas possam ter isso “de fora” — temos de destruir essa noção para construir um coletivo; Temos de destruir todos os “de fora”, para destruir a noção de que as pessoas podem se apoiar numa pessoa e não serem responsáveis para com o todo coletivo.”

Assim, o ‘Weather Underground’ destruiu quaisquer sinais de monogamia dentro de suas fileiras e casais foram forçados, — alguns dos quais haviam estado juntos durante anos, — a admitir seu “erro político” e separar-se. Como seu ícone Margaret Mead, eles lutaram contra as noções de amor romântico, ciúme e outras manifestações “opressivas” de intimidade e compromisso individual. Isso foi seguido por sexo em grupo forçado e “orgias nacionais”, cujo principal objetivo era esmagar o espírito do individualismo. Isto constituiu uma repetição misteriosa da promiscuidade sexual que foi encorajada (enquanto o amor privado era proibido) em We, 1984, e em Brave New World.

Torna-se completamente compreensível, por esse motivo, o porquê dos crentes Esquerdistas terem sido inspirados pelas tiranias da União Soviética, China Comunista, Vietnã do Norte Comunista e muitos outros países. Como o sociólogo Paul Hollander documentou em seu clássico Political Pilgrims, os companheiros de viagem ficaram especialmente encantados com o vestido dessexualizado que o regime Maoísta impunha aos seus cidadãos. Isso satisfez imediatamente o desejo da Esquerda pela identidade forçada e o imperativo de apagar as atrações entre cidadãos particulares. Como demonstrei no United in Hate, a roupa unissex dos Maoístas encontra seu paralelo no mandato do Islamismo fundamentalista para que os revestimentos sem forma sejam usados por homens e mulheres. O “uniforme” coletivo simboliza a submissão a uma entidade superior e frustra a expressão individual, a atração física mútua, a conexão e a afeição privada. E assim, mais uma vez, o Esquerdista Ocidental permanece não apenas acrítico, mas completamente apoiante — e encantado — nesta forma de puritanismo totalitário.

É precisamente por isso que as feministas de Esquerda, hoje em dia, não condenam o véu forçado das mulheres no mundo Islâmico; porque suportam tudo o que o véu forçado gera. Não deve ser nenhuma surpresa, portanto, que Naomi Wolf acha o hijab “sexy”. E não deveria ser nenhuma surpresa que o Professor de Antropologia de Oslo, Dr. Unni Wikan, tenha encontrado uma solução para a alta incidência de Muçulmanos violando a mulher Norueguesa: o estuprador não deve ser punido, mas as mulheres Norueguesas precisam usar o véu.

O Dia dos Namorados é um “dia vergonhoso” para o mundo Muçulmano e para a Esquerda radical. É vergonhoso porque o amor privado é considerado obsceno, pois ameaça o mais alto dos valores: a necessidade de uma ordem totalitária para atrair a atenção completa e indivisa, a lealdade e a veneração de cada cidadão. O amor serve como a ameaça mais letal para os tiranos que procuram construir a Sharia e uma utopia sem classes na terra, e assim esses tiranos anseiam pela aniquilação de cada ingrediente do homem que cheira a qualquer coisa que significa ser humano.

E assim, precisamente por estarmos refletindo sobre o Dia dos Namorados anteriores, é que somos lembrados da esperança que podemos realisticamente ter na nossa batalha contra a feia e perniciosa Aliança Profana (Unholy Allianceque procura destruir nossa civilização.

Esse dia nos lembra que temos uma arma, o arsenal mais poderoso da face da terra, diante do qual os déspotas e os terroristas tremem e se agitam, e correm horrorizados pelas sombras da escuridão, evitando desesperadamente sua luz penetrante.

Esse arsenal é amor.

E nenhuma guarda Maoísta Vermelha ou polícia Saudita Islâmico-Fascista conseguiu derrubar — por mais que batessem e torturassem suas vítimas. E nenhum jihadista da Al-Qaeda no Paquistão ou Feminazi em qualquer campus Americano conseguirá sufocá-lo, não importa o quão ferozmente cobiçam desinfetar o homem do quem e do que ele é.

O amor prevalecerá.

Vida Longa ao Dia dos Namorados!


Para obter toda a história sobre a guerra do Islã e da Esquerda contra o amor privado, veja o livro de Jamie Glazov ” United in Hate: The Left’s Romance With Tyranny and Terror “.

 Jamie Glazov é o Editor da Frontpagemag.com. Ele possui um Ph.D. em História com especialidade em Rússia, nos EUA e na política externa Canadense. Ele é o autor do United in Hate, o apresentador da web-TV show, The Glazov Gang, e pode ser contatado via:  jamieglazov11@gmail.com.



Tradução: Tião Cazeiro — Muhammad e os Sufis

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