Toda Arte É “Imoral”, Diz Top Egípcio “Moderado” e — Clérigo

Source/Fonte: All Art Is “Immoral,” Says Egypt’s Top—and “Moderate”—Cleric – Raymond Ibrahim


Toda Arte É “Imoral”, Diz Top Egípcio “Moderado” e — Clérigo

Por Raymond Ibrahim

9 de Março de 2017

Solidariedade Copta

A arte tem um grande impacto negativo sobre a moralidade humana. Assim diz o Sheik Ahmed al-Tayeb, o grande imam da madrassa Egípcia Al Azhar e, sem dúvida, o “Muçulmano mais influente do mundo“.

Em uma entrevista televisiva recente, Tayeb foi perguntado “até que ponto a arte influencia a moral da juventude.” O Sheikh respondeu que a arte — presumivelmente todas as formas e expressões da arte, como nenhuma forma particular foi especificada — tem uma taxa de influência de 90 por cento sobre a moralidade da juventude; e tudo isso é ruim.

É importante notar aqui que, mais uma vez, Tayeb responde de tal maneira que alguém dificilmente diferenciaria de uma resposta “radical”. Visto que estamos constantemente ouvindo que são os “Muçulmanos radicais” — do tipo ISIS — que condenam todas as formas de arte. No entanto, aqui está o “moderado” fazendo essencialmente as mesmas alegações.

Mas é claro que isso não é novidade. Como documentado aqui, Tayeb concorda com qualquer número de visões “radicais”: acredita que o Islã não é apenas uma religião a ser praticada em modo privado, mas sim um sistema totalitário destinado a governar toda a sociedade através da implementação da (senão abuso dos direitos humanos) Sharia; apóia uma das leis mais desumanas, a punição do Muçulmano que deseja deixar o Islã, o “apóstata”; minimiza a situação dos Cristãos perseguidos do Egito, isto é, quando não está incitando contra eles, classificando-os como “infiéis” — a pior categoria no léxico Islâmico — mesmo quando também se recusa a denunciar da mesma forma o Estado Islâmico genocida.

E assim indefinidamente. Tayeb explicou uma vez com assentimento o porquê da lei Islâmica permite que um homem Muçulmano se case com uma mulher Cristã, mas proíbe uma mulher Muçulmana de se casar com um homem Cristão: uma vez que as mulheres por natureza são subordinadas aos homens, é bom se a mulher é uma “infiel”, assim seu marido Muçulmano superior a manterá sob controle; mas se a mulher é Muçulmana, não está certo que ela esteja sob a autoridade de um infiel. Da mesma forma, os liberais Ocidentais podem estar especialmente perturbados ao saber que Tayeb se gabou uma vez: “Você nunca encontrará um dia uma sociedade Muçulmana que permita a liberdade sexual, a homossexualidade, etc., etc., como direitos. As sociedades Muçulmanas veem isso como doenças que precisam ser resistidas e antagonizadas”.

Também ão é novidade o quão importante as instituições Ocidentais e Cristãs ignoram tudo isso e continuam a retratar Tayeb e Al Azhar como “moderados”. Assim, apesar de tudo o que foi dito acima — apesar de Al Azhar encorajar a inimizade aos não-Muçulmanos, um folheto gratuito dedicado a provar que o Cristianismo é uma “religião fracassada” — foi anunciado que “O Vaticano e a Universidade Al-Azhar, uma das escolas mais conhecidas do pensamento Sunita do Islã, unirão forças para discutir como lutar contra o extremismo religioso que usa o nome de Deus para justificar a violência”.

Tal é o escárnio em nosso tempo enquanto a repulsiva realidade continua marchando sem oposição.


Tradução: Tião Cazeiro — Muhammad e os Sufis

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