Geert Wilders: O Islã Não É Uma Religião, É Uma Ideologia Totalitária

Fonte/Source: Geert Wilders: Islam Is Not A Religion, It’s a Totalitarian Ideology

Photo Cover Credit: Sean Gallup/Getty Images


Geert Wilders: O Islã Não É Uma Religião, É Uma Ideologia Totalitária

 

Por DONNA RACHEL EDMUNDS

28 de Fevereiro de 2017

Geert Wilders em Koblenz, Rhein, 21 de Janeiro de 2017, Alemanha. Photo: Sean Gallup / Getty Images

O Islã é uma ideologia totalitária, não uma religião, e por isso o compromisso constitucional Holandês com a liberdade de religião não deve se aplicar a ele, disse Geert Wilders.

Em uma ampla entrevista gravada em Janeiro e transmitida no fim de semana, o político populista e líder do Partido Holandês pela Liberdade (PVV) disse que embora o Islã tenha muitos dos ornamentos de  religião, compartilha mais em comum com ideologias totalitárias como o Comunismo e o Fascismo e devem ser tratados como tal.

“O Alcorão não só contém mais antissemitismo do que Mein Kampf — outro livro terrível — produziu, como é uma prova do totalitarismo porque você não tem permissão para sair. Essa é a prova do totalitarismo”, disse ele.

“O Islã como ideologia não permite a liberdade. Olhe para quase todos os países do mundo onde o Islã é dominante — você vê uma falta total de sociedade civil, de estado de direito, de liberdade para jornalistas, mulheres, Cristãos, ou mesmo alguém que queira deixar o Islã, um apóstata.

“Você tem permissão para deixar o Cristianismo ou o Judaísmo e se tornar um ateu ou o seguidor de outra religião; Você não tem permissão para deixar o fascismo, você não tem permissão para deixar o Comunismo. E ainda hoje na Holanda, na Alemanha, no mundo Árabe, a pena é a morte se você quiser deixar o Islã.

“Esse tipo de pensamento, esse tipo de violência dentro de uma ideologia é algo que não devemos importar”.

Admitindo que sua opinião era uma visão minoritária e que a constituição da Holanda provavelmente não mudaria se seu partido fosse vitorioso nas próximas eleições, esclareceu que sua objeção era ao Islã como um corpo de ideias, não para o povo Muçulmano.

“Eu acredito que o Islã e a liberdade são incompatíveis. Não estou falando de pessoas.”

“Fui muitas vezes ao Irã, Iraque, Síria, Egito e Jordânia, e encontrei pessoas muito amigáveis, agradáveis e muitas vezes muito interessantes. Então eu não tenho um problema com os Muçulmanos, como algumas pessoas acreditam.”

“Mas acredito que a ideologia Islâmica é muito perigosa”.

Wilders também manifestou sua oposição à União Europeia, que, segundo ele, despojava as nações Europeias de sua soberania e criticou os líderes Europeus por sua adesão à doutrina do relativismo cultural.

Invocando o sucesso de Donald J. Trump, o qual o levou à presidência dos EUA numa plataforma de patriotismo e orgulho nacional, Wilders disse: “Um Estado-nação precisa ser independente, precisa de sua própria bandeira e valores. Não é fanatismo ou racismo, é patriotismo, e o patriotismo está em ascensão hoje em dia.

“Então eu tentaria recuperar nossa soberania nacional e ser independente, e deixar o povo Holandês, o governo e o parlamento Holandês decidir o próprio destino novamente”.

E acrescentou: “A maioria dos líderes políticos não são apenas multiculturalistas, mas são relativistas culturais — pessoas que acreditam que as culturas são iguais.” E previu:— “Estou certo de que os últimos dias da União Europeia — como aconteceu com antigo Império Romano — estão chegando. É só uma questão de tempo.”

Wilders provou ser um candidato imensamente popular e o PVV está no bom caminho para ganhar o maior número de lugares. Mas apesar da oportunidade de examinar as ideias de Wilders antes das eleições Holandesas de Março, a imprensa Holandesa preferiu se concentrar num erro cometido por Wilders durante a entrevista.

Discutindo o PVV Wilders disse que tinha sido inspirado pelo político Pym Fortuyn, o qual, ele comentou: “[estava] abordando os problemas que estou abordando agora e infelizmente foi morto e assassinado por um Muçulmano radical.”

Fortuyn foi assassinado por um ambientalista, Volkert van der Graaf, que alegou ter atirado no político para “proteger” os Muçulmanos. Wilders reconheceu o fato num tuite onde explicou que tinha pretendido fazer referência ao cineasta Theo Van Gogh, que foi baleado e esfaqueado até a morte por um Islamista em 2004 por dirigir um documentário, Submissão, que criticava o tratamento das mulheres sob o Islã.

Em um segundo tuite, Wilders acrescentou: “Os esquerdistas elitistas perdedores estão gostando do meu lapso de língua, mas nós vamos desislamizar os Países Baixos muito rapidamente e isso não é nenhum lapso de língua.”


Tradução: Tião Cazeiro — Muhammad e os Sufis

Anúncios