GRUPO DE REFORMA MUÇULMANO ALCANÇOU 3.000 MESQUITAS DOS EUA, OBTEVE APENAS 40 RESPOSTAS

Fonte/Source: Muslim Reform Group Reached Out to 3,000 US Mosques, Got Only 40 Responses

GRUPO DE REFORMA MUÇULMANO ALCANÇOU 3.000 MESQUITAS DOS EUA, OBTEVE APENAS 40 RESPOSTAS

POR STEPHEN M. KIRBY

24 de Fevereiro de 2017

Dr. Zuhdi Jasser

Em Dezembro de 2015, um pequeno grupo de Muçulmanos se reuniu em Washington, DC para discutir a reforma do Islã. Com a fanfarra da mídia, eles se denominaram Movimento de Reforma Muçulmano (MRM), emitiram uma Declaração para a Reforma Muçulmana e se tornaram a nova face dos “reformadores Muçulmanos”.

Houve apenas um problema fundamental: o MRM nunca teve apoio majoritário da comunidade Muçulmana.

O Dr. Zuhdi Jasser, um dos fundadores da MRM, admitiu isso em 30 de Janeiro de 2017, quando foi entrevistado em um artigo no The Federalist sobre o recente aniversário de um ano da MRM: Um reformador Muçulmano fala sobre sua batalha contra o Islamismo e PC. Jasser foi perguntado sobre quantas mesquitas o MRM tinha abordado inicialmente para apoio em 2015 e a natureza das respostas dessas mesquitas. A resposta de Jasser foi reveladora:

“Nós gastamos recursos significativos nesse projeto ao longo de um período de dez meses. Entramos em contato através do correio tradicional, e-mail, e do telefone com mais de 3.000 mesquitas e mais de 500 Muçulmanos Americanos públicos conhecidos. Recebemos apenas 40 e poucas respostas desprezíveis dos nossos contatos, e infelizmente menos de dez delas foram positivas. Na verdade, uma mesquita na Carolina do Sul nos deixou uma mensagem de voz violenta, ameaçando nossa equipe caso os contatemos novamente.

Assim, o MRM fez mais de 3.500 contatos dentro da comunidade Muçulmana, mas recebeu apenas um pouco mais de 40 respostas, das quais menos de dez foram positivas. Então, para trabalhar com esses números, digamos que o MRM fez 3.500 contatos e recebeu nove respostas positivas. Isso significa que apenas .0026 (um contato sobre um quarto de um por cento) das organizações Muçulmanas e indivíduos Muçulmanos que o MRM contatou responderam de forma positiva. E o MRM ainda recebeu um “mensagem de voz violenta” de uma mesquita como resultado desses primeiros contatos.

A irrelevância do MRM foi revelada ainda mais quando Jasser foi questionado sobre as realizações do MRM durante o primeiro ano de sua existência. Jasser afirmou:

“Nossa maior conquista até agora é a nossa declaração.”

A declaração da MRM é um documento de duas páginas criado na primeira reunião, publicado na porta de uma mesquita próxima (e rapidamente removido), e disponível nos sites de várias organizações de “reforma” Muçulmana. Como notei no meu primeiro artigo sobre o MRM, esta declaração é “um documento que rejeitou o Islã de Muhammad em favor dos valores Ocidentais e Judaico-Cristãos”, e em termos de doutrina Islâmica, é repleto de blasfêmia.

Jasser também admitiu que após um ano de existência do MRM,

“Estamos decepcionados com o relativo silêncio da maioria dos líderes Muçulmanos …

Jasser culpou a falta de dinheiro pelo pobre apoio da comunidade Muçulmana:

“Eu posso adivinhar porque nós tivemos deficiências no alcance. Se tivéssemos mais fundos, poderíamos estudar isso mais cientificamente … Ninguém sabe verdadeiramente como a maioria dos Muçulmanos se sente sobre as ideologias Islâmicas. A segurança nacional precisa desesperadamente de nos ajudar a estudar isso…. Não conseguimos alcançar efetivamente a maioria dos Muçulmanos por causa dos recursos e da ausência de plataformas efetivas.

Assim, por causa da “segurança nacional”, o MRM precisa estudar as atitudes dos Muçulmanos a fim de descobrir por que o MRM tem sido geralmente rejeitado por aqueles Muçulmanos. E para que o MRM complete esse estudo, eles precisam de dinheiro. O dinheiro tem que, por padrão, vir de não-Muçulmanos.

Mas eu gostaria de economizar o tempo do MRM e o dinheiro dos não-Muçulmanos. Em vez de um novo estudo sobre o porquê do MRM não ter praticamente nenhum apoio Muçulmano, vou dar a resposta: em termos de doutrina Islâmica, a declaração do MRM é blasfema, e o MRM não deve se surpreender que mais de 99% não queira participar dessa blasfêmia.

É apenas a atenção do mundo não-Muçulmano que permitirá que o Movimento de Reforma Muçulmana permaneça em apoio à vida, visível, mas irrelevante.

Dr. Stephen M. Kirby é o autor de quatro livros sobre o Islã. Seu último livro é o Profeta Militante do Islã: Muhammad e as Conversões Forçadas ao Islã


Tradução: Tião Cazeiro — Muhammad e os Sufis

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