RAYMOND IBRAHIM: TRUMP AOS MUÇULMANOS AMERICANOS — TORNE-SE CRISTÃO, PAGUE A JIZYA OU MORRE?

Fonte/Source: Raymond Ibrahim: Trump to American Muslims — Become Christian, Pay Jizya, or Die?

RAYMOND IBRAHIM: TRUMP AOS MUÇULMANOS AMERICANOS — TORNE-SE CRISTÃO, PAGUE A JIZYA OU MORRE?

Por RAYMOND IBRAHIM

17 de Fevereiro de 2017

Enquanto os liberais/esquerdistas Americanos continuam retratando o veto migratório de Donald Trump em sete países Muçulmanos com os piores termos possíveis — de “racista” a “islamofóbico” — e ativistas Muçulmanos continuam reivindicando “choque e trauma”, um Egípcio solitariamente fez algumas perguntas relevantes que poucos Muçulmanos se importariam de fazer.

Dr. Ahmed Abdu Maher é um pesquisador e ativista político que aparece regularmente na televisão de língua Árabe e que tem um longo histórico expondo as instituições Islâmicas, como a Universidade de Al Azhar, por usarem textos e currículos que promovem o terrorismo em nome do Islã. Em 6 de Fevereiro, postou um breve vídeo de si mesmo falando em Árabe, do qual traduzi partes relevantes:

Amigos, no que diz respeito à vitória presidencial de Donald Trump, queríamos perguntar aos nossos irmãos — os fuqaha [juristas da lei Islâmica] e os ulemás [estudiosos do Islã] — uma pergunta: se esse homem, que em mais de uma ocasião anunciou que não quer Muçulmanos…  se ele coagisse, através do poder das armas, a maioria dos Muçulmanos que vivem na América… para que se tornem Cristãos ou paguem a jizya, ou então perderão suas propriedades, matará seus homens, escravizará suas mulheres e meninas, as quais serão vendidas em mercados de escravos. Se ele fizesse tudo isso, seria considerado racista, terrorista ou não? Claro, estou apenas hipotetizando, eu sei que a Bíblia e sua religião não promovem tais coisas, mas vamos apenas presumir: Seria ele um racista ou não? Seria um terrorista ou não? Como então [quando se considera] que temos em nossa jurisprudência Islâmica, que você nos ensina, e nos diz que todos os Imãs estão de acordo de que as aberturas Islâmicas [ou seja, as conquistas] são a maneira de disseminar o Islã? Precisamos ser sensitivos à palavra “abertura” [futuhat]! As aberturas Islâmicas significam espadas e matança. As aberturas Islâmicas, através das quais as casas, castelos e territórios foram devastados, estes … [fazem parte de] um Islã que você tenta nos fazer seguir. Então, me pergunto, ó sheik, ó líder deste ou aquele centro Islâmico em Nova York, você gostaria de ver isso acontecendo com sua esposa e filha? Você — este ou aquele sheik — aceitaria que isso fosse feito com os seus filhos? Que sua filha caísse nas mãos desse guerreiro [como escrava], seu filho nãos mãos desse guerreiro, — um quinto [do espólio de guerra] indo para o Califa — e assim por diante? Quero dizer, não é isso que vocês chamam de Sharia de Alá? … Então vamos pensar sobre as coisas e fazer um esforço para discernir o que é certo e o que é errado.”

Para aqueles que desconhecem o assunto, Maher está se referindo às conquistas Islâmicas na história, que na tradição Muçulmana são referidas em termos gloriosos como “aberturas” altruístas (futuhat) que permitiram que a luz do Islã rompesse para a humanidade. Durante séculos, os exércitos Muçulmanos invadiram territórios não-Muçulmanos, dando aos habitantes três escolhas: converter-se ao Islã, ou então pagar a jizya (imposto de proteção) e aceitar o status de terceira classe como um “humilde” dhimmi (ver Alcorão 9:29), ou enfrentarão a espada, a morte e a escravidão. A maioria viu a luz e o nascimento do “mundo Muçulmano”.

Os Muçulmanos se comportaram assim diante dos não-Muçulmanos por quase 1.400 anos, e a lei Islâmica, que acredita ser baseada na vontade transcendente e imutável de Alá, ainda prescreve essa abordagem aos não-Muçulmanos.

Nesse contexto, do que os Muçulmanos reclamam? pergunta Maher. Tudo o que Trump fez foi banir a imigração das nações Muçulmanas estreitamente associadas ao terrorismo. Como pode, se ele realmente tratou os Muçulmanos na América do mesmo modo como os Muçulmanos sempre trataram os não-Muçulmanos sob sua autoridade — a maneira como a lei Islâmica, a Sharia, exige — ou seja, de uma maneira muito pior do que simplesmente proibir a imigração de nações terroristas no interesse de autopreservação?

Deve-se notar que se Maher está entre uma minoria de Muçulmanos que  expõe abertamente a hipocrisia e a dupla moral de seus correligionários, a maioria dos Muçulmanos do mundo — incluindo e especialmente aqueles que estão atualmente na América, fingindo um trauma, nas palavras “ofensivas” de Trump — sabe precisamente do que ele está falando.


Tradução: Tião Cazeiro — Muhammad e os Sufis

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